recuperação de nascentes

recuperação de nascentes

DIVINO NUNES MESQUITA

RECUPERAÇÃO DE NASCENTES

RIO BRANCO-AC

2009

D IVINO NUNES MESQUITA

RECUPERAÇÃO DE NASCENTES

Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de Mestrado em Agronomia (Produção Vegetal), Departamento de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Acre, como parte das exigências do curso.

Orientador: Prof. Dr.

RIO BRANCO-AC

2009

1 INTRODUÇÃO

A redução das matas próximas das nascentes e nas margens dos rios tem contribuído para a diminuição do volume d’água. O desmatamento nos topos de morros e grotões também tem ajudado a aumentar o problema. "A função da vegetação é reter a água da chuva, que é sugada pela terra como fosse uma esponja. Está água se deposita nos lençóis freáticos, que por sua vez a libera nas nascentes e olhos d’água. Nas áreas de pastagens ou sem cobertura vegetal acontece o contrário. A água vai parar rapidamente nas calhas dos rios, na maioria das vezes carreando grande quantidade de sedimentos contribuindo para o assoreamento". Este processo é o responsável pelo aumento das enchentes nas épocas das chuvas e pela drástica diminuição do volume das nascentes ou até sua extinção nos meses de estiagem.

Medidas simples podem evitar grandes problemas, cercar as nascentes é uma delas. "É preciso evitar que o gado passe por sobre as nascentes, pois o vai e vem dos animais compacta o solo dificultando a infiltração das águas da chuva. Se área estiver degradada o simples fato de cercar a nascente ajudará muito, as vezes não é preciso nem plantar novas árvores, como o solo no local e bastante úmido a natureza se encarrega de colocar tudo no lugar".

Mas proteger as nascentes se tornará uma medida ineficaz se não forem preservadas as matas dos morros e encostas, pois uma fonte começa nascer das águas da chuva retidas nos topos dos morros. Em locais onde os topos dos morros são usados para atividades agropecuárias o ideal é construir curvas de nível e bacias para captação e infiltração das águas pluviais. As curvas de nível têm se mostrado eficientes no combate a erosão e ao assoreamento dos rios.

O ideal é preservar parte da vegetação no topo dos morros e encostas.

A mata ciliar, vegetação das margens dos rios, também é muito importante. Ela evita o desbarrancamento das margens e o assoreamento. A leis de preservação ambiental determinam que em cursos de água de até 10 metros de largura, por exemplo, seja preservada uma faixa com vegetação de 30 metros de largura em cada margem. Se fossemos ater-nos ao texto da lei, constataríamos que a grande maioria das propriedades do município está em desacordo, pois a realidade do uso e ocupação do solo é bem mais antiga que a lei.

"Muitas vezes os proprietários acham que recuperar a vegetação nas margens dos rios levará a uma perda no terreno, pois a área ficará no mato. A recuperação pode ser feita com árvores frutíferas e outras espécies que poderão ser utilizadas futuramente na propriedade. Mas um fato é claro, se medidas não forem tomadas, poderemos ter problemas sérios com a falta d’água num futuro próximo".

2 OBJETIVO

Recuperar a nascente do córrego Buriti.

3 DESENVOLVIMENTO

No dia 16 de novembro de 2004, estivemos na faz. São Thomás, de propriedade do sr. Marco Polo Valle Silva Klun, e propomos aos srs. João de Deus(administrador) e Laerte(arrendatário) uma parceria para recuperarmos a nascente do córrego Buriti; o proprietário ora não fora localizado, entretanto administrador e arrendatário mostraram-se dispostos a ajudar no que for preciso(por eles foram doados os postes e arames para cercar a área próxima a nascente), pois diante do exposto reconheceram que preservar as nascentes é um dever, para que as gerações futuras não sofram as com a escassez de água.

Na ocasião foram diagnosticados os seguinte:

  • Necessidade de cercar os arredores para impedir o pisoteio do gado;

  • Ausência de vegetação nas proximidades da nascente.

Em 25 de novembro de 2004, conseguimos falar (via fone) com o proprietário da fazenda, o qual nos autorizou a fazer o que for preciso para recuperar as nascentes.

Diante da colaboração das pessoas interessadas, em 26 de novembro de 2004 estivemos na propriedade dando início aos trabalhos preliminares, ou seja, demarcamos o local a ser reflorestado assim como fora planejado a instalação de uma cerca a qual irá impedir o trânsito de bovinos na nascente. Neste dia também foram retirados alguns objetos de dentro do curso d’água, tais como, sacolas plásticas, pneus velhos e outros.

Nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2004 retornamos a nascente, onde fizemos a cerca e plantamos as seguintes espécies nativas:

Buriti(mauritia fluxuosa)

Amoreira(maclura tinctoria)

Sangra d’água(croton urucurana bail)

Taboa(thypa latifolia)

São josé(edychium coronarium)

Pindaíba(xilopia emarginata)

Embaúba(crecória pochystachia)

Pau-de-óleo (Myrospermum erythroxilum)

Angico(anadenanthera macrocarpa)

Bálsamo(myroxylon tuloiferum)

Jatobá(himenaea coubaril)

Pau de óleo(mirospermun prytroxilum)

4-CONCLUSÃO

Durante a realização do trabalho nós vivenciamos a facilidade que temos para recuperar o meio ambiente, pois para tal não é necessário nada mais que atitude e vontade, mesmo porque a perda das áreas agricultáveis são mínimas, pois o homem desmatou até mesmo os locais onde jamais seria plantado.

O que fizemos foi muito pouco, e nada mais que nossa obrigação, entretanto desejamos que esse pouco sirva de lição tanto para nós como para as gerações futuras, no intuito de recuperar grande parte desse líquido imprescindível para a vida no planeta “a água”.

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