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INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM 1-INSTRUMENTAL CIRÚRGICO

A Resolução nº 214/98, em seus artigos 1º e 2º do Conselho Federal de

Enfermagem (COFEN) faz a definição de instrumentação cirúrgica como atividade de enfermagem, não sendo, entretanto ato privativo desta profissão, explana também sobre o profissional de enfermagem que atua como instrumentador cirúrgico, por força de lei, subordina-se exclusivamente ao enfermeiro responsável pela unidade, ou seja, Centro Cirúrgico (BRASIL, 1998).

O profissional de instrumentação cirúrgica, é um pessoa que atua em interação com a equipe cirúrgica, sua responsabilidade é zelar pelo instrumental e equipamentos usados pelo cirurgião e seu assistente. O bom instrumentador planeja-se antes da cirurgia dar o inicio, provendo e organizando o material a ser utilizado.

Como qualquer dos outros elementos da equipe, o instrumentador deverá reger-se por normas de conduta pertinente à sua posição, bem como guardar sigilo profissional (A PROFISSÃO, 2006)

1-TIPOS DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS em geral recebe a denominação de quem o montou.

•1.1-Comuns: em geral recebe a denominação de quem o montou, formam o instrumental básico de qualquer tipo de intervenção cirúrgica em seus tempos fundamentais, os tempos são::

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INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM 1.2-Especiais : são aqueles utilizados em determinadas cirurgias, isto é são direcionados a um tipo específico de cirurgia.

2- INSTRUMENTOS COMUNS

Os diversos tipos de instrumentos devem ser agrupados da seguinte maneira: diérese, hemostasia, preensão, separação, síntese e especiais. Nesta classificação considera-se apenas os instrumentos cirúrgicos propriamente ditos (“ferros”).

•Os instrumentais : Seringas e agulhas, drenos de borracha ou plástico, gaze, compressas e campos também podem ser denominados de iinstrumental cirúrgico, “sensu lato”.

Utilizados na diérese temos numa abordagem ampla: o bisturi e tesouras em seus vários tamanhos e modalidades.

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Os instrumentais hemostáticos destinados ao trabalho de pinçamentos de vasos sangrentos, como o “Halsted”, “Kelly”, “Rochester”, “Moynihan” e outros.

O instrumental destinados a prensa ou preensão estão todos direcionados a função de prender e segurar vísceras e órgãos , estão nestes grupos : as pinças “Babcock”, “Allis”, “Collin”, “Duval”, e outros..

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• Afastadores

No grupo dos afastadores encontram-se variados tipos de afastadores, tais como “Gosset”, “Finochietto”, “Farabeuf”, e outros.. Os afastadores estáticos são aqueles que utilizamps para a visibilidade no campo cirúrgico.

O afastador de “Gosset” é utilizado a fim de manter exposta a cavidade abdominal, e o “Finochietto” para a cavidade torácica. Quando queremos facilitar o ato operatório o auxiliar deverá lançar mão aos afastadores dinâmicos tais como o “Farabeauf” que é usado no fechamento da parede abdominal. O afastador de

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INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM “Doyen” (estático) é utilizados nas manobras intra-abdominais, afastando o baço, por exemplo.

As espátulas que também são chamadas de “sapatas” são lâminas rígidas ou maleáveis também usadas como afastadores.

•Porta Agulhas:

Instrumentais para síntese são agrupados os porta-agulhas e os vários tipos de agulha.

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O grupo dos instrumentos especiais, estão todos os destinados a tempos específicos de determinadas cirurgias, como “Abadie” muito usual nas gastrectomias, pinças de “Randal” para retirada de cálculos das vias biliares, e outros. Os tamanhos são diversos e muitos deles com anéis e cremalheira, mostrando-se de diversas formas podendo sere retos ou curvos. Esses

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INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM instrumentais tem o objetivo de proporcionar ao cirurgião um leque de recursos perante as mais variadas situações cirúrgicas.

O bisturi, um instrumental de corte, existe em vários tamanhos e formas de lâminas. Os cabos são encontrados nos tamanhos : nº3 e nº4, sendo que o primeiro receptor de lâminas em geral menores e destinados a atos cirúrgicos delicados. Outro tipo de bisturi que temos em cirurgia são os que tem um encaixe maior para lâmina sendo utilizados ao ato cirúrgico gerais. Os cabo de cada são variáveis no seu tamanho (3L e 4L), destinada ao corte profundo.

As lâminas de bisturi estão determinadas pelo formato e a aplicabilidade.

O Cabo nº 3 - Utiliza lâminas menores (nº 10, 1, 12, 15), destinados a incisões mais críticas, delicadas.

Cabo nº 4 - Utiliza lâminas maiores,(nº 20, 21, 2, 23, 24, 25). são mais usados em procedimentos de cortes maiores.

As tesouras, são instrumentos de corte, podem ser curvas ou retas, fortes ou delicadas e em diversos tamanhos. A reta é mais usada pelos auxiliares para o corte de fios. As curvas mais usuais pelo cirurgião. As tesouras são instrumentos de diérese que separam os tecidos por esmagamento, os tecidos são esmagados entre as lâminas que as compõem. Quanto mais crítico for o contato entre as duas bordas, menor será o trauma. As tesouras podem ser usadas para diérese incruenta, quando introduzidas fechadas nos tecidos e em logo serão retiradas aberta.

As combinações destas tesouras derivam outras combinações, nos seguintes formatos: Romba- Romba ( R ), Romba-Fina ( RF )Fina-Fina ( F ). As tesouras podem ser achadas nas versões Curva ( C ) e Reta ( R ). As tesouras de MAYO, são muito usadas na rotina cirúrgica, principalmente na versão R, para fáscias e corte de fios. As tesouras METZENBAUM, para a diérese mais fina de tecidos, pois são mais longas e finas, são utilizadas em cavidades, introduzindo a fundo.

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A “Kocher” reta, descrita como hemostática, é hoje mais usada como pegadora e suspensora de aponeuroses, aproveitando a segurança que lhe confere seus “dentes-de-rato”. São diferenciadas, em geral , pelo desenho e ranhuras da parte interna de seus ramos que fazem a preensão..

O instrumental hemostático tem a funcionalidade de pinçar vasos como as pinças do tipo “Kelly” e “Halsted”, sendo estas curvas por proporcionar maior facilidade de manuseio. “Halsteds” delicados e menores (9,5 cm) são chamadas de “pinças mosquito” , são usadas em cirurgias infantil. Quando o pinçamento envolve estruturas mais grosseiras, a “Rochester” esta em geral é indicada, por ser mais robusta.

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Nas hemostasias profundas são utilizadas as “Mixter”, a “Moynihan” e a

“Crafoord”. Sendo as duas primeiras utilizadas como pinça para trabalhar pedículos como o pul, renal e hepático..

PINÇA MIXTERPINÇA MOYNIHAN

As pinças são instrumentos de preensão que, são empunhados com a mão esquerda, dão suporte a manobras várias, como pinçamento de um vaso sangrante, de secção de um órgão ou estrutura, e outros. Caso necessitemos de fixar estruturas sobre as quais não se deseja esgarçar os tecidos dá-se preferência à “Babcock”, como exemplo temos : segurar ou tracionar alças intestinais. Temos ainda Pinças de campo operatório também denominada pinças de campo

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INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM operatório, ou simplesmente PINÇAS DE CAMPO têm por finalidade fixar os campo, fenestrados ou não, à derme do paciente, impedindo que a sua posição seja alterada durante o ato cirúrgico. Sua extremidade é aguda, curva para a preensão do campo e da pele do paciente. As mais comuns são as pinças de BACKHAUS. As pinças de coprostase são pinças longas, de haste maleável utilizadas na contenção dos fluídos intestinais. As pinças de “Foerster” e “Cheron” são longas, usadas como transportadoras de gases para curativos profundos . O “Cheron” é muito usual na anti-sepsia da pele do paciente/cliente.

Os porta-agulha são utilizados para manusearmos agulhas e fios no fechamento dos tecidos. Os básicos são o “Hegar” e o “Mathieu”.

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HEGARMATHIEU
PINÇA CHERONPINÇA FOESTER

INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM As pinças de “Abadie” são utilizadas nas operações do estômago.

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As pinças indispensáveis na cirurgia do tórax nós temos : as ruginas e o costótomo. As ruginas são usadas na da musculatura intercostal das costelas. Já o costótomo tem a função de seccionar as costelas. O material deverá ser manipulados cuidadosamente evitando-se que não sejam danificados. As tesouras mais delicadas não devem ser utilizadas para seccionar estruturas grosseiras como gases, fios cirúrgicos para não perderem o seu corte. As pinças hemostáticas não devem realizar trações em estruturas duras para se evitar que estas sofram deformações. As cremalheiras devem ser guardadas engatadas no primeiro dente. O aço pode trincar e se deformar quando aquecidas a altas temperaturas. Organização da mesa

A montagem da mesa cirúrgica tem o objetivo de facilitar e organizar o trabalho do cirurgião. É uma forma de racionalizar o ato cirúrgico tornando-o mais eficiente.

Para a montagem da mesa, o auxiliar e a instrumentadora, já paramentados, deverão escolher o local da sala menos movimentado iniciando sistematicamente a organização da mesa cirúrgica.

As mesas auxiliares devem ser protegidas com uma folha de borracha que, ao mesmo tempo em que amortece o choque dos instrumentos com o tampo metálico, impermeabilizando a cobertura da mesa que caso venha a ser molhada por secreções ou soros, perderia seu poder de barreira antibacteriana, com grande possibilidade de contaminação dos objetos colocados na mesma. Além das folhas de borracha, também são colocados campos protetores esterilizados.

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Dependendo da posição do cirurgião perante o paciente, a mesa será montada.

A posição mais encontrada em alguns centros cirúrgicos é a mesa do instrumentador sob o paciente, eliminando-se assim a figura da instrumentadora . A mesa poderá também estar posicionada em 90º à mesa cirúrgica ou na extremidade inferior desta, ou do lado do cirurgião também eliminando o instrumentador.

Descreveremos a seguir a organização da mesa da direita para esquerda dividindo-se a mesa cirúrgica em doze partes ou áreas.

Na área 1, coloca-se o bisturi com a lâmina para baixo a esquerda. Certas operações requerem tipos especiais de bisturis.

Na área 2, são colocadas as tesouras curvas delicadas (“Metzenbaum”) e forte (“Mayo”) com as pontas viradas para a instrumentadora e curvatura para baixo, contra a mesa.

Na área 3, são colocadas as pinças hemostáticas tipo “Kelly) do mesmo modo que as tesouras. De preferência curavas e no mínimo de seis a oito. Como o sentido de tomada é da direita para a esquerda por questão de economia de espaço acham-se sobrepostas, estando a da direita superiormente colocada em relação às outras e assim sucessivamente.

A área 4, também denominada de área de uso versátil; colocam-se instrumentos do tipo “Mixter” (2 a 4), “Moynihan” (2 a 4), e outros do tipo hemostático, de acordo com a cirurgia.

Na área 5 será colocada a “Kocher” reta(4).

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INSTRUMENTAL - ENFERMAGEM Na área 6 serão colocadas pinças com e sem dentes.

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