Coombs Indireto

Coombs Indireto

Introdução

As imunoglobulinas, como outras proteínas, podem ser imunogênicas quando utilizadas para imunizar indivíduos de outras espécies. A maioria das anti-imunoglobulinas geradas desta maneira reconhecem as regiões conservadas de todos anticorpos de mesma classe. Os anticorpos anti-imunoglobulinas foram inicialmente desenvolvidos por Robin Coombs para estudar a anemia hemolítica do recém nascido e o teste para esta doença é denominado de Teste de Coombs. Um anticorpo é chamado de aglutinante quando sua fixação à membrana eritrocitária causa aglutinação das hemácias suspensas em solução fisiologica à 0,85%; é chamdado de não-aglutinante quando incapaz de provocar aglutinação in vitro. Os anticorpos da classa IgM são, em geral, aglunantes, e os anticorpos da classe IgG são, em geral, não-aglutinantes. O anticorpos não aglutinantes se fixam sobre as membranas da hemacias sem aglutiná-las. A visualização das reações desdes anticorpos com seus respectivos antigenos depende, então, de certos artificios de técnica, como sejam tratamento das hemacias por enzimas proteoliticas (tripsina, papaina, bromelina, etc.) adição de substâncias macromoléculas (albumina, dextran, PVP, etc) ou alterações da força iônica do meio. O melhor recurso para esse fim, porém, é a prova da antiglobulina humana, ou prova de Coombs, que representa a mais importante forma de aglutinação artificial em imuno-hematologia. Essa reação permite revelar a existencia de anticorpos “não aglutinantes” na membrana eritrocitaria (anticorpos incompletos).

Os soros de Coombs utilizados nas provas são anticorpos anti-anticorpos humanos, produzidos pela injeção de globulinas humanas em animas (coelhos e cabras) que forma anticorpos contra as frações “Fc” (cristalizaveis) das globulinas humanas. Como estes anticorpos podem reagir com qualquer glubulina humana, é necessário, na execuçãoda prova, lavar as hemacias antes de se acrescentar o soro de Coombs, afim de remover todo e qualquer vestigios de soro ou plasma, deixando as reconertas apenas com os anticorpos especificos que estão sendo pesquisados.

Os soros de Coombs podem ser poliespecificos ou monoespecificos. Os poliespecificos contém, além de anticorpos contra as imunoglobulinas humanas, anticorpos contra a fração C3 (C3b + C3d) do complemento que podem também sensibilizar a membrana eritrocitaria. Os soros monoespecificos contém anticorpos contra apenas um tipo de imunoglobulina (IgG, IgM ou IgA) ou então contra frações do complemento (C3b, C3d ou C4). Este soro monoespecifico que contém exclusivamente anticorpos contra frações do complementos é chamado de “Soro Anti-não-gama”, em contra posição aos outros que são chamados de “Soro Anti-gama”.

Existem duas modalidades de prova de Coombs, a direta e a indireta. A prova indireta permite a pesquisa e identificação de anticorpos antieritrocitários (p. ex., no soro de uma gestante Rh- suspeita de está sensibilizada pelos antigenos do sistema Rh), provas de compatibilidade pré transfusionais e determinação de antigeno eritrocitário que não são evidenciados por aglutinação direta (p. ex., antigesnos Duff, Kidd, Kell e outros). A prova de Coombs indireta consiste em incubar o soro suspeito na presença de hemacias conhecidas suspensas em solução fisiologica. Em casos positivos, as aglutininas do soro fixar-se-ão as superficies das hemacias que, lavadas e expostas a ação do soro de Coombs, sofrerão aglutinação. A positividade da reação demonstra a existencia de anticorpos não-aglutinantes no soro do paciente.

Pode-se determinar o títulos do anticorpo, fazendo-se diluições progressivas do soro (1:2, 1:4, 1:8, 1:16 etc) e repetindo a prova. O título da prova corresponde a maior diluição de soro onde se verificou ainda aglutinação. O soro de uma gestante Rh-, considera-se que o título de 1:64 já é significativo para sensibilização pelo fator Rh. A sensibilidade da prova de Coombs indireta pode ser aumentada por procedimentos que modificam a primeira etapa da reação, ou seja, da fixação dos anticorpos durante a incubação. Os mais empregados são: adição de albumina ao meio, uso de meio de baixa força iônica (LISS) e utilização de hemacias tratadas por enzimas proteoliticas.

Objetivo

Detectar a presença de anticorpos ligados a superfície das hemácias.

Materiais e Métodos

Amostras de suspensão de hemácias;

Amostra de soro;

Albumina Bovina;

Soro de Coombs;

Solução fisiológica;

Pipeta de 500 µL;

Pipeta de 100 µL;

1 Tubo de ensaio;

Centrifuga.

Técnica

Em um tubo foi adicionado 100 µL de amostra de soro teste e uma gota de albumina bovina e feito homogeneização. O composto foi incubado em banho-maria a 37°C por 10 minutos. Após o banho Maria foi adicionado 2000 µL de solução fisiológica e levado a centrifuga por 2 minutos a 2500 rpm. Após centrifugação foi retirado o sobrenadante e adicionado 2 gotas do soro de Coombs (Anti IgG) e feito homogeneização. Após homogeneização da amostra a mesma foi levada a centrifuga a 2500 rpm por 2 minutos. Após centrifugação foi feita leitura da amostra.

Resultado

Na amostra em análise obtivemos resultado do teste de Coombs indireto negativo, não houve formação de aglutinado.

Conclusão

Após discussão em grupo e estudo bibliográfico, concluímos que o teste de Coombs é importante na descoberta, da presença de anticorpos incompletos recobrindo a superfície das hemácias. Podendo ser descoberto se o paciente possui algum tipo de doença auto-imune, diagnóstico da doença hemolítica do recém-nascido e se apresentou reação a uma transfusão sanguínea.

Referências

http://www.fcf.usp.br/Ensino/Graduacao/Disciplinas/Exclusivo/Inserir/Anexos/LinkAnexos/TESTE%20DE%20COOMBS%20DIRETO.pdf

http://www.lvapli.ufsc.br/Aulas/MIP5201%20-%20Imunologia%20Farmacia/Coombs.doc.

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/003344.htm

MILLER, Ottor, LABORATORIO PARA O CLÍNICO. São Paulo, Atheneu, 8 ed. 1999.

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