Sistema Endócrino - Anatomia II

Sistema Endócrino - Anatomia II

FACULDADES INTEGRADAS FACVEST

FARMÁCIA – SEGUNDA FASE

LUCIANA LOCATELLI PIANGERS – ALEX BASTOS BORGES

SISTEMA ENDÓCRINO

LAGES

2010

LUCIANA LOCATELLI PIANGERS – ALEX BASTOS BORGES

SISTEMA ENDÓCRINO

Trabalho acadêmico apresentado na disciplina de Anatomia II do curso de Farmácia das Faculdades Integradas FACVEST.

Profa. Msc. Susan Chaves

LAGES

2010

INTRODUÇÃO

Este trabalho visa à descrição morfológica – formas e posições – dos órgãos que constituem o Sistema Endócrino. Dispensando totalmente a fisiologia do sistema.

Anatomia é o ramo da biologia na qual se estuda a estrutura e organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.

Sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas que apresentam como atividade características a produção de secreção denominadas hormônios.

O sistema endócrino interage com o sistema nervoso. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o endócrino regula a aparte interna do organismo.

Fazem parte do sistema endócrino a hipófise, tireóide, paratireóides, supra- renais, pâncreas, ovários e testículos e essas estão neste trabalho descritos na forma anatômica.

Percebe-se a importância do estudo da estrutura do sistema endócrino para que possamos compreender nas próximas disciplinas a fisiologia do mesmo

SISTEMA ENDÓCRINO

O sistema endócrino é bastante complexo. Suas glândulas produzem hormônios com uma vasta gama de funções vitais.

Os hormônios são substâncias químicas, secretadas pelos órgãos ou células dos órgãos em uma parte do corpo, e são transportados pela corrente sangüínea para outros órgãos ou tecidos, onde eles controlam ou regulam o desenvolvimento ou função dessas estruturas.

CONSTITUIÇÃO DAS GLÂNDULAS DO SISTEMA ENDÓCRINO

Os tecidos epiteliais de secreção ou epitélios glandulares formam as glândulas, que podem ser uni ou pluricelulares. As glândulas pluricelulares não são apenas aglomeradas de células que desempenham as mesmas funções básicas e tem a mesma morfologia geral e origem embrionária o que caracteriza um tecido. São na verdade órgãos definidos com arquitetura ordenada. Elas estão envolvidas por uma cápsula conjuntiva que emite septos, que as divide em lobos. Vasos sanguíneos e nervos penetram nas glândulas, fornecendo alimento e estímulo nervoso para as suas funções.

hipotÁLAMO

O hipotálamo é uma formação situada na parte média da porção inferior do cérebro, constituída por neurônios. Aloja-se junto ao terceiro ventrículo, que é uma das cavidades cerebrais repletas de líquido cefalorraquidiano, por baixo de um grande núcleo cinzento da base do cérebro denominado tálamo. Por baixo do hipotálamo, encontra-se o quiasma óptico, uma formação correspondente à união dos nervos ópticos provenientes dos olhos, cujas fibras se cruzam parcialmente neste ponto, de modo a formar as fitas ópticas que transmitem os estímulos visuais para o cérebro.

O hipotálamo tem uma forma rombóide. A parte central da sua base é lisa e arredondada e denomina-se de eminência média; daqui surge uma saliência em forma de funil, denominada de tuber cinereum, que se prolonga para baixo, formando um apêndice que chega até a hipófise, a haste da hipófise, unindo ambas as estruturas.

HIPÓFISE

É uma pequena glândula em forma de gema que pende da base do cérebro, imediatamente por baixo do hipotálamo, situada junto a uma concavidade do osso esfenóide conhecida como sela turca. Tem o tamanho de uma ervilha, pois mede apenas 6 mm no sentido anteroposterior, cerca de 10 mm de largura e um pouco menos de altura, e um peso de 500 mg.

A glândula divide-se em duas porções bem diferentes, que têm uma origem embriológica distinta - a hipófise anterior e a hipófise posterior.

A hipófise anterior, ou adeno-hipófise, originada a partir de uma saliência da faringe durante o estado embrionário, é uma estrutura eminentemente glandular formada por células especializadas na produção de hormonas.

A hipófise posterior, ou neuro-hipófise, originada a partir do tecido cerebral, é formada pelas terminações dos neurônios, cujos corpos celulares se encontram  nos núcleos  supra-ópticos e paraventriculares do hipotálamo. Trata-se de uma zona de "armazenamento" de hormonas produzidas pelo hipotálamo, apesar de muitas vezes englobar secreções de origem hipofisária.

TIREÓIDE

Situa-se na base do pescoço, por baixo da laringe, revestindo a parte anterior da traquéia. A sua forma assemelha-se a uma borboleta, pois é constituída por dois lobos laterais, cada um com cerca de 4 a 6 cm de comprimento, 1,5 cm de largura e 2 a 3 cm de espessura, situados em ambos os lados da traquéia e unidos por uma estreita porção de tecido, denominada istmo. Em algumas pessoas, a glândula apresenta igualmente um pequeno prolongamento na parte superior, denominado lobo piramidal. Em condições normais, embora se encontre a um nível muito superficial, a tiróide não é perceptível no pescoço nem é palpável.

Estrutura interna.

Qualquer glândula é rodeada por uma camada de tecido conjuntivo, da qual saem finos septos que atravessam o interior da tiróide e a dividem em inúmeros pequenos lóbulos. Cada um destes pequenos lóbulos contém dezenas de pequenas vesículas esféricas denominadas folículos. São unidades funcionais da glândula, cuja função é fabricar as principais hormonas tiróideas - a tiroxina e a triodotironina.

Cada folículo é formado por uma fina parede constituída por uma única camada celular, estando o seu interior ocupado por uma substância de consistência viscosa denominada colóide. As células da parede do folículo têm uma forma cúbica, embora as suas dimensões variem segundo o estado funcional da glândula - por vezes, são pavimentosas, noutras ocasiões são cilíndricas. Estas células estão intimamente unidas de cada lado com as adjacentes, enquanto que a sua face superior constitui a superfície externa do folículo e a inferior, composta por microvilosidades, está em contato direto com o colóide presente no seu interior.

PARATIREÓIDES

Constituídas por quatro massas celulares, as paratireóides medem, em média, cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e apresentam o aspecto de discos ovais achatados. Localizam-se junto à tireóide.

Seu hormônio - o paratormônio - é necessário para o metabolismo do cálcio.

SUPRA-RENAIS OU ADRENAIS

As glândulas supra-renais são dois pequenos órgãos com a forma de uma pirâmide com cerca de 3 cm de largura, 5 cm de altura e 3 cm de espessura. Ambas situam-se na parte superior  de cada  rim.

São envolvidas numa cápsula de tecido conjuntivo rodeada de tecido adiposo, membranas e ligamentos que fixam o órgão na sua posição. Na parte inferior, é possível distinguir duas partes completamente distintas: o córtex e a medula.

O córtex supra-renal, que se encontra imediatamente por baixo da cápsula, constituindo grande parte da glândula, é uma espessa camada de tecido formado por células epiteliais que fabricam hormônios, normalmente conhecidas como esteróides,

(corticosteróides). O córtex é composto por três diferentes camadas de tecido, uma mais externa, zona glomerulosa, outra intermédia, zona fasciculada, e outra interna, designada zona reticular. Cada uma destas zonas do córtex supra-renal produz hormônios diferentes, com funções bem distintas.

A medula supra-renal, que ocupa a região central da glândula, composta por um tecido do tipo nervoso, englobando células especializadas na produção de hormônios, cuja secreção é controlada pela atividade do sistema nervoso autônomo.

PÂNCREAS

O pâncreas é um órgão glandular que apresenta uma forma alongada e cônica e está situado transversalmente na parte superior da cavidade abdominal. É possível distinguir três segmentos distintos no pâncreas: a cabeça, que corresponde a porção mais larga tem uma forma de C, orientada para a direita e adjacente ao duodeno, para onde deságua as suas secreções digestivas; o corpo, que corresponde à porção central e mais extensa, a qual cruza a cavidade abdominal até à esquerda, por trás do estômago e à frente da coluna vertebral; a cauda, que corresponde à porção mais fina e estreita, prolonga-se até à parte esquerda do abdôme, próximo do baço.

O pâncreas tem uma dupla função: por um lado, o pâncreas exócrino encarrega-se do fabrico e envio de enzimas digestivas para o intestino delgado; por outro lado, o pâncreas endócrino é o responsável pela elaboração e secreção dos hormônios insulina e glucagon para o sangue.

OVÁRIOS

São comparáveis com uma amêndoa com aproximadamente 3 cm de comprimento, 2 m de largura e 1,5 cm de espessura. Situa-se atrás do ligamento largo do útero e logo abaixo da tuba uterina, sendo que seu eixo se coloca paralelamente a esta.

Um terço da tuba uterina normalmente fica voltada para baixo, o ovário tem uma posição vertical, com uma extremidade dirigida para cima e outra para baixo, seria uma borda anterior e a outra posterior o que o condiciona para que uma seja lateral e outra medial.

A borda medial prende-se a uma expansão do ligamento largo do útero que recebe o nome de mesovário e por isso denomina-se de borda mesovarica, enquanto que a borda posterior denomina-se borda livre. A borda mesovarica representa o hilo do ovário é por ele que entram e saem os vasos ováricos. A extremidade inferior é chamada extremidade tubal e a superior extremidade uterina.

O ovário está preso ao útero e a cavidade pélvica por meio de ligamentos um suspensor do ovário e o outro ligamento do ovário.

O ligamento suspensor do ovário estende-se da fáscia do músculo psoas maior à extremidade tubal do ovário, enquanto o ligamento próprio do ovário vai da sua extremidade uterina a borda lateral do útero, logo abaixo da implantação da base da tuba uterina. E percorrendo o ligamento suspensor do ovário que a artéria e veia ovárica irrigam esse órgão. Na puberdade os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrogênio e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrogênio enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrogênio.

TESTÍCULOS

São glândulas uma direita e outra esquerda, situadas numa bolsa músculo cutânea, denominada escroto, a qual está localizada na região anterior do períneo, logo por trás do pênis. Cada testículo tem forma ovóide com o grande eixo quase vertical, e ligeiramente achatado no sentido latero-medial. Apresenta duas faces, duas bordas e duas extremidades.

As faces são laterais e mediais, as bordas anterior e posterior e as extremidades superior e inferior. A borda posterior é ocupada de cima a baixo por uma formação cilíndrica mais dilatada para cima que o epidídimo. A metade superior da borda posterior do testículo representa propriamente com o epidídimo.

Os testículos são envoltos por uma cápsula de natureza conjuntiva, branco-nacarada que se chama túnica albugínea. A túnica albugínea envia para o interior do testículo delgado septos conhecidos como séptulos os quais subdividem-se em lóbulos. Nos lóbulos encontram-se grande quantidade de finos e sinuosos ductos, de calibre quase capilar, chamados túbulos seminíferos contorcidos, esses formam os espermatozóides. No mediatino, os túbulos seminíferos retos desembocam em 10 a 15 dúctulos eferentes, que do testículo vão a cabeça do epidídimo.

CONCLUSÃO

Concluímos que o Sistema Endócrino é formado por glândulas que não possuem ductos excretores, mas lançam suas secreções diretamente na corrente sanguínea.

Diferente de outros sistemas, este, não possui conexão estrutural, mas apenas uma solidariedade fisiológica bem nítida.

E não ousamos classificar qual dos órgãos tenha uma maior importância dentro deste sistema.

BIBLIOGRAFIA

Bio - Volume Único/ Sônia Godoy Bueno Carvalho Lopes - 11ª edição – Editora Sairava, 2. 000

Corpo Humano - Programas de Saúde/ Carlos Barros. - 52ª edição - Editora Ática, 1997.

Anatomia humana sistêmica e segmentar para o estudante de medicina/ José Geraldo Dangelo, Carlo Américo Fattini - 2ª edição- São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

Atlas da Anatomia Humana/ S. Jacobson – Edição 1 – Rio de Janeiro : Editora Guanabara Koogan S.A, 2003

Medipédia Beta: Conteúdo de Saúde. Disponível em:

<http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=256> (Acessado em: 01.02.10)

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