Conceitos Básicos em Comandos Elétricos para Manobras de Motores

Conceitos Básicos em Comandos Elétricos para Manobras de Motores

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Teoria 3Conceitos Básicos em Manobras de Motores

3.1 Estratégias de Comando:

Para ler e compreender a representação gráfica de um circuito elétrico, é imprescindível conhecer os componentes básicos dos comandos e também sua finalidade. Alguns destes elementos são descritos a seguir.

O contato de selo é sempre ligado em paralelo com o contato de fechamento da botoeira. Sua finalidade é de manter a corrente circulando pelo contator, mesmo após o operador ter retirado o dedo da botoeira. Para obter segurança no sistema, pode-se utilizar dois contatos de selo:

Em algumas manobras, onde existem 2 ou mais contatores envolvidos, os quais não devem ser ligados simultaneamente, para evitar curtos-circuitos indesejáveis, utiliza-se os contatos para intertravamento. Neste caso os contatos devem ficar antes da alimentação da bobina dos contatores:

Selo com dois contatos

Contato de Selo

Contato do botão de comando do desligamento

Contato do botão de comando do ligamento

Bobina de Saída

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No caso de um intertravamento entre contatos, o contato auxiliar de selo, não deve criar um circuito paralelo ao intertravamento, caso este onde o efeito de segurança seria perdido.

Dois contatos de intertravamento, ligados em série, elevam a segurança do sistema. Estes devem ser usados quando o circuito principal aciona cargas com altas correntes.

Um contato NA do contator K2, em série na linha de comando da bobina o contator K1, significa que K1 pode ser operado apenas quando K2 estiver fechado. Assim

Contatos de Intertravamento

Não deve haver circuito paralelo ao intertravamento

Intertravamento com dois contatos

Andrellenz SENAI – SP – NAI - 2009 34 condiciona-se o funcionamento do contator K1 ao estado do contator K2.

Os contatos de relés de proteção contra sobrecarga e os contatos das botoeiras de desligamento devem estar sempre em série.

O intertravamento, também pode ser feito através de botoeiras. Neste caso, para possibilitar a ligação, é necessário que ambas as botoeiras possuam dois contatos invertidos (um N.A.e um N.F.). Não se recomenda este tipo de ação em motores com cargas pesadas.

Contato de ligamento condicionado

Proteção do sistema

Intertravamento com botoeiras

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3.2 Diagramas Elétricos em Comandos Elétricos:

3.2.1 Diagrama Elétrico Multifilar:

Nesta representação objetiva mostrar todos os condutores existentes em uma instalação. É uma representação do circuito elétrico em detalhes, onde todos os componentes são representados, com clareza. Os elementos são mostrados de acordo com sua seqüência de instalação. A representação da posição dos contatos é feita considerandose o seu estado normal (sistema denergizado).

3.2.2 Diagrama Elétrico Unifilar:

Em se tratando de uma instalação elétrica muito complexa, pode tornar-se inviável a representação da mesma em um diagrama multifilar. Utiliza-se então a representação em diagrama unifilar, que representa o sistema elétrico de forma simplificada, onde se representa o número de condutores e o seu trajeto, por meio de uma única linha. Esse tipo de diagrama geralmente representa a posição física dos componentes da instalação, no entanto não representa com clareza a seqüência funcional.

3.3 Recomendações de tensão:

Certas normas, como por exemplo a VDE, recomendam que os circuitos de comando sejam alimentados com tensão máxima de 220 V, admitindo-se excepcionalmente 500 V no caso de acionamento de motor. Neste último recomenda-se a existência de apenas 1 contator.

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3.4 Simbologia numérica e literal:

Assim como cada elemento em um comando tem o seu símbolo gráfico específico, também a numeração dos contatos e denominação literal dos mesmos tem um padrão que deve ser seguido. Neste capítulo serão apresentados alguns detalhes, para maiores informações deve-se consultar a norma NBR 5280 ou a IEC 113.2.

A numeração dos contatos que representam terminais principais (de força) é feita da seguinte maneira:

• Números 1, 3 e 5 para circuito de entrada (linha);

• Números 2, 4 e 6 para circuito de saída (terminal).

Já a numeração dos contatos auxiliares segue o seguinte padrão:

• Números com final 1 e 2, para contato normalmente fechado (NF), sendo 1 a entrada e 2 a saída;

• Números com final 3 e 4, para contato normalmente aberto (NA), sendo 3 a entrada e 4 a saída

Nos relés e contatores encontramos as designações tem-se A1 e A2 para os terminais da bobina.

Os contatos auxiliares de um contator seguem um tipo especial de numeração pois o número é composto por dois dígitos, sendo:

Primeiro dígito: indica o número do contato Segundo dígito: indica se o contato é do tipo N.F. (1 e 2) ou N.A. (3 e 4)

Exemplo 1: Numeração de um contator de potência tripolar com dois contatos auxiliares, sendo 1 contato N.F. (21 e 2) e 1 um contato N.A. (13 e 14).

Exemplo 2: Numeração de um contator auxiliar (aqui não existe contatos de força, todos são auxiliares), com 4 contatos N.A. (números de final 3 e 4) e 2 contatos

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N.F. (números com final 1 e 2).

Com relação à simbologia literal, alguns exemplos são apresentados na tabela a seguir:

Símbolos literais segundo a norma NBR 5280:

Símbolo Componente Exemplos F Dispositivos de proteção Fusíveis, pára-raios, disparadores, relés H Dispositivos de sinalização Indicadores acústicos e ópticos K Contatores Contatores de potência e auxiliares

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