Celulite: conceito e tratamento

Celulite: conceito e tratamento

CELULITE: CONCEITO E TRATAMENTO

OURO PRETO, DEZEMBRO DE 2004

1. Introdução

Um golpe na auto-estima feminina em tempos anoréxicos, a celulite, já foi retratada por Renoir como um componente estético e inerente à feminilidade. A celulite chega a atingir 80% das mulheres com mais de 35 anos de idade.

Em diferentes estágios, a celulite está presente em praticamente todo o universo do proclamado sexo frágil, sendo bastante rara em homens. Com baixo interesse por parte da comunidade científica, este problema predominantemente estético segue sem tratamentos cientificamente comprovados e dá margem às soluções milagrosas oferecidas pela indústria de cosméticos.

2. Conceito

O termo celulite foi utilizado por médicos franceses para o que acreditavam ser uma forma de gordura que se acumula principalmente no corpo das mulheres, localizada nas coxas, nas nádegas, nos braços e no abdome, adquirindo uma aparência áspera e com pequenas depressões.

A celulite é especialmente freqüente após a menopausa e é difícil de eliminar. Profissionais de saúde e de beleza acreditam que a causa seja uma concentração de toxinas nos tecidos do corpo, que cria bolsas de água, gordura e impurezas, causando distúrbios na circulação. Esta teoria é controversa e muitos médicos não acreditam que a celulite seja uma forma especial de gordura, não a reconhecendo, em alguns casos, como uma situação de âmbito médico.

O que se conhece como celulite, do ponto de vista científico, é denominada por Lipodistrofia Ginóide. Trata-se de uma alteração que ocorre no tecido gorduroso, e se chama ginóide porque é freqüente entre mulheres, na região das coxas e quadril.. Consiste na aparência de aspecto ondulado da pele, que pode, dependendo do grau, apresentar depressões (aparência de casca de laranja). A celulite não diz respeito a um processo de aumento de gordura, embora esteja muito relacionada à obesidade. Ela aparece entre pessoas de peso normal e até mesmo entre as que estão abaixo do peso.

Ainda a respeito da incidência deste mal, as mulheres brancas estão mais suscetíveis à celulite do que as negras, e que, embora não haja relação comprovada com a condição sócio-econômica, há uma relação clara com o tipo de alimentação. Uma alimentação equilibrada e atividade física regular tem uma influência de até 70% no resultado dos tratamentos.

A celulite tem sido considerada uma característica secundária do sexo feminino, por ser tão comum nas pessoas ditas deste sexo frágil.

3. Causas

A "celulite" atinge até 95% das mulheres, principalmente nas fases sujeitas a alterações hormonais como a puberdade, gravidez e uso de pílulas anticoncepcionais, sendo uma das queixas mais freqüentes em relação à estética. O aspecto de "casca de laranja" causa incômodo e insatisfação com o próprio corpo, levando à procura de uma solução para o problema.

As causas que dão origem à celulite são várias e associadase não são totalmente conhecidas. Além de uma predisposição hereditária, alterações enzimáticas e hormonais parecem estar envolvidas, diminuindo a quebra das células gordurosas ou aumentando o seu volume.

As regiões mais atingidas pela celulite são aquelas onde as mulheres costumam acumular mais gordura: abdomem, quadris, culotes, nádegas, coxas e pernas.

A celulite pode estar, ou não, associada à obesidade. No entanto, com o aumento do peso, ela aparece mais, pois o aumento das células adiposas é acentuado. linfáticos levando à formação.

A celulite é multifatorial. E o fator hormonal, o mais importante, não pode ser excluído. Da mesma forma, é inviável parar o tempo, outro fator que influencia no aparecimento e agravamento da celulite. Ela é progressiva - piora com a idade - e incurável.

4. Como se forma

A Celulite é Originária da Própria Condição Hormonal Feminina. O que leva à celulite é uma alteração com características hereditárias, ou seja, existe uma predisposição genética associada ao próprio hormônio feminino, que se soma a um problema de alteração circulatória local, também relacionado a uma diminuição da drenagem linfática natural. A soma destes fatores resulta no aparecimento desta aparência da pele, que chamamos de celulite, comum nas covas das ancas, coxas, nádegas e abdômen.

A celulite se desenvolve na parte mais superficial das três camadas de gordura existentes abaixo da epiderme e derme, conhecida como hipoderme ou camada subcutânea de gordura. As células de adiposas na hipoderme estão organizadas em câmaras de fios de tecido conjuntivo. A armazenagem de gordura e o metabolismo das células adiposas reagem apenas aos hormônios, e não às dietas ou exercício.

Estas células adiposas, presentes nas duas camadas de reserva de gordura, se encontram por baixo da hipoderme e estão dispersas numa rede solta. Dependendo da dieta e do exercício, é variável o grau de armazenagem de gordura e de metabolismo nestas camadas. Nas mulheres, esta camada subcutânea de gordura está organizada em câmaras vericais, ao passo que nos homens, se organiza diagonalmente, e em pequenas unidades que, além de acumularem menos gordura, não resultam em celulite.

Diante destas diferenças morfológicas, nas mulheres as células adiposas se alargam, em função da acumulação de gordura. As paredes capilares tornam-se excessivamente permeáveis, causando a acumulação localizada de fluidos, que não conseguem ser eliminados em função de uma drenagem linfática insuficiente. Com isso, as células adiposas agrupam-se e ficam ligadas por fibras de colágeno, impedindo a corrente sanguínea, provocando o endurecimento e contração dos fios do tecido conjuntivo, que puxam a pele para baixo, resultado no aspecto irregular que conhecemos por celulite.

Em especial, relaciona-se a celulite aos hormônios femininos, pois se observa que ela se desenvolve durante os períodos de mudança hormonal, tais como a puberdade, a menopausa, a síndrome pré-menstrual, a gravidez e durante o início do uso da pílula. Os hormônios comandam mudanças na circulação sanguínea, na drenagem linfática, na gordura e no tecido conjuntivo, o que provoca a formação da celulite. Também se atribui a celulite ao aumento de peso, má nutrição, quantidade insuficiente de água ingerida e sedentarismo, que se não são causas do mal, provocam a sua piora com o passar dos anos. A idade é acompanhada de perda de consistência e tonalidade do tecido conjuntivo, o que torna a celulite mais visível e flácida.

A celulite pode estar, ou não, associada à obesidade. No entanto, com o aumento do peso, ela aparece mais, pois o aumento das células adiposas acentua o repuxamento das fibras. Quando o acúmulo de gordura ocorre de forma excessiva, pode comprimir vasos sanguíneos e linfáticos levando à formação de edema e fibrose. Nesta situação, a celulite se torna mais grave, formando áreas endurecidas e nodulares. Em alguns casos, ocorre inflamação e dor local.

5. Classificação:

5.1 Segundo sua localização:

  • Localizada: É aquela que afeta as mulheres apenas em determinados lugares. Normalmente se localiza principalmente nos culotes, coxas, quadril e nádegas. Eventualmente também pode afetar braços e abdomem em casos mais graves.

  • Generalizada: Geralmente afeta as mulheres obesas em todas as partes do corpo.

5.2 Segundo a visualização:

  • Grau 1: os "furinhos" só são percebidos quando a pele é comprimida. Pode aparecer até mesmo nas crianças, sendo mais comum nas adolescentes.

  • Grau2: os "furinhos" aparecem quando há contração muscular.

  • Grau 3: os "furinhos" já são percebidos sem comprimir a pele. Passando a mão sobre a pele, já se percebe uma ondulação, sendo possível sentir alguns nódulos.

  • Grau 4: os nódulos são bastante perceptíveis e têm consistência endurecida, demonstrando que já houve formação de fibrose. Pode haver dor local.

6. Tratamento

6.1. Objetivo do tratamento

Como a celulite não tem cura, o objetivo do tratamento é corigir as causas e amenizar os efeitos da celulite.

6.2. Embasamento científico

Os tratamentos ainda não contam com embasamento científico. A falta de trabalhos científicos que comprovem a eficácia dos tratamentos é um dos grandes problemas vistos para que o atendimento a esta demanda seja atendida por profissionais. Não estão tendo trabalhos científicos, de peso, que confirmem o resultado e a eficácia dos diferentes tratamentos presentes no mercado. Isso se deve ao fato da celulite ser uma disfunção causada por múltiplos fatores, difícil de ser mensurada. Os diagnósticos não são precisos.

A termo-regulação, utilizada para medir a alteração térmica da pele, não pode ser arquivada para ser comparada com exames posteriores, e é um sistema influenciado pela temperatura ambiente e pela temperatura do próprio paciente. Teoricamente, no lugar onde há mais celulite há menor atividade circulatória, o que pode ser medido por um sistema térmico, mas existem muitas variáveis que influenciam no resultado, o que prejudica a utilização deste método como diagnóstico científico e que permita a comparação de resultados antes e depois de um determinado tratamento.

O mesmo ocorre com a fotografia, pois é difícil tirar duas fotos em épocas diferentes com exatamente a mesma quantidade de luz e no mesmo ângulo, tornando a quantificação de resultados muito difícil.

Para que um dos diversos métodos de tratamento da celulite tivesse comprovação científica, seria necessário o uso da metodologia científica, esclarece a médica. Seria, portanto, necessário separar um grupo significativamente grande, dividi-lo em dois e comparar o uso do método pesquisado com um grupo ao passo que o outro grupo estivesse sendo tratado com placebo, sem que nem médicos nem pacientes soubesse quem está usando o quê.

Assim, seria possível excluir as influências psicológicas e as avaliações tendenciosas. Seria necessário também que os parâmetros de medição de melhora fossem confiáveis. Depois de feito o tratamento nestes dois grupos, se abririam os protocolos de pesquisa para se saber que grupo usou o quê e, somente então, descobrir se houve uma melhora significativa ou não, do ponto de vista estatístico.

A pesquisa científica sobre celulite é difícil, porque tem muita variável e não chama a atenção dos médicos, que não a vêem como uma doença. A comunidade médica ainda não encara estas alterações estéticas como uma melhora de qualidade de vida. Há uma linha, entre os médicos, que acha que isso é perfumaria. As coisas têm avançado, mas muito lentamente.

Massagens modeladoras, drenagens linfáticas, correntes russas, eletrolipoforese, infravermelho, ultra-som, mesoterapia, lipoaspiração, lipoescultura, cremes, pílulas, cirurgias. O manancial de armas contra a celulite é enorme e produz muito dinheiro para a indústria que explora a angústia feminina diante dos quase inevitáveis furinhos no bumbum.

6.3. Métodos para tratamento

Para a ciência, nenhum destes métodos está comprovado. É preciso, em primeiro lugar, diferenciar alguns dos tratamentos:

Lipoaspiração e lipoescultura: são técnicas cirúrgicas, invasivas e que não tem por objetivo tratar a celulite, mas reduzir medidas. Todos os métodos são tentativas de melhorar o aspecto da pele e de agir nas várias etapas que causam a celulite.

Drenagens linfáticas (tanto por aparelhos quanto manuais): podem ser úteis ao ajudar a drenar os líquidos que se acumulam nas pernas, assim como todos os tratamentos que ajudam o sangue a circular melhor também podem apresentar resultados.A drenagem linfática mecânica é aplicada através de um aparelho que utiliza correntes elétricas seqüenciais, gerando movimentos ascedentes que ativam a circulação sangüínea e linfática.

A drenagem manual age no sentido de ativar, limpar, regular e nutrir os tecidos. A aceleração da Drenagem Linfática renova o líquido intersticial, renova a capacidade de autodefesa e autopurificação do corpo-humano. Além disso, promove bem estar e relaxamento total. A drenagem linfática é de fato indicada para pré e pós-cirurgia plástica, edemas e no combate à celulite, entre outras indicações.

Mesoterapia com agulhas: programa que vem sendo anunciado com sucesso pelas clínicas estéticas, é um procedimento antigo, usado para outros fins. Consiste na injeção de enzimas nas regiões do corpo com maior incidência de gordura localizada e celulite. Trata-se de um procedimento que só deve ser feito por médicos especializados (é dolorido e causa hematomas). Também existe uma técnica, chamada Mesojet, que usa uma pistola eletrônica sem agulhas. Ela permite a penetração de produtos naturais através da via transdérmica.Dente estes produtos naturais podemos citar estrato de Centella asiática, castanha da índia (Aesculus hippocastanum) e da alcachofra (que neste mês de dezembro de 2004 foi proibido o uso pela ANVISA).

Eletrolipoforese: significa a aplicação, através de um aparelho, de correntes polarizadas que promovem o aumento da atividade celular. Através de eletrodos de silicone condutivo, há promessas de melhora do fluxo linfático e sangüíneo, que, anuncia a estética, produziria a dissolução dos nódulos de celulite.

Ultra-som: Outra técnica bastante popular, as ondas ultra-sônicas possuem a capacidade de aquecer em profundidade os tecidos humanos. Associando-a com enzimas, acredita-se que haja eficácia no tratamento da celulite.

Cells-Trat: um aparelho de corrente galvânica, cujo objetivo é melhorar a circulação venosa e linfática. Ele causa um aumento da atividade diurética, ativa o metabolismo e promete reduzir volume e medidas.

Crioterapia: Outro processo anunciado para combater a celulite - e, de quebra, a gordura localizada e a flacidez - É definido pela aplicação de uma solução a base de cânfora e mentol nas áreas atingidas, provocando uma queda de temperatura local. Com isso, o organismo utiliza os lipídios de reserva para recuperar seu equilíbrio térmico, e desta forma há redução de volume onde as bandagens foram aplicadas. O choque térmico sobre a pele provoca a retração das fibras dos tecidos da derme reduzindo a flacidez. O aumento da circulação sangüínea favorece a drenagem linfática auxiliando na melhora do quadro celulítico.

Endermoterapia: sistema "atual e eficaz no tratamento de celulite e modelagem", também indicado para a recuperação pós-operatória da lipo-aspiração. Trata-se de mais um equipamento que massageia a pele com movimentos de sucção e rolamento, que promete ativar a circulação e corrigir as irregularidades da pele.

Cremes: lucro certo para a indústria cosmética, também não têm comprovação científica. Com custos muito variáveis, eles exigem disciplina nas aplicações, que, na maioria, devem ser de três vezes ao dia e durar cerca de 15 minutos. A absorção de suas fórmulas pela pele não é comprovada, embora eles possam, sim, provocar uma melhora na aparência da superfície da pele, no mínimo por torna-la mais hidratada.

Subcision: o mais novo tratamento, chamado conhecido por cirurgia de incisão subcutânea vem rendendo prêmios aos médicos brasileiros.Esta técnica consiste em anestesia local e método de descolamento da fibrose que existe no nível do tecido adiposo. Trata-se de um procedimento de pequeno porte, ambulatorial. Menos agressivo que um procedimento cirúrgico, como a lipoaspiração, o Subcision é mais agressivo que a mesoterapia. Talvez este seja um dos primeiros tratamentos que está permitindo a documentação científica da melhora nos pacientes. Contudo, ele está indicado para um grau de celulite que tem retração, não é para os primeiros graus. Ele também é bem localizado, não sendo aplicado na coxa inteira, mas apenas nos pontos mais atingidos.

A médica brasileira Dóris Hexsel, também membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, recebeu um prêmio da Academia Americana de Cirurgia Cosmética, em reconhecimento ao seu trabalho sobre o tratamento da celulite através do método Subcision. O troféu intitulado Excelência em cirurgia cosmética foi dado à dermatologista durante o 17º Congresso da Academia, que ocorreu de 08 a 12 de fevereiro de 2001, em San Diego, Califórnia (EUA).

Segundo release distribuído pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que divulgou o feito da médica brasileira, "O novo tratamento representou um importante avanço na cirurgia cosmética, mais especificamente no tratamento da celulite. O uso da técnica também é útil na correção de alterações do relevo do corpo que acontecem após a lipoaspiração".

No entanto, se não entrar em um programa de reeducação alimentar e também em um programa de exercícios e se não se mantiver neste programa para o resto da vida, não terá resultado. A celulite, um processo progressivo, precisa de tratamento permanente.

Uma pessoa que não tiver dinheiro para investir nestes tratamentos estéticos, mas iniciar uma atividade física regular e entrar em uma dieta equilibrada terá uma melhora de 60% da sua celulite. Mas as pessoas se enganam muito, dizendo que vão fazer musculação e não levam o exercício a sério. É preciso disciplina.

7. Como evitar

Por ser uma tendência pessoal, característica das mulheres, a celulite não pode ser totalmente evitada. Mas algumas dicas podem ajudar:

  • Como a obesidade está relacionada com uma piora da celulite, evite estar acima do peso ideal. Dietas milagrosas não existem, o mais importante é fazer uma reeducação alimentar, mudando os hábitos que levam ao aumento do peso.

  • O sedentarismo não ajuda em nada. Para queimar calorias e evitar o acúmulo de gorduras, é preciso praticar atividades físicas; caminhar ao ar livre, pedalar, ginástica, natação...

  • Cuidar também do emocional. O stress leva a um desequilíbrio de todo o organismo, diminuindo a vontade de se exercitar e, muitas vezes, a alimentação é utilizada como uma forma de compensar a ansiedade. Procurar ter lazer e aumentar o contato com a natureza, atividade que sempre renova nossas energias.

  • Não fumar! O cigarro dificulta a circulação do sangue, aumentando a retenção de toxinas e dificultando a oxigenação dos tecidos.

  • Beber bastante água (2 a 3 litros por dia). Isto estimula a função renal e a eliminação de toxinas.

  • Cuidado com o sal, que aumenta a retenção de líquidos no organismo.

8. Conclusão

Mais do que nunca, no mundo de hoje a boa aparência tem se tornado uma grande preocupação. A Cada dia as pessoas tentam alcançar os rigorosos padrões de beleza que o mundo da moda vem nos mostrando por todos os cantos da mídia. Esta preocupação com a estética é predominante entre as mulheres que a cada dia exigem cada vez mais de si mesmas, fazendo de tudo para tentar alcançar o corpo perfeito.

Uma das grandes dificuldades destas mulheres tem sido conseguir acabar com a celulite, cientificamente chamada Lipodistrofia Ginóide e que atinge cerca de 90% da população feminina. Por se tratar de um problema estético, a classe dos cientistas até então não tinha voltado sua atenção à este problema estético. Por isto, o tratamento da celulite ainda não conta com embasamento científico. Isto deu margem à industria de cosméticos para colocar no mercado uma enorme quantidade de produtos e tratamentos que não se sabe se realmente funcionam.

Enlouquecidas pela vontade de acabar com a celulite, as mulheres compram qualquer produto que aparece no mercado e se expõem a qualquer tipo de tratamento. Como ficou claro no trabalho exposto anteriormente, a celulite não tem cura. Ela é uma disfunção adquirida hereditariamente, e o máximo que se consegue é melhorar o aspecto ondulado, característico das pessoas que apresentam celulite.

Portanto, com esta mudança nos conceitos da população mundial a respeito da estética, acredito que investir no ramo da beleza será um excelente negócio e bastante rentável. A partir de agora, acho que muitos integrantes da comunidade científica voltaram sua atenção para a pesquisa inclusive em relação da celulite, o que trará futuramente para o mercado, produtos e tratamentos que serão comprovadamente eficazes. O que se pode fazer atualmente para tratar a celulite é apelar para uma boa dieta alimentar, ingerir bastante líquidos, praticar exercícios físicos, fazer drenagem linfática e se tiver boa condição financeira, fazer a subcision que é uma forma de se amenizar a celulite quando ela se apresenta no grau três ou quatro. O importante no tratamento da celulite é tentar evitar que outros "furinhos" apareçam.

9. Bibliografia

-VIGLIOGIA, Pablo Alberto; RUBIN, Jaime ; COSMIATRIA II ; Americana de Publicaciones S.A.; 1989.

-Site da BIBLIOMED

-Site da UERJ; Laboratório de pesquisa em microcirculção.

-www.dermatologia.net

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