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CFme = CFT / Q

Onde: CFme = Custo Fixo médio

CFT = Custo fixo total

Q = Quantidade produzida

Custo marginal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Em economia e finanças, custo marginal é a mudança no custo total de produção advinda da variação em uma unidade da quantidade produzida.

Matematicamente, a função de custo marginal (Cmg) é expressa como a derivada da função de custo total (CT) sobre a quantidade total produzida (Q), como segue:

Em um gráfico, a curva que represente a evolução do custo marginal é de uma parábola concava, devido a Lei dos rendimentos decrescentes. No ponto mínimo de curva, se encontra o número de bens que devem ser produzidos para que os custos sejam mínimos.

Resumo dos Custos

Conceito

CT

É a soma, para cada nível de produção, dos custos fixos e variáveis da empresa.

CFT

Não se altera em função das quantidades produzidas, independe do nível de produção. É representado por uma reta paralela ao eixo das quantidades.

CVT

Aumenta em função do aumento das quantidades produzidas, mas não na mesma proporção. Inicialmente, os aumentos são menos que proporcionais, possibilitando retribuições crescentes. A partir de certo nível, seus aumentos passam a ser mais que proporcionais, conduzindo a retribuições decrescentes.

CFMe

Resulta da divisão do custo fixo total pelas quantidades produzidas. Inicialmente declina acentuadamente. Mas a intensidade do declínio se amortece à medida que aumentam as quantidades produzidas.

CVMe

Resulta da divisão do custo variável total pelas quantidades produzidas. Mostra um pequeno declínio inicial e, a partir de certo nível, uma ligeira tendência à expansão.

CMe

Resulta da divisão do custo total pelas quantidades produzidas. Decresce acentuadamente no início, mas passa a aumentar a partir do ponto em que os aumentos do custo variável médio se tornam maiores do que as reduções do custo fixo médio.

CMg

É o custo em que a empresa incorre para produzir uma unidade adicional. Situa-se abaixo do custo variável médio até o ponto em que este alcança seu nível mínimo. A partir daí revela uma tendência à expansão particularmente acentuada.

Custos de longo prazo

No longo prazo todos os fatores de produção são variáveis, não havendo custo fixo. Ferguson (1992) defende que um agente econômico opera no curto prazo e planeja no longo prazo. Conforme Pindyck (1994), uma linha de isocusto inclui todas as possíveis combinações de mão-de-obra e de capital que possam ser adquiridas a um determinado custo total, onde cada diferente nível deste descreve uma linha de isocusto diferente.

Para Varian (1994), "a função de custo c(w1, w2, y) mede o custo mínimo de produzir y unidades do produto quando os preços dos fatores são (w1, w2). Quando aumenta a quantidade do insumo mão-de-obra utilizada, é preciso diminuir a quantidade de capital, com a finalidade de manter o produto constante. As escolhas de insumos que geram custos mínimos para a firma dependerão dos preços dos insumos e do nível de produto que a firma deseja produzir, chamadas de demandas de fatores condicionais. Estas demandas resultam nas escolhas que minimizam custo para um dado nível do produto".

De acordo com Pindyck (1994, p. 280), "no longo prazo, a capacidade de variar a quantidade do capital permite que a empresa reduza seus custos. O mais importante determinante do formato das curvas de custo médio e de custo marginal são os rendimentos crescentes, constantes e decrescentes de escala".

A curva de custo marginal a longo prazo CMgLP é determinada a partir da curva de custo médio a longo prazo; ela mede a variação ocorrida a longo prazo nos custos totais, à medida que a produção seja incrementalmente elevada" (Pindyck, 1994, p. 281).

Custo de oportunidade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O custo de oportunidade é um termo usado na economia para indicar o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada, ou seja, o custo , até mesmo social, causado pela renúncia do ente econômico, bem como os benefícios que poderiam ser obtidos a partir desta oportunidade renunciada ou, ainda, a mais alta renda gerada em alguma aplicação alternativa.

Em outras palavras: O custo de oportunidade representa o valor associado a melhor alternativa não escolhida. Ao se tomar determinada escolha, deixa-se de lado as demais possibilidade, pois excludentes. À alternativa escolhida, associa-se como "custo de oportunidade" o maior benefício NÃO obtido das possibilidades NÃO escolhidas, isto é, "a escolha de determinada opção impede o usufruto dos benefícios que as outras opções poderiam proporcionar". O mais alto valor associado aos benefícios não escolhidos, pode ser entendido como um custo da opção escolhida, custo chamado "de oportunidade".

Um exemplo clássico da literatura económica: imagine uma fábrica de cadeiras que produzia 10 cadeiras por mês num mercado que absorvia totalmente esta produção. Diante de uma oportunidade de negócios, esta fábrica resolveu iniciar uma produção de um novo produto: mesas. Porém, ao alocar recursos para tal, descobriu que terá de deixar de produzir 2 cadeiras para alimentar a demanda de 2 mesas. O custo de oportunidade está no valor perdido da venda das 2 cadeiras que deixaram de ser fabricadas.

Se uma cidade decide construir um hospital num terreno vazio de propriedade estatal ou pública, o custo de oportunidade é representado pela renúncia a erguer outras construções naquele terreno e com o capital investido. Rejeita-se por exemplo a possibilidade de construir um centro desportivo, ou um estacionamento, ou ainda a venda do terreno para amortizar parte das dívidas da cidade, e assim por diante.

As punições previstas para as autoridades que desrespeitem a Lei autorizativa, no que se refere a aplicabilidade do custo de oportunidade, varia de país para país.

Diferenças entre custo económico e custo contábil

A diferença fundamental entre ambos, está no facto do custo económico ser mais usado entre os entes públicos e o contábil de um modo geral para as Pessoas Físicas ou Jurídicas.

Avaliar o custo de oportunidade é fundamental em qualquer operação económica, ainda mais quando não estão explícitos valores financeiros (como os preços), o que pode levar a uma ilusão de que se obtiveram benefícios sem qualquer custo.

A Receita Total da firma

A receita total de uma firma é considerada como sendo o resultado da quantidade de produtos e serviços vendidos pela firma levando em consideração o seu preço. Em outras palavras pode-se afirmar que a receita é obtida pela multiplicação da quantidade vendida e o preço do produto.

RT = P .Qd

Onde: RT = Receita Total

P = Preço do Produto

Qd = Quantidade demandada

Por essa fórmula conclui-se que a receita total será tanto maior quanto maior for o preço do produto, também pode-se inferir que quanto maior for a demanda mantendo-se os preços constantes a receita aumentará.

Lei dos rendimentos decrescentes: A Lei dos Rendimentos Decrescentes está ligada ao conceito de produto marginal. Essa lei descreve o comportamento da variação da produção, quando se varia um dos inputs de cada vez, mantendo constante os demais.

Segundo a Lei dos Rendimentos Decrescentes aumentando-se a quantidade de um insumo e permanecendo a quantidade dos demais fatores fixa, a produção crescerá inicialmente a taxas crescentes (produto marginal positivo); a seguir, num certo ponto ocorrerão taxas decrescentes (produto marginal negativo). Finalmente, ao incrementar o input, a produção decrescerá (GLAHE,1981). Nesta lei admite-se que a tecnologia permaneça fixa, e que haja pelo menos um insumo cuja quantidade permanece constante.

Como exemplo, supõe-se que numa industria o input fixo é representado pelo número de máquinas. O fator variável é representado pelo número de operários. Se várias combinações de máquinas e mão-de-obra forem utilizadas para produzir um certo produto e se a quantidade de máquinas for constante, o aumento da produção dependerá do aumento da mão-de-obra utilizada. Quando isso ocorrer, alterar-se-ão as proporções de combinações entre fatores fixos e variáveis. Nesse caso a produção aumentará até certo ponto e depois decrescerá. Isto quer dizer que de inicio poderão ocorrer rendimentos crescentes, enquanto os acréscimos de utilização do fator variável provocarem incrementos na produção. Todavia, essa fase, quando ocorre, é passageira, passando a existir logo em seguida rendimentos decrescentes.

Exercícios

  1. O que é Teoria da firma?

2) Qual é a principal atividade da Firma?

Quando o Produto Total cai:

a) A produtividade média do trabalho é nula.

b) A produtividade marginal do trabalho é nula.

c) A produtividade média do trabalho é negativa.

d) A produtividade marginal do trabalho é negativa.

e) A produtividade marginal é maior que a produtividade marginal

do trabalho.

A lei dos rendimentos decrescentes:

a) Descreve o sentido geral e a taxa de mudança na produção da

firma quando é fixada a quantidade de recursos.

b) Refere-se a produtos extras sucessivamente mais abundantes,

obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a

uma quantidade constante de um fator fixo.

c) Refere-se a produtos extras sucessivamente mais reduzidos,

obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a

uma quantidade constante de um fator fixo.

d) É constante, com a observação de que há limites à produção

atingível, quando quantidades crescentes de um só fator são

aplicadas a quantidades de outros.

e) Explica o formato da curva de custo médio de longo prazo.

A função de produção relaciona:

a) Custos com fatores de produção.

b) Salários com lucros.

c) Insumos com produção.

d) Custos com produção.

e) Preço com quantidade ofertada.

Custos

Se conhecemos a função produção, o que mais precisamos

saber a fim de conhecer a função custos:

a) A relação entre a quantidade produzida e a quantidade de

fatores necessária para obtê-la.

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