06 Materiais de Aviação

06 Materiais de Aviação

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É o mais positivo e satisfatório meio de segurança para bujões, prisioneiros, porcas, cabeças de parafuso e esticadores, os quais não podem ser frenados por outro processo mais prático.

É o método de frenar duas ou mais unidades, de tal maneira, que qualquer tendência de afrouxar uma delas será anulada pelo aperto do arame de freno.

Porcas e parafusos

Porcas e parafusos podem ser frenados com arame simples ou duplo torcido. O fio du- plo torcido é o método mais utilizado em frenagem com arame.

O fio simples de arame pode ser usado em pequenos parafusos, em um espaço reduzido, próximos e geometricamente colocados, em partes do sistema elétrico, e em lugares de difícil acesso.

Figura 6-25 Métodos de frenagem com arame.

A Figura 6-25, é uma ilustração dos vários métodos, que são, normalmente usados na frenagem com arame de porcas e parafusos.

Um estudo cuidadoso da Figura 6-25 mostra que:

a. Os exemplos 1, 2 e 5 ilustram o método próprio de frenagem de parafusos, plugues com cabeça quadrada, e partes semelhantes, quando frenadas aos pares; b. O exemplo 3, ilustra alguns componentes frenados em série; c. O exemplo 4, ilustra o método próprio, de frenagem de porcas, castelo e prisioneiros. (Observar que o arame não circunda a porca);

d. Os exemplos 6 e 7, ilustram um tipo simples de componente roscado, frenado à carcaça ou outro ponto de fixação.

e. O exemplo 8, ilustra vários componentes em espaço reduzido, geometricamente colocados, e usando um simples fio de arame na frenagem.

Quando frenando juntos parafusos de cabeça furada, ou partes semelhantes, eles estarão mais convenientemente seguros se forem frenados em séries, do que individualmente.

O número de porcas ou parafusos que podem ser frenados juntos depende da aplicação. Quando frenando parafusos muito afastados com fios duplos torcidos, um grupo de três deverá ser o máximo em uma série.

Quando frenando parafusos, próximos um do outro, o número que couber em 24 polegadas de extensão de arame, é o máximo de cada série.

O arame deverá ser colocado de modo que a tendência de afrouxar um parafuso encontre resistência no arame que está forçando na direção de aperto.

As partes a serem frenadas deverão ser apertadas, até o valor de torque previsto, e os furos alinhados antes da operação de frenagem. Nunca apertar, além do torque previsto, ou afrouxar uma porca já torqueada para linhar os furos para a frenagem.

Bujões de óleo, torneira dreno e válvulas

Estas unidades são frenadas como mostra a Figura 6-26. No caso do bujão de óleo, o arame de freno está preso à cabeça de um parafuso próximo.

Este sistema aplica-se a qualquer outra unidade, a qual tenha que ser frenada individualmente.

Ordinariamente, pontos de frenagem, são convenientemente localizados próximos a estas partes individuais.

Quando não houver esta facilidade, a frenagem deve ser feita em alguma adjacente parte do conjunto.

Figura 6-26 Frenagem com arame de bujões, drenos e válvulas.

Conectores elétricos

Sob condições de severa vibração, a porca de um conector pode vibrar se estiver solta e com suficiente vibração; o conector poderá soltar-se. Quando isto ocorre, o circuito alimentado pelos fios ficará interrompido. A proteção indicada, para evitar esta ocorrência, é a frenagem com arame, como mostra a Figura 6-27. A frenagem deve ser a mais curta possível e a tensão do arame deverá atuar no sentido do aperto de porca no plugue.

Figura 6-27 Frenagem de plugues conectores. Esticadores

Após um esticador ter sido adequadamente ajustado, ele deverá ser frenado. Existem vários métodos de frenagem de esticadores, porém, somente dois deles serão aqui apresentados (Figura 6-28 A e B). O clip de travamento é o mais recente; o mais antigo é o que requer arame de freno, obedecendo a uma seqüência no enrolamento.

Figura 6-28 Frenagem de esticadores;(A) Método “clip” de travamento; (B) Método frenagem com arame.

Método de enrolamento duplo de arame

Dos métodos de frenagem de esticadores, o enrolamento duplo é o preferido, embora o método de enrolamento simples seja satisfatório. O método de enrolamento duplo é mostrado na Figura 6-28B.

Usando dois pedaços separados do arame, indicado na tabela da Figura 6-29, passe uma das pontas, de um dos pedaços, pelo orifício central do esticador, dobrando o arame; e levando as pontas em direções opostas. O procedimento com o outro pedaço de arame deve ser repetido. Em cada extremidade do esticador, os arames são passados em sentidos opostos, pelo orifício do terminal (olhal, garfo, etc), dando em cada terminal quatro voltas com cada ponta dos arames, cortando o excedente. O mesmo procedimento deverá ser aplicado em cada extremidade do esticador.

Quando o terminal for do tipo roscado, sem olhal e sem uma passagem mais ampla para as duas pontas do arame, passe apenas uma delas, e após cruzar sobre a outra ponta livre, faça o enrolamento no terminal com cada uma das pontas do arame.

Medida do cabo em polegedas Tipo do enrolamento

Diâmetro do arame de freno Material (recozido)

1/8 Simples057 Min. Cobre, Latão 1

1/16 Simples 020 Aço inoxidável 3/32 Simples 040 Cobre, Latão 1 1/8 Simples 040 Aço inoxidável 1/8 Duplo 040 Cobre, Latão 1 5/32 Simples 057 Aço inoxidável 1 - Arame de aço galvanizado ou estanhado ou ainda de ferro doce são também aceitáveis.

Figura 6-29 Guia de frenagem de esticadores.

Método de enrolamento simples

Os métodos descritos nos parágrafos seguintes são aceitáveis, mas não tão eficientes quanto os de enrolamentos duplos.

Passe um pedaço de arame de freno através do terminal do cabo (olhal, garfo ou orifício do terminal roscado) em uma das extremidades do esticador. Cruze cada uma das pontas do arame, em direções opostas, em volta da primeira metade da parte central do esticador, de modo que os arames se cruzem duas vezes.

Passando ambos os arames pelo orifício central, o terceiro cruzamento dentro da passagem é feito. Mais uma vez, cruze os arames em direções opostas, em volta da outra metade do esticador. Depois é só passar a ponta do arame pelo olhal do terminal, garfo ou orifício do terminal roscado e, da maneira já descrita anteriormente, enrole cada ponta no terminal por quatro voltas, cortando o excesso.

Uma alternativa do método descrito é passar um arame pelo orifício central do esticador, dobrar as pontas em direções opostas passando cada ponta pelo olhal, garfo ou orifício do terminal roscado e enrolar cada ponta quatro voltas no respectivo terminal, cortando o excesso de arame. Após a frenagem, somente três fios de rosca dos terminais deverão ficar expostos.

Regras gerais para frenagem com arame

Quando utilizando os métodos de frenagem com arame, as seguintes regras gerais deverão ser seguidas:

1. A frenagem deve terminar com uma ponta de arame torcido de 1/4" a 1/2" (três a seis espiras). Esta ponta deverá ser torcida para trás ou para baixo para não se tornar um estorvo.

2. Em cada frenagem deve ser usado arame novo.

o castelo da porca

3. Quando frenando porcas castelo com arame, o aperto final deverá ser dado na porca cuidando em alinhar o orifício do parafuso com

4. Todas as frenagens com arame deverão ser apertadas depois de efetuadas, mas nunca excessivamente para não enfraquecer o arame que poderá quebrar-se com o manuseio ou com a vibração.

5. O arame deve ser colocado de modo que a tensão exercida por ele seja no sentido de apertar a porca.

6. O arame de freno deve ser torcido com aperto uniforme e entre as porcas, na frenagem em série, deve ser tão esticado quanto possível sem que fique torcido em demasia.

7. O arame de freno deverá sempre ser instalado e torcido de modo que a curva em torno da cabeça do parafuso permaneça em baixo e não tenha a tendência a passar para a parte superior da cabeça, causando uma folga prejudicial.

Frenagem com contrapino

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