LIVRO Manual de Transplante Renal

LIVRO Manual de Transplante Renal

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Revisão: Dra. Maria Cristina Ribeiro de Castro Médica Nefrologista da Unidade de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Manual de Transplante Renal foi produzido e editado pelo Grupo Lopso de Comunicação Ltda. com apoio institucional de Novartis Biociências. Diretora Geral Ana Maria Sodré Diretora Administrativa Fernanda Sodré Autoria Helga Bergold Assessoria Médica Dr. René Gross Criação e Diagramação André

Teixeira, Hudson Calasans, Iuri P. Augusto, Meire Vaccari Depto. Comercial Cristiana Domingos Produção Tatiana Perri Revisão Científica Dra. Maria Cristina R. de Castro Revisão Ortográfica Isabel Gonzaga Tiragem 5.0 exemplares. Calçada das Palmas, 20, 2º andar – C. C. Alphaville. CEP 06453-0. Barueri - SP Fone: (1) 6014-5400 Fax: (1) 6014-5420

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do Grupo Lopso de Comunicação.

O rim e suas funções4
Sinais e sintomas5
Quais são as doenças que podem levar ao transplante de rim?5
O transplante de rim5
Quem pode ser transplantado?6
Quem pode ser doador?6
Tipos de doador6
Legislação vigente7
Lista de espera8
Seleção do doador9
Principais exames do pré-transplante1
Acompanhamento psicológico13
Procedimentos do pré-operatório14
Internação16
A cirurgia17
Procedimentos iniciais17
Cirurgia do doador17
Cirurgia do receptor1 8
A vida no pós-transplante18
Glossário20
Perguntas mais freqüentes2
Referências Bibliográficas28

Sumário

Este material destina-se à orientação de pacientes renais crônicos. Objetiva esclarecer as dúvidas básicas que ocorrem no período pré-transplante renal.

Manual de Transplante Renal4 Pré-transplante

O rim e suas funções

São cinco as principais funções dos rins: • eliminar as impurezas do sangue;

• regular a pressão arterial;

• produzir hormônios;

• participar na formação e na manutenção dos ossos;

• estimular a produção de glóbulos vermelhos.

Quando o rim apresenta problemas no seu funcionamento, ele deixa de desenvolver essas funções corretamente. Para solucionar essa falha existem duas alternativas: medidas medicamentosas e dietéticas para os casos menos graves, e substituição da função renal nos casos mais severos através de diálise crônica ou de realização de um transplante renal.

5Manual de Transplante Renal Pré-transplante

Sinais e sintomas

A grande maioria das doenças que prejudicam os rins é silenciosa. Os rins podem perder sua função em até 80%, sem que existam muitos sintomas.

São estes os principais sinais de alertasinais de alertasinais de alertasinais de alertasinais de alerta de um funcionamento incorreto dos rins: • urinar muito à noite;

• pressão alta;

• fraqueza e anemia;

• inchaço nos pés e no rosto.

Quais são as doenças que podem levar ao transplante de rim?

Hipertensão arterial, diabetes, infecções urináriasHipertensão arterial, diabetes, infecções urináriasHipertensão arterial, diabetes, infecções urináriasHipertensão arterial, diabetes, infecções urináriasHipertensão arterial, diabetes, infecções urinárias de repetição, calculose renal,de repetição, calculose renal,de repetição, calculose renal,de repetição, calculose renal,de repetição, calculose renal, nefrites e malformaçõesnefrites e malformaçõesnefrites e malformaçõesnefrites e malformaçõesnefrites e malformações do aparelho urináriodo aparelho urináriodo aparelho urináriodo aparelho urináriodo aparelho urinário podem levar à insuficiência renal crônica. Essas doenças devem ser diagnosticadas e tratadas precoce e corretamente para que se evite a evolução para doença terminal dos rins.

O transplante de rim

O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na transferência de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de um indivíduo para outro, a fim de compensar ou substituir uma função perdida.

Sendo assim, no transplante de rim implanta-se um rim sadio em um indivíduo portador de insuficiência renal terminal. Esse novo rim passará a desempenhar as funções que os rins doentes não conseguem mais manter.

Manual de Transplante Renal6

Quem pode ser transplantado?

O transplante de rim só está indicado em pessoas que têm prejuízo irreversível e grave das funções renais. Após a indicação do transplante, o paciente é submetido a uma avaliação clínica que inclui vários exames. Eventualmente pode ser necessária uma internação hospitalar para essa avaliação.

Quem pode ser doador?

Qualquer pessoa adulta que seja saudável, tenha função renal normal e não apresente, durante extensa e minuciosa avaliação médica, evidências de risco de doença renal ou de outros órgãos vitais após a doação, pode ser doadora, desde que demonstre esse desejo espontâneo.

Para o doador, a falta de um rim modifica muito pouco sua vida, já que a ausência de um rim será compensada pelo outro órgão sadio. O rim doado pode representar muito para o receptor.

A doação por parte de indivíduos que apresentam distúrbios psiquiátricos, abuso de álcool, fumo ou drogas, e por pessoas de idade muito avançada, ou portadores de câncer é contra-indicada.

Tipos de doador

Um transplante renal pode ser realizado a partir de doadores vivosdoadores vivosdoadores vivosdoadores vivosdoadores vivos ou doadores falecidosdoadores falecidosdoadores falecidosdoadores falecidosdoadores falecidos.

No primeiro caso, o doador passa a viver com apenas um rim, o que é perfeitamente compatível com uma vida normal. Quando o doador é vivo e tem parentesco próximo com o receptor, os resultados do transplante são superiores àqueles que se obtêm com rim de doadorfalecido. Doação de rim entre parentes é permitida pela Pré-transplante

7Manual de Transplante Renal legislação brasileira até o quarto grau de parentesco entre cônjuges, desde que o doador seja maior de idade, tenha grupo sangüíneo compatível e testes de compatibilidade imunológica adequados.

É necessário que o doador vivo cumpra os seguintes requisitos: •Encontre-se em bom estado de saúde física e mental;

•Realize todos os exames preconizados para este tipo de cirurgia; •Tenha mais do que 21 anos;

•Tenha passado pelo estudo imunológico;

•Seja um doador voluntário.

Indivíduos falecidos (pacientes que vão a óbito em quadro de morte encefálica), desde que se obtenha a autorização familiar, podem ter seus órgãos doados para receptores compatíveis e podem salvar inúmeras vidas.

Cabe à família do paciente falecido dar a autorização para a doação de órgãos e tecidos. Pessoas não identificadas ou com causa de morte não esclarecida não podem ser doadoras. É necessária compatibilidade de tipo sangüíneo e de sistemas imunológicos entre o doador e o receptor para evitar que o rim implantado seja imediatamente rejeitado.

Legislação vigente

A primeira lei que regularizou o transplante de órgãos foi a n.0 4.280/63. Em janeiro de 1998 entrou em vigor a Lei n.0 9.434/97, que ampliava os critérios da doação em vida. Ela permitia que qualquer pessoa juridicamente capaz pudesse doar para transplante um de seus órgãos duplos, desde que a doação não comprometesse a suasaúde e que fosse de forma gratuita. Pré-transplante

Manual de Transplante Renal8

Resumidamente essa lei determina:

•Proibição da comercialização de órgãos; •Definição dos critérios para a doação (doador vivo e falecido); •Punição para os infratores;

•Exibição pública da lista de espera;

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