Trabalho sobre Projeto arquitetonico

Trabalho sobre Projeto arquitetonico

(Parte 2 de 3)

A localização da edificação no terreno (Planta de Locação) indica as cotas de amarração (distâncias entre os perímetros da obra e do terreno). Também agregada a Planta Baixa, a Planta de Situação localiza o terreno na quadra, bairro ou mesmo cidade incluindo pontos de referencia. Ainda inclusa, a Planta de Cobertura trás as posições das águas, ou seja, inclinação.

Na figura 6 identificam-se facilmente as propriedades gerais de um desenho técnico de uma casa contido na planta baixa.

Figura 6 – Casa

Fonte: www.imperiumconstrucoes.com.br/images/planta/

Em destaque nas figuras 2 e 3 se observa as especificações de uma porta e uma janela em um projeto.

Figura 7 – Janela

Fonte:file:///E:/FaculdadeEng.Civil/IE/arquiteturaplantabaixa.htm

Figura 8 – Porta

Fonte:file:///E:/FaculdadeEng.Civil/IE/arquiteturaplantabaixa.htm

A exemplo da figura 4, é necessário especificar o nível de cada pavimento.

Figura 9 – Elevação

Fonte:file:///E:/FaculdadeEng.Civil/IE/arquiteturaplantabaixa.htm

Dimensões são em geral desenhadas entre as paredes para especificar seu comprimento e tamanhos de salas. Incluem, ainda, componentes básicos como chuveiro e acessórios de banheiro, além de notas que especificam acabamentos, métodos de construção e símbolos de itens elétricos , hidráulicos entre outros.

Quando necessário, a partir da planta baixa são feitos os lançamentos dos demais projetos de instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias, prevenção e combate a incêndio, proteção contra descargas atmosféricas, acústica, segurança, além do cálculo de fundação e estrutura da obra.

Assim como o projeto preventivo contra incêndio a planta baixa pode visar a apresentação de outras especificidades, agregando maior riqueza de informações e complexidade de acordo com a necessidade de cada obra.

2.5ELEVAÇÃO ou fachada

Elevações ou fachadas são elementos gráficos componentes de um projeto de arquitetura, constituídos pela projeção das arestas visíveis do volume sobre um plano vertical, localizado fora do elemento arquitetônico. São as vistas principais (frontal, posterior, lateral direita ou esquerda), ou eventualmente, auxiliares, da edificação, elaboradas com a finalidade de fornecer dados para a execução da obra, bem como antecipar a visualização externa da edificação projetada. Nelas aparecem os vãos de janelas, portas, elementos de fachada, telhados assim como todos os outros visíveis de fora da edificação.

Os desenhos em elevação expressam a forma e as massas da estrutura, as aberturas de portas e janelas (tipo, tamanho e localização), os materiais, a textura e o contexto.

Em desenhos constituídos apenas de linhas, sem penumbras e sombras projetadas, diferenças nos pesos das linhas auxiliam na sugestão da profundidade dos planos. Quanto mais pesada a delineação de um elemento, mais para a frente ele parece situar-se; quanto mais leve a delineação, mais ele parece recuar.

Figura 10 – Fachadas

Fonte: Apostila Fag

A quantidade de elevações externas necessárias é variável, ficando sua determinação a critério do projetista, normalmente dependendo de critérios tais como:

sofisticação dos acabamentos externos

número de frentes do lote

posição da porta principal de acesso

irregularidade das paredes externas

Para a aprovação de um projeto na Prefeitura Municipal, exige-se no mínimo uma representação de elevação, normalmente a frontal.

Havendo uma única fachada, o desenho recebe apenas esta denominação específica: ELEVAÇÃO ou FACHADA. Existindo mais do que uma elevação, há que se distinguir os vários desenhos conforme a sua localização no projeto. Há critérios variáveis, aceitos desde que, num mesmo projeto, utilize-se sempre o mesmo critério:

pelo nome da vista: frontal, posterior, lateral direita, lateral esquerda

pela orientação geográfica: norte, leste, sudeste

pelo nome da rua: para construções de esquina

pela importância: principal, secundária (apenas para duas fachadas)

letras e números

Em elevações ou fachadas a principal indicação é de que os elementos devem ser representados com a máxima fidelidade possível, dentro dos recursos disponíveis de instrumental e de escala. saiba-se, complementarmente, que na maioria das vezes não há outra indicação de informações, senão dos materiais utilizados (não se deve cotar as fachadas).

Abaixo, algumas demonstrações exemplificativas de alguns dos principais componentes de elevações: revestimentos e esquadrias, os quais podem apresentar várias diversificações além das apresentadas.

Figura 11– Portas

Fonte: Apostila Fag

2.5.1Etapas Para o desenho da elevação

No caso em que as fachadas/elevações são desenhadas na mesma escala que a planta baixa e os cortes (recomendável), o trabalho do desenhista fica consideravelmente facilitado – o escalímetro não precisa ser usado.

ETAPAS:

Colar a prancha em branco sobre a prancheta, sobre a qual vamos desenhar a elevação;

Sobre a prancha em branco colar a planta baixa no sentido da elevação que vamos desenhar;

Traçar, com o auxílio da régua paralela e dos esquadros, todas as linhas de projeção verticais das paredes e demais detalhes da planta que são de interesse para o desenho da fachada, na prancha branca;

Retirar a planta baixa e sobre o papel de desenho colar um dos cortes (com maior detalhe, e com a altura da cumeeira) lateralmente ao desenho da elevação, alinhando o nível externo do corte com a linha do piso da elevação;

Transportar todos os detalhes em altura que interessam ao desenho da elevação: altura e forma da cobertura, altura das portas, das janelas, peitoris.

A interseção destas linhas horizontais com as verticais traçadas, a partir da planta baixa, permite ao desenhista completar com facilidade o desenho. Esta maneira de trabalhar traz inúmeras vantagens, principalmente rapidez e impossibilidade de erros de escala ou desenhos que não estejam de acordo com a planta projetada.

A existência de saliências e reentrâncias nas elevações/fachadas permite obter contrastes de luz e sombras, que valorizam o desenho.

Figura 12 – Fachadas

Fonte: Apostila Fag

A escala utilizada para a representação de elevações/fachadas deve ser a mesma da planta baixa, preferencialmente, 1:50. Particular atenção deve ser dada, no desenho de elevações/fachadas, à espessura dos traços, que é um recurso utilizado para dar noção de profundidade dos planos no elemento representado.

Embora não obrigatória, a utilização da técnica de sombras em fachadas é conveniente e dá melhor apresentação e interpretação ao desenho.

Em fachadas/elevações não se deve tentar fazer representações muito detalhadas de esquadrias – o que é função de desenho de detalhamento, em escala adequada – representam-se apenas as linhas compatíveis com a escala, indicando o tipo de esquadria a ser utilizada.

É possível e aconselhável o enriquecimento da elevação/fachada com a utilização de vegetação, calungas, veículos, etc, para dar a noção de escala e aproximar da realidade, desde que não impeçam a visualização de elementos de importância da construção.

2.6Os Cortes

Os Cortes são representações de vistas ortográficas seccionais do tipo “corte”, obtidas quando passamos por uma construção um plano de corte e projeção VERTICAL, normalmente paralelo às paredes, e retiramos a parte frontal, mais um conjunto de informações escritas que o complementam. Assim, neles encontramos o resultado da interseção do plano vertical com o volume. Os cortes são os desenhos em que são indicadas as dimensões verticais.

O objetivo dos cortes em um projeto de edificação é ilustrar o maior número de relações entre espaços interiores e significantes, que se desenvolvem em altura, e que, por conseqüência, não são devidamente esclarecidos em planta baixa. A sua orientação é feita na direção dos extremos mais significantes deste espaço.

Normalmente se faz no mínimo dois cortes, um transversal e outro longitudinal ao objeto cortado, para melhor entendimento. Podem sofrer desvios, sempre dentro do mesmo compartimento, para possibilitar a apresentação de informações mais pertinentes. Os cortes podem ser transversais (plano de corte na menor dimensão da edificação) ou longitudinais (na maior dimensão).

A quantidade de cortes necessários em um projeto, porém, é de exclusiva determinação do projetista, em função das necessidades do projeto. São fatores que influenciam a quantidade de cortes:

irregularidades das paredes internas;

sofisticação de acabamentos internos;

formato poligonal da construção;

diferenças de níveis nos pisos;

existência de detalhamentos internos.

Figura 13 – Corte transversal

Fonte: Apostila Fag

Figura 14 – Corte longitudinal

Fonte: Apostila Fag

Os planos normalmente são paralelos às paredes, e posicionados pela presença de: pés-direitos variáveis, esquadrias especiais, barreiras impermeáveis, equipamentos de construção, escadas, elevadores.

A posição do plano de corte e o sentido de observação depende do interesse de visualização. Recomenda-se sempre passá-lo pelas áreas molhadas (banheiro e cozinha), pelas escadas e poço dos elevadores.

Os cortes devem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar sua visualização e interpretação – indicar a sua posição e o sentido de visualização.

A orientação dos CORTES é feita na direção dos extremos mais significantes do espaço cortado. O sentido de visualização dos cortes deve ser indicado em planta, bem como a sua localização.

CORTE AB SENTIDO INDICADO

CORTE AB SENTIDO INDICADO

CORTE CD INDICADO

CORTE CD INDICADO

Figura 15 – Variação do corte

Fonte: Apostila Fag

São desenhadas em função dos materiais utilizados e de sua disposição geral, com dimensões aproximadas, se houver, pois seu detalhamento é função do projeto estrutural. Alguns exemplos de fundações mais utilizadas:

Figura 16 – Estrutural

Fonte: Apostila Fag

Normalmente identifica-se apenas a espesssura do contrapiso + piso com espessura aproximada de 10cm, através de duas linhas paralelas, cortadas – espessura de linha média-grossa. A terra ou aterro são indicados através de hachura inclinada. O contrapiso-piso ocorre alinhado com a viga baldrame das paredes.

Nos cortes, as paredes podem aparecer seccionadas ou em vista. No caso de paredes seccionadas, a representação é semelhante ao desenho em planta baixa. Existindo paredes em vista (que não são cortadas pelo plano de corte) a representação é similar aos pisos em planta.

PORTAS: em vista são indicadas apenas pelo seu contorno; preferencialmente com linhas duplas (5cm), quando forem dotadas de marco. Em corte, indica-se apenas o vão, com a visão da parede do fundo em vista.

JANELAS: em vista seguem as mesmas diretrizes das portas. Em corte têm representação similar à planta baixa, marcando-se o peitoril como parede (traço cheio e grosso) e a altura da janela (quatro linhas paralelas em traço cheio e médio).

Figura 17 – Portas e janelas

Fonte: Apostila Fag

No desenho dos cortes verticais, as representações são as cotas verticais, indicação de níveis e denominação dos ambientes cortados. Outras informações julgadas importantes podem ser discriminadas (impermeabilizações, capacidade de reservatórios, inclinação telhados, informações relativas a escadas, rampas e poços de elevador).

As Cotas são representadas exclusivamente as cotas verticais, de todos os elementos de interesse em projeto, e principalmente:

pés direitos (altura do piso ao forro/teto);

altura de balcões e armários fixos;

altura de impermeabilizações parciais;

cotas de peitoris, janelas e vergas;

cotas de portas, portões e respectivas vergas;

cotas das lajes e vigas existentes;

alturas de patamares de escadas e pisos intermediários;

altura de empenas e platibandas;

altura de cumeeiras;

altura de reservatórios (posição e dimensões);

NÃO SE COTAM OS ELEMENTOS ABAIXO DO PISO (função do projeto estrutural);

Para as regras de cotagem, utilizam-se os mesmos princípios utilizados para cotas em planta baixa:

As cotas devem ser preferencialmente externas;

As linhas de cota no mesmo alinhamento devem ser completas;

A quantidade de linhas deve ser distribuída no entorno da construção, sendo que a primeira linha deve ficar afastada 2,5 cm do último elemento a ser cotado e as seguintes devem afastar-se umas das outras 1,0cm;

Todas as dimensões totais devem ser identificadas;

As linhas mais subdivididas devem ser as mais próximas do desenho;

As linhas de cota nunca devem se cruzar;

Identificar pelo menos três linhas de cota: cotas de subdivisão de paredes, esquadrias, vergas, vigas, lajes, cumeeira; cotas dos pés direitos; e cotas totais externas.

Os níveis São identificados todos os níveis, sempre que se visualize a diferença de nível, evitando a repetição desnecessária e não fazendo a especificação no caso de uma sucessão de desníveis iguais (escada).

A simbologia para indicação de níveis nos cortes é diferenciada da simbologia para indicação em planta, porém, os níveis constantes em planta baixa devem ser os mesmos indicados nos cortes.

A simbologia utilizada para indicação dos níveis em cortes é:

Frame3

Figura 18 – Níveis

Fonte: Apostila Fag

Os níveis devem ser sempre indicados em METROS e acompanhados do sinal, conforme localizarem-se acima ou abaixo do nível de referência (00). Sempre são indicados com referência ao nível ZERO.

Etapas para desenho do corte

Colocar o papel sulfurizê sobre a planta, observando o sentido do corte já marcado na planta baixa;

Desenhar a linha do terreno;

Marcar a cota do piso dos ambientes “cortados” e traçar;

Marcar o pé direito e traçar;

Desenhar as paredes externas (usar o traçado da planta baixa);

Desenhar o forro, quando houver, ou a laje; desenhar também o contra-piso;

Desenhar a cobertura ou telhado;

Desenhar as paredes internas, cortadas pelo plano;

Marcar as portas e janelas seccionadas pelo plano de corte;

Desenhar os elementos que estão em vista após o plano de corte. Ex.: janela e porta não cortadas, parede em vista não cortada....

Denominar os ambientes em corte;

Colocar a indicação de nível;

Colocar linhas de cota e cotar o desenho;

Repassar os traços a grafite nos elementos em corte. Ex.: parede – traço grosso; laje – traço médio; portas, janelas e demais elementos em vista – traço finos.

OBS.: No corte as cotas são somente na verticais. As portas e janelas aparecem SEMPRE FECHADAS.

2.7PROJETO ENTREGUE AO CLIENTE

A diferenciação do projeto técnico para o projeto destinado ao cliente está claramente no objetivo final de cada um, enquanto aquele visa a realização da obra com qualidade, maior otimização de recursos em menor tempo e custo possíveis, esse tem foco comercial, maior apelo visual e uso de recursos gráficos que atendem aos anseios do publico alvo. As figuras 6, 7 e 8 ilustram as técnicas e conceitos contidos no projeto destinado ao consumidor.

(Parte 2 de 3)

Comentários