Staphylococcus

Staphylococcus

(Parte 1 de 2)

GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA

MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS

Staphylococcus

ANA CLAUDIA

BIANCA SANTOS

FABRICIO SANTOS

RHERYSONN PANTOJA

Turma: FAM07S1

Abril de 2010

Manaus – AM

ANA CLAUDIA

BIANCA SANTOS

FABRICIO SANTOS

RHERYSONN PANTOJA

MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS

Staphylococcus

Prof. Mst: NEILA RITA

Trabalho Acadêmico para obtenção de nota parcial no Curso Superior de Graduação em Farmácia da Universidade do Norte – UNINORTE.

Abril de 2010

Manaus - AM

INTRODUÇÃO

O Staphylococcus não é uma bactéria, mas sim um gênero de bactérias que comporta várias espécies, a maioria muito comum em nosso dia a dia como, por exemplo, S. epidermidis que se encontra presente na pele e mucosa, não produz toxinas e não infecciona só causando doença em caso do indivíduo apresentar muita baixa resistência. Outro não tão comum, S.xylosus este gênero de bactéria gram positivas contém espécies inevitavelmente perigosas ao homem e nem um pouco raras como o S. aureus e apesar de viver em nosso organismo é capaz de produzir uma série de doenças graves ao homem como endocardite e o ataque tóxico. Este gênero de bactéria tem formato de cocos e colore pelo método de Gram, sendo gram positivo com sua cor arroxeada, apresenta-se em colônia com forma de cachos de uvas, é anaeróbio facultativo, porém se adapta melhor que os anaeróbios, cada espécie tem como um ou mais fatores de virulência.

É um gênero que requer estudo e atenção por parte da comunidade científica devido a sua importância para o homem, pois não age neste apenas na parte interna, porém externamente quando contamina os alimentos libera suas enterotoxinas, assunto abordado nas páginas seguintes.

Staphylococcus

  1. Classificação científica

Reino: Bactéria

Filo: Firmicutes

Classe: Bacilli

Ordem: Bacillales

Família: Staphylococcaceae

Gênero: Staphylococcus

  1. Caracteristicas do Gênero

Os Staphylococcus ouestafilococos, em português, são bactérias esféricas, imóveis, piogênicas por excelência, sendo cocos Gram-positivos, cerca de 1 micrômetro de diâmetro, e que crescem em arranjo com forma de cachos de uva (do grego staphile = cacho de uva). Aeróbios ou anaeróbiosfacultativos, catalase positivos, fermentam a glicose com produção de ácido, tanto em aerobiose, como em anaerobiose. É uma das espécies patogênicas mais comuns do homem, juntamente com a Escherichia coli.

As manifestações clínicas revelam-se com maior ou menor gravidade de acordo com a localização primária ou secundária da infecção. O problema das patologias geradas pelos Staphylococcus gera grandes preocupações em hospitais. Em pacientes hospitalizados, recém-nascidos e crianças abaixo de um ano de idade, as manifestações clínicas tendem a ser de maior importância. Suas infecções na pele tais como impetigo, contaminação de feridas cirúrgicas ou em queimados, podem levar à septicemia e complicações graves como osteomielite e outros focos metastáticos no coração, pulmão, sistema nervoso central, rins. Além desse comportamento, certas cepas elaboram uma enterotoxina, agindo à distância, causando intoxicação alimentar.

Esses são alguns dos problemas importantes da ação dos estafilococos sobre o hospedeiro e que se unem a sua tendência à variabilidade genética com conseqüente resistência às drogas antimicrobianas. Desta forma, pode-se expressar como estado de colonização das superfícies cutâneo-mucosas (portadores transitórios ou permanentes) ou como doença aguda ou crônica, supurativa, localizada ou disseminada, benigna, grave ou mesmo fatal, causada pela presença do estafilococo, seja por meio da ação de suas enzimas, ou à distância, sem a presença do agente, isto é, por meio de suas toxinas. Relaciona-se a condições de higiene precárias como a fatores debilitantes da imunidade do hospedeiro.

Atualmente o gênero Staphylococcus é composto por cerca de 30 espécies, sendo algumas freqüentemente associadas a uma ampla variedade de infecções de caráter oportunista, em seres humanos e animais. As principais espécies de estafilococos encontrados em seres humanos são os Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus saprophyticus. O S. epidermidis é encontrada primariamente como residente da pele, tendo um baixo potencial patogênico, assim como o S. saprophyticus, que faz parte da microbiota normal da região periuretral do homem e da mulher e da pele. Ao contrário, o S. aureus é um patógeno em potencial e pode ser encontrado na região da nasofaringe e também nas fossas nasais.

  1. Morfologia dos estafilococos

Os estafilococos são bactérias Gram-positivos, em forma de cocos, que crescem seguindo um padrão que se assemelha a um cacho de uvas. Seu tamanho varia entre 0,5 a 1 micrometros de diâmetro.

Os componentes citoplasmáticos dos estafilococos não variam dos componentes gerais de uma célula bacteriana, sendo os principais:

- O nucleóide, onde se encontra o cromossomo bacteriano;

- Os ribossomos, responsáveis pela síntese protéica;

- Os plasmídios, moléculas de DNA circulares capazes de autoduplicação independente da replicação cromossômica.

A parede celular dos estafilococos é constituída por:

- Cápsula: camada frouxa de polissacarídeos que protege as bactérias ao inibir a quimiotaxia e da fagocitose.Também facilita a aderência à materiais sintéticos;

- Peptideoglicano: componente estrutural composta de cadeias de glicano de ligação cruzada com peptídeos e confere maior rigidez à parede ;

- Proteína A: reveste a superfície dos estafilococos e se liga a camada de peptideoglicano.Eficaz na prevenção da eliminação do microorganismo pelo sistema imune;

- Ácidos teicóicos: polímeros que contém fosfatos ligados à camada de peptideoglicano ou à membrana plasmática. Medeiam a fixação dos estafilococos às superfícies mucosas;

- Fator de aglutinação: proteína que provoca aglutinação ou agregação dos estafilococos.

- Membrana citoplasmática: complexo de carboidratos, proteínas e de lipídios que atua como barreira osmótica e local de fixação para enzimas.

  1. Cultura

Crescem bem nos meios de culturas mais comuns, como o caldo simples ou ágar simples, pH 7, à temperatura ótima de 37 º C. Em placa de ágar simples, após 24 horas na estufa a 37º C, produzem colônias de cerca de 1-3mm de diâmetro, convexas, da superfície livre e bordos circulares, opacas e brilhantes. Deixando as placas um ou dois dias à temperatura ambiente, as culturas de estafilococos patogênicos, recém isolados, geralmente desenvolvem um pigmento amarelo, ao passo que os estafilococos saprófitas, formam colônias brancas.

  1. Epidemiologia

Os estafilococos possuem ampla distribuição na natureza e não são essencialmente parasitas humanos, podem também ser encontrados em objetos inanimados ou outros animais, e também alimentos. No homem os estafilococos se estabelecem principalmente na pele, e os locais onde se encontram uma considerável população dessas bactérias são os hospitais. Outro local onde os estafilococos estão presentes com muita freqüência é no leite bovino, que ao ser utilizado para a fabricação de queijos pode encontrar temperaturas ideais para sua multiplicação e gerar posteriormente intoxicação alimentar, por isso é necessário fazer a pasteurização do leite, processo que elimina os estafilococos. As vias de transmissão podem se dar de pessoa para pessoa, de alimentos, animais e objetos, uma vez que essas bactérias são de ampla distribuição. Pode ocorrer inclusive de pessoas infectadas, mas que não apresentam sintomas, para outras saudáveis. Um exemplo dessa via de transmissão são as infecções neonatais, que ocupam o segundo lugar na etiologia de todas as infecções, sendo superadas apenas pela E. coli. Isso se dá porque a porcentagem dessas bactérias encontradas nos enfermeiros é grande, sendo assim, mesmo os berçários sendo submetidos a rigorosos processos de limpeza, ainda há um risco de transmissão.

  1. Fatores de virulência

Os fatores de virulência são todos os mecanismos que permitem a invasão do hóspede, ou a evasão da bactéria ao sistema imune. Cada estirpe tem geralmente apenas alguns destes fatores.

  • CÁPSULA

Proteção de muitas bactérias contra fagocitose e ao sistema imune.

  • PEOTÍDEOGLICANOS E ÁCIDOS TEITÓICOS

Fazem parte da parede celular. Ativam a via alternativa do complemento e estimulam a produção de citocinas.

  • PROTEÍNA A

Ela Impede que anticorpos interajam com as células fagocitárias (proteção contra a fagocitose juntamente com a cápsula).

  • ADESINAS

São proteínas, que se ligam à fibronectina, ao colágeno e ao fibrinogênio. Estão ancoradas no peptideoglicano e promovem a colonização dos tecidos pelo S. aureus.

  • TOXINAS

Toxina alfa e beta: produzida pelo Staphylococcus aureus, destroi vários tipos de células.

Toxina delta: produzida pela maioria dos estafilococos. É um surfactante que desestabiliza com a membrana celular, a destrói por lise celular (explosão dos conteúdos), eritrócitos e muitos outros tipos de células.

Toxina gama e leucocidina P-V: grupo de até seis toxinas que formam poros na membrana celular de leucócitos, destruindo-os por lise.

  • ENZIMAS

Coagulase: Coagula o plasma, pela transformação da protrombina em trombina que, por sua vez, ativa a formação da fibrina a partir do fibrinogênio.

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