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CURSO BÁSICO DE

ECONOMIA

APRESENTAÇÃO

Este trabalho é resultado de uma série de pesquisas realizadas numa gama de livros textos voltados para o estudo da economia.

Tem como objetivo, servir de complemento à disciplina Teoria Econômica para os cursos de Administração, Economia, Ciências Contábeis, Marketing, Comércio Exterior e cursos de especialização na área gerencial. Sendo assim, este trabalho é um valioso guia para aqueles estudantes e pesquisadores interessados em assimilar noções básicas de economia.

O trabalho é subdividido em três partes: A economia como uma ciência social, noções de microeconomia e noções de macroeconomia.

Prof. Leandro Maia Fernandes

É PROIBIDA A DUPLICAÇÃO OU REPRODUÇÃO DESTE TRABALHO SOB QUALQUER FORMA OU MEIO SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR

A ECONOMIA COMO UMA CIÊNCIA SOCIAL

Definição de economia

A definição de economia tem origem na palavra grega oikos, que significa casa, fortuna e riqueza, e na palavra nomos que quer dizer lei, regra ou administrar. Assim podemos dizer que a economia é a ciência que preocupa-se em administrar a casa ou lugar onde vivemos que é em outras palavras o mercado.Estudar economia é o processo de tomada de decisão em um ambiente de escassez.

O objetivo da economia

Podemos afirmar que a economia tem por objetivo estudar alguns aspectos do comportamento humano. A economia tem como finalidade estudar os problemas que envolvem o homem e o mercado. Podemos afirmar que o objetivo da economia é melhorar a qualidade de vida do ser humano utilizando da melhor maneira possível os recursos, uma vez que os recursos presentes no mundo são de características escassa e as necessidades humanas ilimitadas ou infinitas.

Como as necessidades são ilimitadas e os recursos ou fatores de produção são escassos o homem se defronta com uma situação conflitante, pois ele precisa satisfazer suas necessidades porém os recursos não são ilimitados, dessa situação há uma divergência de conceitos e essa divergência é chamada de problema econômico ou paradoxo econômico.

A escassez é o grande problema econômico, a economia existe por causa da escassez, sem a escassez dos recursos não haveria necessidade de administramos da melhor maneira possível nossos recursos.

Os recursos ou fatores de produção

Os recursos ou fatores de produção são os elementos fundamentais no processo produtivo, sem a presença dos fatores de produção é impossível a produção de bens ou serviços.

O produto é resultado da utilização dos fatores de produção. Os fatores de produção são:

TERRA, TECNOLOGIA, TRABALHO,

CAPITAL

TERRA: Todo recurso ou insumo proveniente da natureza ( solo, água, ar)

TECNOLOGIA: Conjunto de conhecimentos técnicos utilizados no processo de produção

TRABALHO: Mão de obra

CAPITAL: Montante financeiro necessário para iniciar e manter o processo de produção. Também pode ser considerado como o conjunto de máquinas e equipamentos ou capital fixo.

Texto para discussão

Fonte: http://veja.abril.com.br/051108/p_096.shtml

A exploração dos recursos naturais da Terra permite à humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores. Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais dos quais o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto – e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Fund dá a dimensão de como a exploração dos recursos da Terra saiu do controle e das conseqüências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. A conta da ONG foi feita da seguinte forma. Primeiro, estimou-se a quantidade de terra, água e ar necessária para produzir os bens e serviços utilizados pelas populações e para absorver o lixo que elas geram durante um ano. A seguir, esses valores foram transformados em hectares e o resultado dividido pelo número de habitantes do planeta. Chegou-se à conclusão de que cada habitante usa 2,7 hectares do planeta por ano. Nesta conta, o brasileiro utiliza 2,4 hectares. De acordo com a análise, para usar os recursos sem provocar danos irreversíveis à natureza, seria preciso que cada habitante utilizasse, no máximo, 2,1 hectares. Se o homem continuar a explorar a natureza sem dar tempo para que ela se restabeleça, em 2030 serão necessários recursos equivalentes a dois planetas Terra para atender ao padrão de consumo. Essa perspectiva, conclui o relatório, é uma ameaça à prosperidade futura da humanidade, com impacto no preço dos alimentos e da energia.

Nos últimos 45 anos, a demanda pelos recursos naturais do planeta dobrou. Esse aumento se deve, principalmente, à elevação do padrão de vida das nações ricas e emergentes e ao crescimento demográfico dos países pobres. A população africana triplicou nas últimas quatro décadas. O crescimento econômico dos países em desenvolvimento, como a China e a Índia, vem aumentando em ritmo frenético a necessidade de matérias-primas para as indústrias. China e Estados Unidos, juntos, consomem quase metade das riquezas naturais da Terra. O impacto ambiental da China se explica pela demanda de sua imensa população e, nos Estados Unidos, pelo elevado nível de consumo. Nas contas da World Wildlife Fund, enquanto o chinês usa 2,1 hectares do planeta, o americano chega a utilizar 9,4 hectares. Se todos os habitantes do planeta tivessem o mesmo padrão de vida dos americanos, seriam necessárias quatro Terras e meia para suprir suas necessidades.

A exploração abusiva do planeta já tem conseqüências visíveis. A cada ano, uma área de floresta equivalente a duas vezes o território da Holanda desaparece. Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2 cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando o aumento da temperatura do globo.

Evitar uma catástrofe planetária é possível. O grande desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a preservação dos recursos naturais. Para isso, segundo os especialistas, são necessárias soluções tecnológicas e políticas. "Os governos precisam criar medidas que assegurem a adoção de hábitos sustentáveis, em vez de apenas esperar que as pessoas o façam voluntariamente", disse a VEJA o antropólogo americano Richard Walker, especialista em desenvolvimento sustentável da Universidade Indiana, nos Estados Unidos. O engenheiro agrônomo uruguaio Juan Izquierdo, do Programa das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que se concedam incentivos e subsídios a agricultores que produzam de forma sustentável. Diz ele: "Hoje, a produtividade de uma lavoura é calculada com base nos quilos de alimento produzidos por hectare. No futuro, deverá ser baseada na capacidade de economizar recursos escassos, como a água". Como mostra o relatório da World Wildlife Fund, é preciso evitar a todo custo que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.

Água doce

Apenas 1% de toda a água do planeta é apropriada para beber ou ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e montanhas. Hoje, a humanidade utiliza metade das fontes de água doce do planeta. Em quarenta anos, utilizará 80%. A situação fica mais grave quando se considera que 50% dos rios do mundo estão poluídos

 

Terras cultiváveis

O planeta é formado por 15 bilhões de hectares de terras, mas só 12% delas servem para o cultivo. As demais correspondem a cidades, pastos, desertos, zonas montanhosas e geleiras. Nas últimas três décadas, o total de terras atingidas por secas severas dobrou por causa do aquecimento global. Na China, todos os anos uma área equivalente à metade de Sergipe se transforma em deserto

 

Cardumes

Das 200 espécies de peixe com maior interesse comercial, 120 são exploradas além do nível sustentável. Nesse ritmo, o volume de pescado disponível terá diminuído em mais de 90% por volta de 2050

Oceanos

Estima-se que 40% da área dos oceanos esteja gravemente degradada pela ação do homem. Nas últimas cinco décadas, o número de zonas mortas nos oceanos cresceu de três para 150. Das 1 400 espécies de coral conhecidas, treze estavam ameaçadas de extinção há dez anos. Hoje, são 231

Atmosfera

Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga poluente provoca o aquecimento do planeta, o que causa secas, inundações, acidificação dos oceanos e extinção de espécies

Fotos AFP, Mark A. Johnson/Corbis/Latinstock,Fred Bavendam/Minden Pictures/Latinstock, Case/divulgação e divulgação

O FLUXO CIRCULAR DA ECONOMIA

As economias tem seu funcionamento feito por meio do relacionamento de elementos também chamados de agentes econômicos. Da interação dos agentes econômicos é derivada a produção nacional dos países, eles são responsáveis pelo consumo, pelas exportações e importações, investimentos agregados e gastos governamentais.

Os agentes econômicos são:

  1. Governo

  2. Famílias

  3. Firmas

  4. Setor Externo

e)Setor financeiro

Fluxo Circular Básico

╔ ═►      Pagamento dos bens e serviços            ═  ╗

                          Famílias                                                                       Empresas

                                 ╚ ═ Remuneração dos Fatores de Produção  ◄═  ╝

OS SISTEMAS ECONÔMICOS

A forma mais comum de resolver os problemas econômicos neste sistema é feita pelo governo e não pelo mercado. As propriedades produtivas, as máquinas, equipamentos e prédios públicos pertencem ao governo, não existe iniciativa privada.

Os sistemas econômicos podem ser caracterizados como sendo a forma que os países organizam-se para resolver seus problemas econômicos: de como produzir, para quem produzir, quanto produzir e onde produzir.

De acordo Passos e Nogami (2003), a sociedade pode se organizar sua economicamente de três formas, a fim de resolver os problemas de o que, como e para quem produzir. As quais são: economia de mercado, economia planificada centralmente e economia mista.

Economia de mercado

Na economia de mercado ou economia livre, o Estado participa da vida econômica com ações reguladoras. Em uma economia baseada na propriedade privada e na livre iniciativa, os agentes econômicos preocupam-se em resolver isoladamente seus próprios problemas, tentando sobreviver na concorrência imposta pelos mercados.

Os consumidores podem escolher o que compram, dentro de suas possibilidades de renda. Suponhamos que os consumidores procuram maximizar suas rendas de forma que lhes tragam maior satisfação pessoal. Pessoas podem comprar ou alugar os fatores de produção e, desta forma, converter-se em produtores, e oferecer bens e serviços demandados pelo mercado.

 

Economia planificada centralmente

Esse tipo de organização econômica é característico dos países socialistas, em que prevalece a propriedade estatal dos meios de produção. Nesse tipo de sistema as questões de o que, como e para quem produzir não são resolvidas de maneira descentralizada, por meio de mercados e preços, mas pelo planejamento central, em que a maior parte das decisões de natureza econômica é tomada pelo Estado.

Economia mista

Nos sistemas de economia mista, uma parte dos meios de produção pertence ao Estado e outra parte pertence ao setor privado.

Decisões econômicas

Considerando a questão da escassez dos recursos e o problema econômico a sociedade se depara com o dilema de tomar certas decisões. Decisões estas relativas à produção e ao consumo de bens e serviços. Estas escolhas referem-se a:

a)“O que produzir” O produtor deve escolher o produto com base nas necessidade da sociedade e levando-se em conta a disponibilidade dos recursos. Uma vez que os recursos são escassos, nenhuma economia pode produzir todas as quantidades de todos os produtos desejados por todos os membros da sociedade.

b)“Como produzir” Como produzir está relacionado com a escolha das técnicas de produção, como utilizar o fator trabalho, o fator capital a tecnologia são escolhas fundamentais para a produção.

c) Quanto produzir Esta decisão refere-se ao nível produtivo que a firma deve adotar, esta decisão também envolve os níveis de preços dos produtos e a os custos de produção. O empresário vai adotar o nível de produção que maximize seu lucro.

d)“Para quem produzir” A escolha do público consumidor é uma questão que diz respeito ao perfil da população e envolve gostos, preferência e nível de renda.

Exercícios

QUESTÕES PROPOSTAS

1. O problema fundamental com o qual a Economia se preocupa é:

a) A pobreza.

b) O controle dos bens produzidos.

c) A escassez.

d) A taxação daqueles que recebem toda e qualquer espécie de

renda.

e) A estrutura de mercado de uma economia.

2. Os três problemas econômicos relativos a “o quê”, “como”, e

“para quem” produzir existem:

a) Apenas nas sociedades de planejamento centralizado.

b) Apenas nas sociedades de “livre empresa” ou capitalistas, nas

quais o problema da escolha é mais agudo.

c) Em todas as sociedades, não importando seu grau de

desenvolvimento ou sua forma de organização política.

d) Apenas nas sociedades “subdesenvolvidas”, uma vez que

desenvolvimento é, em grande parte, enfrentar esses três

problemas.

  1. Todas as respostas anteriores estão corretas.

3. Em um sistema de livre iniciativa privada, o sistema de preços

restabelece a posição de equilíbrio:

a) Por meio da concorrência entre compradores, quando houver

excesso de demanda.

b) Por meio da concorrência entre vendedores, quando houver

excesso de demanda.

c) Por pressões para baixo e para cima nos preços, tais que

acabem, respectivamente, com o excesso de demanda e com o

excesso de oferta.

d) Por meio de pressões sobre os preços que aumentam a

quantidade demandada e diminuem a quantidade ofertada e

diminuem a demanda, quando há excesso de demanda.

e) Todas as alternativas anteriores são falsas.

Em uma economia de mercado, os problemas do “o quê”,

“quanto”, “como” e “para quem” deve ser produzido são

resolvidos:

a) Pelos representantes do povo, eleitos por meio do voto.

b) Pelos preços dos serviços econômicos.

c) Pelo mecanismo de preços.

d) Pelos preços dos recursos econômicos.

e) Pela quantidade dos fatores produtivos.

3. Numa economia do tipo centralizado, os problemas econômicos fundamentais são resolvidos:

a) Pela produção em grande escala de bens de consumo.

b) Pelo sistema de preços.

c) Pelo controle da curva de possibilidades de produção.

d) Pelo planejamento da atividade econômica.

As Externalidades como Ação Econômica

Fonte: http://www.eps.ufsc.br/disserta98/moreira/cap6.html

A ação econômica de produtores e consumidores promovem efeitos sobre outros produtores e consumidores que escapam ao mecanismo de preços, ainda que estes sejam determinados em regime de mercados perfeitamente competitivos. Esses efeitos não refletidos nos preços são chamados externalidades.

Uma externalidade tanto pode ser positiva como negativa. Filellini (1994) descreve o exemplo de duas propriedades agrícolas vizinhas, onde uma produz laranjas e a outra mel, as quais se beneficiam mutuamente de economias externas na medida em que as abelhas ao se abastecerem de pólen nos laranjais, contribuem para o aumento da produção de laranjas, pelo processo de polinização que proporcionam. Como não existe uma cobrança por esses serviços, os custos de produção das duas unidades caem, trazendo reflexos sobre os níveis de preço e absorção de mercado.

Se os benefícios sociais de um produto excedem os benefícios privados, ocorre uma externalidade positiva. Nesta situação, a firma produtora irá produzir menos que o necessário, porque os benefícios que concede à sociedade são maiores que aqueles a que fará jus via mecanismos de mercado. A medida alocativa neste caso é fazer a correção da oferta pela concessão de um subsídio à firma para incentivar maior produção e consumo.

Em situação oposta, quando os custos sociais excedem os custos privados, obtém-se uma deseconomia externa, quando haverá a tendência a uma superoferta, porquanto os custos de produção estarão sendo absorvidos por outros agentes que não o inicial. A melhor medida alocativa é a imposição de um tributo sobre a produção, de modo a que seja inibida. Uma fábrica de cimento que esteja gerando poluição do ar pela emissão de partículas através de suas chaminés, pode ser obrigada por atos regulatórios a instalar equipamentos de controle da poluição, de forma a evitar efeitos negativos (custos) para outros produtores e moradores próximos.

Também se demonstra que este componente externo faz parte do ato de consumir. Por exemplo, quando um consumidor decide comprar um perfume, ele considera suas próprias preferências, mas também leva em conta a opinião de terceiros (preferências), porque sabe que a satisfação que deriva de seu consumo depende da apreciação deles. O perfume é um bem típico de mercado - divisível, sujeito ao princípio da exclusão e rival no consumo - mas gera externalidades positivas caso seja do agrado dos outros, como também pode trazer externalidades negativas, caso seja considerado desagradável. Um fumante transfere custos à sociedade porque causa problemas à qualidade do ar e à saúde pública e também porque ao descartar as pontas de cigarro obriga a coletividade ao esforço de sua coleta. Uma família que consome água tratada estará obtendo mais qualidade de vida e conforto. Os benefícios para a sociedade se refletem na redução de doenças nesta família com menor utilização dos serviços de saúde, melhoria da produtividade no trabalho, melhor rendimento das crianças na escola, efeitos estes que afetam positivamente o bem-estar social, criando uma externalidade positiva. Ao avaliar estes exemplos, observa-se que os benefícios e custos privados são diferentes dos benefícios e custos sociais.

Como o sistema de mercados não tem como ajustar essas contribuições de pagamento porque as externalidades não são captadas nos sistemas de preços, o Governo recebe a responsabilidade por praticar esses ajustes. A interferência alocativa do Governo nesse processo não é motivada pelas externalidades em si, mas pelo interesse público em sua correção. (FILELLINI, 1994).

A ECONOMIA E O DIREITO

Sabe - se que a economia é dedicada a satisfazer necessidades administrando recursos escassos, ou seja, a atividade econômica é aquela aplicada na escolha de recursos para o atendimento destas necessidades humanas.

Muitas vezes o fenômeno econômico dita o surgimento de uma instituição jurídica ou vice-versa. Se ao Direito está dada à incumbência de organizar a ordem social e se dentro da ordem social inclui-se também a economia, podemos relacionar as relações entre Economia e o Direito, para que haja uma sociedade mais igualitária, harmoniosa e em desenvolvimento.

A relação entre economia e direito existe desde que o homem passou a viver em sociedade. Porém essa relação passou a ser estudada de forma sistemática, a partir do século XVIII com Adam Smith. Hoje, diversos centros de estudos e universidades se dedicam a estudar as relações entre economia e direito.

Uma boa regulamentação de mercado e uma legislação clara, objetiva e simples são fundamentais para o desenvolvimento de uma economia de mercado. Sem direitos de propriedade bem-definidos, é muito difícil a realização de trocas e, portanto, o desenvolvimento econômico.

Pela tão estreita ligação entre economia e direito e o fato de ao direito estar dada a incumbência de organizar o ordem social e se dentro da ordem social inclui-se também, a economia.

Sendo o trabalho um dos fatores de produção econômico, e que é o principal fator de produção econômico, assim relaciona-se economia e direito implantando normas jurídicas que protegem este que é de a fonte de produção de bens e serviços indispensáveis à economia.

Existem alguns temas que estabelecem pontos de contato entre Economia e o Direito, são eles:

       Remuneração e salário, que, na economia, representam a contraprestação paga a quem exerce o trabalho;

       Participação do trabalho nos resultados da empresa;

       Intervenção da justiça do trabalho nos reajustes salariais;

       Garantia constitucional de boas condições de trabalho.

Algumas transações dão origem a benefícios ou custos sociais que não são computados no mecanismo de preços do mercado. Esses custos e benefícios são ditos serem externos ao mercado.

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