Projetos de Estrutura de Madeira

Projetos de Estrutura de Madeira

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NBR 7190AGO 1997 Projeto de estruturas de madeira

Palavras-chave: Estrutura de madeira. Madeira. Projeto107 páginas

Origem: Projeto NBR 7190:1996 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:003.10 - Comissão de Estudo de Estruturas de Madeira NBR 7190 - Design of wooden structures Descriptors: Wooden structure. Wood. Design Esta Norma cancela e substitui a MB-26:1940 (NBR 6230) Esta Norma substitui a NBR 7190:1982 Válida a partir de 29.09.1997

Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Generalidades 4Hipóteses básicas de segurança 5 Ações 6Propriedades das madeiras 7Dimensionamento - Estados limites últimos 8 Ligações 9Estados limites de utilização 10 Disposições construtivas ANEXOS ADesenho de estruturas de madeira

BDeterminação das propriedades das madeiras para projeto de estruturas

CDeterminação de resistências das ligações mecânicas das estruturas de madeira

DRecomendações sobre a durabilidade das madeiras

EValores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de florestamento

FEsclarecimentos sobre a calibração desta Norma Índice alfabético

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo

(CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

A transição da NBR 7190:1982 para a que agora se apresenta traz profundas alterações nos conceitos relativos ao projeto de estruturas de madeira.

De uma norma determinista de tensões admissíveis passa-se a uma norma probabilista de estados limites. O projeto de estruturas de madeira passa a seguir os mesmos caminhos que os trilhados pelo projeto de estruturas de concreto e de aço.

As vantagens da nova formulação dos conceitos de segurança são inúmeras e inegáveis. O dimensionamento em regime de ruptura permite a racionalização da segurança das estruturas.

Todavia, a absorção dos novos conceitos demandará algum esforço por parte dos usuários da nova norma.

Tendo em vista este aspecto da transição, procurou-se dar à nova norma uma redação que facilite a sua aplicação.

Nesse mesmo sentido, além do corpo principal, foram elaborados seis anexos, sendo os anexos A, B e C normativos, e os anexos D, E e F informativos, que cuidam, respectivamente, do desenho das estruturas de madeira,

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2NBR 7190:1997 dos métodos de ensaio para determinação de propriedades das madeiras para o projeto de estruturas, dos métodos de ensaio para determinação da resistência de ligações mecânicas das estruturas de madeira, das recomendações sobre a durabilidade das madeiras, dos valores médios usuais de resistência e rigidez de algumas madeiras nativas e de florestamento, e da calibração dos coeficientes de segurança adotados nesta Norma.

Na calibração dos coeficientes de segurança procurouse fazer com que, para os esforços básicos de solicitações normais, em um primeiro estágio de aplicação, a nova norma conduza a resultados equivalentes aos que se obtinham com a antiga norma.

Quando este estágio tiver sido ultrapassado e o meio técnico nacional puder discutir objetivamente cada um dos valores adotados em função da experiência adquirida com emprego da nova norma, será então possível proceder-se à otimização das condições de segurança no projeto de estruturas de madeira.

Introdução

Esta Norma foi elaborada a partir do trabalho realizado por um grupo de pesquisa formado por docentes da Escola Politécnica e da Escola de Engenharia de São Carlos, ambas da Universidade de São Paulo, ao abrigo de um Projeto Temático patrocinado pela FAPESPFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

1 Objetivo

Esta Norma fixa as condições gerais que devem ser seguidas no projeto, na execução e no controle das estruturas correntes de madeira, tais como pontes, pontilhões, coberturas, pisos e cimbres. Além das regras desta Norma, devem ser obedecidas as de outras normas especiais e as exigências peculiares a cada caso particular.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 6118:1980 - Projeto e execução de obras de concreto armado - Procedimento

NBR 6120:1980 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificações - Procedimento

NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edificações - Procedimento

NBR 6627:1981 - Pregos comuns e arestas de aço para madeiras - Especificação

NBR 7187:1987 - Projeto e execução de pontes de concreto armado e protendido - Procedimento

NBR 7188:1982 - Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestres - Procedimento

NBR 7189:1983 - Cargas móveis para projeto estrutural de obras ferroviárias - Procedimento

NBR 7808:1983 - Símbolos gráficos para projeto de estruturas - Simbologia

NBR 8681:1984 - Ações e segurança nas estruturas - Procedimento

NBR 80:1986 - Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios (Método dos estados limites) - Procedimento

NBR 10067:1995 - Princípios gerais de representação em desenho técnico - Procedimento

Eurocode nº 5:1991 - Design of Timber Structures 3 Generalidades 3.1 Projeto

As construções a serem executadas total ou parcialmente com madeira devem obedecer a projeto elaborado por profissionais legalmente habilitados.

O projeto é composto por memorial justificativo, desenhos e, quando há particularidades do projeto que interfiram na construção, por plano de execução, empregam-se os símbolos gráficos especificados pela NBR 7808.

Nos desenhos devem constar, de modo bem destacado, a identificação dos materiais a serem empregados.

3.2 Memorial justificativo

O memorial justificativo deve conter os seguintes elementos:

a) descrição do arranjo global tridimensional da estrutura; b) ações e condições de carregamento admitidas, incluídos os percursos de cargas móveis; c) esquemas adotados na análise dos elementos estruturais e identificação de suas peças; d) análise estrutural; e) propriedades dos materiais; f) dimensionamento e detalhamento esquemático das peças estruturais; g) dimensionamento e detalhamento esquemático das emendas, uniões e ligações.

3.3 Desenhos

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