Manual de Normas de Vacinação

Manual de Normas de Vacinação

(Parte 4 de 13)

VOP (Sabin)

Hib - contra Haemophilus influenzae do tipo b

DTP (tríplice bacteriana)

VOP (Sabin)

Hib - contra Haemophilus influenzae do tipo b

HB - contra Hepatite B

S - contra Sarampo FA - Febre Amarela

DTP (tríplice bacteriana) 5VOP (Sabin)

SRC - tríplice viral6 BCG-ID7 dT (dupla adulto)8

R- rubØola monovalente

RS - dupla viral ou SRC - tríplice viral

Tuberculose Hepatite B Hepatite B

Difteria, tØtano e coqueluche Poliomielite (paralisia infantil) Meningite e outras infecçıes causadas pelo Hib.

Difteria, tØtano e coqueluche Poliomielite (paralisia infantil) Meningite e outras infecçıes causadas pelo Hib.

Difteria, tØtano e coqueluche Poliomielite (paralisia infantil) Meningite e outras infecçıes causadas pelo Hib.

Hepatite B Sarampo

Febre Amarela

Difteria, tØtano e coqueluche Poliomielite (paralisia infantil) Sarampo, rubØola e caxumba

Tuberculose

Difteria e tØtano

RubØola e síndrome de rubØola congŒnita Sarampo, rubØola e caxumba

1.A vacina contra hepatite B deve ser aplicada preferencialmente dentro das primeiras 12 horas de vida, ou, pelo menos, antes da alta da maternidade. Nos estados da Amazônia Legal (Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão), Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, vacinam-se contra hepatite B os menores de 15 anos. No restante do país, vacinam-se os menores de dois anos. Em todo o território nacional, vacinam-se os grupos de risco, com a primeira dose em qualquer idade, a segunda e a terceira doses, respectivamente, após 30 e 180 dias da primeira dose. Em caso de atraso na aplicação da segunda dose, observar o intervalo mínimo de dois meses entre a segunda e a terceira dose. O mesmo esquema se aplica às outras faixas etárias.

4.O intervalo mínimo entre as doses da vacina contra Hib é de 30 dias. Crianças de 12 a 23 meses que não completaram o esquema de três doses ou que não se vacinaram no primeiro ano de vida deverão fazer apenas uma dose da vacina contra Haemophilus influenzae do tipo b.

5.O intervalo mínimo entre a terceira dose de DTP e o reforço (quarta dose) é de seis meses.

dois meses

Ao nascer um mŒs quatro meses seis meses nove meses

15 meses

Seis - 10 anos 10 - 1 anos

No pós-parto e pós-aborto imediatos9

FUNASA- junho/2001 - pÆg.20

6.A criança que chegar aos 12 meses sem a vacina contra sarampo deve receber, a partir dessa idade, preferencialmente, a tríplice viral. Em não havendo disponibilidade, administrar dose única contra sarampo. Quando houver campanhas de seguimento contra o sarampo follow-up deverá ser feita mais uma dose da vacina contra o sarampo, sob a forma de vacina contra o sarampo monovalente, ou tríplice viral (saramporubéola-caxumba) ou dupla viral (sarampo-rubéola).

7.Preferencialmente aos 10 anos, podendo ser antecipada para os seis anos, por motivos operacionais.

8.A dupla do tipo adulto (dT), contra difteria e tétano, deve ser aplicada dez anos depois da última dose da tríplice (DTP) e repetida a cada dez anos. Em caso de gravidez, ou ferimentos de alto risco para tétano (ver tratamento profilático contra o tétano acidental), deve-se aplicar dose de reforço se decorridos cinco anos ou mais da última dose.

9.Dispensável caso já tenha recebido a vacina contra rubéola (tríplice víral, dupla viral ou a vacina monovalente).

Notas: a)Vacinação contra febre amarela: toda a população que reside e/ou viaja para as áreas consideradas de risco deve ser vacinada contra febre amarela. No Brasil: Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará, Maranhão e Mato Grosso), Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal; no exterior: ver Regimento Sanitário Internacional/OMS. A vacina é administrada em dose única, conferindo proteção após 10 dias. Requer revacinação a cada 10 anos. Nas áreas endêmicas (onde há casos humanos) a idade mínima de vacinação é de seis meses. Nas áreas onde há apenas casos em macacos (áreas enzoóticas ou epizoóticas) a idade mínima de vacinação é de nove meses. b)O aumento do intervalo entre as doses não invalida as anteriores e, portanto, não exige que se reinicie o esquema com qualquer das vacinas do calendário. c)Nenhuma vacina está livre totalmente de provocar eventos adversos, porém os eventos causados pelas vacinas do PNI são mais benignos e menos freqüentes do que os das doenças contra as quais elas protegem. Ver o Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos Pós-Vacinação, do Ministério da Saúde.

2.2. Vacinaçªo de rotina da gestante

A única vacinação de rotina das gestantes é contra o tétano, geralmente combinada com a vacinação contra difteria. Outras vacinações poderão ser consideradas, dependendo de circunstâncias especiais, como a vacinação contra raiva e febre amarela.

Se a gestante já foi vacinada com três doses ou mais de vacina contra tétano (DTP, DT, dT ou T), fazer mais uma dose, se já decorreram mais de cinco anos da última dose.

Se fez menos de três doses, completar três doses.

Se nunca foi vacinada ou se a história vacinal for desconhecida ou não-conclusiva, aplicar três doses da vacina dupla dT, começando na primeira consulta do pré-natal. Pode ser adotado um dos dois seguintes esquemas:

a)três doses aplicadas com intervalo de dois meses, mínimo de um mês, entre a primeira e a segunda doses, e de seis meses entre a segunda e a terceira (esquema 0, 2, 8); b)três doses aplicadas com intervalos de dois meses, mínimo de um mês, (esquema 0, 2, 4).

Nota:Se não for possível aplicar as três doses durante a gestação, a segunda deve ser aplicada 20 dias ou mais antes da data provável do parto. O esquema de três doses, neste caso, deverá ser complementado posteriormente.

2.3. Vacinaçªo de populaçıes indígenas 2.3.1. Vacina oral contra poliomielite (VOP) Esquema igual ao do calendário de rotina.

FUNASA- junho/2001 - pÆg. 21

2.3.2. Vacina tríplice DTP contra difteria, tØtano e coqueluche Esquema igual ao do calendário de rotina.

2.3.3. Vacina contra Haemophilus influenzaedo tipo b

Esquema igual ao do calendário de rotina, mas em populações indígenas a vacina contra Haemophilus influenzae do tipo b (Hib) deve ser estendida a todos os menores de cinco anos. Crianças com 12 meses de vida ou mais e menores de cinco anos nunca vacinadas ou vacinadas com esquema incompleto no primeiro ano de vida (menos de três doses) recebem dose única da vacina contra Hib.

2.3.4. Vacina contra hepatite B Em populações indígenas destina-se a toda a população ainda não vacinada, com o mesmo esquema vacinal de rotina.

2.3.5. Vacina contra difteria e tØtano (dT - dupla bacteriana tipo adulto)

Para os nunca vacinados contra difteria e tétano, pode-se utilizar um dos esquemas de rotina: três doses - 0, 2, 8 meses, com intervalo mínimo de um mês entre a primeira e a segunda doses ou, caso operacionalmente seja mais adequado, 0, 2, 4 meses, com intervalo mínimo de um mês entre as doses. Caso já tenham recebido uma ou duas doses de vacina contra o tétano, quer seja DTP, DTPa, DT, T ou dT, deverá apenas completar as doses em falta, com a vacina dT.

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