semiotécnica aplicada à enfermagem

semiotécnica aplicada à enfermagem

(Parte 3 de 8)

13 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores direto (pele-a-pele) ou indireto (contato com itens ambientais ou itens de uso do paciente). (Exemplo: infecções gastrintestinais, respiratória, pele e ferida colonizada, entéricas e grandes abscessos).

Consistem em: 1. Quarto privativo ou coorte, quando os pacientes estiverem acometidos pela mesma doença transmissível. Os recém-nascidos podem ser mantidos em incubadora. Crianças e outros pacientes, que não deambulam, não requerem quarto privativo, desde que as camas tenham um afastamento maior do que 1metro entre elas; 2. Uso de luvas quando entrar no quarto do paciente. Após o contato com material que contenha grande concentração de microrganismos (por exemplo: sangue, fezes e secreções), as luvas devem ser trocadas e as mãos lavadas. Após a lavagem das mãos, deve-se evitar o contato com superfícies ambientais potencialmente contaminadas; 3. Uso de avental limpo, não estéril, quando entrar no quarto, se for previsto contato com o paciente que possa estar significativamente contaminando o ambiente (diarréia, incontinência, incapacidade de higienização, colostomia, ileostomia, ferida com secreção abundante ou não contida por curativo). O avental deve ser retirado antes da saída do quarto, e deve-se evitar o contato das roupas com superfícies ambientais potencialmente contaminadas; 4. O transporte de pacientes para fora do quarto deve ser reduzido ao mínimo. As precauções devem ser mantidas durante o transporte; 5. Os itens que o paciente tem contato e as superfícies ambientais devem ser submetidas à limpeza diária; 6. Equipamentos de cuidado com os pacientes e materiais como estetoscópio, esfigmomanômetro ou cômoda ao lado do paciente, sempre que possível, devem ser usados somente por um único paciente. Se não for possível, a desinfecção deste material é recomendada entre o uso em um e outro paciente.

2. Técnica de lavagem das mãos a) Lavagem básica das mãos É o simples ato de lavar as mãos com água e sabão, visando a remoção de bactérias transitórias e algumas residentes, como também células descamativas, pêlos, suor, sujidades e oleosidade da pele. O profissional de saúde deve fazer desse procedimento um hábito, seguindo as recomendações e etapas de desenvolvimento da seguinte técnica:

• Fique em posição confortável, sem tocar a pia, e abra a torneira, de preferência, com a mão não dominante, isto é, com a esquerda, se for destro, e com a direita, se for canhoto;

• Mantenha se possível, a água em temperatura agradável, já que a água quente ou muito fria resseca a pele. Use, de preferência, 2 ml de sabão líquido, ou o sabão em barra( nesse caso enxágüe o sabão antes do uso);

• Ensaboe as mãos e friccione-as por aproximadamente 15 segundos, em todas as suas faces, espaços interdigitais, articulações, unhas e extremidades dos dedos, conforme mostra a figura:

Adaptada de: LAURENCE. J.C. The bacteriology of burns. Journal of hospital (Supl. B): 3 – 17, 1985

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15 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores

• Enxágüe as mãos, retirando totalmente a espuma e resíduos de sabão, enxugue-as com papel-toalha descartável;

• Feche a torneira utilizando o papel-toalha descartável (evite encostarse à mesma ou na pia)

Indicações Uma listagem de todas as situações em que as mãos devem ser lavadas seria uma tarefa prolongada e incompleta.

De modo geral, entretanto, o bom senso autoriza e recomenda que o profissional de saúde lave as mãos nas situações abaixo indicadas: sempre que estiverem sujas.

Antes de: • Ministrar medicamento oral;

• Preparar nebulização.

Antes e após: • A realização de trabalhos hospitalares;

• A realização de atos e funções fisiológicas e ou pessoais (se alimentar, limpar e assoar o nariz, usar o toalete, pentear os cabelos, fumar ou tocar qualquer parte do corpo);

• O manuseio de cada paciente e, às vezes, entre as diversas atividades realizadas num mesmo paciente (por exemplo: higiene, aspiração endotraqueal, esvaziamento da bolsa coletora de urina etc.);

• O preparo de materiais ou equipamentos (respiradores, nebulizadores etc.), durante seu reprocessamento;

• A manipulação de materiais ou equipamentos (exemplo: cateter intravascular, sistema fechado de drenagem urinária e equipamentos respiratórios);

• A aplicação de medicação injetável;

• A higienização e troca de roupa dos pacientes.

16 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores b) Lavagem e anti-sepsia das mãos

Pré-procedimentos cirúrgicos No preparo das mãos e antebraços, antes de quaisquer procedimentos cirúrgicos, o profissional de saúde deve remover todas as jóias, pulseiras e ou anéis, inclusive a aliança. As unhas devem ser mantidas aparadas e sem esmalte.

Para a anti-sepsia, recomenda-se o emprego de escovas apropriadas, com cerdas macias, descartáveis ou convenientemente esterilizadas. São contraindicadas as escovas de cerdas duras, já que podem promover lesões cutâneas nas mãos e antebraços. Proscreve-se, também, a manutenção de escovas em soluções desinfetantes, bem como seu reaproveitamento após o uso. Caso não existam condições adequadas para a utilização das escovas, deve-se dar preferência ao desenvolvimento da anti-sepsia sem escovação.

Com ou sem escovação, porém, a seqüência da lavagem deve ser ritualmente seguida pelo profissional de saúde. Com movimentos de fricção pelas diferentes faces das mãos, espaços interdigitais, articulações, extremidades dos dedos e antebraços, durante 5 minutos antes da primeira cirurgia e de 2 a 5 minutos antes das cirurgias subseqüentes, desde que a anterior não tenha sido infectada. Nesse caso, deve-se obedecer ao tempo de 5 minutos.

1ª opção Desenvolvimento da técnica com anti-séptico-detergente Quando do emprego de produtos antissépticos-detergentes no final do procedimento, o profissional de saúde deve enxaguar as mãos em água corrente, aplicar o produto e, após friccioná-lo nas mãos, enxugar as mesmas com toalha ou compressa esterilizada.

É vedado o uso de soluções alcoólicas para a remoção de resíduos do antiséptico-detergente.

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2ª opção Desenvolvimento da técnica com água, sabão e aplicação de antisépticos

Quando não houver a disponibilidade de produtos à base de antisséptico- detergente associado, o ritual da lavagem / escovagem deverá ser processado com o uso do sabão, obedecendo-se a técnica preconizada. O profissional de saúde, após friccionar as mãos com água e sabão, deve enxugá-las tendo o cuidado de remover totalmente a espuma e resíduos de sabão das mãos e antebraços. Seqüencialmente, deve aplicar uma solução de álcool iodado a 0,5 ou 1 %, friccionando as mãos com essa solução por, no mínimo, 1 minuto, secando-as em seguida com toalha ou compressa esterilizada.

Em qualquer das duas opções, durante o desenvolvimento da técnica, as mãos devem ser mantidas numa altura relativamente superior aos cotovelos, e a secagem com toalha ou compressa esterilizada deve ser processada, sempre, obedecendo-se a direção mãos-cotovelo, com movimentos compressivos e não de esfregação.

É contra-indicada a imersão das mãos em bacias com álcool iodado. Como precaução adicional, o profissional de saúde deve usar luvas quando houver um elevado risco de transmissão de infecção. Tal procedimento objetiva proteger os pacientes dos microrganismos que não foram totalmente removidos através da lavagem das mãos, bem como evitar que o pessoal de saúde tenha contato direto com secreções, excreções, material e equipamentos contaminados. O uso de luvas, entretanto, não prescinde uma boa lavagem das mãos.

Indicações (1 ª e 2 ª opção)

Antes de: • Cirurgias em geral;

• Procedimentos cirúrgicos de pequeno porte, tais como: biópsias, cateterismos vasculares, traqueostomias, shunts arteriovenosos, procedimentos endoscópicos por incisões, punções e drenagens de cavidades serosas, acesso

18 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores percutâneo a cavidades naturais (cateterismo vesical, punção suprapúbica) e outras cirurgias realizadas em unidades ambulatoriais e de emergência, como por exemplo, retirada de corpo estranho, cirurgia oftalmológica e outras.

Em alguns serviços de saúde, os procedimentos citados – em conseqüência de situações emergenciais e outras peculiares à instituição – são realizados em áreas semicríticas e não em áreas críticas, o que seria mais adequado, devido ao risco potencial de infecção.

Outros procedimentos de risco Alguns procedimentos de risco ou invasivos (diagnósticos ou terapêuticos) são desenvolvidos em diferentes áreas dos hospitais brasileiros. Apesar de não representarem risco de infecção equivalente aos das agressões cirúrgicas (de grande e pequeno porte) acima referidas, os cuidados com as mãos devem ser rigorosos, tendo-se em vista que freqüentemente acarretam infecções hospitalares. Portanto, preconiza-se a lavagem das mãos com água e sabão por aproximadamente 15 segundos, com posterior aplicação de anti-séptico em solução alcoólica, friccionando, durante 1 minuto, todas as faces das mãos, conforme a técnica já descrita. Ressalva-se que as mãos devem secar naturalmente e não por intermédio do papel-toalha.

Considerando-se o custo, o problema de disponibilidade dos anti-sépticos detergentes no mercado e a não necessidade de efeito residual prolongado em alguns procedimentos de risco. Optou-se, apenas, pela lavagem das mãos com água e sabão, com posterior aplicação de anti-sépticos em solução alcoólica, o que não exclui, entretanto, o uso de antissépticos-detergentes por algumas instituições que assim o preferirem.

Indicações

Antes de: • Examinar pacientes de isolamento reverso;

• Preparar dietas para berçário (mamadeiras, leite, papa, etc.);

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• Preparar solução parenteral ou enteral;

• Instalar solução parenteral (antes de manusear equipamentos para ministrar a solução);

• Proceder à instalação da hemodiálise;

• Realizar instrumentação e sondagem de orifícios naturais (cistoscopia, broncoscopia, laringoscopia direta e cateterismo vesical);

• Realizar punção-biópsia;

• Efetuar cateterismo de trajetos fistulosos.

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