Resumo Osteosclerose

Resumo Osteosclerose

OSTEOSECLEROSE

Pedro Ramos de Mattos

Osteoesclerose é uma alteração do osso esponjoso normal, onde ocorre um alargamento das trabéculas ósseas e uma diminuição dos espaços medulares, sendo observadas nas radiografias como áreas de radiopacidade aumentada.

O termo Osteosclerose é um termo genérico que é usado para definir uma área de densidade óssea aumentada, independentemente da sua causa.

Difere-se da Osteíte Condensante, pois este descreve lesões que se formaram como resultado de uma infecção.

Há autores que preferem excluir dos estudos lesões associadas a dentes restaurados para evitar confusão de diagnóstico com lesões de osteíte condensante, enquanto outros também excluem lesões encontradas em áreas edêntulas para não diagnosticarem lesões residuais como osteosclerose idiopáticas.

O aumento da carga oclusal pode ser um possível fator etiológico para osteoscleroses nos maxilares, mas geralmente é de origem Idiopática sem nenhuma causa etiológica aparente.

É caracterizada por áreas bem definidas de radiopacidade homogênea. Não correlacionadas com a presença ou ausência de dentes, são ocasionalmente observadas na maxila. Elas são mais comuns nas regiões de molares e pré-molares inferiores e algumas vezes são observadas próximas ao bordo inferior da mandíbula. Estas lesões podem ter formato arredondado, elíptico ou irregular, e são consideradas, geralmente, como assintomáticas.

A maioria das ilhas ósseas densas (osteosceroses) nos ossos maxilares relatada na literatura foi menor que 20 mm e este tamanho não é suficiente para causar expansão de corticais. Isso significa que são condensações ósseas bem alojadas entre as corticais.

Como são comumente assintomáticas, as osteoscleroses só costumam ser identificadas em exames radiográficos de rotina; muito embora já foram relatados casos de reabsorção radicular, compressão nervosa, inclusão dentária e deslocamento dental.

Também por ser assintomática, o início de seu aparecimento é difícil de ser determinado.

Já foi difundido que a osteosclerose pode estar presente em até 5% da população, ocorrendo mais freqüentemente em pessoas entre 20 e 40 anos de idade, com uma predisposição maior por pacientes da raça negra. Cerca de 90% dos casos ocorre na mandíbula, com maior freqüência na área do primeiro molar. Na maioria dos casos ocorre apenas um foco da lesão e tem uma distribuição igual entre os gêneros masculino e feminino.

A osteosclerose não possui significado clínico, exceto que deve ser distinguida da osteíte condensante, uma vez que o dente associado com a última requer tratamento endodôntico.

A conduta clínica para a osteosclerose estabelecida até então é o controle radiográfico. A possibilidade de uma neoplasia maligna essencialmente radiopaca em estágio inicial é pouco provável e deve ser descartada em curto espaço de tempo. O tempo de controle radiográfico e os intervalos entre exames variam de acordo com os critérios de cada Cirurgião Dentista.

ANEXOS

A)

B)

C)

LEGENDA: imagem radiopaca localizada na região do dente 36, nas vistas A: oclusais, B: periapical e C: panorâmica.

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