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1.O contato da família com o serviço de saúde/Cuidados de Enfermagem

Anotação 1

O contato da criança e sua família com o serviço de saúde poderão ocorrer na Unidade de Saúde ou através da realização de visita domiciliar. Procura espontânea pela Unidade de Saúde:

No caso de procura espontânea pela Unidade de Saúde, qualquer integrante da equipe deve estar apto para acolher a criança e sua família.

Acolher é assumir uma postura de escuta e responsabilização, gerando vínculos e compromissos que norteiam as intervenções, diminuindo assim sofrimento e promovendo saúde .

O profissional deve procurar entender e sentir quais as necessidades da criança e sua família naquele momento: o que o motivou para a vinda ao serviço?

O que ele busca?

É possível atendê-lo?

Quais as prioridades em seu atendimento?

É necessário direcioná-lo para outro ponto do sistema?

Encaminhá-lo a outro serviço?

2. Agendamento pela maternidade:

Para facilitar e assegurar o acesso do recém-nascido à UBS e/ou

PSF, o agendamento da primeira consulta deverá ser feito pela maternidade onde a criança nasceu, sendo indicado à mãe, no momento da alta, qual a UBS a que deverá se dirigir.

3.Visita domiciliar:

Tem como objetivo facilitar o acesso precoce aos serviços de saúde em momentos de maior vulnerabilidade e necessidade de apoio que uma família vivencia. É importante que o profissional entenda que antes de tudo, deverá estar apto para escutar e compreender quais são os sentimentos, as dúvidas e as necessidades da família naquele momento. É importante também poder observar e identificar outras situações que precisem ser melhor trabalhadas pelo profissional que irá atender a criança em consulta posterior na Unidade. Considera-se fundamental orientar sobre amamentação, alimentação, vacinas, cuidados com a criança, sempre levando em consideração a realidade de cada família. A visita domiciliar deverá ser registrada no prontuário da família.

3.3 Apresenta sinais de perigo? Anotação 3 Embora o enfoque principal seja a atenção à saúde da criança de baixo risco, julga-se importante que toda a equipe de saúde saiba identificar sinais de gravidade. Uma criança que apresenta sinais de perigo deve ser avaliada pronta e cuidadosamente e receber atendimento médico imediato sempre que necessário. Dependendo da situação, necessitará ser encaminhada para atendimento hospitalar. SINAIS DE PERIGO: Criança de 1 semana a 2 meses: - não consegue beber ou mamar

- vomita tudo que ingere

- apresentou convulsões

- está letárgica ou inconsciente

- respiração rápida (> 60 mrm)

- movimentando-se menos que o normal

- febre (temperatura de 37,5º C ou mais) ou temperatura baixa (< 35,5º C) - tiragem subcostal, batimentos de asas do nariz

- cianose ou palidez importante

- gemidos

- fontanela abaulada

- secreção purulenta do ouvido

- umbigo hiperemiado (área mais extensa) e/ou com secreção purulenta - pústulas (muitas e extensas) na pele

- irritabilidade

- dor à manipulação

- diarreia Criança de 2 meses – 5 anos: - não consegue beber ou mamar

- vomita tudo que ingere

- apresenta convulsões

- está letárgica ou inconsciente

- apresenta tiragem subcostal, batimentos de asas do nariz ou estridor em repouso - dificuldade respiratória, sibilância - cianose ou palidez importante

- edema

- desidratação grave (olhos fundos, não consegue beber ou bebe muito mal, sinal da prega presente) - febre acompanhada de rigidez de nuca, petéquias, abaulamento de fontanela ou qualquer outro sinal de perigo - com dor e/ou secreção no ouvido acompanhada(s) de tumefação dolorosa ao toque atrás da orelha (mastoidite) - dor intensa Obs.: crianças com história de traumatismos importantes, queimaduras, ingestão de substâncias tóxicas e de medicamentos também devem ser prontamente avaliadas. Ver Orientações sobre prevenção de lesões não intencionais - 3.8.h

3.4 Verificar Teste do Pezinho e Vacinas - 1.Anotação 5

Independente do serviço onde a criança será acompanhada, a equipe deverá oferecer o teste do pezinho e vacinação. O Programa Nacional de Triagem Neonatal, consiste na dosagem sangüínea de fenilalanina (PKU), TSH e hemoglobinas. Esta testagem permite a detecção, logo após o nascimento, da fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito e hemoglobinopatias, doenças que podem ser tratadas, prevenindo o retardo mental que podem ocasionar. Há evidências que deve ser realizado rastreamento para PKU.7-9 [Nível V] O teste do pezinho constitui-se num teste de triagem inicial. Quando apresenta valores suspeitos, deve ser complementado por outros exames laboratoriais para confirmação diagnóstica. Deverá ser feito a partir do 3° dia de vida do recém-nascido e quando já ocorreu uma injesta adequada de proteínas, podendo-se analisar com maior segurança o metabolismo da fenilalanina evitando-se o falso resultado normal (falso negativo para PKU). Além disso, a dosagem de TSH nas 1as 48 horas pode levar a um aumento de falsos positivos. O exame deve ser realizado preferencialmente até o 70° dia de vida. No entanto, em nosso meio, aceita-se que seja coletado até o 300° dia, devido às dificuldades de comparecimento do recém- nascido ao serviço básico de saúde na primeira semana de vida. Recomendamos consultar o protocolo específico do teste do pezinho para maiores informações. A vacinação é considerada atualmente a principal estratégia na prevenção de doenças infecciosas. A repercussão das vacinas na morbimortalidade das doenças imunopreviníveis pode ser observada em todos os países, independente de seu grau de desenvolvimento.

3.6 Agendar consulta

Anotação 8

Garantir acesso facilitado para o agendamento de consulta da criança, por qualquer pessoa da família, mediante a apresentação do Cartão da Criança ou documento que a identifique (DN, certidão de nascimento, carteira do posto ou cartão SUS). - Se houver disponibilidade a consulta deverá ser realizada no mesmo dia por médico ou enfermeiro; - registrar na agenda eletrônica: data, horário e profissional que fará o atendimento; - entregar comprovante escrito do agendamento, com informações acima para o familiar da criança; - observar calendário proposto de consultas com equipe saúde, conforme idade da criança.

Para facilitar e assegurar o acesso do recém nascido à UBS, está sendo implantado o agendamento da primeira consulta diretamente pela maternidade como já é rotina em relação à consulta da puérpera.

As evidências mostram que as consultas no primeiro ano de vida, para crianças de baixo risco, devem acontecer da seguinte maneira: no primeiro mês, aos 2, 4, 6, 9 e 12 meses. A partir do primeiro consultas no primeiro ano de vida, incluindo uma consulta até os 15 dias e outra no primeiro mês.

Não recomenda a consulta dos 15 meses totalizando apenas duas consultas no segundo ano.

Sugerimos realizar duas consultas no primeiro mês, sendo que o ideal é que a primeira consulta ocorra dos 7 aos 10 dias de vida para diminuir o risco de desmame precoce, detectar situações de vulnerabilidade próprias desse período (depressão puerperal, dificuldades no manejo do recémnascido, entre outras) e para assegurar o vínculo com o serviço.

As consultas posteriores deverão ser realizadas aos 2,4, 6, 9 e 12 meses. Outras consultas poderão ser necessárias ou oferecidas levando em conta critérios de risco específicos de cada criança e a capacidade instalada do serviço.

Em relação as consultas do segundo ano (15, 18 e 24 meses), reforçamos a importância da consulta dos 15 meses já que é o momento da realização do primeiro reforço da vacina tríplice bacteriana e poliomielite. Após o segundo ano de vida as consultas devem ser anuais. A criança deverá ter assegurado sua consulta subsequente previamente agendada na consulta anterior.

ANOTAÇÃO 9/NO CASO DE ENCAMINHAR PARA O HOSPITAL

IDENTIFICAR OS TRATAMENTOS PARA OS DOENTES QUE NÃO PRECISAM SER REFERIDOS COM URGÊNCIA AO HOSPITAL Nesta seção seu facilitador apresentará os exemplos e lhe mostrará como usar o verso do Formulário de Registro: • Dobrar a coluna CLASSIFICAR do Formulário de Registro de modo que possa vê-la enquanto olha no verso do formulário. • Olhar o quadro AVALIAR E CLASSIFICAR para encontrar os tratamentos que são necessários para cada uma das classificações da criança. • Fazer uma lista com tratamentos necessários no verso do Formulário de Registro.

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