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Cristiane Priscila Pissinato PereRA: 07.4811-1
Francine de Deus BriedaRA: 07.0663-0

CASO CLÍNICO Piracicaba, 05 de Outubro de 2009.

UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA – 6º SEMESTRE NOTURNO

Trabalho realizado para fins acadêmicos, com orientação da Profª. Drª Thaís Adriana do Carmo, docente da disciplina - Práticas de Assistência Farmacêutica. Caso Clínico – Paciente 03, processo de estudo feito pelas alunas do 6º semestre – noturno do curso de Farmácia.

Cristiane Priscila Pissinato PereRA: 07.4811-1
Francine de Deus BriedaRA: 07.0663-0

Piracicaba, 05 de Outubro de 2009.

1. Introdução4
2. Metodologia de pesquisa e Objetivo4
3. Desenvolvimento5
3.1. Informações e caracteristicas do paciente5
3.1.1. Informações pessoais do Paciente5
3.1.2. Parâmetros Clínicos5
3.1.3. Informações Dietéticas7
3.1.4. Hábitos de Vida e Experiência com os Medicamentos7
3.1.5. Enfermidades Crônicas7
3.1.6. História Farmacoterapêutica8
3.2. Patologias8
3.3. Informações e caracteristicas dos medicamentos12
3.3.1. Captopril 25mg12
3.3.2. Hidroclorotiazida 25mg13
3.3.3. Cloridrato de Ranitidina 150 mg14
3.3.4. Cloridrato de Metformina 850mg15
3.3.5. Glibenclamida 5 mg17
3.3.6. Insulina NPH20
3.3.6.1 Passo a passo para a aplicação de insulina...............................................2
3.3.7. Vitaminas do Complexo B23
3.4. lnterações Medicamentosas24
4. Problemas Relacionados ao Medicamento ( PRM’s)24
5. Conclusão25

1. INTRODUÇÃO

Caso Clínico - PACIENTE 03

Paciente do sexo feminino, 69 anos, residente em Piracicaba-SP, telefone de contato (x) X-X, viúva, analfabeta – Escolaridade primária. Médico especialista - Endocrinologista, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro, número de pessoas que moram na residência: 4 (Filha, Genro e Neta), aposentada, não possui plano de saúde; retira seus medicamentos na Farmácia da UBS, e os toma sozinha, somente necessitando de ajuda para aplicação da Insulina. A renda familiar é de um salário mínimo.

Enfermidades crônicas: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus tipo I (DM 2), artrose, obesidade, dislipidemia. Seu peso 95,6 Kg, altura 1,56 m, Pressão Arterial (PA): 140x90 mmMg, glicemia (pós-prandial): 220mg/dL, circunferência abdominal: 126 cm, restrições dietéticas: nenhuma restrição/ sem restrição. Geralmente, acorda às 08:00hs, toma café da manhã às 09:00hs, come uma fruta às 10:00hs, almoça e janta. Não fuma, não bebe e não pratica nenhuma atividade física, pois não consegue andar direito, uma vez que sente muita dor e cansaço.

Descobriu que tem Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus há 13 anos,

Colesterol elevado há 3 anos e Artrose há 15 anos. Relata que tem muita sede, vontade de ir ao banheiro, muita fome, fraqueza e sonolência. Diz ficar fraca quando fica sem comer durante o dia e que não há nada que melhore os sintomas das doenças.

Sua irmã tem Diabetes Melittus e utiliza de medicamentos desde que se constatou a doença, expectativa em relação ao SAF – Sistema de Atenção Farmacêutica: “Acha que pode controlar sua doença.”

2. METODOLOGIA DE PESQUISA E OBJETIVO

O trabalho foi desenvolvido a partir de uma metodologia de pesquisa ampla, tanto em sites disponíveis na internet, como em revisões bibliográficas específicas.

O objetivo deste trabalho é a realização de um estudo detalhado do caso clínico apresentado, na busca da identificação de possíveis problemas relacionados ao medicamento e na busca de possíveis soluções para os mesmos, visando uma melhor qualidade de vida para o paciente.

3. DESENVOLVIMENTO 3.1 Informações e Características do Paciente 3.1.1 Informações Pessoais do Paciente

Sexo: feminino Idade: 69 anos Cidade onde reside: Piracicaba - SP Estado civil: viúva Escolaridade: primário - Analfabeta Médico especialista: Endocrinologista Nº de pessoas que moram em seu domicílio: 4 pessoas : a mesma, filha, genro e neta Profissão: aposentada Plano de saúde: não possui Renda salarial: um salário mínimo

Enfermidades crônicas: Hipertensão arterial; Diabetes mellitus; Artrose; Obesidade; Dislipidemia.

Como adquire os medicamentos: Gratuitamente, através da farmácia municipal de Saúde - UBS

Utilização dos medicamentos Toma seus medicamentos sozinha, necessitando de ajuda apenas para aplicação de insulina.

3.1.2 Parâmetros Clínicos

Peso: 95,6 Kg Altura: 1,56m Pressão arterial (PA) 140x90 mmHg ( com medicamento) Glicemia ( pós brandial): 220mg/dL IMC: 39,2 Kg/m² Circunferência abdominal: 126

Cálculo do IMC – Índice de Massa Corporal

O índice de massa corporal (IMC) é reconhecido como padrão internacional para avaliar o grau de obesidade. É calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura ao quadrado (altura ²m).

IMC =Peso (95,6)

IMC (paciente) = 39,283Kg/m² Fonte: w.abeso.org.br

Circunferência abdominal – (ADULTO) Utilizada juntamente com o IMC

Avalia risco de doenças associadas à obesidade.

HOMENS: Circunferência da Cintura RISCO > 102 cm MULHERES: Circunferência da Cintura RISCO > 8 cm

PACIENTE RISCO ELEVADO = 126 cm

Fonte: w.abeso.org.br

Medidas Antropométricas

O cálculo do índice cintura/ quadril é necessário para estabelecer a presença de índice de risco relacionado à obesidade visceral. A circunferência da cintura é medida no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca lateral. O quadril é medido ao nível do trocanter maior. O cálculo pela fórmula da relação cintura/quadril (C/Q) tem como valores normais máximos:

MULHERES C = 8 cm e C/Q = 0,85

HOMENS C = 102 cm e C/Q = 0,95 *cintura/quadril (C/Q)

Classificação IMC kg/m²

Abaixo do peso Abaixo de 18,5 Peso normal 18,5 – 24,9 Sobrepeso 25,0 – 29,9 Obesidade grau I 30,0 – 34,9 OBESIDADE GRAU I 35,0 – 39,9 Obesidade grau I 40,0 e acima

Apesar de esse ser um parâmetro importante, não possível calcular a relação cintura quadril, uma vez que não foi coletada a medida do quadril da paciente.

3.1.3 Informações Dietéticas

3.1.4 Hábitos de Vida e Experiências com o Medicamento

A paciente acorda às 08h00hs, toma café da manhã às 09h00h, não fuma, não pratica atividade física, não ingere nenhum tipo de bebida alcoólica, tem dificuldade para andar, pois diz sentir dor e cansaço, não possui nenhuma restrição alimentar e não faz dieta. Diz ter tosse seca a noite, mas que é de temporada. Relata que tem muita sede, muita fome, fraqueza e sonolência. Tem fraqueza quando fica sem comer durante o dia, sede à noite e vontade de ir ao banheiro o dia todo. Acha que não há o que melhorar com seu tratamento medicamentoso, diz que às vezes não entende o que os médicos lhe dizem, porém ressalta que o novo médico, o qual a acompanha é muito bom e explica sempre como tomar os medicamentos.

3.1.5 Enfermidades Crônicas

3.1.6 História Farmacoterapêutica

A paciente relata que descobriu hipertensão arterial e diabetes mellitus há 13 anos, colesterol há 3 anos e artrose há 15 anos. Disse também, que ‘’não há nada que melhore os sintomas’’. Diz saber que a hipertensão arterial não tem cura, e já está conformada, por isso toma os medicamentos corretamente. Também disse que não percebe quando a sua pressão arterial - (PA) aumenta e a glicemia sobe. A

Restrições Dietéticas: Normal – Até o momento sem restrições.

Refeições Diárias: Toma café da manhã às 09:00hs, come uma fruta às 10:00hs, almoça e janta.

Hipertensão Arterial Sistêmica - HAS Diabetes Mellitus – DM (tipo I) Artrose Obesidade Dislipidemia paciente demonstra conhecer minimamente suas patologias, disse tomar captopril 25mg para DM , sendo um medicamento prescrito para HAS, também afirma não saber em que as doenças afetam seu organismo. Toma medicamentos desde que descobriu as doenças, relata que a irmã também tem DM e que faz uso de medicamentos . Sabe que as doenças que tem podem ser controladas com dieta e medicação. Sua expectativa para com o SAF – sistema de Atenção Farmacêutica, ‘’acredita que pode ajudá-la a controlar suas doenças’’.

3.2 Patologias

referência para a população em geral (COTRAN, 2000)

Hipertensão Arterial Sistêmica – (HAS) É uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, que é medida com o esfigmomanômetro. As causas principais da hipertensão são a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, dentre outros. A hipertensão ocorre quando os níveis da pressão arterial encontram-se acima dos valores de

>140 < 90 Hipertensão sistólica ou máxima

Fonte:http://w.abcdasaude.com.br

Situações Especiais de Medida da Pressão Arterial Idosos

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