Manual de Ginecologia da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará

Manual de Ginecologia da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, Universidade...

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Maternidade-Escola

Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará

Maternidade-Escola Assis Chateaubriand,

Editado por

Francisco das Chagas Medeiros

Francisco Manuelito Lima Almeida &

Manoel Oliveira Filho

Departamento de Saúde Materno-Infantil

Faculdade de Medicina Universidade Federal do Ceará

Copyright 2004® Maternidade-Escola Assis Chateaubriand &

Aché Laboratórios Farmacêuticos S. A. (Distribuição gratuita) Editora, gráfica, etc (COLOQUE O NOME DA EDITORA OU GRAFICA)

Fortaleza, Ceará - Brasil
Bibliotecária: Norma de Carvalho Linhares

Ficha catalográfica

51T Universidade Federal do Ceará. Manual de Ginecologia da Maternidade- Escola Assis Chateaubriand

Manual de Ginecologia da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand

Editores: Francisco das Chagas Medeiros, Francisco Manuelito Lima de Almeida e Manoel Oliveira Filho. Fortaleza-Ce: UFC/Departamento de Saúde Materno-Infantil, Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, 2004.

226p.
(ed.),I. Almeida, Francisco Manuelito Lima (ed.). II. Oliveira-Filho,

1. Ginecologia 2. Saúde Reprodutiva I. Medeiros, Francisco das Chagas Manoel (ed.) IV. Título.

CDD 618.1

fascinante estudo da Mulher (GINECOLOGIA)

Não tivemos o objetivo de editar um compendio de Ginecologia. Tentamos apresentar apenas alguns textos simples e práticos que foram objetos de estudo de Residentes e Pós-graduandos no último ano, no sentido de resolver problemas do dia-a-dia. Esperamos que este livro seja de proveito para estudantes de medicina e residentes, assim como a muitos médicos que lidam nos seus consultórios no

que fará aos Ginecologistas brasileiros

Agradecemos aos autores pela dedicação e pelo excelente trabalho realizado sem os quais esse livro não seria possível. Temos a consciência da dificuldade que se trem de publicar um trabalho dessa monta e exaltamos o trabalho, a intenção desinteressada do Aché Laboratórios Farmacêuticos de ter financiado esse intento assim como a pela distribuição gratuita

Francisco C. Medeiros

Francisco Manuelito Lima Almeida

Manoel Oliveira Filho (editores)

Manoel Oliveira Filho

Ângela Clotilde R. Falanga e Lima Clarisse Maria Uchoa Cabral Clarisse Torres de Abreu Pereira Danyelle Craveiro de Aquino Veras Eugênio Pacelli de Barreto Teles Fábio Farias Almeida Francisco Chagas Medeiros Francisco Herlânio Costa Carvalho Francisco Manuelito L. Almeida Francisco Pimentel Cavalcante Gelma Peixoto Imélida de Sousa Bandeira João Vanilson Saraiva Ribeiro José Richelmy Brazil Frota Aragão Josebson Silva Dias Josmara Ximenes Andrade Kellen Santiago Azevedo Luciana Bruno Luciano Silveira Pinheiro Luciano Silveira Pinheiro Filho Luiz G. Porto Pinheiro Manoel Martins Neto

Marcelo de Pontes Rocha Márcio Antonio Almeida Pinheiro Maria Angelina S. Medeiros Marta Maria Xavier Veloso Mylene Castelo Branco Patrícia V. Lopes Pires Xavier Paulo H. W. Aguiar Paulo George de Sousa Barros Raquel Autran Coelho Regina Coeli, Ricardo Oliveira Santiago Rodney Paiva Vasconcelos Rosiane Alves de Sousa Teles Rui Kleber do V. Martins Sérgio Michilles Sérvio Quesado Silvia Bomfim Hyppólito Silvia Melo Silvia Menescal Yukari Adachi Zenilce Vieira Bruno Zenilda Vieira Bruno Zuleika Studart Sampaio

INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA

SUMÁRIO Márcio Antonio Almeida Pinheiro e Francisco Chagas Medeiros 08

ABUSO SEXUAL

Zenilda Vieira Bruno, Zenilce Vieira Bruno e Yukari Adachi 21

SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL NA ADOLESCÊNCIA
PUBERDADE PRECOCE

Zuleika Studart Sampaio e Zenilda Vieira Bruno 30

PUBERDADE RETARDADA
TRAUMATISMO

SANGRAMENTO GENITAL NA INFÂNCIA, ECTRÓPIO DE URETRA E Zenilda Vieira Bruno 37

SINÉQUIAS LABIAIS

Zenilda Vieira Bruno e Ângela Clotilde Ribeiro Falanga e Lima 40

VULVOVAGINITE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Regina Coeli, Mylene Castelo Branco, Imélida de Sousa Bandeira e Zenilda Vieira Bruno

PROFUNDA E EMBOLIA PULMONAR E INDICAÇÕES DE PROFILAXIA .. Francisco das Chagas Medeiros, Maria Angelina S. Medeiros, Danyelle Craveiro de Aquino Veras, João Vanilson Saraiva Ribeiro e Francisco Manuelito Lima de Almeida

GINECOLÓGICA

AVALIAÇÃO E ASSISTÊNCIA PRE-OPERATÓRIA À PACIENTE José Richelmy Brazil Frota Aragão e Francisco das Chagas Medeiros 50

HISTEROSCOPIA TÉCNICA E APLICAÇÕES
INFECÇÃO DE FERIDA CIRÚRGICA
INFECÇÃO DE FERIDA OPERATÓRIA

ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA GINECOLÓGICA E Francisco das Chagas Medeiros, Danyelle Craveiro de Aquino Veras, Fábio Farias Almeida, Josebson Silva Dias e Clarisse Torres de Abreu Pereira

CÂNCER DE COLO E GRAVIDEZ

Francisco Pimentel Cavalcante, Francisco das Chagas Medeiros e Francisco Manuelito Lima de Almeida

CÂNCER DE MAMA E GRAVIDEZ

Francisco Pimentel Cavalcante, Francisco das Chagas Medeiros e Francisco Manuelito Lima de Almeida

COMPLICAÇÕES GINECOLÓGICAS DURANTE A GESTAÇÃO
CONTRACEPÇÃO

MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS E NOVIDADES EM Silvia Bomfim Hyppólito 91

ESCOLHA ADEQUADA DA ANTICONCEPÇÃO HORMONAL

Raquel Autran Coelho, Paulo George de Sousa Barros, Maria Angelina S. Medeiros e Francisco das Chagas Medeiros

AVALIAÇÃO DA INFERTILIDADE

7 Patrícia Vasconcelos Lopes Pires Xavier, Maria Angelina S. Medeiros e Francisco das Chagas Medeiros

PÓS-OPERATÓRIAS

CIRURGIAS PARA INFERTILIDADE E PREVENÇÃO DE ADERÊNCIAS Silvia Menescal, Francisco Pimentel e Francisco das Chagas Medeiros 118

PERDAS GRAVÍDICAS RECORRENTES

Manoel Martins Neto, João Vanilson S. Ribeiro, Angelina S. Medeiros e Francisco das Chagas Medeiros

MULHER

O GINECOLOGISTA COMO O MÉDICO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA DA Ricardo Oliveira Santiago e Francisco das Chagas Medeiros 135

SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL, UMA INTRODUÇÃO
SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL NO MENACME
ABORDAGEM E CONDUTA NO SANGRAMENTO PÓS-MENOPAUSA
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
GRAVIDEZ ECTÓPICA
SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL
VULVOVAGINITES
CONDUTA NO CARCINOMA NÃO INVASOR DO COLO UTERINO
UTERINO

CONDUTA NOS CARCINOMAS MICROINVASOR E INVASOR DO COLO Luciano Silveira Pinheiro e Luciano Silveira Pinheiro Filho 197

DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
ASSIS CHATEAUBRIAND, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

ROTINAS DO SERVIÇO DE MASTOLOGIA DA MATERNIDADE-ESCOLA Luiz G. Porto Pinheiro, Paulo H. W. Aguiar, Luciana Bruno, Gelma Peixoto, Daniele Craveiro, Josmara Ximenes Andrade e Rui Kleber do V. Martins

INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA Márcio Antonio Almeida Pinheiro e Francisco das Chagas Medeiros

Capitulo 1

A incontinência urinária reúne características de importância clinica, pois provoca aumento de morbidade física, funcional e psicológica com subseqüente diminuição da qualidade de vida das mulheres. O impacto psicossocial é considerável, pois cerca de 5-30% das mulheres em idade adulta apresentam queixa de perdas urinárias.

EMBRIOLOGIA & ANATOMIA Os rins e ureteres são formados em um processo embrionário composto de três etapas, cuja diferenciação organogênica promove a formação do sistema vesico-uretral e subseqüentemente do vestíbulo e vagina distal. Assim, os tratos genital e urinário desenvolvem-se em uma associação muito próxima, como conseqüências, anormalidades em um sistema geralmente ocasionam anomalias no outro.

Os ureteres possuem cerca de 6 a 10mm de diâmetro e 30 a 34cm de comprimento, divididos em porção abdominal e pélvico, desembocando na base da bexiga, que corresponde a um órgão distensível variando seu tamanho de acordo com a quantidade de urina armazenada.

No segmento superior da bexiga, encontra-se o músculo detrusor, responsivo a estímulos parassimpáticos que, além de provocar contração no músculo detrusor, contrai a musculatura longitudinal da uretra, encurtando-a e resultando em diminuição da resistência ao fluxo urinário.

A uretra, que na mulher corresponde a aproximadamente 4cm de comprimento, possui também uma musculatura lisa circular com receptores adrenérgicos envolvida na manutenção do tônus basal, em contraste com o correspondente masculino, possui uma continência menos profunda.

A anatomia funcional do andar pélvico corresponde à pelve óssea, formada pelo sacro posteriormente e pelo íleo lateralmente unidos pela cartilagem da sínfise púbica. A lordose espinhal e a curva sacrolombar deslocam a força vetor do conteúdo abdominal, diminuindo a tendência de prolapso dos órgãos pélvicos.

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