Trabalho sobre Projeto arquitetonico

Trabalho sobre Projeto arquitetonico

(Parte 1 de 3)

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO ACADEMICO DE ENGUENHARIA

CURSO DE ENGUENHARIA CIVIL

CEZAR AUGUSTO TASSI DAL BEN

EDER WANDER GONZAGA NEVES

HENRIQUE CESCO

MATHEUS YARA OMORI

RODOLFO FELIPE KUSMA

ABORDAGEM GERAL DO PROJETO ARQUITETÔNICO

PATO BRANCO

2010

CEZAR AUGUSTO TASSI DAL BEN

EDER WANDER GONZAGA NEVES

HENRIQUE CESCO

MATHEUS YARA OMORI

RODOLFO FELIPE KUSMA

Trabalho apresentado ao

ABORDAGEM GERAL DO PROJETO ARQUITETÔNICO

curso de Engenharia Civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, como requisito parcial para conclusão da disciplina de Introdução a Engenharia.

Orientador: Prof. Dr. Rogério Carrazedo

PATO BRANCO

2010

RESUMO

Este trabalho aborda o conceito geral do projeto arquitetônico, demonstrando as características comuns e essenciais referente ao desenho, simbologia usual, formato, aparência, orientação e escalonamento, buscando o reconhecimento e entendimento de cada item. Inclui também informações históricas e vocações contemporâneas da arquitetura, como a questão ambiental e de acessibilidade. Não deixa de citar a legislação essencial que norteia o profissional da área e a aplicação diferenciada do projeto apresentado ao cliente. A pesquisa apresenta conhecimentos referenciados, com função introdutória e didática, visando o compartilhamento das informações coletadas.

Palavras-chave: Projeto arquitetônico. Informações históricas. Questão ambiental. Acessibilidade. Projeto ao Cliente.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 5

2 O PROJETO ARQUITETÔNICO 7

3 CONCLUSÃO 35

4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 36

1INTRODUÇÃO

Este trabalho trata do tema projeto arquitetônico. São informações que mostram o que é necessário para efetuar o mesmo e também a história que envolve o assunto abordado. Traz as características do projeto arquitetônico em si, no qual, deve conter toda informação necessária para que o entendimento e a leitura do desenho arquitetônico, sejam os mais perfeitos.

O desenho de arquitetura, manifesta-se como um conjunto de símbolos que expressam uma linguagem, estabelecida entre o emissor (o desenhista ou projetista) e o receptor (o leitor do projeto). É através dele que o arquiteto transmite as suas intenções arquitetônicas e construtivas.

O projeto arquitetônico é composto por diversos documentos, entre eles as plantas, os cortes e as elevações ou fachadas. Neles encontram-se as informações sob forma de desenhos, que são fundamentais para a perfeita compreensão de um volume criado com suas compartimentações. Nas plantas, visualiza-se o que acontece nos planos horizontais, enquanto nos cortes e elevações o que acontece nos planos verticais. Assim, a partir do cruzamento das informações contidas nesses documentos, o volume poderá ser construído. Para isso, devem ser indicadas todas as dimensões, designações, áreas, pés direitos, níveis etc. As linhas devem estar bem diferenciadas, em função de suas propriedades (linhas em corte ou vista) e os textos claros e corretos.

Passando pela história da arquitetura, desde seus primórdios, até a Arquitetura Contemporânea. A arquitetura como atividade humana existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries. Uma definição mais precisa da área envolve todo o  projeto do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário até o desenho da paisagem, da cidade, ou seja, planejamento e urbanismo e da região (planejamento regional ou Ordenamento do território). Neste percurso, o trabalho de arquitetura passa necessariamente pelo desenho de edificações (considerada a atividade mais comum do arquiteto), como prédioscasasigrejaspalácios, entre outros edifícios.

Os detalhes da lei que devem ser cumpridos para que o projeto tenha seu andamento também estão presentes nesta pesquisa. Nesta parte de lei apresenta-se o código de Obras do município de Pato Branco.

Seguindo, planta baixa, corte e elevação incluem-se no desenho arquitetônico, na planta. Cada elemento com suas maneiras de serem feitas, suas regras e demais observações seguidas de exemplos gráficos.

No fim, há uma breve citação da acessibilidade, sendo obrigatória na Arquitetura, não só por seguir um padrão, mas também por respeito a quem necessita dessa atenção.

2O PROJETO ARQUITETÔNICO

O projeto arquitetônico deve ser composto por informações gráficas, plantas, cortes, desenhos técnicos, sistemas construtivos e entre outros, sempre visando o completo entendimento do projeto. O desenho arquitetônico usa um conjunto de símbolos que formam uma comunicação entre o projetista e o cliente, é através do projeto que o arquiteto transmite as suas intenções em relação a obra, sempre evidenciando a sua preocupação com a ambientação da edificação, podendo ou não levar em conta aspectos históricos ou modernos.

O projeto arquitetônico é um conjunto de diversos os documentos, entre eles estão às plantas, os cortes e elevações. Nas plantas, é desenhado o que acontece no plano horizontal, enquanto que nos cortes, se retrata o que ocorre nos planos verticais. Portanto, cruzando as informações o volume poderá ser construído. Para isso, devem ser indicadas todas as dimensões, sempre bem claras afim de não ocorrer problemas ao decorrer do projeto.

Plantas baixas, cortes, elevações ou facadas, planta de cobertura, planta de localização e situação, são os desenhos básicos para um projeto a partir de projeções ortogonais.

2.1DEFINIÇÃO DE ARQUITETURA

“A arquitetura é uma ciência e uma arte surgindo de muitas outras”, palavras de Marco Vitrúvio Polião, o primeiro a dar uma definição sobre a arquitetura, em meados de 25 a.C.

Arquitetura vem do grego: arché(principal), e tékton (construção), e se refere a técnica de projetar e edificar ambientes que serão ocupados pelo ser humano, trata mais especificamente sobre a organização do espaço e seus elementos, por exemplo: organização e estética. Envolve o design e engloba desde o desenho de mobiliário até o desenho da paisagem, cidade ou região.

Um dos principais processos da arquitetura é o desenho das edificações, como prédios, casas e igrejas.

2.2DESENVOLVIMENTO DA ARQUITETURA

A arquitetura teve seu desenvolvimento lento e progressivo, de acordo com condições sócias e políticas das regiões. Essa dificuldade de evolução se deve por diversos fatores, dentre eles o principal talvez seja a não-evolução dos matérias de construção, que durantes séculos foi basicamente pedra, tijolo e cal.

Na antiguidade, o homem baseava sua vida em torno de diversos deuses, sempre subordinado ao poder divino, portanto os principais monumentos arquitetônicos da época eram baseados nessas figuras místicas, sendo os principais edifícios das cidades os palácios e templos, na maioria das vezes sagrados. Os elementos da arquitetura antiga resumem-se em paredes, colunas e coberturas, ou seja, elementos pesados que deixavam a obra pesada. Cúpulas e abobadas são as grandes descobertas e feitos da época. A Arquitetura egípcia e persa, são os principais exemplos desse caso.

Figura 1 - Arquitetura antiga grega

Fonte:http://www.saberweb.com.br/grecia/arquitetura_da_grecia_antiga/images/arquitetura-da-grecia-antig.jpg

Logicamente com o tempo, as edificações tenderam a evoluir, mas ainda sem sair do caráter divino. Na Idade Média, as construções eram concentradas em catedrais da Igreja Católica, que detinha o poder político da época. Durante o período Medieval, não tinha a figura do arquiteto, ao invés disso, haviam dezenas de mestre-de-obras que praticamente fazia o trabalho arquitetônico, eles desenhavam e executavam as obras da época.

Figura 2 - Cúpula de igreja, arquitetura moderna.

Fonte:http://www.laderzi.com/france/invalides4_cupula.jpg

O arquiteto tinha que ser uma figura intuitiva, fazendo seus trabalhos seguindo a religião ou crença da época. Com a descentralização do poder da Igreja Católica, houve um grande avanço pela liberdade da pesquisa cientifica, que possibilitou a descoberta de antigos tratados arquitetônicos romanos, que passaram a influenciar a nova arquitetura, era um processo Homem cientifico. O Renascentismo veio com essa idéia, juntamente com obras que mesclavam a ciência com a arte, mostrando uma área fértil para a evolução da arquitetura, que na época se mostrava muito clássica.

A perspectiva foi uma grande ‘descoberta’ para o mundo da arquitetura, juntando a idéia do infinito com a manipulação ponto de fuga, gerou uma concepção espacial nova, consequentemente, o entendimento do espaço melhorou a partir do desenho, que se tornou o principal meio de projetação, e a concepção espacial de edifícios começou a se aprimorar. Destaca-se no aspecto renascentista Michelangelo.

Com a Revolução Industrial em meados do séc. XVIII surgem novos materiais de construção, possibilitando estruturas mais ousadas, leveza, flexibilidade e transparência foram os pontos característicos que a Revolução trouxe ao mundo moderno.

O interesse pela cultura popular começou a formular um novo tipo de arquitetura, a pós-moderna (atualmente), mesmo contra as criticas, o movimento ganhou forças, sobretudo com as ironias em algumas obras, fazendo uma analogia a mesmice durante séculos, enquanto outros artistas enfeitavam suas obras com uma verdadeira explosão de cores e design novos. As construções da época eram destinadas a centros comerciais e corporativas.

Nos dias atuais, a arquitetura não conhece limites, não tem regras que precisam ser seguidas na hora de criar, a imaginação corre solta, e não há limites para os arquitetos, seja no topo do céu ou embaixo da terra, eles sempre dão um jeito de surpreender. Hoje em dia, o arquiteto tem que ser um especialista, sabendo suprir qualquer demanda e sempre com qualidade, tem que ser um verdadeiro artista!

Figura 3 - Evolução dos maiores prédios durante a história

Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8b/BurjDubaiHeight.png/500px-BurjDubaiHeight.png

Figura 4 - Arquitetura contemporânea

Fonte:http://www.ignezferraz.com.br/img/dicas/arq-exp_gehry_2.jpg

Figura 5 - Obra de Oscar Niemeyer, o maior arquiteto brasileiro.

Fonte:http://stb.msn.com/i/F5/777F172FC7FB826685813833468B9.jpg

2.3parâmetros legais do projeto arquitetônico

Dentro dos limites de um Município, existem leis que regem as normas para qualquer obra realizada dentro dele. São exigências variáveis de cada Município, que tem por fim organizar e regular o crescimento urbano e determinar como deve ser o uso do solo nas diversas regiões da cidade, garantindo que as obras não prejudiquem o meio ambiente ou afetem a iluminação e ventilação natural. Além disso, estabelece medidas de segurança, acessibilidade e adequação aos locais onde serão realizadas edificações, para que o processo não interfira no bem-estar da população. Para tudo isso que foi citado, há o Código de Obras do Município, e, para esse trabalho, trataremos do Município de Pato Branco.

2.3.1Licença para Edificação

De acordo com o Código de Obras, nenhuma construção pode ser feita dentro dos perímetros da cidade sem que seja fornecido o alvará de construção para a mesma, que será fornecido pela Prefeitura Municipal após:

I – ser feito o requerimento da licença sendo assinado pelo profissional responsável;

II – o pagamento das taxas referentes à obra;

III – serem entregues os projetos e especificações técnicas da obra;

IV – estar em dia com a Fazenda Municipal.

Para a aprovação dos projetos será necessária a consulta à Prefeitura do Município pela viabilidade para o desenvolvimento do mesmo, provando a posse do terreno ou autorização do proprietário para a realização de qualquer obra sobre ele. Então deverá ser solicitada a aprovação do projeto arquitetônico a ser entregue, o qual será composto por:

- planta de situação e localização;

- planta baixa de cada pavimento;

- cortes e elevações;

- planta de cobertura;

- perfil transversal e longitudinal do terreno;

- comprovante de pagamento das taxas de aprovação.

Sendo realizadas todas as etapas citadas acima, o alvará para a construção deverá ser entregue dentro de 15 dias, de tal forma que terá validade de seis meses, ou seja, as obras deverão ser iniciadas dentro desse período, caso contrário o licenciamento não será mais válido.

Serão isentos de licença serviços como pequenos reparos, pinturas e limpeza no interior ou exterior das edificações e troca de telhas e calhas.

2.3.2Utilização de andaimes, colocação de tapumes e exigências de limpeza

A utilização de andaimes nas obras é extremamente freqüente, sendo muito importante para a sua realização. Porém, ao utilizá-los, deverão apresentar condições de segurança para os trabalhadores e evitar a queda de materiais, deixando pelo menos 1/3 (um terço) do passeio livre e prever a proteção de árvores, postes de energia e iluminação, entre outros, sem que haja intervenção no funcionamento de nenhum dispositivo.

Como se pode constatar com o Artigo 44 da lei 959/90 do Município, a colocação dos tapumes é obrigatória para construções no alinhamento predial ou com um recuo inferior a quatro metros.

Medidas de limpeza são exigidas para que sejam evitados transtornos relacionados à poeira, sujeira e detritos nos logradouros e nos arredores da edificação. Dessa maneira é possível que exista um melhor estado de conservação das vias publicas e não ocorra perturbação na vizinhança da obra.

2.3.3Materiais de construção, paredes e portas

Todos os materiais de construção utilizados na obra devem estar dentro das normas e padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

As paredes de tijolos e alvenaria devem ser corretamente impermeabilizadas, obedecendo a espessura de 20 cm para paredes externas e 15 cm para paredes internas, havendo tolerância de 10 cm para armários embutidos e estantes ou divisórias de compartimentos sanitários.

A altura mínima de 2,00 metros é exigida para as portas, e variam em largura mínima da seguinte forma:

I – Para porta de entrada principal:

a) 80 cm para as habitações autônomas;

b) 1,20 cm para habitações de até quatro pavimentos;

c) 1,50 cm para habitações com mais de quatro pavimentos.

II – 70 cm para portas de acesso principal a gabinetes, dormitórios, salas e cozinhas.

III – 60 cm para portas secundárias em geral.

2.3.4Fachadas, balanços e toldos

Quando uma edificação for construída no alinhamento predial, qualquer saliência existente abaixo de 2,60 metros de altura deve ter, no máximo, 10 centímetros sobre o passeio. Para os casos em que o edifício estiver situado em uma esquina, estando no alinhamento predial ou com recuo inferior a 3 metros, deverá ser deixado livre um canto chanfrado de três metros até 2,60 metros de altura, perpendicular à bissetriz do ângulo formado pelos alinhamentos dos logradouros. Será permitida a construção de uma coluna no cruzamento dos passeios, desde que seja deixada livre uma faixa de no mínimo 1,50 metros entre o pilar e a edificação, seguindo a mesma regra de altura e perpendicularidade.

Os balanços, corpos avançados, sacadas e saliências semelhantes, só poderão existir se estiverem situados no mínimo 2,60 metros de altura do passeio, sendo projetados à frente da fachada no máximo 1,20 metros.

Para a colocação de toldos deverá ser respeitada a altura mínima de 2,50 metros e o afastamento mínimo de 50 centímetros do meio-fio, de tal maneira que não será permitida a colocação de apoios sobre o passeio, salvo os prédios de funcionamento de hotéis, hospitais, clubes, cinemas e teatros, que deverão ter o afastamento mínimo de 50 centímetros do meio-fio.

2.3.5Numeração das edificações e elevadores

A numeração será determinada pela Prefeitura Municipal, sendo obrigatória a colocação do número em um local visível da edificação.

A colocação de elevadores é obrigatória nos edifícios acima de 4(quatro) pavimentos, os quais deverão ter dimensionamento e capacidade definidos pelas normas da ABNT.

2.3.6Compartimentos: classificação e condições

Os compartimentos possuem três classificações: os de permanência prolongada, de utilização transitória e de utilização especial. Os de permanência prolongada são dormitórios, salas de jantar e estar. Compartimentos de utilização transitória são os vestíbulos, halls, sanitários, cozinhas e lavanderias. Aqueles classificados como de utilização especial são compartimentos de destinação específica, não se enquadrando nas outras classificações.

A seguir encontram-se as descrições de cada um dos tipos de habitações seguidas por suas respectivas tabelas:

- Habitação popular: são consideradas habitações populares as economias residenciais com objetivo exclusivo de moradia que não excedam 70m², podendo ser isoladas, geminadas, em série ou em conjunto. As casas em série podem ser transversais ou paralelas ao alinhamento predial. As em série transversais ao alinhamento só podem ser construídas em terrenos com testada mínima de 20 metros, não podendo ultrapassar de 10 o número de unidades de moradia no mesmo alinhamento. Já nas casas em série paralelas ao alinhamento predial, não é permitido que o número de unidades de moradia ultrapasse de 20(vinte). Os conjuntos habitacionais são aqueles cujo número de moradias é maior que 20, podendo ser constituídos de prédios de apartamentos, casas geminadas ou isoladas.

Tabela 1 – Habitação Popular

Fonte: www.ippupb.gov.br

- Residências Isoladas: são aquelas que possuem as dimensões de seus compartimentos iguais ou superiores à Tabela II abaixo, e, como as habitações populares, também podem ser dispostas isoladas, geminadas, em série ou em conjunto. Para as habitações em série transversais, a testada do lote deverá ser de, no mínimo, 30 metros, e a taxa de ocupação 50%. As residências paralelas ao alinhamento deverão ter no mínimo 10 metros de testada cada unidade de moradia, e a taxa de ocupação também será de 50 %. Os conjuntos habitacionais podem ser constituídos de prédios de apartamentos ou de residências isoladas, em terrenos de no mínimo 4.000 metros quadrados, com taxa de ocupação de 50%. As dimensões para os prédios de apartamentos também deverão seguir as exigências da Tabela II, sendo que suas partes de uso comum seguem a Tabela III. Prédios de apartamentos que não constituem habitação popular devem, obrigatoriamente, ter disponível pelo menos uma vaga de garagem por moradia.

Residências e Apartamentos

Tabela 2 – Residências e Apartamentos

Fonte: www.ippupb.gov.br

Tabela 3 – Áreas Comuns de Prédios de Apartamentos

Fonte: www.ippupb.gov.br

2.3.7Zoneamento de uso e ocupação do solo

O Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo do Perímetro Urbano de Pato Branco mostra como deve ser a utilização do solo da cidade, variando de acordo com as regiões. Dessa forma, todas as obras precisam obedecer a essas condições. Algumas das exigências do zoneamento são: coeficiente de aproveitamento, taxa de ocupação, recuo e afastamento. Seguem anexadas a tabela e legenda referentes. Apenas algumas das observações foram colocadas neste trabalho, estando as demais disponíveis na Lei Nº. 975/90 de Zoneamento de Pato Branco.

Tabela 4 – Zoneamento e Ocupação do Solo

Fonte: www.ippupb.gov.br

ZC1 – Zona Central 1

ZC2 – Zona Central 2

ZR1 – Zona Residencial 1

ZR2 – Zona Residencial 2

ZIS1 – Zona Industrial e de Serviços 1

ZIS2 – Zona Industrial e de Serviços 2

ZER – Zona Especial de Ocupação Restrita

ZEX – Zona Especial de Expansão Urbana

ZEA – Zona Agrícola

ZEVC – Zona Especial de Vias Coletoras

ZEHS – Zona Especial de Habitação Social

Observações:

(6) - Edificações de até dois pavimentos podem encostar nas divisas laterais. Edificações com mais de dois pavimentos, cada afastamento mínimo será de dois metros e a soma mínima dos três afastamentos será de oito metros. Edificações com até 8,50m do ponto mais alto do meio fio até o forro, cujo terreno será edificado, pode encostar nas divisas laterais

(10) - Para os terrenos de esquina, serão considerados 2 (duas) frentes, a secundária terá o recuo mínimo de 40% para o estabelecido à frente principal.

(11) - Nestas zonas as residências e oficinas mecânicas para motocicletas terão recuo mínimo de 5,00 (cinco metros), as oficinas mecânicas e de latarias para automóveis e caminhões e postos de abastecimento terão recuo mínimo de 10,00m (dez metros).

2.4ESTUDO DA PLANTA BAIXA

Planta baixa é a designação dada ao desenho técnico de um projeto arquitetônico, em que se aborda a vista superior realizando uma secção horizontal a 1,5 metros de altura contados da base. Ela orienta a construção, indicando suas dimensões e características, exprime o potencial de utilização da construção antes mesmo de seu inicio e permite projeções para a melhor funcionalidade de cada espaço após a conclusão da obra.

Na planta baixa deve constar o maior numero de informações que facilitem seu entendimento, como índice de símbolos e medidas, direção dos ventos predominantes e a direção Norte. No desenho propriamente dito, sempre representado em escala, estão contidos todos os espaços físicos de um mesmo pavimento abaixo da secção, o dimensionamento dos espaços (altura, comprimento e largura) e das paredes, a identificação dos ambientes e a interação entre eles, aberturas, portas e janelas e suas dimensões assim como a direção da abertura das portas e peitoril das janelas.

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