desenvolvimento economico

desenvolvimento economico

O conceito de desenvolvimento econômico

Economia e na verdade uma palavra muito antiga . Ela aparece até mesmo na bíblia, no novo testamento, onde é usada para referir-se ao “governo de deus sobre as coisas do mundo”.

A macroeconomia estuda o comportamento dos grandes sistemas econômicos e a economia do mundo como um todo, níveis de produção e de renda, flutuações da economia, inter-relações entre setores da economia, efeitos das decisões governamentais sobre o processo econômico e também do nível de emprego, poupança, investimento e consumo do nível geral de preços. Seus principais focos são geralmente colocados sobre o rápido crescimento do produto e do consumo, o aumento da oferta de empregos, a manutenção da baixa inflação e o comercio internacional.

A microeconômica, em contraposição, tem por objeto o modo como os indivíduos, suas famílias e as organizações – em especial, as empresas-fazem negócios e tomam decisões econômicas, ou seja, micronomia é a ciência econômica voltada ao estudo do comportamento de “unidades de consumo”.

A economia política

Economia política é uma expressão que comporta diferentes acepções, que foram se desenvolvendo ao longo do próprio processo histórico em que se formou o pensamento econômico.

A economia política trata das questões econômicas que estão sobre controle político, isto é, que sofrem impacto das decisões eminentemente políticas dos governantes.

Pensamento econômico formado por Adam Smith, David Ricardo, Karl Marx ( economistas clássicos), o foco principal da economia política sempre foi colocado sobre quais eram as origens da riqueza nacional.

Para Ricardo e Marx, as origens da riqueza estavam nos excedentes de produção, especificamente no modo que era distribuída, gerando riqueza excedente.

Esses economistas se interessam-se em estudar também o modo como a distribuição do excedente conduziria ao crescimento econômico e teria implicações sobre, salários, empregos e lucros.

Esses estudiosos do tema costumam resumir o estudo histórico do pensamento econômico em três etapas:

O período pré-moderno: que compreende as economias das civilizações antigas.

O período moderno: que inclui as épocas do mercantilismo e da fisiocracia.

O período contemporâneo: que se inicia com Adam Smith no final do século xviii chegando as nossos dias.

O que é desenvolvimento econômico?

É em termos simples o desenvolvimento da riqueza material de um pais ou região, que deve necessariamente resultar no bem-estar econômico de seus habitantes. Trata-se de um processo dinâmico que pressupõe constantes ajustes institucionais, jurídicos, políticos e fiscais a novas condições que vão se apresentando a sociedade.

Indicadores do crescimento econômico

Crescimento econômico é, portanto, um conceito hoje visto como satisfatório para designar desenvolvimento. Entende-se que uma economia cresce quando nela se robustece a atividade econômica. Todavia por si só, esse aumento de modo algum é indicador seguro de que as condições de vida da população tenha melhora.

A medida mais obvia e do crescimento econômico é o produto interno bruto (PIB) que representa, em valores financeiros a soma de toda a produção econômica (bens e serviços).

A renda per capita é outro indicador complementar do crescimento econômico, ela é obtida dividindo-se o PIB de dado período da população do pais ou região considerada nesse período.

Do crescimento econômico ao desenvolvimento sustentável

Crescimento econômico é apenas o aumento da renda nacional, do total da riqueza produzida no pais, e também o crescimento havido na ocupação da capacidade produtiva existente.

Desenvolvimento econômico é bem mais que apenas o desenvolvimento da riqueza material do pais: trata-se disso, mas essencialmente associado ao crescimento do bem estar econômico de seus habitantes, ao emprego da riqueza obtida, a produção de reformas sociais e de melhoras estruturais nas condições de vida da população.

O processo do desenvolvimento

Desenvolvimento pressupõe elevação qualitativa de vida, num largo espaço econômico, portanto uma conseqüência de mudanças que vão acontecendo nas próprias estruturas econômicas e sociais do pais ou região, o desenvolvimento não pode acontecer sem a inclusão de inovações do processo produtivo, e esta sempre associado ao surgimento de novas necessidades, interesses e oportunidades que ora antecedem, ora sucedem inovações tecnológicas.

A pré-historia da economia

Idade da pedra: os primeiros homens eram nômades porque freqüentemente tinham de ir de um lugar para outro, a fim de encontrar comida e abrigo para sobreviver.

A idade media baseava-se essencialmente na agricultura, sendo comuns as trocas de produtos e mercadorias. A base econômica do período consistia no feudo e detinha o poder aquele que possuísse terras.

O mercantilismo

Vigorou na Europa, uma política de clara intervenção do estado na economia, que ficou conhecida pelo nome de mercantilismo.

O mercantilismo apregoava o fortalecimento das reservas monetárias do estado pela acumulação de ouro e outros metais preciosos. Se não houvesse em seu próprio pais a nação deveria buscar riquezas em suas colônias.

Alem de ouro e outros metais preciosos, as colônias também forneciam matérias primas e Mão de obra para alimentar a manufatura nacional.

A fisiocracia

No século seguinte o mercantilismo cedeu seu lugar a doutrina da fisiocracia (domínio da natureza), modelo econômico em que a produção e consumo perfaziam um processo circular.

A fisiocracia é vista hoje com a primeira tentativa de se formular uma escola de economia cientifica.

Segundo ela a economia de uma sociedade funcionara como um organismo regido por leis naturais do mesmo modo que a natureza.Diferentemente desta, porem cujas leis não podem ser tangredidas, as sociedades teriam condições de poder se afastar da ordem natural que rege seu sistema econômico, progredindo desta forma ate atingirem ápice natural.

A economia liberal

Um sistema em que a iniciativa privada, livre da intervenção do estado e motivada pelo lucro, impulsionaria a economia de mercado e promoveria o aparecimento de inovações tecnológicas que levariam a qualidade de vida dos homens para muito alem daquelas condições verificas na época da revolução industrial.

Teoria do valor

David Ricardo fazia uma distinção entre valor e riqueza afirmava que o valor podia ser medido pela quantidade de trabalho necessário à produção do bem, não dependia, portanto, da abundancia deste bem, mas do maior ou menor grau de dificuldade que houvesse em sua produção.

Jean-baptist say defendia que o valor de um bem dependeria, em resumo, apenas da utilidade subjetiva que esse bem proporcionasse a quem possuísse e usasse.

A produção agrícola e o desenvolvimento

Segundo Thomas Robert o crescimento da população do planeta se daria em progressão geométrica, enquanto os meios de subsistência seria em progressão aritmética.

Ricardo acreditava que setores agrícolas dos países teriam de ser capazes de produzir alimentos em quantidade suficiente e e preços acessíveis para o consumo dos trabalhadores o que não ocorria na época.

A teoria marxista

Segundo Karl Marx, a base da sociedade é a produção econômica, sociais, políticas, morais, filosóficas e artísticas produzidas por essa sociedade, existindo uma relação dialética entre as atividades praticas que desenvolvem na base da sociedade e as idéias presentes nessa superestrutura.

Também procurava explicar uma permanente dialética entre os poderosos e os fracos entre opressores e oprimidos. A historia da humanidade em sua analise, seria a historia de uma permanente luta de classes.

No capitalismo sempre haveria injustiça social, pois o único modo de alguém enriquecer seria a exploração dos trabalhadores.

Max chama de mais valia que é a diferença entre o preço pago pelo empresário ao comprar a força de trabalho e o pelo qual vende o resultado desse trabalho.

O utilitarismo

O utilitarismo também chamado pragmatismo é uma teoria ética e social que defende a maximização da utilidade como objetivo do homem, segundo a doutrina, o sentido da ação econômica esta em proporcionar a maior utilidade possível para a maior quantidade de pessoas, contratualmente assentes sobre isso.

A teoria dos dos jogos procurava estudar o comportamento racional dos indivíduos naquelas situações em que deveriam enfrentar probabilidades de ganho ou perda, pó exemplo em disputas ou alianças políticas, negociações trabalhistas ou conflitos internacionais.

Equilíbrio econômico e destruição criativa conforme shumpeter

O antropólogo e economista austríaco Joseph schumpeter (1883-1950) foi outro importante contribuinte para a historia da economia política de modo geral e do desenvolvimento econômico em particular.

A primeira grande contribuição de Shumpeter é a que a tese do autor contrasta com o conceito de equilíbrio econômico eixo orientador tradicional sobre desenvolvimento.

Shumpetere concebeu uma sociedade hipotética na qual estavam presentes a sociedade privada, a divisão do trabalho e a livre concorrência, imaginando um estado de equilíbrio geral alcançado pela interação destes vários agentes econômicos. Nessa situação hipotética , embora havendo oscilações ocasionais, sazonais ou continuas as mudanças passavam a ter caráter meramente adaptativo , isto é , o sistema sempre se readaptaria ao que de novo acontecia, mantendo continuamente seu equilíbrio . shumpeter deu o nome de fluxo circular a esse estado de equilíbrio constante, entendendo se tratar efetivamente de um fluxo ou um processo em andamento, mas que continuamente se repete , tanto na fase de produção quanto na de consumo.

Para ele, as mudanças econômicas são disparadas, na grande maioria das vezes, pelo produtor, e não pelo consumidor dos bens, sendo este ultimo de fato ensinado ou educado para desejar, preferir e consumir os novos bens produzidos.

O estado interventor

John maynard Keynes (1883-1946), é particularmente lembrado por defender uma política intervencionista, na qual o governo, por meio de pressões fiscais e monetárias, procura reduzir os efeitos adversos das recessões e depressões econômicas, ou alta de preços. Nesses casos , o estado interferiria ativamente na atividade econômica , por exemplo, regulando o mercado de capitais, criando empregos , realizando obras de infra-estrutura e fabricando bens de capital.

O modelo keynesiano contrapõe-se as teses dos economistas dos séculos xviii e xix que, apoiando-se na “lei de say” (toda oferta cria sua própria demanda “), acreditavam que a dinâmica do mercado seria suficiente para fazer girar plenamente a economia: renda oriunda da comercialização de bens e serviços recolocada em circulação levaria a produção de mais bens e serviços, que seriam postos no mercado e assim por diante.

O bem publico e o bem privado

Samuelson mostra que duas propriedades caracterizam um bem publico a primeira delas é o que ele chama de não-rivalidade: um bem é publico porque o fato do cidadão fazer uso dele não significa uma ameaça ao uso desse bem por outros cidadãos, ou seja, o cidadão não esta competindo entre si.

A outra propriedade, relacionada a esta primeira, é o fato de ser impossível excluir qualquer individuo de fazer uso de um bem publico: para ser publico, deve estar disponível para todos os cidadãos.

Modelos de crescimento econômico

O economista inglês sir forbes harrod e evsey domar desenvolverão independente um do outro um modelo para analise de desenvolvimento econômico conhecido como modelo de harrod-domar

O modelo propunha que o crescimento econômico dependia dos níveis de poupança e da produtividade do capital do pais, defendia a intervenção do governo na economia.

Seu modelo defendia ainda a necessidade de permanente atenção em relação à taxa de crescimento real da economia e a taxa de crescimento da população, esse modelo foi importante para mostrar que o crescimento econômico depende claramente de políticas governamentais capazes de produzir aumento no crescimento e na poupança interna.

O modelo de crescimento exógeno

Busca oferecer uma explicação de como se da o crescimento econômico no longo prazo; ou porque razão alguns paises são mais ricos que os outros.

As etapas do crescimento econômico

Walter Whitman rostow apresentou pela primeira vez uma tese que se tornaria uma das mais populares entre os economistas nos anos seguintes: a que o crescimento econômico se daria por cinco estágios:

Os cinco estágios propostos por rostow eram:

  1. Sociedade tradicional: sociedade caracterizada por uma economia de subsistência, a produção e consumida pelos próprios produtores.

  1. Transição: surgem na economia excedentes para comercialização com o exterior, mediante suporte de alguma infra-estrutura e transporte.

  1. take-off: cresce a industrialização e os trabalhadores migram do campo para asa atividades de manufatura

  1. Impulso para a maturidade: inovação tecnológica da apoio a uma industrialização diversificada.

  1. Consumo de massa: a renda per capita cresce a um ponto em que os ganhos auferidos por um grande números de pessoas cobrem muito mais que apenas sua necessidades de subsistência.

A cepal e a relação centro periferia

A cepal foi criada em 1948 como umas da comissões regionais da organização das nações unidas(onu) . Ela surgiu com a finalidade de contribuir para coordenar o desenvolvimento econômico e social da América latina, reforçando as relações econômicas entre paises participantes e entre estes e as demais nações do mundo.

Propondo a industrialização e a substituição de importações como estratégia para o crescimento econômico, a expectativa seria que a dinâmica do comercio internacional ficasse com que o progresso técnico gerado dos paises desenvolvidos acabasse se difundindo de forma natural.Por outro lado a menor necessidade inicial de tecnologia dos paises da periferia e a maior demanda dos paises do centro em função do crescimento de sua renda elevariam os preços dos produtos primários, aumentando a renda da periferia.

O iseb

O instituto superior de estudos brasileiros (iseb) criado no Brasil em 1955 como órgão do ministério da educação e da cultura, reuniu um grupo de intelectuais que tinha como objetivo imediato o estudo, ensino das ciências sociais do pais.

Adotando uma orientação claramente nacionalista em suas atividades foi um dos centros mais importantes do pais na elaboração teórica de um projeto que ficou conhecido como nacional desenvolvimentista, não rejeitava o estrangeiro apenas defendia que o desenvolvimento deveria ser feito com orientação nacional.

A teoria da dependência

Foi desenvolvida nos anos 60 principalmente por Fernando Henrique Cardoso,sociologo brasileiro que depois se tornou presidente da republica, e Enzofaletto , sociologo, hitoriador e economista chileno.

Segundo eles a exploração, o atraso e o subdesenvolvimento da América latina teriam atingido níveis subalternas, aquelas que de fato suportam toda a carga de exploração.

A tese otimista da teoria da dependência formulada por Cardoso e faleto vislumbra uma saída para que os paises dependentes alçarem a independência econômica.

O fluxo de investimento estrangeiro pode criar nesses paises algumas ilhas de modernidade num mar de retrocesso e tradicionalismo. E por meio dessas ares desenvolvidas que os autores esperam levar a sociedade local a sair da dependencia: tais ilha tendem a educar e servir de exemplo aos trabalhadores locais.

O novo institucionalismo

Trata-se de uma teoria sobra como as instituições que formam a sociedade se relacionam entre si e com a própria em com a própria sociedade em que se inserem

Seu argumento central é que as instituições da sociedade são a causa profunda ou primordial do desenvolvimento econômico. Argumentam que os paises de terceiro mundo são pobres porque neles as regras institucionais definem um conjunto de recompensas para a atividade política/econômica que não encoraja a atividade produtiva.

O termo institucionalismo é usado ha muito tempo para referir-se, genericamente aos estudo das instituições sócias e de como elas afetam a sociedade.

Pobreza versus desenvolvimento

Não se pode, portanto estabelecer uma linha da pobreza e aplica-la rigidamente aos indivíduos de todas as regiões do mundo, da mesma forma e sem levar em conta as características do ambiente local e as circunstancias pessoais desses indivíduos.

O que falta aos seres humanos mais desfavorecidos do mundo são, em geral, determinados ingredientes vitais, como instituição direito a terra saúde e condições para a longevidade, justiça apoio familiar e comunitário, credito e outros recursos produtivos, alem de voz ativa na instituições e acesso a oportunidades.A pobreza mais a privação de renda, pode ser definida como a negação de capacidades básicas do individuo.

Recomenda-se que em vez de se medir a pobreza pelo nível de renda da população, calcule-se o que de fato o individuo dessa sociedade são capazes de realizar com essa renda para se desenvolverem, levando se em conta que tais realizações veriam de individuo para individuo e de lugar para lugar.

O combate à pobreza, é uma imperiosa necessidade no mundo globalizado de hoje.

Ate recentemente era possível aos paises ricos viver na ignorância quanto aos paises pobres. Agora isso deixou de ser possível, porque os interesses deles nos concernem em termos de comercio, comunicação saúde e segurança e em muitos outros domínios. A idéia que paises em desenvolvimento ficaram permanentemente para trás incapazes de sair da miséria e aptos apenas a receber a caridades dos paises ricos foi substituída pela certeza de que, com políticas imaginativas, será possível que eles se tornem personagens importantes no cenário mundial. A china demonstrou claramente que isso é possível. A índia, igualmente, em certa medida.

Comentários