TÓPICOS ESPECIAIS EM RECURSOS HUMANOS ? PEDAGOGIA - 8º PERÍODO

TÓPICOS ESPECIAIS EM RECURSOS HUMANOS ? PEDAGOGIA - 8º PERÍODO

TÓPICOS ESPECIAIS EM RECURSOS HUMANOS – PEDAGOGIA - 8º PERÍODO

Aula nº 03 – 30/07/2009

ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAS

A expressão Recursos Humanos refere-se às pessoas que participam das organizações e que nelas desempenham determinados papéis no sentido de dinamizar os recursos organizacionais. De um lado, as pessoas passam grande parte de seu tempo trabalhando em organizações e, de outro, estas requerem pessoas para suas atividades e operações da mesma forma que requerem recursos financeiros, materiais e tecnológicas. Daí a denominação, que vem desde a Era Industrial, peca pelo reducionismo ao tratar pessoas como meros recursos organizacionais.

Tratar as pessoas como meros recursos é simplesmente tentar coisificar, padronizar e unificar o seu papel nas organizações. Isso já se foi. Hoje,, as pessoas deixaram de ser recursos ou ativos da organização para se transformarem em seus parceiros capazes de proporcionar a vida e o sucesso organizacional.

No mundo dos negócios de hoje, a produção de bens e serviços não pode mais ser desenvolvida por pessoas que trabalham isoladas e individualmente.

Quanto mais industrializada é a sociedade, tanto mais ela depende de organizações para atender às suas necessidades e aspirações. Além disso, as organizações provocam um tremendo e duradouro impacto sobre as vidas e sobre a qualidade de vida das pessoas. A razão é simples: as pessoas nascem, crescem, vivem, são educadas, trabalham e se divertem dentro das organizações. Sejam quais forem os seus objetivos – lucrativos, educacionais, religiosos, políticos, sociais, filantrópicos, econômicos etc. -, as organizações envolvem tentacularmente as pessoas, que se tornam mais e mais dependentes da atividade organizacional.

À medida que as organizações crescem e se multiplicam, elas requerem maior número de pessoas e maior se torna a complexidade dos recursos necessários à sua sobrevivência e ao seu crescimento.

O contexto em que funciona a área de Recursos Humanos (RH) é representado pelas organizações e pelas pessoas que delas participam. As organizações são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir seus objetivos e cumprir suas missões. Para as pessoas, as organizações constituem um meio pelo qual elas podem alcançar vários objetivos pessoais, com um mínimo custo de tempo, esforço e de conflito. Muitos dos objetivos pessoais jamais poderiam ser alcançados apenas por meio do esforço pessoal isolado. As organizações surgem exatamente para aproveitar a sinergia dos esforços de várias pessoas que trabalham coordenadamente e em conjunto.

UMA PEQUENA HISTÓRIA DA ÁREA DE RH

A ARH é uma especialidade que surgiu a partir do crescimento e da complexidade das tarefas organizacionais. Suas origens remontam ao início do século XX, após o forte impacto da Revolução Industrial, com a denominação Relações Industriais, como uma atividade mediadora entre as organizações e as pessoas para abrandar ou reduzir o conflito industrial entre os objetivos organizacionais e os individuais das pessoas, até então considerados incompatíveis e irreconciliáveis.

Era como se as pessoas e as organizações, embora estreitamente inter-relacionadas, vivessem e compartimentos separados, com fronteiras fechadas, trincheiras abertas, requerendo um interlocutor estranho às ambas para poderem entender-se ou, pelo menos, reduzir suas diferenças.

Esse interlocutor era um órgão que recebia o nome de Relações Industriais que tentava articular o capital e o trabalho, ambos interdependentes, mas conflitantes, mas conflitantes. O conceito de Relações Industriais mudou radicalmente. Com o passar do tempo, sofreu uma formidável ampliação. Por volta da década de 1950, passou a ser denominado Administração de Pessoal. Já não se tratava de apenas intermediar as desavenças e reduzir os conflitos, mas, sobretudo administrar as pessoas de acordo com a legislação trabalhista vigente e administrar os conflitos e interesses que surgiam continuamente.

Pouco mais adiante, na década de 1960, o conceito teve nova ampliação. A legislação trabalhista permaneceu inalterada e tornou-se gradativamente obsoleta, enquanto os desafios das organizações cresceram desproporcionalmente. As pessoas passaram a ser consideradas os recursos fundamentais para o sucesso organizacional. Aliás, os únicos recursos vivos e inteligentes de que as organizações dispõem para enfrentar os desafios pela frente.

A partir da década de 1970, surgiu o conceito de Recursos Humanos (RH). Porém, ainda sofrendo da velha miopia de visualizar as pessoas como recursos produtivos ou meros agentes passivos cujas atividades devem ser planejadas e controladas a partir das necessidades da organização. Embora a área de RH envolva todos os processos de gestão de pessoas que hoje conhecemos, ela parte do princípio de que as pessoas devem ser administradas pela organização ou por um órgão central de RH.

Com as novas características do terceiro milênio – globalização da economia, forte competitividade no mundo dos negócios, mudanças rápidas e imprevisíveis e o dinamismo do ambiente. -, as organizações bem sucedidas não mais administram recursos humanos, nem mais administram as pessoas, pois isso significa tratá-las como agentes passivos e dependentes, mas, sobretudo, administram com as pessoas.

Isso corresponde a tratá-las como agentes ativos e proativos dotados de inteligência e criatividade, iniciativa e decisão, habilidades manuais, físicas ou artesanais. As pessoas não são recursos que a organização consome e utiliza e que produzem custos. Ao contrário, elas constituem um poderoso ativo que impulsiona a competitividade organizacional, da mesma forma que o mercado e a tecnologia. Assim, melhor falar em Gestão de Pessoas através dos gerentes como gestores de pessoas para ressaltar a administração com as pessoas – como parceiros – e não sobre as pessoas – como meros recursos passivos e obedientes.

Aspectos Fundamentais

  1. As pessoas são diferentes entre si e dotadas de personalidade própria, com uma história pessoal particular e diferenciada, possuidoras de habilidades e conhecimentos, destrezas e competências indispensáveis à adequada gestão dos recursos organizacionais.

  2. As pessoas são elementos vivos, impulsionadores da organização e capazes de dotá-la da inteligência, talento e aprendizagem indispensáveis à sua constante renovação e competitividade em mundo pleno de mudanças e desafios.

  3. As pessoas são os parceiros da organização e os únicos capazes de conduzi-la à excelência e ao sucesso.

Enfoque Sistêmico

Para facilitar tanto o estudo do relacionamento entre indivíduos e organizações como o vista do próprio estudo da área de RH, os grupos e as pessoas como classes de sistemas abertos em continua interação com seus respectivos ambientes. O conceito de sistema aberto tem sua origem na Biologia, estudo dos seres vivos e de sua dependência e adaptabilidade ao meio ambiente, tendo sido estendido rapidamente a outras disciplinas científicas, como Psicologia, Sociologia e chegado à Administração.

O enfoque sistêmico em RH pode ser desdobrado em três níveis de análise:

a. Nível de comportamento social – a sociedade como um macrossistema.

b. Nível de comportamento organizacional – a organização como um sistema.

c. Nível de comportamento individual – o indivíduo como um microssistema.

O contexto da área de RH

O contexto da área de RH é, ao mesmo tempo, dinâmico e mutável. A primeira característica desse contexto é a complexidade. A maneira como as pessoas e organizações estão vinculadas para realizar a tarefa organizacional varia enormemente.

A segunda característica é a mudança. O mundo está passando por grandes mudanças e transformações nos aspectos econômicos, sociais, tecnológicos, culturais, legais e demográficos. E essas mudanças e transformações ocorrem de modo cada vez mais veloz e imprevisível.

A convivência entre pessoas e organizações pode ser extremamente eficaz, útil, satisfatória e sinergística dependendo da maneira como as organizações pretendem relacionar-se e interagir com as pessoas que delas fazem parte.

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