Segurança em elevação de cargas

Segurança em elevação de cargas

(Parte 1 de 8)

Autor do Doc.:Marco Antonio Codo / Wanderley Casarim
Editores:Marco Antonio Codo / Wanderley Casarim
Título:Equipamentos de Elevação e Transporte

International Paper do Brasil Ltda

Tipo do Documento: ORDEM DE SERVIÇO DE HIGIENE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO

SubTipo:InstruçãoNº:OSHSMT 200716
Áreas/Setores de Aplicação :Obras do Projeto Três Lagoas Paper Mill
Status:Aprovado Data do Status:25/05/2007

Comentários sobre a revisão :

1. Objetivo 2. Definições 3. Instruções 4. Responsabilidades

1. Objetivo Esta OSHSMT tem como objetivo orientar todos os envolvidos quanto à segurança nas operações com equipamentos de elevação e transporte.

2. Definições

2.1. Equipamentos de elevação São considerados equipamentos de elevação de materiais, os equipamentos que levantam e movimentam para outros locais, materiais diversos. Entre estes equipamentos destacam-se os elevadores de carga, guindastes, monta-cargas, pontes-rolantes, talhas, guinchos, gruas, caminhões tipo munck, etc.

2.2. Eslinga ou linga: estropo grande de cabo ou corrente, ou rede para içar ou arriar cargas pesadas.

2.3. Estropo: Pedaço de cabo ou lona com que se envolve um objeto para içá-lo.

a) A capacidade de carga das talhas deve estar claramente posicionada no corpo da talha, bem como o trilho também deve ter assinalada sua capacidade de carga; b) As talhas devem estar seguramente presas aos seus suportes através de travas ou manilhas; c) Talhas podem ser sustentadas em estrutura rígida (trilhos) ou por ganchos. Quando suspensas por ganchos, estes devem ser providos com trava que não permitam o escape da talha; d) As talhas elétricas devem ser providas com limite de fim de curso que não permita ao cabo de aço sobre-enrolar no tambor e romper-se; e) Os trilhos por onde correm as talhas devem ter batente de fim de curso para evitar a queda da talha; f) O tambor das talhas com entalhe simples para acomodação do cabo deve ser livre de projeções que possam danificar o cabo; g) Só utilizar talhas que apresentem cabos, correntes, ganchos e demais componentes em adequadas condições de uso; h) Manter mãos e dedos distantes de pontos de pinçamento; j) Não permanecer sob cargas suspensas;

2.4.1 Talhas Elétricas a) O botão de subida da talha deve ser projetado de forma que requeira permanente pressão para levantar ou abaixar a carga; b) O cabo elétrico da caixa de comando deve ser sustentado por um cabo ou corrente paralela protegendo o cabo de possíveis esforços e danificações; c) A talha deve ser aterrada de maneira a evitar possível choque elétrico no operador em caso de falha do circuito; d) Um mínimo de duas voltas de cabo deve permanecer no tambor quando o bloco do gancho estiver no piso mais baixo do edifício onde a talha opera.

2.4.2 Talhas Pneumáticas a) Talhas pneumáticas acionadas por pistão devem ter porca do tipo castelo cupilhada para segurar o pistão; b) Quando acionadas por pistão, um grampo em U deve ser usado para prevenir que o gancho escape do suporte do pistão.

2.4.3 Talhas manuais a) As talhas manuais podem ser portáteis para uso em serviços de montagem ou manutenção. É recomendável que sejam de corrente em função da sua resistência; b) Devem ser equipadas com freio de carga mecânico que permita controlar a velocidade de subida e descida da carga.

2.5. Pontes rolantes elétricas

As pontes rolantes devem ser classificadas, projetadas e fabricadas de acordo com as NBR 8400; NBR 9867 e NBR 9974.

Encontram se disponiveis com diversos sistemas operacionais como : velocidades comutáveis, graduaveis ou micro; dispositivos de segurança contra sobrecarga, celulas de carga;dispositivos especiais de pega e outros.

2.6. GUINDASTES

2.6.1. CONDIÇÕES GERAIS

Os seguintes procedimentos além de todos os requisitos regulamentares, devem ser cumpridos por todas as Contratadas e suas Subcontratadas que utilizam guindastes no local da obra.

2.6.2. PROTEÇÕES MECÂNICAS

Correias, engrenagens, eixos, polias, dentes de roda, fuso, tambores, volantes, correntes, e outras partes móveis de equipamentos deverão ser protegidos quando expostos ao contato com operadores ou quando constituírem um perigo.

As proteções deverão ser firmemente presas e capazes de suportar sem distorção permanente o peso de uma pessoa de 90 Kg a não ser que a proteção esteja localizada em lugar onde seja impossível de ser pisada.

2.6.3. MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA

Sempre que os motores de combustão interna lançarem sua descarga em espaços confinados, ventilação positiva deverá ser instalada para cuidar da retirada dos gases. Adicionalmente, serão realizados e registrados testes para assegurar a inexistência de concentrações prejudiciais de gases tóxicos ou ambientes com insuficiência de oxigênio.

Todos os escapamentos deverão ser protegidos ou isolados em áreas onde possa haver contato com os colaboradores no desenrolar de suas atividades normais.

As mangueiras de reabastecimento de combustível deverão ser colocadas em posições adequadas, ou protegidas de forma a não permitir que qualquer vazamento ou derramamento ocorra próximo aos componentes elétricos das máquinas que estão sendo abastecidas. Os equipamentos não poderão ser reabastecidos com o motor ligado.

Cada unidade do guincho de um guindaste deverá ser equipada com pelo menos um freio automático, referido como freio de retenção, aplicado diretamente ao eixo do motor ou alguma parte no conjunto de engrenagem.

Cada guincho de um guindaste, será equipado com um sistema de freios para evitar excesso de velocidade, além do freio de retenção, exceto os guinchos com engrenagem helicoidal, onde o ângulo da rosca helicoidal impede a carga de acelerar na direção de descida.

Os freios de retenção para motores do guincho, não deverão ter sua capacidade de carga menor do que a seguinte porcentagem:

125% quando usada com um meio de freio de controle que não seja mecânico. 100% quando usado em conjunto com um sistema de freio de controle mecânico. 100% cada se dois freios de retenção são fornecidos.

Freios de retenção em guinchos deverão ter uma ampla capacidade térmica para a freqüência de operação exigida pelo serviço.

Freios de retenção em guinchos deverão ser aplicados automaticamente quando a energia é retirada.

Quando necessário, os freios deverão ser providos com um meio de ajuste para compensar desgaste.

A superfície de desgaste de todos os tambores ou discos de freios de retenção deverá ser lisa.

2.6.5. SISTEMA DE FREIO DE CONTROLE

O sistema de controle de energia regenerativo, dinâmico, contra-torque, ou o sistema mecânico, deverão ser capazes de manter velocidades seguras de descida das cargas nominais. O sistema de controle de freio deverá ter ampla capacidade térmica para a freqüência de operação exigida pelo serviço.

2.6.6. PROTEÇÃO PARA CABOS DE IÇAMENTO

Se os cabos de içamento correm perto de outras partes do equipamento onde possa haver atrito, devem existir proteções que evitem essa possibilidade. Deve haver também proteção para impedir o contato entre a ponte de condutores e o cabo de içamento se houver a possibilidade de um entrar em contato com o outro.

2.6.7. EQUIPAMENTO DE IÇAMENTO

1º. ROLDANAS

As superfícies das roldanas devem ser lisas e livres de defeitos que possam causar danos aos cabos.

Roldanas que levam cabos que podem ser temporariamente descarregados devem ser providas de protetores ou guias ou outros dispositivos apropriados para guiar o cabo de volta para a ranhura quando a carga for aplicada novamente.

2º. CABOS

Ao usar cabos de içamento, devem ser seguidas as recomendações do fabricante do guindaste. A carga nominal dividida pelo número de pernas de cabo não deverá exceder 20% da resistência de ruptura do cabo nominal.

O sistema de soquetes (fixação do cabo à manilha) deverá ser realizado da maneira especificada pelo fabricante do equipamento.

Os cabos deverão ser presos ao tambor conforme segue:

a. Pelo menos seis voltas de cabo deverão sobrar no tambor quando o gancho estiver em sua posição mais baixa.

b. A ponta do cabo deverá ser fixada por um grampo firmemente preso ao tambor ou por meio de um sistema de soquete aprovado pelo fabricante do guindaste ou do cabo.

c. A extremidade de um cabo será presa com clipes distribuídos com manilhas - U e deverão ter ao longo do laço na ponta do cabo. O espaçamento e número de todos os tipos de clipes deverão estar em conformidade com as recomendações do fabricante dos terminais. Os terminais deverão ser de aço estampado a quente em todos os tamanhos fabricados comercialmente. Quando um cabo recentemente instalado estiver em operação durante uma hora, todas as porcas nos terminais de cabo deverão ser apertadas novamente.

d. Conexões ajustadas por expansão ou compressão deverão ser aplicadas conforme recomendado pelo fabricante do cabo ou do guindaste.

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