livro : O HOSPITAL cap39

livro : O HOSPITAL cap39

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Procedimento s Técnico s

Farmácia o Hospitalar |

» Soluções Parenterais de Grande Volume (SPGV),

Medicamentos e Correlates, 473

» Dispensação de Dose Individual, 475 >• Preparo de Enterais e Parenterais, 476

Juliana Bianco Giuriatti Sérgio Ricardo Penteado Filho

Procedimento s Técnico s

> Farmácia Hospitalar

A farmácia hospitalar dos anos 40 evoluiu, de simples oficinas ou boticas hospitalares supridoras das necessidades diárias [produção dos próprios soros], para instalações semi-industriais (produção de medicamentos] e, posteriormente, para o atendimento às necessidades do perfil assistencial do hospital em relação aos medicamentos e outros produtos farmacêuticos.

Na fase moderna, a partir da década de 80, a farmácia deixou de se restringir aos aspectos técnico-científicos ligados ao medicamento, aluando também no gerenciamento das atividades, buscando redução de custos, racionalização de trabalho e garantia do uso adequado dos medicamentos.

Pode-se dizer que hoje a farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial, técnico-cientffica e administrativa, com desenvolvimento de atividades ligadas à produção, armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos (e correlates] às unidades hospitalares, além de orientação de pacientes internos e ambulatoriais, buscando eficácia terapêutica, redução de custos e propiciando um vasto campo para ensino, pesquisa e aprimoramento profissional.

A Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH] define como objetivos principais da Farmáci a Hospitalar :

- contribuir para a qualidade de assistência prestada ao paciente, promovendo uso seguro e racional de medicamentos e correlates;

- desenvolver em conjunto com a Comissão de Farmácia e Terapêutica a seleção de medicamentos necessários ao perfil assistencial do hospital;

- fornecer subsídios para avaliação de custos com assistência farmacêutica e para elaboração de orçamentos .

Para isso deve apoiar-se em eficientes sistemas de informações, de controles, da manipulação correta dos fatores de custo, além do planejamento e gerenciamento adequado do serviço.

* Serviço de Farmácia Hospitalar

O Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH] inclui a presença de farmacêuticos do Serviço de Farmácia em Comissões de Controle de Infecção Hospitalar, como consultores. É o farmacêutico a complementaçâo fundamental na formação da equipe multiprofissional para atuar no controle das infecções hospitalares, sendo importante sua presença para a implantação, principalmente da política de controle de antimicrobianos.

Algumas de suas atividades mesclam-se com a dos outros profissionais da equipe, mas existem as atribuições que lhe são próprias.

Portarias e leis sobre o assunto são citadas no Capítulo 48, página 733.

A Farmácia e Materiais Médico-hospitalares

Na aquisição de materiais médico-hospitalares importa observar algumas recomendações com relação à embalagem do produto antes de sua liberação para uso. Se esta recepção for realizada pelo Almoxarifado, deverá ser feita por pessoal treinado e sob supervisão da farmácia:

número de registro no Ministério da Saúde (Divisão de Medicamentos - D l M E D/M S]; processo de esterilização a que foi submetido; data da esterilização; prazo de validade da esterilização; número do lote.

• Nos casos de rótulos com "validade indeterminada", considerar 2 anos após a data de esterilização.

• Não utilizar materiais após a data do vencimento, pois não há garantia de esterilidade.

• Verificar, ainda, a integridade da embalagem de qualquer material antes de liberá-lo para uso.

Farmácia Hospitalar alar 391

• Evitar a incidência da luz nos materiais, altas temperaturas (estufas ou motores próximos ao local de estocagem] e umidade excessiva, evitando a alteração e contaminação dos produtos.

• Não armazenar grandes quantidades de materiais nas unidades.

• Devolver sempre ao estoque o excedente, corretamente identificado.

A Farmácia Hospitalar pode ter, de acordo com a instituição a que pertence, várias atribuições:

fornecimento de material industrializado sem manipulação (questionável a presença do profissional para esta atribuição];

• manipulação de produtos industrializados para dispensação de doses individuais;

• industrialização de produtos medicamentosos e correlates;

• manejo artesanal de medicamentos e correlates.

*• Soluções Parenterais de Grande Volume (SPGV), Medicamentos e

Correlate s A aquisição de soluções parenterais de grande volume (SPGV], bem como de outros produtos médico-hospitalares deve ser protocolada. A seleção de fornecedores qualificados garantem ao hospital a prestação de um serviço da melhor qualidade.

O protocolo facilita o desempenho do Departamento de Compras, que com o auxílio da Farmácia poderá realizar aquisições no mercado, em condições favoráveis à instituição, utilizando ou não as licitações (instituições privadas].

A seleção de medicamentos e demais produtos médico-hospitalares é um processo dinâmico, contínuo, multidisciplinar e participativo. Assegura ao ho.spilnl acesso aos medicamentos e SPGV necessários. Adotando critérios de eficácia, segurança, qualidade e custo, promove a utilização racional dos medicamentos .

Cadastramentò dos Fornecedores

O hospital deverá manter informações cadastrais pciilinonlos das empresas fornecedoras de produto s médico-hospitalares .

Informações administrativas do laboratório

• Inscrição na DIMED/SNVS/MS, iiisiíilngiícs lisiisn;, incursos humanos e qualificação do laboratório. Informaçõe s técnica s

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Procedência, ensaios realizados no controle de qualidade. Cindiiln nciihiido

Ensaios realizados no controle de qualidade, procedimentos de esterilização (descrever], rotinas. Anexar a cópia de cada produto registrado na DIMED/SNVS/MS.

Armazenament o

Tipo necessário de embalagem, posição dos frascos, empilhamento máximo (na indústria, no transporte, no armazenamento], condições gerais de estocagem recomendada.

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