caso clinico descritivo da situação de saúde de uma familia

caso clinico descritivo da situação de saúde de uma familia

(Parte 1 de 5)

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

CURSO DE ENFERMAGEM

DISCIPLINA: ENFERMAGEM NA ATENÇÃO À SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO I

SEMESTRE: 2009.I

DATA:08/12/2009

ESTUDO DE CASO

Caros alunos, na tentativa de associar os estudos teóricos às praticas de atenção a saúde do adulto, estamos propondo como avaliação em estudo de caso. O caso a ser estudado é uma família.

As informações foram coletadas durante uma visita de um dos seus membros ao Programa de Controle da Tuberculose.

O que é um estudo de casos?

Na visão de Galdeano et al (2003, p.372), interpretando Creswell, o estudo de caso pode ser definido como uma exploração de um sistema delimitado ou de um caso, obtido por meio de uma detalhada coleta de dados, envolvendo múltiplas fontes de informações.

Os estudos de casos são classificados me de dois tipos:

  • Os formais – usados por pesquisadores com o objetivo de descrever, analisar e entender determinados fenômenos;

  • Os informais – aplicados na prática clinica, com objetivos de analisar e/ou descrever uma situação singular, identificar problemas em um campo especifico, observar mudanças e explorar causas. São também denominados de casos clínicos.

No âmbito da enfermagem segundo Galdeano et. al (2003, p. 372), os casos clínicos são usados como objetivo de realizar um estudo profundo dos problemas e necessidades dos pacientes, família e comunidade, proporcionando subsídios para a enfermeira estudar melhor estratégia para solucionar ou reverter os problemas identificados

Como construir o estudo

Inicialmente forme dupla com um colega, leiam o caso com atenção, discutam as informações apresentadas e iniciem o estudo levantando questões do tipo:

  • Necessitamos de mais dados?

  • Que estratégia usaremos para buscar tais dados?

  • Quais os problemas coletivos e individuais levantados?

  • Que conhecimentos necessitamos para planejar as ações que ajudarão na resolução dos problemas levantados? – aqui tais conhecimentos deverão ser descritos, inclusive citando autores; (a fundamentação teórica).

  • Que alternativa ou estratégia para a solução dos problemas a literatura já aponta?

  • Que alternativas ou estratégias para solução dos problemas vocês podem criar?

  • Que estratégias ou indicadores poderiam ser utilizados para avaliação do resultado das ações?

    • Caso necessitem de orientação busquem os professores, qualquer um de nós poderá lhes orientar;

    • Lembre-se que o enfoque do estudo de caso que propomos é baseado no levantamento dos problemas e nas orientações/encaminhamentos realizados, fundamentados na teoria.

O CASO

A família do Sr. J.S.S. reside no bairro Tomba, em uma casa recebida de herança, possui três quartos, uma sala, uma cozinha, 01 banheiro e uma varanda. Localizado em uma rua sem pavimentação que, quando chove, “vira uma buraqueira só”. O lixo é coletado três vezes por semana e água utilizada é da EMBASA. Residem na mesma casa o casal, uma filha e uma neta. Em outra rua, mas no mesmo bairro, moram os pais do Sr. J.S.S., ambos idosos.

V.S.S. esposa do Sr. J.S.S, 55 anos de idade, casada há 27 anos, altura 1,65, peso 90 kg, CA=90cm, PA: 150x80mmhg. Ensino fundamental incompleto, trabalhou durante 10 anos numa fábrica de fardamentos escolares e quando se casou teve que deixar o emprego para cuidar da casa, do marido e dos filhos. Dona de casa, responsável por todo o serviço doméstico, queixa-se de mal – estar, hiporexia, astenia, mialgias, náuseas, vômitos, edema e dores intensas em MMII. Além de uns caroços que aparecem nas pernas e braços que ficam bem vermelhos e doloridos. Refere que está tomando “um mundo de remédio” há quase um ano, mas que não lembra os nomes. Eles dão de graça esses remédios lá no posto do tênis, mas não to vendo melhora não. Tem um mesmo que depois que comecei a tomar, engordei 10 kg. Meu marido até anda reclamando que to muito gorda e até minha pressão aumentou depois desses remédios. Tô até pensando se vou continuar a tomar... A enfermeira me disse que o remédio é pra diminuir o inchaço das pernas e a dor. Mas não sei não viu... melhora umas coisa e piora outra. Quem já viu isso?! Apresentou c o resultado do exame de baciloscopia que recebeu no dia anterior com resultado negativo. Hemograma: Hb 10,9g/dl, Ht 38,3%, leuco 7000/mm3, glicemia jejum 200mg/dl, colesterol total 180mg/dl, LDL 100mg/dl, HDL 5mg/dl.

O Sr.J.S.S. de 53 anos de idade, altura 1,70, peso 65 kg, CA= 100cm, trabalha como agente penitenciário há 12 anos e apesar de todos os problemas na família demonstra otimismo e disposição para viver. Aqui no presídio eu vejo tanta tristeza, tanto sofrimento que eu agradeço a Deus pela vida que eu tenho. A gente tem que ter coragem pra enfrentar tudo... Quando perguntado sobre a última vez que foi a um serviço de saúde o mesmo referiu que foi há 4 anos atrás quando fez tratamento para Tuberculose e que atualmente vem tossindo com freqüência e emagrecendo. Confessa que nunca fez exame de próstata. Os pais do Sr. J.S.S. são idosos e residem no mesmo bairro, ele, porém, os visita pouco devido à falta de tempo, ele costuma dizer:’ A mulher vai lá mais do que eu’.

A Sra. S.M.S.S. filha mais velha do casal J.S.S. e V.S.S , com 26 anos de idade, tem uma filha de 5 anos que freqüenta a pré-escola apresentou febre alta, cefaléia intensa, vômitos em jato, sendo conduzida pela mãe para o Hospital Geral Cleriston Andrade, Ela é manicure desde os 15 anos, S.M.S.S. possui ensino médio completo, trabalha em horário comercial em um salão de beleza no centro da cidade, todos os dias da semana e aos domingos, ‘faço unha na casa das clientes. Porque no salão eu divido o lucro com o dono eaos domingos, não. O que ganho é tudo meu e as clientes gostam porque é mais confortável pra elas’. Ela refere que a renda auferida, vai toda para as despesas da casa, não sobrando quase nada. No salão de beleza trabalha há 4 anos e não possui vínculo empregatício. Informa que atualmente anda sentindo dores intensas na coluna lombar e no antebraço direito, principalmente à noite. “De vez em quando também sinto câimbras nas pernas, inchaço e dormência. Mas sobre esses problemas de saúde não falo com ninguém, porque tenho medo do dono do salão descobrir e me botar pra fora”. Não contribui com o INSS como autonômo.

Os pais de J.S.S. o Sr. I.M.S.S, aposentado, 79 anos de idade, freqüenta assiduamente o grupo de idosos do PSF do bairro onde reside. Numa dessas reuniões do grupo apresentou comportamento agressivo, esquecendo com freqüência de acontecimentos recentes. O Agente Comunitário de Saúde- ACS, relata que a esposa do Sr. I.M.S.S. a Sra. P.M.G. confirma o esquecimento e a agressividade também no domicílio. O agente relata ainda que dona P.M.G anda sem vontade de sair, “até mesmo pra igreja não está indo”. Quando perguntado pelos motivos ela diz que está sem vontade e que “nem todo mundo gosta de ficar perto de véio”. A Sra. P.M.G, segundo o ACS, é hipertensa, tem se alimentado mal porque não tem vontade de cozinhar; “tenho minhas dúvidas se ela ta tomando o remédio direito”, afirma a agente.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

DEPARTAMENTO DE SAÚDE

CURSO: ENFERMAGEM

DISCIPLINA: ENFERMAGEM DA SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO l

DISCENTES: MILENA LEITE E WESLEY SOUZA

ESTUDO DE CASO

Feira de Santana, janeiro 2010

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

DEPARTAMENTO DE SAÚDE

CURSO: ENFERMAGEM

DISCIPLINA: ENFERMAGEM DA SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO l

DISCENTES: MILENA LEITE E WESLEY SOUZA

ESTUDO DE CASO

Trabalho solicitado pelas docentes: Margarida Vasconcelos, Pricila Araujo, Robéria Prates, Tânia Costa e Yaná Freitas da disciplina Enfermagem na saúde do adulto e do idoso I, realizado pelos discentes Milena Leite e Wesley Souza.

Feira de Santana, janeiro 2010

1. INTRODUÇÃO

Com a tentativa de associar os estudos teóricos às práticas de saúde do adulto e idoso, nos foi proposto o estudo de caso de uma família fictícia do Srº J.S.S, residente no município de Feira de Santana, no bairro do tomba o qual parte a família não estar integrada à Unidade de Saúde do bairro.e como estratégia para levantar os problemas da família, proximidade da família ao serviço de saúde , seguimento das orientações dadas pela enfermagem, adesão aos possíveis tratamento, foi feito uma visita domiciliar com esses objetivos citados.

A Visita Domiciliária é um dos instrumentos mais indicados à prestação de assistência à saúde, do indivíduo, família e comunidade e deve ser realizada mediante processo racional, com objetivos definidos e pautados nos princípios de eficiência. Apesar de antiga, a Visita Domiciliária traz resultados inovadores, uma vez que possibilita conhecer a realidade do cliente e sua família in loco, contribuir para a redução de gastos hospitalares, além de fortalecer os vínculos cliente – terapêutica – profissional.

MATTOS (1995) evidencia a amplitude da Visita Domiciliária na área da saúde, permitindo avaliar, desde as condições ambientais e físicas em que vivem o indivíduo e sua família, até assistir os membros do grupo familiar, acompanhar o seu trabalho, levantar dados sobre condições de habitação e saneamento, além de aplicar medidas de controle nas doenças transmissíveis ou parasitárias.

A Visita Domiciliária também deve ser considerada no contexto de educação em saúde por contribuir para a mudança de padrões de comportamento e, conseqüentemente, promover a qualidade de vida através da prevenção de doenças e promoção da saúde. Garante atendimento holístico por parte dos profissionais, sendo, portanto, importante a compreensão dos aspectos psico-afetivo-sociais e biológicos da clientela assistida.

A história do surgimento das visitas domiciliares permite observar o quanto ela se confunde com o nascimento da enfermagem em saúde pública e sua relação com a história da saúde pública no mundo, o que nos leva a refletir sobre novos desdobramentos do cuidado em enfermagem.

O aparecimento do serviço de enfermeiras visitadoras no Brasil é marcado com o objetivo da prevenção. As visitadoras deveriam prestar assistência priorizando aspectos educativos de higiene, dirigidos a doentes (NOGUEIRA & FONSECA, 1977). Em relação ao posicionamento da visita domiciliar no contexto da Enfermagem de Saúde Pública, a visita domiciliar constituiria um dos instrumentos mais eficientes para se trabalhar com a comunidade e com as famílias na promoção e na detecção de suas necessidades de saúde. De acordo com (ARAÚJO, 2000), “são funções da enfermagem de saúde pública, com relação à família, aquelas que visam assisti-la no desempenho de atividades que contribuam para promover e recuperar a saúde de seus membros”.

Segundo COSTA (1997), “a visita domiciliária como atividade dirigida à família enseja um tipo de ensino voltado à solução de problemas de vivência em situações da vida real, no ambiente familiar”. É uma atividade caracterizada fundamentalmente pela interação entre indivíduos, e aí, a comunicação assume uma importância decisiva.

Na atualidade, o PSF, através da Visita Domiciliária, propicia maior proximidade dos profissionais e serviços com as pessoas e seus modos de vida. Conforme FONSECA e BERTOLOZZI (1997), ela permite uma aproximação com os determinantes do processo saúde-doença no âmbito familiar. Ou seja, a Visita Domiciliária é um instrumento que possibilita o enfermeiro identificar como se expressam, na família, as formas de trabalho e vida dos membros, quais padrões de solidariedade se desenvolvem no interior do universo familiar e como estes podem contribuir para o processo de cuidado, cura ou recuperação de um de seus membros. Além de buscar a identificação dessa situação familiar, a sua prática compreende ainda entender as funções sociais, econômicas e ideológicas e de reprodução da força de trabalho da família na sociedade.

O CASO CLÍNICO:

A família do Sr. J.S.S. reside no bairro Tomba, em uma casa recebida de herança, possui três quartos, uma sala, uma cozinha, 01 banheiro e uma varanda. Localizado em uma rua sem pavimentação que, quando chove, “vira uma buraqueira só”. O lixo é coletado três vezes por semana e água utilizada é da EMBASA. Residem na mesma casa o casal, uma filha e uma neta. Em outra rua, mas no mesmo bairro, moram os pais do Sr. J.S.S., ambos idosos.

V.S.S. esposa do Sr. J.S.S, 55 anos de idade, casada há 27 anos, altura 1,65, peso 90 kg, CA=90cm, PA: 150x80mmhg. Ensino fundamental incompleto, trabalhou durante 10 anos numa fábrica de fardamentos escolares e quando se casou teve que deixar o emprego para cuidar da casa, do marido e dos filhos. Dona de casa, responsável por todo o serviço doméstico, queixa-se de mal – estar, hiporexia, astenia, mialgias, náuseas, vômitos, edema e dores intensas em MMII. Além de uns caroços que aparecem nas pernas e braços que ficam bem vermelhos e doloridos. Refere que está tomando “um mundo de remédio” há quase um ano, mas que não lembra os nomes. Eles dão de graça esses remédios lá no posto do tênis, mas não to vendo melhora não. Tem um mesmo que depois que comecei a tomar, engordei 10 kg. Meu marido até anda reclamando que to muito gorda e até minha pressão aumentou depois desses remédios. Tô até pensando se vou continuar a tomar... A enfermeira me disse que o remédio é pra diminuir o inchaço das pernas e a dor. Mas não sei não viu... melhora umas coisa e piora outra. Quem já viu isso?! Apresentou c o resultado do exame de baciloscopia que recebeu no dia anterior com resultado negativo. Hemograma: Hb 10,9g/dl, Ht 38,3%, leuco 7000/mm3, glicemia jejum 200mg/dl, colesterol total 180mg/dl, LDL 100mg/dl, HDL 5mg/dl.

O Sr.J.S.S. de 53 anos de idade, altura 1,70, peso 65 kg, CA= 100cm, trabalha como agente penitenciário há 12 anos e apesar de todos os problemas na família demonstra otimismo e disposição para viver. Aqui no presídio eu vejo tanta tristeza, tanto sofrimento que eu agradeço a Deus pela vida que eu tenho. A gente tem que ter coragem pra enfrentar tudo... Quando perguntado sobre a última vez que foi a um serviço de saúde o mesmo referiu que foi há 4 anos atrás quando fez tratamento para Tuberculosee que atualmente vem tossindo com freqüência e emagrecendo. Confessa que nunca fez exame de próstata. Os pais do Sr. J.S.S. são idosos e residem no mesmo bairro, ele, porém, os visita pouco devido à falta de tempo, ele costuma dizer:’ A mulher vai lá mais do que eu’.

A Sra. S.M.S.S. filha mais velha do casal J.S.S. e V.S.S , com 26 anos de idade, tem uma filha de 5 anos que freqüenta a pré-escola apresentou febre alta, cefaléia intensa, vômitos em jato, sendo conduzida pela mãe para o Hospital Geral Cleriston Andrade, Ela é manicure desde os 15 anos, S.M.S.S. possui ensino médio completo, trabalha em horário comercial em um salão de beleza no centro da cidade, todos os dias da semana e aos domingos, ‘faço unha na casa das clientes. Porque no salão eu divido o lucro com o dono eaos domingos, não. O que ganho é tudo meu e as clientes gostam porque é mais confortável pra elas’. Ela refere que a renda auferida, vai toda para as despesas da casa, não sobrando quase nada. No salão de beleza trabalha há 4 anos e não possui vínculo empregatício. Informa que atualmente anda sentindo dores intensas na coluna lombar e no antebraço direito, principalmente à noite. “De vez em quando também sinto câimbras nas pernas, inchaço e dormência. Mas sobre esses problemas de saúde não falo com ninguém, porque tenho medo do dono do salão descobrir e me botar pra fora”. Não contribui com o INSS como autonômo.

Os pais de J.S.S. o Sr. I.M.S.S, aposentado, 79 anos de idade, freqüenta assiduamente o grupo de idosos do PSF do bairro onde reside. Numa dessas reuniões do grupo apresentou comportamento agressivo, esquecendo com freqüência de acontecimentos recentes. O Agente Comunitário de Saúde- ACS, relata que a esposa do Sr. I.M.S.S. a Sra. P.M.G. confirma o esquecimento e a agressividade também no domicílio. O agente relata ainda que dona P.M.G anda sem vontade de sair, “até mesmo pra igreja não está indo”. Quando perguntado pelos motivos ela diz que está sem vontade e que “nem todo mundo gosta de ficar perto de véio”. A Sra. P.M.G, segundo o ACS, é hipertensa, tem se alimentado mal porque não tem vontade de cozinhar; “tenho minhas dúvidas se ela ta tomando o remédio direito”, afirma a agente.

2. PROBLEMAS COLETIVOS

A família do Srº J.S.S, como muitas das famílias brasileiras, nos revela problemas individuais e coletivos, que precisam ser sanados ou ao menos amenizados, para que seus integrantes alcancem um patamar de saúde mais elevado, sendo este termo considerado conforme a Declaração de Alma-Ata, o “estado de completo bem-estar físico, mental e social”, priorizando a qualidade de vida de cada indivíduo isoladamente e em suas relações familiares.

Segundo Ferreira et al (S/A) coletivo é classificado como aquilo que abrange ou compreende muitas coisas ou pessoas. (...) que manifesta a natureza ou tendência de um grupo como tal ou pertencente a uma classe, a um povo, ou a qualquer grupo. Os problemas coletivos são os reflexos dos problemas individuais de cada membro da família, projetados no contexto familiar. Não adianta buscarmos soluções individuais, se não conhecemos o contexto de vida da pessoa em questão.

ORIENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PARA OS PROBLEMAS COLETIVOS

  • Foram levantados os seguintes problemas coletivos:

  1. Integração da família ao serviço de saúde;

  2. Pavimentação pública e cuidados com o lixo doméstico;

  3. Baixa escolaridade e sua relação com o autocuidado;

  4. Baixa renda familiar e problemas culturais que levam à sobrecarga de trabalho da genitora;

  5. Déficit no lazer;

  6. Sedentarismo;

  7. Responsabilidades da família frente a um idoso com mudanças comportamentais;

  8. Condições de trabalho;

  9. Suspeita de contactantes de tuberculose e hanseníase

2.1 Integração da família ao serviço de saúde

É fato que a família J.S.S com exceção dos seus pais, e o serviço de saúde do bairro onde moram não estão intimamente ligados. Talvez a não adesão ao serviço se deva a um único fator ou à combinação deles. Algumas suposições seriam a falta de credibilidade e conhecimento do serviço, ou mesmo a presença de múltiplas barreiras (acesso geográfico, financeiras, administrativa e cultural) que dificultem o acesso dos mesmos à Unidade de Saúde da Família (USF).

É bem verdade que a família em estudo não está adaptada ao sistema preventivo de saúde, mas ligado ao modelo curativista, pois os seus membros só buscam atendimento em ocasiões de doença.

Conforme Giovanella & Mendonça (2003), para que as USF sejam consideradas pelos usuários como porta de entrada/serviço de primeiro contato regular do sistema de saúde, faz-se necessário que a mesma seja acessível à população adscrita. Para tanto, é imperativo que as barreiras citadas anteriormente sejam eliminadas. É essencial que se reveja os horários de funcionamento das unidades, bem como manter fluxo de informações e referência entre os serviços de urgência/pronto-atendimento e as ESF/USF.

Teixeira (2003) apud Merhy (1994) enfatiza a necessidade do estabelecimento de vínculos entre profissionais e clientela, o que implica transformações na porta de entrada da população aos serviços, tais como modificações na recepção ao usuário, no agendamento das consultas e na programação da prestação de serviços, incluindo atividades com abrangência mais ampla das necessidades sociais de saúde da população.

[...] tais posturas podem ser consideradas uma estratégia de reorientação da atenção à demanda espontânea, capaz de colaborar nas relações dos profissionais com os usuários e nos processos de mudanças nas concepções da população acerca das suas necessidades de saúde, e do lugar ocupado pelo consumo de serviços de saúde na melhoria do seu bem-estar (TEIXEIRA 2003, apud CECILIO, 1994; MERHY, 1997 p. 265).

Segundo Starfield (2004), a atenção primária é especial porque envolve o manejo da enfermidade a longo prazo, e os pacientes têm acesso direto a uma atenção continuada para múltiplos problemas e de qualidade, incluindo também a necessidade de serviços preventivos.A Sra.S.M.S. filha do casal já começou sua atividade sexual e não está tomando pílulas anticoncepcionais, ela precisa ser orientada quanto ao uso desses medicamentos, quanto à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e ser encaminhada ao planejamento familiar e ainda encaminhada para um especialista por exemplo um ortopedista para avaliação de suas dores na coluna lombar e no antebraço direito . Quanto à o Sr. J.S.S, ele vem apresentando uma sintomatologia indicativa de tuberculose sendo que já teve essa doença há um tempo atrás , e precisa ser avaliação e solicitação de exames para que a patologia responsável pela alteração do estado de saúde deste seja diagnosticada e iniciadas as medidas terapêuticas cabíveis e com fidedignidade ao tratamento.

Além disso a Sra. S.M.S vem apresentando sintomas eu necessitam também de uma avaliação de profissional de saúde médico-clinico para solicitação de exames laboratoriais e pesquisa das sintomatologias que vem sentido como: mal – estar, hiporexia, astenia, mialgias, náuseas, vômitos, edema e dores intensas em MMII. Além de uns caroços que aparecem nas pernas e braços que ficam bem vermelhos e doloridos.apresenta ainda um valor de TA 150X 90 mmg que já considera-se hipertensa segundo a dados da OMS e precisa de mais avaliações para fechar o diagnóstico.

Precisamos, como profissionais de saúde, conscientizar os membros da família que saúde não é apenas ausência de doença, enfocando o lado preventivo das ações. Devemos nos empenhar, também, através das estratégias citadas anteriormente, em eliminar as múltiplas barreiras de acesso às USF, e mostrar o quão resolutivo a atenção primária pode ser, o que dá credibilidade ao serviço.

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