Administração de medicamentos na enfermagem - Módulo III

Administração de medicamentos na enfermagem - Módulo III

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Curso de

Administração de Medicamentos na Enfermagem

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► Prescrição e Erros na Administração de Medicamentos

A administração de medicamentos é uma das funções assistenciais exercida, na maioria das vezes, pela equipe de enfermagem, decorrendo da implementação da terapêutica médica. Na realidade brasileira, o exercício dessa atividade está sendo praticado, na maioria das instituições de saúde, por técnicos e auxiliares de enfermagem sob a supervisão do enfermeiro.

As prescrições médicas em geral devem conter: nome do paciente, registro, data, nome do medicamento a ser administrado, dosagem, via de administração, freqüência, horário de administração e assinatura do médico. Elas são classificadas em três tipos: prescrições verbais, escritas e eletrônicas.

As prescrições eletrônicas são aquelas nas quais o médico utiliza um sistema computadorizado para digitá-las, seguindo um modelo de disposição de dados. As vantagens são: maior segurança, já que elimina dificuldades na leitura e no entendimento ocasionado pela letra ilegível e possibilita que o erro seja corrigido no momento da digitação sem, para isso, haja rasuras ou rabiscos que dificultam ainda mais o entendimento das informações. As desvantagens são: possibilidade de ocorrer erros no momento da digitação sem que o profissional os perceba, tal como erro nos decimais da dose e a não disponibilidade de sistema computadorizado nos hospitais capaz de alertar o transcritor da prescrição, no momento da digitação.

♦ Tipos de Prescrições

● Prescrições únicas: É quando um medicamento deve ser administrado apenas uma vez. Por exemplo, ele pode prescrever uma dose de toxóide tetânico para um paciente que apresenta uma ferida puntiforme e que recebeu uma série primária de toxóide tetânico há mais de 5 anos;

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● Prescrições imediatas: Quando um paciente precisa imediatamente de medicamento para um problema urgente, o médico escreve uma prescrição imediata. Por exemplo, ele pode prescrever uma dose única imediata de um ansiolítico para tranqüilizar um paciente muito agitado. Para o paciente com dor torácica aguda, ele pode escrever uma prescrição imediata de nitroglicerina;

● Prescrições S/N: Uma prescrição S/N permite que você administre um medicamento quando o paciente necessita dele. Naturalmente, você deve exercer um julgamento profissional razoável na determinação de quando e com que freqüência deve administrar um medicamento S/N;

● Prescrições permanentes: Denominadas também como protocolos, as prescrições permanentes derivam de orientações criadas por cada instituição de saúde para tratar determinadas doenças ou grupos de sintomas;

● Prescrições verbais e telefônicas: As prescrições de medicamentos fornecidas por via oral, em vez de escritas são conhecidas como prescrições verbais. É recomendado sempre que possível, evitá-las. Há sempre um risco maior de você compreender erroneamente o que o médico quer, e como você não terá uma prova escrita de que fez o que lhe foi dito, isso pode gerar complicações.

O perigo da comunicação errônea aumenta ainda mais quando o médico fornece uma prescrição verbal de medicamento por telefone. Uma conexão ruim, comoção em ambas as extremidades e a falta de indícios não-verbais de comunicação podem facilmente resultar em erros de medicação, caso você falhe em esclarecer exatamente o que o médico quer. Quando possível, utilize um aparelho de fax, em vez de receber uma prescrição verbal por telefone.

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◊ Cuidados com os principais erros de prescrição:

• A seleção de um medicamento incorreto; • Omissão da dose;

• Formas farmacêuticas e de dosagem diferentes;

• Via de administração;

• Duração da terapia;

• Diluentes inapropriados;

• Número errado de doses de um ciclo terapêutico;

• Velocidade inapropriada de administração;

• Concentração errada da medicação;

• Drogas deterioradas;

• Erros de técnica de administração;

• Ilegibilidade da letra.

◊ Os principais fatores que podem levar a um erro de prescrição são:

• Erros de cálculo; • Utilização de pontos decimais e zeros;

• Abreviação;

• Ordens verbais;

• Confusão com a dose de um medicamento;

• Letra ilegível do prescrito;r

• Ausência de informação.

Para se precaver de ações judiciais, você deve cumprir suas obrigações legais. Isso significa estar totalmente familiarizada com os medicamentos que você administra e saber quando não seguir uma prescrição de medicamento. Também significa documentar suas ações, a resposta do paciente ao medicamento, e os incidentes relacionados com o cuidado ao paciente, incluindo os erros cometidos por você e por seus colegas.

Quando se refere à administração de medicamento, a lei espera que você tome certas precauções, incluindo as seguintes:

- No caso da prescrição estar ilegível ou incerta (confusa) o profissional deve recusar administrar o medicamento;

- O profissional da enfermagem deve procurar meios de esclarecer uma prescrição ilegível ou confusa, nunca tente interpretá-la duvidosamente;

- O conhecimento da farmacologia (limites de dosagens de segurança dos medicamentos) é muito importante para diminuir os riscos de intoxicações;

- A anamnese terapêutica auxilia a evitar possíveis interações entre os medicamentos;

Esclarecimento sobre a prescrição

A prescrição de um medicamento pode ser classificada em três grupos: - prescrições discriminadas;

- prescrições ambíguas;

- prescrições aparentemente erradas.

Naturalmente, você pode simplesmente administrar um medicamento cuja prescrição você ache que está apropriada e correta. Entretanto, se considera a prescrição de um medicamento vaga, ambígua ou confusa, você deve seguir a política da sua instituição para esclarecimento.

A instituição de saúde pode exigir que você tente empreender cada uma das seguintes ações até que sua dúvida seja esclarecida: ● Procure a resposta em uma referência medicamentosa confiável;

● Pergunte ao enfermeiro chefe e, quando necessário, ao supervisor de enfermagem; ● Pergunte a um farmacêutico;

● Pergunte ao médico que fez a prescrição;

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