Bibliologia do Livro de jonas

Bibliologia do Livro de jonas

O Livro de Jonas

Análise nº 32

Verso Chave: 4:2

Mensagem: “Deus, é Deus do gentio como o é do judeu". 

JONAS, natural da Galiléia, foi um dos primeiros profetas, II Reis 14:25.

 

Ao ser enviado como missionário a Nínive a fim de admoestar os inimigos de seu país, ele obedeceu com muita relutância.

 

Esta narrativa tem sido ridicularizada como mito pelos incrédulos e é vista por alguns eruditos como lenda ou parábola.

 

Os judeus a aceitaram como histórica.

 

Jesus Cristo assegurou a veracidade de Jonas, Mateus 12:39-41; Lucas 11:29-30.

 

CARÁTER DE JONAS.

 

(1) Consagrada em parte, uma estranha mistura de força e fraqueza.

(2) Obstinado, 1:1-3.

(3) Piedoso, 1:19.

(4) Valoroso, 1:12.

(5) Dedicado à oração, 2:1-9.

(6) Obediente após o castigo, 3:3-4.

(7) Fanático e egoísta, decepcionado com o arrependimento dos ninivitas, 3:4-10; 4:1.

(8) Demasiadamente preocupado com a sua própria reputação, 4:2-3.

 

SINOPSE

 

Cap. 1. O profeta desobedece à ordem divina; sua fuga e castigo.

 

Cap. 2. Sua oração e libertação.

 

Cap. 3. Obedece à segunda comissão.

 

Cap. 4. Sua queixa infantil; a grande revelação da misericórdia divina combinada com a repreensão ao profeta.

 

LIÇÕES ESPIRITUAIS

 

(1) O perigo de fugir ao dever.

(2) A tentação do patriotismo egoísta e do fanatismo religioso.

(3) Deus emprega homens imperfeitos como canais da verdade.

(4) A vasta misericórdia de Deus.

 

VALOR LITERÁRIO

 

Charles Reade, eminente autoridade literária, declarou que o livro de Jonas é a mais bela história jamais escrita em tão pouco espaço. É uma jóia perfeita e rica em ensinos.

 

HISTÓRIA

 

Este livro é um campo de batalha ao criticismo destruidor do modernismo. É considerado, por muitos, uma simples alegoria sem fundo histórico algum, porém, II Reis 14:25 prova que Jonas era um personagem histórico. Ainda, o caráter histórico deste homem é confirmado pelo Senhor Jesus em Mat. 12:39-41. Portanto, não hesitamos em afirmar que, temos aqui um fato e não ficção; é uma história e não fábula.

 

O PROFETA

 

Jonas era natural de Gate-Hefer perto de Nazaré, portanto era galileu, provando quanto mentiram os fariseus ao dizerem: “que da Galiléia nenhum profeta surgiu” (João 7:52). Naum e Malaquias também eram da Galiléia.

 

Jonas iniciou sua carreira profética quando Eliseu terminava a sua. Algumas autoridades antigas dos judeus eram de opinião de que Jonas era o filho da viúva de Zarefate que Elias ressuscitara.

 

Uma de suas profecias foi preservada em II Reis 14:25-27. Era, portanto, um profeta acreditado.

 

CHAVE

 

Capítulo 4:2 é a chave, dando-nos a compreensão do livro inteiro. Por quê Jonas desobedeceu ao Senhor?

(1) não por causa da covardia; há evidências abundantes de sua coragem neste livro.

(2) Nem tampouco por não simpatizar com “missões estrangeiras”.

(3) Nem ainda por considerar sua própria honra de profeta.

(4) O motivo que o levou a desobedecer a Deus foi um falso patriotismo. Assíria era o grande inimigo de Israel e Jonas pensou em deixá-la perecer nos seus pecados para que Israel ficasse livre de seu velho inimigo. Ir lá, pregar a eles, poderia conduzi-los à salvação e preservação, e isso, ele desejava evitar.

 

ANÁLISE

 

a) A Comissão (do Profeta): 1: 1-2

 

Devia ter sido um profeta experimentado ao ser chamado.

Este livro começa abruptamente – “Levanta-te”, parecendo ser uma continuação e não um início do seu ministério.

Nínive era, na verdade, “grande cidade”. Era de 95 quilômetros de circunferência, cobrindo 560 quilômetros quadrados, com uma população de 600.000 pessoas.

 

b) A desobediência (do Profeta): 1:3-17

 

O profeta desobedeceu deliberadamente o Senhor.

“pagou, pois, a sua passagem”. Sempre temos de “pagar” quando O desobedecemos.

Notemos 4 coisas “preparadas” neste livro: 1:17 – 4:6, 7, 8.

Quão parecido com o sono do pecado é: 1:6

Salvação pela substituição é ensinada em 1:15

 

c) A oração (do Profeta): 2

 

Eis aqui uma oração feita em grande aflição, e num lugar esquisito.

Notar:

- Sua condição – deslocado

- Sua descrição gráfica.

 

d) Recomissionado (o Profeta): 3: 1-3

 

Oh! Que alegria em não ser lançado fora por desobediência e infidelidade!

Teria de levar a mensagem do Senhor: “a pregação que eu te disse”

O profeta obedeceu prontamente.

 

e) O sucesso (do Profeta): 3:4-10

 

Jonas alcançou sucesso porque foi uma testemunha viva das verdades que proclamava. Contemplando-o , obtinham um raio de esperança.

Notar: “os homens de Nínive creram em Deus” e se arrependeram.

 

f) Reprovado (o Profeta): 4

 

Jonas alimentava uma vaga esperança de que a Assíria seria destruída.

Deus deu-lhe uma lição objetiva.

Notar: a terminação brusca, que impressiona pelas expressões tenras de Deus.

 

LIÇÕES

 

Mostra quão inúteis são os esforços humanos para impedir os Divinos propósitos da Graça.

A lição principal é a declaração em Rom. 3:29, e designava-se a ensinar o povo de Deus que Ele era Deus do gentio como o era do judeu e que tinha propósitos de graça e amor, tanto para os gentios como para judeus. No entanto, Israel nunca aprendeu esta lição, mesmo apesar do ensino eloqüente deste livro.

 

TIPO

 

Em Mat. 12:38-42, Jesus declara que Jonas era tipo de sua morte e ressurreição e o povo de Nínive um exemplo do arrependimento sincero.

 

Jonas é tipo, não só do Senhor como de Israel. O Dr. Bullinger, sugestivamente, o tem apontado, dizendo: “Jonas é o embaixador de Deus enviado a pregar o arrependimento aos gentios. Assim foi Israel. Opondo-se à bênção aos gentios Jonas foge da desagradável tarefa. Alcançado por uma tempestade, divinamente enviada, é lançado ao mar. Assim é com Israel, que foi lançado ao mar das nações; mas, como Jonas, não está perdido, visto que, mais tarde, será atirado à terra, e será, então o embaixador de Jeová e o transmissor da bênção aos gentios”. 

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