Farmacolgoia Geral

Farmacolgoia Geral

(Parte 2 de 4)

  1. Biotransformação: são transformações que os fármacos sofre dentro do organismo.

  • ácidos e bases fracas: não sintonizam facilmente, vai ter lipossolubilidade boa, se não forem metabolizar da vao sofrer e absorção. Vai que voltar para o sangue vai ter dificuldade na descrição.

    1. Órgãos responsáveis pelo metabolismo das drogas.

  • fígado: através de experimentos descobriram que o fígado possuir grande quantidade de enzimas.

  • Rim

  • Epitélio gastrintestinal

  • Pulmão

  • tecido nervoso

  • Peles

    1. Faze da transformação:

Droga a droga inicial sofre oxidação, redução ou Hidrólise (fase I)

Metabólitos reação de conjugação(fase II) produtos conjugados

A fase I preparatória para a fase II

Fase I não é sintética

Fase II fases sintéticas

    1. E fatores que influenciam na biotransformação.

  • espécie animais:

  • Idade: quanto maior a idade menor suas funções

  • Sexo:

  • Imdutores enzimáticos: aumenta atividade enzimático conseqüêntemente aumento metabolismo, com isso fármaco deve ser administrado em maior quantidade.

  • Inibidores enzimáticos: reduzam metabolismo de outras substâncias.

  1. Excreção de fármacos:

    1. Eliminação renal: é a mais importante

  • filtração glomerular : depende do pH

  • Secreção tubular ativa: substância sai do sangue para o nefron por transportadores, com gasto de energia, sendo seletiva.

  • E a absorção tubular passiva: transporte substâncias do néfrons para o sangue

    1. Eliminação biliar e fecal: a droga é metabolizada pelo fígado daí ela vai para bile que libera seus resíduos no intestino onde vai ser excretada através das fezes.

    2. Excreção pulmonar: são os fármacos do voláteis que sofrem excreção pulmonar.

    3. excreção através do suor e da saliva. É muito importante na área veterinária. Um exemplo é administrar o antibiótico em um bovino e um outro bovino lambia sua pele, para retirar o sal e o animal poderá ingerir o antibiótico e poderá até causar sua morte.

    4. excreção através do leite materno: pode afetar a recém-nascida e levá-lo à morte.

Biodisponibilidade:

  1. Definição: é a quantidade de droga ativa disponível em seu sítio de ação após administração, referente a apresentação e a dose do fármaco. Aumenta a dose, aumenta a biodisponibilidade.

  2. Importância: relacionar a dose e a apresentação do fármaco com sua eficácia.

  3. Influenciam a biodisponibilidade:

  • Fatores próprios da droga: solubilidade (hidro e lipo), forma farmacêutica, peso molecular, pH da droga, estabilidade molecular.

  • Fatores próprios do homem: idade, sexo, peso, estado fisiológico, espécie, o fluxo sanguíneo, dieta, o ciclo hormonal.

  1. Bioequivalência: estudos comparativos de duas ou mais formulações farmacêuticas diferentes, com o mesmo princípio ativo, administrado a mesma dose pela mesma via na mesma espécie animal.

  2. Efeito de primeira a passagem: são as biotransformações que o fármaco sofre na primeira vez que entre em contato com o organismo, esta ocorre quando o medicamento passa pelo fígado. Toda vez que o fármaco é administrado sofre efeito de primeira passagem.

Concentração Sérica (g/ml)

10 pico de concentração máxima (Cmax); concentração mais elevada no compartimento intravascular após administração oral do medicamento.

8 tempo de pico de concentração máxima (Tmax); intervalo de tempo necessário para que ocorra o Cmax.

  1. área sob a curva de concentração sérica (ASC) g/ml X hora; representa a quantidade medicamento a absorvida para administração única

4

2

0 1 2 4 6 8 10 12 14 16 18 Tempo (hs)

Dosagem:

  1. Dose: é quantidade fixa de uma substância ativa em uma fórmula farmacêutica.

  2. Infusão endovenosa: serve para manter o índice terapêutico para um animal ambulatorial.

  3. Administração não endovenosa: serve para manter o indice terapêutico em paciente não ambulatorial.

  • Fase absortiva

  • Fase de eliminação

  1. T ½ (meia-vida biológica): é o tempo necessário para que a concentração [] sanguínea do fármaco ser reduzida em 50%.

  2. CPMCM (concentração plasmática máxima constante média) esta alcançada entre a 4a e 6a T ½

  3. Dose de ataque: é quando se administra um medicamento em um menor espaço de tempo, para se chegar mais rápido ao nível terapêutico.

  4. Dose de manutenção: depois que atinge a CPMCM serão dadas doses de manutenção para manter esta CPMCM

  5. Período de latência: é o tempo entre o momento da administração até o momento em que surgem os primeiros sinais biologicamente detectáveis

  6. Duração de ação da droga: tempo entre o momento do surgimento dos primeiros sinais biologicamente detectáveis e o término destes sinais.

1a ATUALIZAÇÃO

Farmacologia do sistema nervoso autônomo:

Função:

  • Regulação e integração das funções orgânicas

  • Rápida transmissão de impulsos elétricos

  • Liberação de neuromediadores (neurotransmissores)

  • Inerva todas as estruturas do organismo, exceto músculo esquelético.

Divisão anatômica do sistema nervoso:

  • Central

  • Periférico

Divisão funcional do sistema nervoso:

  • Somático

  • Autonômico

  1. Sistema nervoso simpático o tóraco-lombar

  2. Sistema nervoso parassimpático ou crânio-sacral

O sistema nervoso somático é de comando consciente, já o sistema nervoso autonômico é inconsciente, exemplo músculo liso (vísceras, pulmões, TGI, bexiga, útero, olhos), vasos sanguíneos, músculo cardíaco, glândulas de secreção.

O ramo mais importante para o sistema autonômico é a via aferente.

O simpático inerva medula adrenal que libera a adrenalina (80%) e a noradrenalina (20%), não possuem do neurônio pós, sendo que assim o produto irá todo para a corrente sanguínea.

  • Neurotransmissor do somático: acetilcolina e o receptor, e a do tipo nicotínico.

Autonômico é constituído de dois neurônios: pós e pré de duas sinapses.

Cranial

Simpático

1a T Ach Noradrenalina

receptor nicotínico receptor adrenérgico

5a L Parassimpático

Ach Ach

Sacral

Receptor nicotínico receptor muscarínico

Receptor = promove relaxamento, exceto no coração;

Receptor  = promove contração, exceto no trato gastrintestinal (TGI).

Transmissores químicos do sistema nervoso autonômico – Neurotransmissores

- generalizações:

  1. Neurotransmissão adrenégica ou simpática:

    1. Captação da tirosina: o precursor para biossíntese das catecolaminas é o aminoácido L-tirosina, que é ativamente transportado tanto para o interior de neurônios noradrenérgicos quanto para as células cromafins da medula da adrenal. No citoplasma do neurônio noradrenérgico, a L-tirosina é convertida a L-DOPA pela enzima tirosina-hidroxilase. Síntese da dopamina: a L-DOPA sofre ação da enzima de dopa-descarboxilase que resulta na síntese de dopamina.

    2. Captação vesicular.A dopamina é captada ativamente para as vesícula de armazenamento no interior do neurônio.

    3. Síntese e armazenamento de noradrenalina: sob a ação da dopamina -hidroxilase é convertida em L-noradrenalina no interior das vesículas. As enzimas que participaram na formação de noradrenalina são sintetizadas nos corpos celulares dos neurônios adrenérgicos em tão transportadas ao longo dos axônios para as suas terminações nervosas. Na medula a adrenal, localizada no rim, a noradrenalina é metilada no citoplasma na célula formando a adrenalina.

    4. Liberação do neurotransmissor – exocitose: o impulso de despolarização estimula a vesícula que irá abrir os canais de Ca++ permitindo sua entrada no neurônio fazendo com que a vesícula migre para a periferia da célula fazendo com que a membrana da vesícula funda-se com a membrana da célula liberando o neurotransmissor que estará na fenda sináptica.

    5. Ligação os receptores: podendo acontecer com o neurotransmissor, a ligação com o receptor pós-sináptico e desencadeando a sua ação. Um outro acontecimento é que pode ser recolhido pelo neurônio, ficando dentro do neurônio podendo seguir 2 caminhos: voltar para a vesícula ou ser inativado pela enzima MAO (monoamino-oxidase).

    6. Remoção da noradrenalina: a degradação da noradrenalina pela MAO, localizada na membrana de mitocôndrias do terminal pré-sináptico, é a principal via de degradação da noradrenalina. Um outro evento é a enzima COMT (catecol-o-metiltransferase) que está na fenda sináptica deixara metilada a noradrenalina e a adrenalina que está na fenda sináptica, a noradrenalina em normetanefrina, e a adrenalina em metanefrina. E um último evento ocorre quando há noradrenalina está em excesso, porque a noradrenalina se liga ao autoreceptor, e o neurônio envia um sinal para diminuir a liberação de noradrenalina.

    7. Destinos da noradrenalina captada: pode ser degradada ou se liga ao autoreceptor.

  1. Neurotransmissão colinérgica ou parassimpático:

    1. Captação de colina e síntese de acetilcolina (Ach): a captação do precursor do neurotransmissor é a colina que se liga a Acetil-Coa sofre a ação da colina acetilase formando a acetilcolina que será captada pela vesícula e armazenada até a chegada de me impulso de despolarização e quando esse impulso chega irá desencadear todo processo que vimos anteriormente. O vesamicol é uma substância química que interrompe a neurotransmissão colinérgica por inibir o armazenamento de acetilcolina dentro das vesículas, bloqueando também a liberação evocada acetilcolina.

    2. Estocagem de Ach:

    3. Liberação do neurotransmissor – exocitose: a despolarização de uma terminação nervosa permite a influxo de cálcio através dos canais voltagem - sensíveis. Este influxo de cálcio facilita a fusão da membrana vesicular como membrana plasmática da terminação nervosa, resultando na extrusão do conteúdo das vesículas, libera neurotransmissores.

    4. Ligação com receptor

    5. Degradação de Ach: pode ser degradada pela enzima acetilcolinesterases que está na superfície do órgão efetor (pós-sináptico)

    6. Reciclagem da colina: a acetilcolina é rapidamente hidrolisada pela enzima acetilcolinesterases, encontrada nos neurônios colinérgicos, adjacências das sinapses colinérgicos e em outros tecidos. A ação da acetilcolinesterases é instantânea quase 90% acetilcolina liberada podem ser hidrolisadas antes de alcançar a membrana pós-sináptica. Os produtos de degradação são ácido acético e colina. O ácido acético resultante é rapidamente recaptado para as diversas vias bioquímicas no interior do citoplasma. A colina é ativamente transportada de volta para a terminação nervosa, onde pode ser novamente utilizada na síntese de acetilcolina.

Receptores:

  1. Adrenérgicos – receptores e receptores : o receptor  promove relaxamento menos no coração. Os receptores  promovem contração menos no trato gastrintestinal.

  2. Colinérgicos – nicotínicos e muscarínicos: a resposta da maioria das células de efetoras autonômicas nos órgãos viscerais é tipicamente muscarínica. A resposta em gânglios simpáticos e parassimpáticos e também no músculo esquelético é nicotínica.

Agonistas e antagonista colinérgicos (parassimpático):

Fármaco: pode ser uma droga ou medicamento, se causa benefícios é um medicamento, mas se casa malefícios é uma droga.

Nos gânglios autonômicos os receptores são nicotínicos. Quando a acetilcolina se liga ao receptor nicotínico permite a entrada principalmente de íons sódio, por estar este em maior concentração no meio extracelular. Na fenda sináptica temos enzima colinesterases que cessa a ação da acetilcolina, a principal colinesterases é a acetilcolinesterases.

Agonistas: são drogas que se ligam a receptores colinérgicos ativando-os.

Antagonistas: são drogas que compete com acetilcolina, bloqueando os receptores colinérgicos.

Drogas colinérgicas de ação direta: as drogas colinérgicas mimetizam os efeitos da estimulação dos neurônios colinérgicos (principalmente em fibra pós), atuando diretamente em receptores da acetilcolina.

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