Estabilidade de taludes, drenagem e controle de erosão

Estabilidade de taludes, drenagem e controle de erosão

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O enrocamento previsto é formado por uma estrutura de pedras não arrumadas com diâmetro e peso determinados no projeto executivo.

A erosão encontrada no Setor C foi provocada pela enxurrada canalizada e proveniente da rua Nossa Senhora da Aparecida. A solução para estabilização desta erosão é mais complexa devido as águas serem de origem externa a área de projeto e portanto responsabilidade do município. Essa água além de provocar erosão na área, poderá contribuir de forma significativa com o comprometimento da qualidade do logo.

Ação ideal seria o desvio do canal para uma rede de drenagem devidamente projetada.

Com relação ao fechamento da erosão sugere uma seqüência de barreiras de aterro compactado (Figura 6).

Figura 6 - Seqüência de barreiras de aterros compactados.

Com relação ao canal sugere-se a construção de diques de enrocamento ao longo do mesmo.

Na base das barreiras de material compactado serão dimensionados tapetes drenastes entre o aterro e o terreno natural. Também , com relação a barreira onde ocorre o risco de sofrer inundação será projetado uma proteção de enrocamento.

A erosão encontrada no Setor 6 corresponde ao carreamento de partículas de um aterro de bota-fora não compactado. A grande parte dos canais que surgiram são subterrâneos.

Este caso é um exemplo clássico de aplicação de barreiras de aterros compactados. No entanto o aterro de rejeito já foi executado, de forma que para a execução da barreira de aterro não compactado faz-se necessário a escavação de parte do aterro existente. Além disso, o aterro existente é altamente compressível permanentemente sujeito ao surgimento de depressões, fazendo-se, assim necessário o isolamento da área.

Para o Setor D, onde já existem a configuração das bermas, estas serão recuperadas de forma a otimizar os caminhos de drenagem.

No Setor F, o talude de aterro com material de bota-fora não compactado encontra-se rompido, na iminência de novos escorregamentos (figura 7).

Desta forma será projeto uma nova configuração de taludes de forma a reduzir as solicitações diminuindo a altura e a declividade dos mesmos (figura 8).

Figura 7 - Configuração atual do talude

Figura 8 - Estabilização com banquetas.

4. Conclusões e Recomendações

Considerando-se que estamos entrando na temporada das chuvas na região, e sendo a água o principal agente instabilizador do terreno, recomendamos: a) medidas emergenciais e provisórias do disciplinamento das águas, até que se conclua o projeto definitivo de drenagem da área e sua implantação; b) preencher, com solo compactado, as cavidades superficiais que canalizam águas para os dutos subterrâneos e alimentam “pipings”; c) que se estabeleçam os limites físicos com o garimpo vizinho, proibindo-se o movimento de terras dentro dos limites da área do projeto, e se defina em comum acordo com o mesmo, um termo de conduta para que os movimentos de terra que o mesmo vier a implementar na sua área não afetem, direta ou indiretamente, as condições de estabilidade dos terrenos da área do projeto e a integridade das obras já implementadas e a serem executadas. d) Que, em comum acordo com a prefeitura, retire-se as águas de enxurradas provenientes das ruas laterais à área em recuperação.

5. Bibliografia

BRASIL Ministério dos Transportes. Manual Rodoviário de Conservação, Monitoramento e Controle Ambientais. Rio de Janeiro: DNER, 1996A . 134p.

FRANCE, Ministère de l’Equipment, des Transportes et du Tourisme - Roads and the Environment a Handbook – The World Bank, Report TWU 13, 1994. 167 p.

Elder de Lucena Madruga Jeselay Hemetério Cordeiro dos Reis Geólogo – CREA-MT 2.956/D Eng. Civil – CREA-RN 4.642/D

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