Osmose em pimentão

Osmose em pimentão

2 1 INTRODUÇÃO

A essenciabilidade da água para as plantas deve-se à sua contribuição na manutenção e preservação de suas funções vitais. A água é um constituinte do protoplasma celular, a maioria dos compostos orgânicos do protoplasma encontram-se hidratados e quando a água é removida, ocorre uma alteração nas propriedades físicas e químicas dos carboidratos, proteínas, ácidos nucléicos e outros compostos do protoplasma.

A água é responsável pela relativa estabilidade térmica da planta pois o maior calor especifico da água permite à planta absorver quantidades consideráveis de radiações sem alterar em excesso sua temperatura. A evaporação da água pelas folhas permite também dissipar uma grande parte da energia solar que atinge a planta. A água possui calor especifico maior do que qualquer outra substância conhecida, ou seja, a água precisa absorver muita energia para aumentar sua temperatura e também necessita liberar muita energia para baixar de temperatura, esta característica è a causa da estabilidade térmica da água.

A osmose é um caso de difusão em que duas soluções estão separadas por uma membrana com permeabilidade seletiva as membranas biológicas geralmente deixam passar com muita facilidade as moléculas de água enquanto que as moléculas ou íons de solutos sofrem restrições de intensidade variável, dependendo da seletividade da membrana, na osmose o movimento da água ocorre em resposta a uma diferença de potencial hídrico. O conhecimento dos potenciais hídricos em ambos os lados da membrana permite determinar com relativa facilidade a direção do movimento da água. O potencial hídrico da água é medida da capacidade da água de se movimentar ou realizar trabalho. Ela é representada pelo símbolo :ΨΨΨΨ. Os componentes do potencial hídrico são:

* potencial de pressão: permite a determinação direta do ΨΨΨΨ em folhas destacadas. * potencial gravitacional: ou volumétrico é uma variante do método e consiste na determinação do ΨΨΨΨ por meio de mudanças na massa, no volume ou no comprimento de tecidos maciços ou volumosos.

* potencial matricial: resulta da interação entre a água e uma matriz. * potencial osmótico: refere-se ao nível de energia da água nesta solução, o potencial osmótico é inversamente proporcional à concentração de solutos na solução, ou seja, quanto maior a concentração de solutos menor o potencial osmótico.

A plasmólise é a retração do volume das células por perda de água. Este fenômeno se dá quando a célula é colocada em meio hipertônico, ou seja, quando o meio exterior é mais concentrado que o citoplasma e a célula perde água por osmose.

Este fenômeno só ocorre em condições experimentais, uma vez que, na natureza os organismos não só se adaptaram às condições do seu meio ambiente, mas também pelo facto da membrana celular ser uma membrana seletiva, no que respeita à troca de ions. Com excepção da condição de alagamento das vias aéreas, como num afogamento, em que a troca de líquidos do meio extra para o intracelular e vice-versa pode ocorrer.A plasmólise também pode ser chamada de "Crenação".

O fenômeno contrário, a turgescência, pode ocorrer quando a célula se encontra num meio hipotônico e absorve água por osmose, podendo levar à lise (rebentamento) da célula.

O afogamento em "água doce" pode causar a turgescência das células sanguíneas. Já o afogamento em água salgada pode causar a plasmólise

Uma solução é hipotônica quando ela possui uma menor concentração de soluto em relação à uma outra solução. Seguindo a mesma lógica, uma solução é hipertônica em relação à outra quando ela possui uma concentração maior de soluto. A solução isotônica é caracterizada pela igual concentração de soluto nas duas soluções.

4 2 MATERIAL E MÉTODOS

No dia 10/09/2009 às 10:20, no laboratório nº3 de morfologia foi realizada a pratica nº 4 de osmose em pimentão.

Foram utilizadas 4 placas de petri, contendo 3 tiras de pimentão com aproximadamente 0,5 cm de largura e 5 de comprimento, cada placa continha uma solução diferente.

Na 1ª placa colocou-se água deionizada e 3 tiras de pimentões com casca virada de lado, na 2ª placa colocou-se uma solução de 0,25 M de sacarose junto com o pimentão, na 3ª placa colocou-se uma solução de 0,5 M e na 4ª placa colocou-se uma solução de 1M de sacarose.

As soluções foram preparadas com o auxílio de uma balança analítica e sacarose pura para análise.

5 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Observou-se que após 24 horas as tiras de pimentão colocadas na solução de 0,25 mol/L permaneceram inalteradas, conforme Figura-1.

Figura 1 - solução de sacarose 0,25 mol/L

Observou-se que após 24 horas as tiras de pimentão colocadas na solução de 0,5 mol/L curvaram um pouco para o lado carnoso, conforme Figura-2.

Figura 2 - solução de sacarose 0,5 mol/L

Observou-se que após 24 horas as tiras de pimentão colocadas na solução de 1 mol/L curvaram mais para o lado carnoso do que as tiras colocadas na solução de 0,5 mol/L, conforme Figura-3.

Figura 3 - solução de sacarose 1 mol/L

Observou-se que após 24 horas as tiras de pimentão colocadas somente em água curvaram acentuadamente para o lado da casca, conforme Figura-4.

Figura 4 - somente água

Ao observamos as diferentes amostras de pimentão, constatou-se o seguinte: os pimentões expostos somente à água, ficaram deformados, devido ao facto de a água existente passou para dentro das células do pimentão, aumentando assim o seu volume, e curvando para o lado da casca. Assim quanto menos pressão houver na parte exterior do pimentão, mais água passará para dentro deste, aumentando assim o seu volume, se o inverso acontecer, como foi o caso nas soluções de 0,5 mol/L e 1 mol/L, a tira de pimentão, diminui seu volume, curvando para o lado carnoso.

No caso do pimentão que foi exposto à solução de sacarose de 0,25 mol/L, houve um equilíbrio em ambos os lados da membrana, ou seja não houve diferenças entre as pressões hidrostáticas. Assim o volume permanece constante e não houve deformação.

8 4 CONCLUSÃO

Conclui-se que ocorrem variações no volume e aspecto das tiras de pimentão, quando existe uma pressão osmótica (diferença entre pressões hidrostáticas em ambos os lados da membrana).

Conclui-se também que quando a pressão exterior é menos do que a interior (ex: recipiente com água), a água passa para dentro das tiras de pimentão, aumentando o seu volume, ao contrário dos solutos que passam para a água. Este facto acontece porque os solutos deslocam-se das zonas hipertónicas (mais pressão) para as zonas hipotónicas (menos pressão), a água tem um comportamento oposto ao dos solutos. Quando a pressão interior é menor do que a exterior (ex: recipiente com a solução de sacarose 0,5 e 1 mol/L), a água passa de dentro das tiras de pimentão, para o exterior, ou seja para as soluções de sacarose a 0,5 e 1 mol/L, diminuindo o volume e deformando as tiras de pimentão.

Por fim conclui-se que quando existe um equilíbrio das pressões hidrostáticas, como foi o caso do recipiente com a solução de sacarose 0,25 mol/L, não existe a passagem da água do exterior para o interior ou o contrário, o mesmo aplica-se para os solutos, assim as tiras de pimentão mantém as suas características essenciais, mantendo o seu volume e aspecto iguais. Deste facto pode-se concluir que a solução de sacarose 0,25 mol/L, tem a mesma pressão que a das tiras de pimentão.

9 REFERÊNCIAS

James sutcliffe- as plantas e as águas Awad, Marcel(1983/1929)- introdução a fisiologia vegetal/ Paulo Roberto de Camargo e Castro- SP Nobel 1983

Marenco Ricardo A (2007) fisiologia vegetal (fotossíntese, respiração, relações hídricas e nutrição mineral.

FERREIRA, A. M., et al., No Laboratório, Bloco 1, 2.ª Edição, Areal

Editores, Maia, Portugal, 1999 URL: http://www.ecit.emory.edu/ECIT/chem_ram/synth/Hodgin.htm

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