Manual para elaboração e normalização de dissertações e teses

Manual para elaboração e normalização de dissertações e teses

(Parte 1 de 4)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO – SiBI

Série Manual de Procedimentos, n. 05

3.ed. rev. atual. e ampl.

Rio de Janeiro 2008

* Aprovado pelo CEPG, em 17/10/97, como fonte de pesquisa para trabalhos científicos baseados nas normas da ABNT.

COMITÊ TÉCNICO DE EDITORAÇÃO 3.ed. rev. atual. e ampl. Pelo Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI Organizado por: Elaine Baptista de Matos Paula Myriam L. S. Linden Eneida de Oliveira Elisa da Silva Amaral Ângela Felix Maria Luiza Andrade Di Giorgi Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

COLABORADORES Jane Maria Medeiros - CCJE/BT Ana Rita Mendonça de Moura – COPPEAD/BT

COMITÊ TÉCNICO DE EDITORAÇÃO 2.ed. rev. Mariza Russo - SiBI Ilce G.M. Cavalcanti - ECO/IBICT Angela Felix - SiBI Jane Maria Medeiros - CCJE/BT

REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Prof.Aloisio Teixeira

COORDENADORA DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO Paula Maria Abrantes Cotta de Mello

Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sistema de Bibliotecas e

Informação

Manual para elaboração e normalização de Dissertações Teses / organizado por Elaine Baptista de Matos Paula et al. – 3. ed. rev., atual. e ampl. -- Rio de Janeiro : SiBI, 2004. 102 p. (Série Manuais de Procedimentos, 5)

Inclui bibliografia.

1. Dissertações – elaboração e normalização. 2. Teses - elaboração e normalização. I. Título I. Série

Prefácio da 2ª Edição

A Coordenação do Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI/UFRJ - atenta às necessidades dos usuários que utilizam o conjunto de Bibliotecas da UFRJ apresenta a nova edição do Manual para Elaboração e Normalização de Dissertações e Teses, baseada na recente atualização – agosto 2000 - da NBR6023, editada pela ABNT. Justifica-se esta iniciativa, uma vez que alterações e acréscimos substanciais de fato ocorreram, como por exemplo o capítulo referente a referenciações de documentos eletrônicos. Esperamos que esta edição revista e atualizada encontre junto ao público a mesma receptividade que a anterior, funcionando como instrumento facilitador para a realização dos trabalhos acadêmicos.

Comitê Técnico de

Editoração/SiBI Janeiro 2001

APRESENTAÇÃO DA 2ª EDIÇÃO

Na elaboração de uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado, muitos são os obstáculos enfrentados, além dos estruturais e metodológicos. O mestrando ou doutorando, exaurido do seu esforço intelectual, ainda tem que enfrentar - muitas vezes sob pressão de limites de prazos de apresentação - normas documentais; geralmente dispersas, desatualizadas e difíceis de localizar. Sentem-se perdidos no emaranhado de tantas normas e práticas diferenciadas. Por outro lado, as próprias bibliotecas nem sempre possuem, nos seus acervos, um conjunto completo e atualizado das normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.

As autoras deste Manual certamente pensaram nas circunstâncias em que, como profissionais de informação, muitas vezes observaram ou compartilharam, na trajetória acadêmica de seus usuários, as dificuldades dessa fase. E, aliadas sensíveis que são, organizaram sinteticamente, as regras básicas para elaboração de dissertações e teses.

O Manual, ferramenta útil para mestrandos e doutorandos, tornará mais leve e prazerosa a difícil, decisiva e solitária tarefa acadêmica de elaborar dissertações e teses, afastando algumas "pedras do meio do caminho".

Lena Vania Ribeiro Pinheiro

Professora do Programa de

Pós-graduação em Ciência da Informação ECO/UFRJ - IBICT/MCT

APRESENTAÇÃO DA 3ª EDIÇÃO

O Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI, tem o prazer de apresentar à comunidade acadêmica da UFRJ, a terceira edição do Manual de Dissertações e Teses, totalmente revista e atualizada de acordo com as novas normas da ABNT.

A qualidade das informações aqui apresentadas é decorrente de um grande esforço empreendido pela Comissão Editorial do SIBI, que buscou respostas atualizadas às necessidades de conhecimento e informação para a execução de trabalhos científicos.

A expectativa é que, a exemplo das edições anteriores, esse Manual sirva de referência na orientação e padronização da produção acadêmica em nossa Universidade.

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello Coordenadora do SIBI/UFRJ

AACR2

Anglo American Cataloguing Rules – 2nd . ed.

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ANPAd Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em

Administração

APBEB Associação de Profissionais Bibliotecários do Estado da Bahia BT Biblioteca CCJE Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas CCS Centro de Ciências da Saúde CEPG Conselho de Ensino para Graduados CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico COPPE Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia COPPEAD Instituto COPPEAD de Administração ECO Escola de Comunicação EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EUA Estados Unidos da América FD Faculdade de Direito FTP File Transfer Protocol http Hiper Text Transfer Protocol IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBICT Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia NBR Norma Brasileira Registrada NUTES Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde PUC Pontifícia Universidade Católica SiBI Sistema de Bibliotecas e Informação UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

URL Unified Resource Locator (unidade de localização de recursos) W World Wide Web

1 INTRODUÇÃO 13

2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA 14 2.1 FORMATO 14 2.2 MARGEM 14 2.3 ESPACEJAMENTO 14 2.4 NOTAS DE RODAPÉ 15 2.5 INDICATIVOS DE SEÇÕES 16 2.6 PAGINAÇÃO 19 2.7 SIGLAS 19 2.8 EQUAÇÕES E FÓRMULAS 19 2.9 ILUSTRAÇÕES 19 2.10 TABELAS, QUADROS E FIGURAS 20

3.1.1.6 Resumo em idioma estrangeiro24
4 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO31
4 .1 TRANSCRIÇÃO DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS31
4.1.1 1.1 sistema numérico32
4.1.1.1.2 sistema autor-data3

4.1.1 Citações 32 4.1.1.1 Sistema de chamada 32 4.1.1.2 Regras gerais 3 4.1.2 Notas 36 4.1.2.1 Notas de referências 36 4.1.2.2 Expressões latinas 37 4.1.2.2.1 apud 37 4.1.2.2.2 expressões que devem ser utilizadas apenas em notas 38 4.1.2.3 Notas explicativas 40 4.2 REFERÊNCIAS 40 4.2.1 Monografias 41 4.2.1.1 Monografias no todo 41 4.2.1.2 Monografias no todo em meio eletrônico 46 4.2.1.3 Parte de monografias 47 4.2.2 Publicações seriadas 49

4.2.2.1 Publicações periódicas no todo 50 4.2.2.2 Partes de revista, boletim etc. 51 4.2.2.3 Artigos e/ou matérias de revista, boletim etc. 52 4.2.2.4 Artigos e/ou matérias de revista, boletim etc. em meio eletrônico 53

4.2.2.5 Artigos e/ou matérias de jornal 54 4.2.2.6 Matérias de jornal assinadas em meio eletrônico 5 4.2.3. Eventos 56 4.2.3.1 Eventos no todo 56 4.2.3.2 Eventos no todo em meio eletrônico 57 4.2.3.3 Trabalhos apresentados em Congressos,

Seminários etc. 57

4.2.3.4 Trabalhos apresentados em Congressos,

Seminários etc. em meio eletrônico 57

4.2.4 Patentes 57 4.2.5 Documentos jurídicos 58 4.2.5.1 Documentos jurídicos em meio eletrônico 61 4.2.6 Imagens em movimento 62 4.2.7 Documentos iconográficos 63 4.2.7.1 Documentos iconográficos em meio eletrônico 6 4.2.8 Documentos cartográficos 6 4.2.8.1 Documentos cartográficos em meio eletrônico 67 4.2.9 Documentos sonoros 68 4.2.9.1 Documentos sonoros no todo 68 4.2.9.2 Documentos sonoros em parte 69 4.2.9.3 Documentos sonoros em meio eletrônico 70 4.2.10 Partituras 70 4.2.10.1 Partituras em meio eletrônico. 70 4.2.1 Documentos tridimensionais 71 4.2.12 Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico 71

4.3 ELEMENTOS DA REFERÊNCIA 72 4.3.1 Autoria 72

4.3.1.1 Autores pessoais 73 4.3.1.1.1 obras de um só autor 73 4.3.1.1.2 obras com até três autores 73 4.3.1.1.3 obras com mais de três autores 73 4.3.1.2 Entrada de autor pessoal 74 4.3.1.3 Autores em língua espanhola 74 4.3.1.4 Autores com nomes orientais 75 4.3.1.5 Nomes de autores da Antiguidade e Idade Média 75 4.3.1.6 Obras publicadas sob pseudônimo 75 4.3.1.7 Sobrenomes que indicam parentesco 76 4.3.1.8 Sobrenomes constituídos por substantivo + adjetivo 76 4.3.1.9 Sobrenomes ligados por hífen 76 4.3.1.10 Sobrenomes com prefixos 76 4.3.1.1 Nomes artísticos 7 4.3.1.12 Tipos de responsabilidade 78 4.3.1.13 Autor entidade 79 4.3.1.14 Autoria desconhecida 81 4.3.2 Título e subtítulo 81 4.3.3 Edição 83 4.3.4 Imprenta 84 4.3.4.1 Local de publicação 84 4.3.4.2 Editora 86 4.3.4.3 Data 87 4.3.4.3.1 obras em geral 87 4.3.4.3.2 publicações periódicas e seriadas 89 4.3.5 Descrição física 90 4.3.5.1 Número de páginas ou volumes 90 4.3.5.2 Ilustrações 92 4.3.5.3 Dimensões 93 4.3.6 Série e coleções 93 4.3.7 Notas 93 4.3.7.1 Para documentos traduzidos 94 4.3.7.2 Para documentos em mais de um idioma 94

4.4 ORDENAÇÃO DAS REFERÊNCIAS97

4.3.7.3 Trabalhos acadêmicos 95 4.3.7.4 Obras consideradas inéditas 95 4.3.7.5 Resumos, resenhas, recensões, separatas, entrevistas 96 4.3.7.6 Outros tipos de nota 96 4.4.1 Sistema alfabético 97 4.4.2 Sistema numérico 9

REFERÊNCIAS 100 ANEXOS 103

13 1 INTRODUÇÃO

Devido as alterações ocorridas nas normas da Associação Brasileira de

Normas Técnicas (ABNT) e a aprovação da Resolução CEPG 02/2002, que “Dispõe sobre a formatação e demais procedimentos para preparação de dissertações de Mestrado e teses de Doutorado na UFRJ”, o Comitê Técnico de Editoração do SiBI decidiu atualizar e ampliar o “Manual para elaboração e normalização de Dissertações e Teses”, com o objetivo de auxiliar os membros do corpo discente da UFRJ na redação de seus trabalhos acadêmicos.

O presente trabalho surgiu, também, como resposta à demanda por parte da comunidade acadêmica, que solicita suporte às bibliotecas durante da preparação de suas monografias.

A utilização deste Manual pressupõe uma flexibilidade, fundamentada nas especificações de cada área do conhecimento. Neste sentido, suas recomendações devem ser entendidas como elementos facilitadores na elaboração de trabalhos acadêmicos.

O documento fornece orientação sobre a estrutura do trabalho científico, sua normalização e apresentação gráfica.

Sugestões quanto à completeza ou clareza das informações serão sempre bem recebidas pelo Comitê Técnico de Editoração do SiBI.

2APRESENTAÇÃO GRÁFICA
2.1FORMATO

Em seu aspecto extrínseco, as dissertações e teses devem ser apresentadas de acordo com os seguintes parâmetros: a) em papel branco, formato A-4 (21 cm x 29,7 cm) na posição vertical; b) digitadas ou datilografadas na cor preta, exceção para ilustrações, utilizando fonte tamanho 12 e tamanho 10 para as citações de mais de 3 linhas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações e das tabelas. Quando o trabalho for datilografado, deve ser observado um recuo de 4 cm da margem esquerda para as citações; c) escritas no anverso da folha, exceto a folha de rosto, que traz no seu verso a ficha catalográfica.

O projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho.

a) esquerda – 3cm; b) superior – 3 cm; c) direita – 2 cm; d) inferior – 2 cm.

2.3 ESPACEJAMENTO

A parte textual deve ser datilografada ou digitada em espaço de 1,5 entre as linhas, porém devem ser digitados em espaço simples: as citações de mais de 3 linhas; as notas explicativas; as notas de referências;

Nas partes pré e pós-textuais, devem ser digitadas em espaço simples: as referências;

15 as legendas de ilustração; as legendas de tabelas; a ficha catalográfica (no verso da folha de rosto); a natureza do trabalho, o objetivo, o nome da instituição a que é submetida, a área de concentração (no anverso da folha de rosto).

Embora o espaço das referências seja simples, elas devem ser separadas entre si por espaço duplo. Ex.:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro: ABNT/Fórum Nacional de Normalização , 1988. 3 p. (NBR 10520)

_. Apresentação de livros. Rio de Janeiro: ABNT/Fórum Nacional de Normalização, 1993. 5 p. (NBR 6029)

Os títulos das seções devem ser separados do início do texto que os precedem ou os sucedem por um espaço duplo.

Na folha de rosto e na folha de aprovação, a especificação da natureza e do objetivo do trabalho, o nome da Instituição a que é submetido e a área de concentração devem ser alinhadas no meio da mancha (parte escrita da página) para a margem direita.

2.4 NOTAS DE RODAPÉ

As notas devem ser digitadas ou datilografadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas e por filete de 3 cm, a partir da margem esquerda.1

1Se o trabalho estiver sendo digitado no editor de texto Word, basta seguir os seguintes passos para inserir notas automaticamente: 1 clicar em Inserir, 2 clicar em referência 3 clicar em notas.

16 2.5 INDICATIVOS DE SEÇÕES

Seções são as partes em que se divide o texto de um documento, contendo as matérias consideradas afins na exposição ordenada do assunto.

Seções primárias são as principais divisões do texto de um documento (denominadas “capítulo“) e devem ser iniciadas em folha distinta.

Cada seção primária pode ser dividida em seções secundárias, estas em seções terciárias, as terciárias em quaternárias etc. Recomenda-se limitar o número de seções até a quinária.

O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço. Quando não houver um título próprio, a numeração precede a primeira palavra do texto, separado por espaço. São utilizados algarismos arábicos.

1A EXPOSIÇÃO DE 1908
comemorar o centenário da abertura dos portos

Nas seções primárias a numeração segue a seqüência dos números inteiros a partir de 1. Nas seções secundárias, coloca-se o indicativo da seção primária a que pertence seguido do número que lhe foi atribuído na seqüência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. Ex.: 1.1 A exposição realizada na cidade do Rio de Janeiro bairro da Urca, para

Os números indicativos das seções e subseções obedecem à mesma margem e não se coloca ponto, hífen, travessão ou qualquer outro sinal entre o último algarismo e o início do texto ou do título.

Destaca-se gradativamente os títulos das seções, utilizando os recurso de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal. O título das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após a sua numeração, separado por um espaço. O texto deve ser iniciado em outra linha. No sumário, as seções devem ser grafadas conforme apresentadas no corpo do trabalho.

Ex. 1 A EXPOSIÇÃO 1.1 A CIDADE DO RIO DE JANEIRO 1.1.1 Urca 1.1.1.1 Av. Pasteur 1.1.1.1.1 A casa dos menino cegos

Títulos sem indicativos de seções: errata; agradecimentos; lista de ilustrações; lista de abreviaturas e siglas; lista de símbolos; resumo; sumário; referências; glossário; apêndice(s); anexo(s) e índice(s).

Elementos sem títulos e sem indicativos de seções: folha de rosto; folha de aprovação; dedicatória e epígrafe.

As seções podem, ainda, ser divididas em alíneas, que enumeram diversos assuntos de uma seção que não possui título. São ordenadas alfabeticamente por letras minúsculas, seguidas do sinal de fechamento de parênteses.

c) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à
e) a segunda e as demais linhas do texto da alínea começam na

Quando as alíneas forem cumulativas ou alternativas, podem ser acrescentadas, após a penúltima, as conjunções ”e” ou “ou”, conforme o caso. O texto da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto e vírgula, exceto a última que termina por ponto. Outras regras para a apresentação das alíneas são: a) a frase que introduz as alíneas termina por dois pontos; b) as alíneas são ordenadas alfabeticamente; margem esquerda; d) o texto da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto e vírgula, exceto a última que termina por ponto. Quando houver subalíneas, estas terminam por vírgula; mesma direção da primeira letra do texto da própria alínea.

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