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O AMBIENTE FINANCEIRO (Apostila 01)

I N D I C E1
1 CONCEITOS BÁSICOS EM FINANÇAS3
1.1 FINANÇAS3
1.2 AS PRINCIPAIS ÁREAS EM FINANÇAS3
1.3 O MERCADO FINANCEIRO4
1.4 A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA4
1.5 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - SFN5
2 POLÍTICA ECONÔMICA8
2.1 POLÍTICA FISCAL8
2.2 POLÍTICA CAMBIAL8
2.3 POLÍTICA DE RENDAS8
2.4 POLÍTICA MONETÁRIA9
3 MERCADO MONETÁRIO9
3.1 FUNÇÕES DA MOEDA9
3.2 MULTIPLICADOR BANCÁRIO - CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO DA MOEDA10
3.3 MEIOS DE PAGAMENTO1
3.4 INSTRUMENTOS DA POLÍTICA MONETÁRIA13
3.5 MERCADO DE TÍTULOS PÚBLICOS16
4 RENTABILIDADE, LIQUIDEZ E SEGURANÇA18
5 RISCO19
5.1 PRINCIPAIS TIPOS DE RISCO20
5.2 METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO DO RISCO21
6 TAXAS DE JUROS DO MERCADO FINANCEIRO2
6.1 POSIÇÃO DE CAIXA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS2
6.2 TAXAS REFERENCIAIS DO MERCADO2
6.3 TAXAS DE MERCADO23
6.4 TAXAS DE RENTABILIDADE23
6.5 TAXAS DE EMPRÉSTIMOS24
7 CLASSIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS24
7.1 ATIVOS REAIS25
7.2 OBRIGAÇÕES - (DÍVIDAS)25
8 SEGMENTAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO26
9 MERCADO DE CAPITAIS26
9.1 INTRODUÇÃO26
9.2 COMPANHIA ABERTA27
9.3 AÇÕES27
9.4 ANALISE DE AÇÕES29
9.5 COMO ESCOLHER UMA AÇÃO29
9.6 INDICADORES E ÍNDICES DO MERCADO30

I N D I C E 1

9.8 BOLSAS DE VALORES32
9.9 SOCIEDADE OPERADORA DO MERCADO DE ATIVOS – SOMA32
9.10 SERVIÇOS DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA - CLEARINGS3
9.1 CORRETORAS DE VALORES3
9.12 FORMAS DE NEGOCIAÇÃO DAS AÇÕES3
9.13 PONTOS DO PREGÃO34
9.14 A DINÂMICA DAS OPERAÇÕES EM BOLSA34
9.15 FORMAÇÃO DO PREÇO NO MERCADO A VISTA35
9.16 RISCOS DO MERCADO DE AÇÕES36
10 TITULOS PRIVADOS DE RENDA FIXA37
10.1 DEBÊNTURES37
10.2 COMMERCIAL PAPERS37
10.3 EMISSÕES NO MERCADO EXTERNO38
1 GOVERNANÇA CORPORATIVA E O NOVO MERCADO38
1.1 GOVERNANÇA CORPORATIVA39
1.2 NOVO MERCADO39
12 MERCADO DE DERIVATIVOS40
12.1 INTRODUÇÃO40
12.2 DEFINIÇÃO DE DERIVATIVOS41
12.3 MERCADO A TERMO (FORWARD)41
12.4 MERCADO FUTURO (FUTURES)42
12.5 OPÇÕES4
12.6 SWAP45
12.7 PARTICIPANTES DO MERCADO DE DERIVATIVOS49
12.8 OBJETIVOS DAS OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS50
12.9 PRINCIPAIS FUNÇÕES DO MERCADO DE DERIVATIVOS50
12.10 VANTAGENS DO MERCADO DE DERIVATIVOS50
13 BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS – BM&F50
14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS52

1CONCEITOS BÁSICOS EM FINANÇAS

1.1 Finanças

O dicionário Aurélio define o termo Finanças como sendo a “ciência e a profissão do manejo do dinheiro, particularmente do dinheiro do Estado”. De uma forma mais ampla, dizemos que ela trata do processo, instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos. Praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem. Em última análise, Finanças é a arte e a ciência de administrar fundos.

Analisando o conceito parece ser alguma coisa um pouco distante do nosso dia-a-dia mas diariamente temos envolvimento com as finanças. Tomamos decisões financeiras a todo o momento. Na escolha pelo produto mais caro ou mais barato, na matrícula em um curso, no parcelamento de alguma dívida, negociação salarial, escolha de um fundo de aposentadoria mais adequado e assim por diante. Assim, precisamos entender de assuntos financeiros e tomar as decisões financeiras corretas.

1.2As Principais Áreas em Finanças

proporçõesNesse contexto, algumas áreas vêm se destacando e atraindo a atenção de estudantes e

Verifica-se, ano a ano, uma tendência cada vez maior de executivos oriundos da área financeira ocupando os cargos mais altos nas organizações. Conseqüentemente, as matrículas nos programas financeiros, tanto ao nível de graduação quanto de pós-graduação, vem crescendo em grandes profissionais por serem excelentes oportunidades de carreira. São elas: Finanças Corporativas (ou Empresariais), Investimentos, Instituições Financeiras, Finanças Internacionais e, por último, Consultoria em Finanças Pessoais.

Finanças Empresariais requer do profissional financeiro conhecimento para decisões vitais no âmbito empresarial, que podem envolver a estrutura de ativos, a estrutura financeira ou planejamento e controle da gestão e obtenção de resultado de empresas e órgãos governamentais. É o tema principal desta disciplina e será discutido mais detalhadamente no decorrer do semestre.

A área de Investimentos lida com ativos financeiros, tais como ações, debêntures, títulos públicos e privados, derivativos e outras obrigações. E sua atividade o profissional financeiro calcula preços desses ativos, determina os riscos envolvidos e o retorno possível, analisa o contexto para definição da melhor composição de carteiras para cada tipo de investidor. Esse profissional pode atuar como Operador de Bolsa de Valores, Administrador de Carteiras de Fundos ou ainda como Analista de títulos.

As Instituições Financeiras são aquelas que lidam primeiramente com assuntos financeiros, como Bancos, Associações de Poupança e Empréstimo e Seguradoras. Essas instituições necessitam profissionais para uma grande variedade de tarefas relacionadas a finanças. Pode atuar na área de empréstimos, captação de recursos, seguros, previdência privada e capitalização entre outras.

vários paises

Finanças Internacionais pode ser definida como uma especialização que requer conhecimento em todas as áreas citadas, sua atuação envolve aspectos internacionais como taxa de câmbio e risco político, empréstimos internacionais, administração de carteira e análise de títulos de empresas sediadas em

Consultoria em Finanças Pessoais é uma atividade com certa tradição nos Estados Unidos. No

Brasil vem se desenvolvendo de forma crescente. O Consultor de Finanças Pessoais (CFP), conhecido também como Planejador de Finanças Pessoais, tem um foco de atuação muito forte no planejamento financeiro. Sua atividade básica consiste em gerir as finanças pessoais para facilitar o alcance de objetivos econômico-financeiros pretendidos pelos clientes. Pode auxiliar na administração do orçamento doméstico, na análise e na busca de alternativas para endividamentos elevados, orientações sobre aplicação de recursos nas modalidades mais adequados para cada perfil de investidor. Orienta ainda, na escolha de seguros e planos de aposentadoria.

1.3O Mercado Financeiro

A palavra mercado remonta a períodos anteriores à existência da moeda e o seu significado original designa o local onde as pessoas se encontram para comprar, vender ou trocar mercadorias. Com o passar do tempo, o termo mercado foi evoluindo para um conceito de conjunto de elementos envolvidos no comércio de determinado produto: produtores, consumidores, intermediários, regulamentos, preços, etc. Hoje, quando falamos no mercado do pêssego, estamos nos referindo ao conjunto de pessoas que produzem, apreciam (consumidores finais), aos atravessadores, aos doceiros, aos preços praticados, etc.

O Mercado Financeiro também tem o seu produto. Ele é o uso do dinheiro no tempo, que significa a transferência temporária, entre agentes econômicos, da capacidade de consumo, ou seja, do poder de compra que a posse do dinheiro proporciona. Mercado Financeiro, portanto, é o conjunto de mecanismos voltados para a transferência de recursos entre os agentes econômicos. Seu papel essencial é viabilizar e operacionalizar os fluxos de financiamentos na economia. Como qualquer mercado, o Financeiro, também tem suas figuras básicas, que são os compradores (tomadores de empréstimos), vendedores (poupadores) e os intermediários (instituições financeiras).

1.4A Intermediação Financeira

Ao pouparem as pessoas deixam de utilizar a capacidade de consumo do dinheiro no momento, acreditando que essa atual capacidade de consumo trará maiores benefícios no futuro, seja frente a algum imprevisto, para economizar dinheiro e comprar algo de maior valor ou simplesmente para sustentar a família na aposentadoria. Quando os poupadores optam por “vender” suas mercadorias, se transformam em investidores. No sentido econômico, investir significa a aplicação de capital para produzir bens e serviços, num sentido mais amplo significa direcionar recursos para a obtenção de juros ou lucros.

Os “poupadores”, portanto, são os agentes econômicos superavitários dispostos a transformar suas disponibilidades monetárias em ativos financeiros, através da oferta de recursos, sujeitando-se aos riscos de mercado, com a finalidade de obter retornos reais positivos. São os criadores de fundos para o financiamento do crescimento econômico.

Os “tomadores”, aqueles que adquirem o produto comercializado no Mercado Financeiro são os industriais, comerciantes, pessoas físicas, etc. que, necessitando de dinheiro para utilizar o seu poder de compra, dispõe-se a pagar por essa utilização. São os agentes econômicos deficitários, que demandam recursos e estão dispostos a financiar seu déficit a custo de mercado.

Cabe aos “intermediários financeiros” efetuar a ponte entre os dois segmentos. Ao concentrar os recursos dos agentes superavitários, os intermediários financeiros viabilizam a ampliação das escalas de produção, financiando investimentos de maior vulto.

Quadro 1 – A intermediação Financeira

Quando o mercado financeiro é eficiente, a produção e o consumo de mercadorias é estimulado, as empresas têm acesso a recursos mais baratos, podendo investir mais na produção e, conseqüentemente gerar mais lucros, que serão reinvestidos dando continuidade a um círculo virtuoso que ocasiona a geração de mais riqueza, maior oferta de empregos e melhores salários. As pessoas têm acesso a financiamentos que possibilitam a aquisição de mais bens, aumentando o consumo.

Quando a sociedade não consegue gerar um excedente de produção ou este não é reinvestido, obstruindo a transformação da poupança em investimentos, a geração de bens e serviços é reduzida e o bem-estar material das pessoas diminui.

Agentes

Econômico s Superavitá

Intermediá rios Financeiro

Agentes Econômic os Deficitári oferta de recursos demanda de recursos

A circulação do dinheiro tem a capacidade de aumentar ou diminuir a produção de bens e serviços, aumentando ou diminuindo o bem-estar material das pessoas, por esse motivo o mercado financeiro recebe uma atenção especial do governo que, através da atuação das autoridades financeiras interfere na economia.

Um sistema financeiro eficiente é aquele que tem capacidade de viabilizar a realização de financiamentos de curto, médio e longo prazos, sob condições de minimização de risco e atendendo aos desejos e necessidades dos agentes superavitários, que determinam a oferta de recursos, e dos agentes deficitários, que materializam a demanda por recursos.

1.5Sistema Financeiro Nacional - SFN

Fortuna (1999) conceitua sistema financeiro, de uma forma abrangente, como “conjunto de instituições que se dedicam, de alguma forma, ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores”. Esse sistema, operando dentro do mercado financeiro, oferece condições para que um agente econômico que não deseje aplicar seus recursos excedentes em algum empreendimento próprio seja colocado em contato com outro que deseja investir em alguma atividade montante de recursos superior às suas disponibilidades.

O Sistema Financeiro Nacional - SFN está dividido em dois grandes subsistemas: o normativo que regulamenta e fiscaliza, e o de intermediação e instituições auxiliares, que recebe o dinheiro dos poupadores (agentes econômicos superavitários) e os repassa para os tomadores (agentes econômicos deficitários). As funções dos órgãos de regulação e fiscalização integrantes do subsistema normativo estão descritas a seguir.

O Conselho Monetário Nacional – CMN é o órgão supremo do SFN. Sua finalidade é formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do país. O Ministro da Fazenda, o Ministro do Planejamento e Orçamento e o Presidente do Banco Central são os componentes efetivos, sendo porém, permitido ao Presidente do Conselho convidar Ministros de Estado e representantes de entidades públicas ou privadas para participar das reuniões, não lhes sendo permitido o direito a voto. O CMN reúne-se ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que for convocado pelo seu Presidente. O Banco Central funciona como secretaria executiva do Conselho.

Ao Banco Central do Brasil - BCB cabe, além da responsabilidade pela Política Monetária do país, a função de executivo central do SFN, responsável pela fixação e cumprimento das disposições que regulam o funcionamento do sistema de acordo com as normas do CMN. O Banco Central está sediado em Brasília, com representações regionais em várias capitais. É definido seu objetivo em três macroprocessos: Formulação e gestão das políticas monetária e cambial, compatíveis com as diretrizes do Governo Federal; Regulação e supervisão do Sistema Financeiro Nacional e Administração do sistema de pagamentos e do meio circulante.

A Comissão de Valores Mobiliários – CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da

Fazenda, com a finalidade de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários, aquele em que são negociados títulos emitidos pelas empresas para captar, junto ao público, recursos destinados ao financiamento de suas atividades. Esse mercado negocia, predominantemente, ações, debêntures e quotas de fundos de investimento em renda variável, compreendendo ainda um universo mais amplo de títulos.

A Superintendência de Seguros Privados - SUSEP é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.

A Secretaria de Previdência Complementar - SPC, é um órgão do Ministério da Previdência

Social, tem as atribuições de supervisionar, coordenar, orientar e controlar as atividades relacionadas com a previdência complementar fechada e a fiscalização das atividades das entidades fechadas de previdência privada, quanto ao cumprimento da legislação e normas em vigor e aplicar as penalidades cabíveis;

Quadro 2 – Sistema Financeiro Nacional

Subsistema Normativo Órgãos Regulação e FiscalizaçãoSubsistema de Intermediação e Instituições Auxiliares

C o n s e l h o M o n e t á r i o N a c i o n a l et aria de

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