Manual de Normas de Vacinação

Manual de Normas de Vacinação

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2.3.6. Vacina contra sarampo

Igual ao esquema do calendário básico. Em caso de campanhas de seguimento contra o sarampo follow-up poderá ser aplicada uma dose adicional.

2.3.7. Vacina tríplice viral contra sarampo, rubØola e caxumba

Vacinar toda a população indígena entre 12 meses e 10 anos de idade (menores de 1 anos), em dose única. Em caso de campanhas de seguimento contra o sarampo follow-up poderá ser aplicada uma dose adicional.

2.3.8. Vacina contra rubØola e sarampo (dupla viral)

Vacinar com uma dose toda a população indígena masculina com 1 anos ou mais de idade; as mulheres, no pós-parto e pós-aborto imediatos e aquelas com 50 anos ou mais (após a menopausa). Em caso de campanhas de seguimento contra o sarampo follow-up poderá ser aplicada uma dose adicional.

2.3.9. Vacina contra rubØola

Deverá ser aplicada em dose única, caso não se utilize ou não se tenha utilizado as vacinas tríplice viral ou dupla viral. Para o efetivo controle da rubéola, o ideal seria aplicar vacina com o componente rubéola em toda a população indígena; entretanto, em função de risco teórico decorrente da vacinação de gestantes, não é recomendável vacinar as mulheres indígenas em idade fértil, exceto no pós-parto e pós-aborto imediatos. Caso haja necessidade de vacinar mulheres em idade fértil, por exemplo, quando houver circulação do vírus da rubéola na comunidade indígena, recomenda-se a prevenção de gravidez durante trinta dias após a aplicação da vacina. Em caso de campanhas de seguimento contra o sarampo followup poderá ser aplicada uma dose adicional, sob a forma de tríplice viral ou dupla viral.

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2.3.10. Vacina contra tuberculose

Aplicar dose única da vacina em toda a população indígena que não apresentar cicatriz vacinal. Para as áreas indígenas, a recomendação da segunda dose será postergada até o resultado das pesquisas em andamento.

2.3.1. Vacina contra febre amarela

Vacinar toda a população ainda não vacinada, residente nas áreas endêmicas (onde há casos humanos), a partir de seis meses de idade. Em áreas epizoóticas e enzoóticas (casos somente em macacos), a partir dos nove meses de idade. Em casos de gravidez avaliar os riscos e benefícios da vacinação.

2.3.12. Vacina contra gripe (influenza)

Vacinar anualmente toda a população indígena, a partir de seis meses de idade. Quando a vacina for aplicada pela primeira vez, em menores de nove anos de idade, deve ser aplicada em duas doses com intervalo de quatro a seis semanas, sempre que for operacionalmente possível. Nos anos subseqüentes, uma só dose anual. Dos seis aos 35 meses de idade 0,25ml e dos três aos oito anos 0,5ml. Na população de nove anos e mais dose única anual de 0,5ml. Aplicação por via intramuscular. A dose menor dos seis meses aos menores de três anos de idade tem em vista a diminuição dos eventos adversos pós-vacinação nesta faixa etária. V. o capítulo “Vacina contra influenza”, neste Manual. A repetição da dose nas crianças de seis meses a oito anos de idade na primeira vez em que se aplica a vacina visa aumentar a proteção numa população muito jovem, que muitas vezes nunca se expôs a qualquer dos vírus da influenza, e, portanto, não tem qualquer imunidade de base contra os mesmos.

2.3.13. Vacina contra pneumococo (antipneumocócica)

Vacinar toda a população indígena a partir de dois anos de idade, dose única, via intramuscular ou subcutânea.

Esta recomendação deve-se ao maior risco de pneumonia na população indígena. Na população em geral, a vacina contra pneumococo é utilizada somente em pessoas com 60 anos ou mais de idade, residentes em hospitais ou casas geriátricas e asilos. A vacina contra pneumococo também é utilizada através dos CRIEs, para atender às populações específicas com risco maior de pneumonia ou bacteriemia pneumocócica (V. Manual dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais).

2.3.14. Vacina contra varicela (catapora) Será utilizada para bloqueio de surtos de varicela em aldeias indígenas. Aplicação em dose única, por via subcutânea.

2.4. Eventos adversos pós-vacinaçªo

Considerando as dificuldades de acesso, faz-se necessário que a equipe oriente os Agentes Indígenas de Saúde

(AIS) das aldeias sobre os possíveis eventos adversos que podem ocorrer após a vacinação e os procedimentos a serem adotados de acordo com cada caso. Utilizar os meios de comunicação existentes para relatar o evento à equipe de saúde indígena, para que esta possa fazer uma avaliação e tomar as providências devidas, caso seja necessário.

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3. Vacina contra tuberculose (BCG)

3.1. Composiçªo e apresentaçªo

A vacina contra a tuberculose é o BCG (bacilo de Calmette & Guérin) liofilizado, obtido por atenuação do Mycobacterium bovis, apresentada em ampolas com múltiplas doses.

3.2. Idade de aplicaçªo

A partir do nascimento. Desde que não tenha sido administrada na unidade neonatal, a vacina deve ser feita ao completar o primeiro mês de vida ou no primeiro comparecimento à unidade de saúde. Pessoas com qualquer idade podem ser vacinadas.

3.2. Indicaçªo

É indicada principalmente para prevenir as formas graves da tuberculose (miliar e meníngea) em crianças com menos de cinco anos de idade, mais freqüentes em menores de um ano. Está indicada, também, e o mais precocemente possível, nas crianças VIH-positivas assintomáticas e filhos de mães VIH-positivas. É contra-indicada nos indivíduos VIH - positivos sintomáticos.

3.3. Via de administraçªo

Rigorosamente intradérmica, de preferência no braço direito, na altura da inserção inferior do músculo deltóide.

Nota:É a seguinte a evolução da reação vacinal: nódulo local que evolui para pústula, seguida de crosta e úlcera, com duração habitual de seis a 10 semanas, dando origem quase sempre a pequena cicatriz. Durante a fase de úlcera, pode haver o aparecimento de secreção.

3.4. Esquema

Esquema básico: uma dose, o mais precocemente possível.

Revacinação: preferencialmente aos dez anos de idade. Por razões operacionais, pode ser aplicada por volta dos seis anos de idade, na admissão à escola.

Notas: 1)O teste tuberculínico (PPD) é dispensável, antes ou depois da aplicação do BCG. 2)Em criança que recebeu o BCG há seis meses ou mais, na qual esteja ausente a cicatriz vacinal, indicase a revacinação, sem necessidade de realização prévia do teste tuberculínico (PPD). 3)Se a primeira dose for aplicada com seis anos de idade ou mais, não há necessidade de revacinação.

3.5. Eventos adversos mais comuns Formação de abscesso e/ou ulceração, no local da aplicação; linfadenite regional.

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3.6. Contra-indicaçıes

Imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo crianças infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana

(VIH) que apresentem sintomas da doença. Embora não apresentem contra-indicações absolutas, recomenda-se adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2.000g e em presença de afecções dermatológicas extensas em atividade.

3.7. Conservaçªo e validade

Conservar entre +2ºC e +8ºC. A vacina inativa-se rapidamente quando exposta diretamente a raios solares; não há, porém, risco de inativação se for exposta à luz artificial. Após a reconstituição, a vacina deve ser utilizada no prazo máximo de seis horas. O prazo de validade é indicado pelo fabricante e deve ser respeitado rigorosamente.

3.8. Vacinaçªo e/ou revacinaçªo de grupos especiais

Segundo recomendação da Coordenação Nacional de Pneumologia Sanitária - com o objetivo de conferir maior proteção aos profissionais da área da saúde que exercem atividades em hospitais e instituições onde haja permanência de pacientes com tuberculose ou aids, freqüentemente expostos, portanto, à infecção -, deve-se vacinar com BCG todos os não-reatores (nódulo com diâmetro menor que 5mm) e reatores fracos (nódulo com diâmetro entre 5mm e 9mm) ao teste tuberculínico (PPD), incluídos os novos profissionais admitidos nos mencionados serviços.

3.9. Vacinaçªo de comunicantes de hanseníase

Considerando-se a norma estabelecida pela Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária, deve-se vacinar os comunicantes de casos de hanseníase com duas doses de BCG, administradas com intervalo mínimo de seis meses, devendo-se considerar a presença de cicatriz vacinal como primeira dose, independentemente do tempo transcorrido desde a aplicação que provocou seu aparecimento. Nas gestantes, recomenda-se transferir a aplicação do BCG para depois de terminada a gravidez.

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4. Vacina contra hepatite B

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