Método introspectivo

Método introspectivo

Método introspectivo

  • análise interior (consciente) feita pelo próprio sujeito

  • não tem qq valor cientifico, dado que o sujeito que observa e o objecto observado são o mesmo

críticas:

  • a mobilidade dos estados da consciência (móvel) dificulta a observação: só se observa um fenómeno psíquico depois de ele ter acontecido. A introspecção = retrospecção

  • os dados da introspecção só podem ser comunicados através da linguagem. Mtas vezes, o sujeito tem dificuldade em exprimir por palavras o que sente

  • os fenómenos psicológicos (emoção, ira, cólera), ñ são compatíveis com a introspecção. Se se está mto emocionado, ñ se consegue analisar a emoção

  • o indivíduo que pratica a introspecção é o único que observa a sua experiência interna. A sua observação ñ pode ser controlada por outro observador

  • o método introspectivo ñ pode aplicar aos domínios da psicologia infantil, da psicopatologia ou psicologia animal

  • só analisa os fenómenos conscientes, ñ permitindo aceder ao inconsciente, que segundo os psicanalistas influencia de modo determinante o nosso comportamento

  • só analisa os estados de consciência ñ abordando o comportamento que se manifesta em reacções a estímulos objectivamente observáveis

Método experimental

  • necessidade de assegurar o carácter de ciência objectiva e rigorosa

  • procura estabelecer a relação entre a intensidade do estímulo e a intensidade da reacção

  • concepção limitada e redutora: tem uma aplicação limitada a determinadas áreas da investigação: no funcionamento do sistema nervoso, no estudo da percepção, bem como em determinados aspectos de aprendizagem, memória, motivação, e inteligência

hipótese prévia

  • primeira etapa, seguida da enunciação da hipóteses

  • orienta a observação e determina as técnicas a utilizar

  • possível explicação em que o investigador procura estabelecer uma relação causa-efeito entre dois tipos de factos

  • é raro uma observação ser feita sem ter como ponto de partida uma hipótese prévia- observa-se algo já com o pressuposto de uma hipótese

experimentação

  • consiste num conjunto de observações realizadas em condições controladas com o objectivo de testar a validade da hipótese

o objectivo do psicólogo será comprovar que a variável independente tem efeito sobre a variável dependente

  • variável dependente- é o que o investigador pretende analisar. As suas variações são consequência de manipulação das variáveis independentes

  • variável independente- é o conjunto de factores, as condições experimentais que são manipuladas, modificadas pelo investigador. São as causas hipotéticas do comportamento que se pretende explicar

controlo experimental / variável parasita / variável externa

  • verificar se estão criadas as condições que asseguram que só o(s) factor(es) seleccionado(s) modifica(m) os resultados que se estão a estudar

  • investigar vai procurar controlar todas as variáveis que o possam impedir de estar se a variável independente influencia efectivamente a variável dependente

  • deve-se ter em conta: - atitudes e expectativas dos sujeitos

- efeitos do experimentador

grupo experimental e grupo de controlo

  • todos os participantes na experiência devem estar sujeitos à mesma situação, instruções, tarefas e métodos. As condições físicas do locl devem ser as mesmas. As instruções e tarefas determinadas pelo experimentador não podem variar

  • grupo experimental- aquele que é sujeito às mudanças da)s= variável(eis) independentes

  • grupo de controlo ou grupo testemunha- experimenta as mesmas condições do grupo experimental, excepto na variação da variável independente

amostra

população- termo designa todos os indivíduos que pertencem a um dado grupo

amostra- parte seleccionada da população que a representa, na qual tem de haver correspondência com a estrutura do população

generalização

  • investigador generaliza o que verificou num nº limitado de indivíduos (amostra) a toda a população a que se refere a investigação

  • experiências em laboratório- assegurariam condições precisas e controladas para investigar as relações entre variável dependente e independente

- decorre num ambiente artificial, o comportamento sofre alterações

- estão ausentes variáveis que existem no meio natural e que influencia

  • experiências de campo ou contexto ecológico- os efeitos das variáveis independentes são avaliados sem que o sujeito saiba que são a ser objecto de estudo

limitações do método experimental

  • limitações metodológicas- dificuldade em isolar as variáveis que interferem no comportamento, em controlar atitudes e expectativas dos sujeitos, em neutralizar os efeitos do experimentador

  • questões éticas- interferir de forma irreversível na “vontade” do sujeito

Observação

  • observação laboratorial- quando necessitam de controlar alguns factores que influenciam o comportamento que está a ser estudado. O ambiente e a situação são determinados pelo investigador, para melhor controlar as variáveis intervenientes

- ambiente é artificial, afectando por isso o comportamento dos sujeitos

- há comportamentos que não podem ser observados em laboratório

- o sujeito tende a comportar-se como julga ser as expectativas do observador

  • observação naturalista- consiste na observação e descrição de comportamentos dos sujeitos no seu ambiente natural

Método clínico

  • caracteriza-se por abranger um conjunto de metodologias e técnicas diversificadas , eu pretender estudar em profundidade um indivíduo, um assunto ou um problema

  • conhecimento objectivo e rigoroso, procurou utilizar métodos/técnicas semelhantes às utilizadas pelas ciências da natureza

  • surge como reacção ao método experimental, mais interessado em resultados finais quantitativos do que na análise do processo em estudo

  • visa a compreensão global do sujeito tendo em conta a personalidade como um todo: todas as variáveis que afectam a pessoas são consideradas

anamnese ou dados biográficos

  • conjunto estruturado de informações significativas passadas e presentes relativas a um indivíduo

  • em certos casos, recorre-se a outras fontes para recolher dados para poder construir a biografia do observado

entrevista clínica

  • psicólogo obtém no decorrer da entrevista informações e tem, através dessa técnica, um campo rico para observar e intervir

  • interessa observar atitudes, comportamentos, descrições, reacções

  • psicólogo pode intervir de forma estruturada, seguindo um plano preestabelecido

  • serve como meio de diagnóstico e psicoterapia

observação clínica

  • - observação directa dos comportamentos e atitudes do sujeito com o objectivo de compreensão dos problemas

testes no método clínico

  • testes de personalidade- testes projectivos- que melhor respondem ás necessidades do psicólogo. Sujeito projecta, nas situações que é colocado, características da sua personalidade

  • precauções: o sujeito não pode ser colocado, nem sentir-se, numa situação de exame e julgamento

o que é um teste:

  • são feitos testes para avaliar determinados traços e características de uma dada população

  • Pierre Pichot definiu teste como “uma situação padronizada que serve de estímulo a um comportamento que é avaliado por comparação estatística com o de indivíduos colocados na mesma situação, a fim de classificar o sujeito, quer quantitativamente, quer tipologicamente”

  • As condições em que o teste decorre devem ser claramente definida e aplicadas do mesmo modo a todos os indivíduos: material do teste, instruções, atitude do psicólogo e o ambiente em que a prova se executa

  • O resultado do teste é constituído pelo comportamento efectuado, que é diferente conforme os casos. O resultado dá 1 elemento sobre algo que se está a estudar, não dá a certeza absoluta acerca de nada

Qualidades de um teste

  • Padronização- refere-se ao modo como o teste é utilizado: as condições devem ser rigorosamente as mesma. Se a padronização não for respeitada em todas as etapas, o desempenho do sujeito vão alterar-se fruto do produto das variações das condições. Por isso são estabelecidas normas de modo a assegurar a sua padronização, a sua estandardização.

  • Fidelidade- a fidelidade do teste é garantida pela objectividade da prova e da sua avaliação. É a qualidade que faz com que a mesma prova, aplicada duas vezes seguidas à mesma pessoa, dê resultados idênticos.

  • Validade- é a validade que possibilita prever aquilo que se pretende prever, permite estabelecer relações entre causa-efeito.

  • Sensibilidade- um teste tem maior sensibilidade quando apreende discriminadamente as características que pretende avaliar. É a capacidade que o teste tem de se adaptar a grupos diferentes de indivíduos

Tipos de testes- serve para quantificar a inteligência/aptidão/personalidade do indivíduo

  • testes de inteligência

  • testes de aptidão

  • testes de personalidade- questionários- determinar as características da personalidade de 1indivíduo. (questionário de interesses e de personalidade)

- testes projectivos- projecta-se a realidade

Apreciação crítica sobre a aplicação de testes

- testes vieram descrever quantitativamente os factos psicológicos e os comportamentos

Vantagens

  • testes são recursos importantes, dado que constituem instrumentos de avaliação e de classificação rápidos económicos- quantificação de resultados

  • valor prático de diagnóstico

Desvantagens

  • o carácter estático dos resultados obtidos não reflecte o carácter dinâmico e complexo do psiquismo. Não reflecte a totalidade da personalidade do individuo

  • testes não têm em conta o processo, isto é, a forma como a pessoa vivenciou, como sentiu a situação do teste, bem como dificilmente apreende os raciocínios e os sentimentos subjacentes às respostas dadas. Apenas se baseia nas respostas dadas

  • ambiente é artificial

  • testes não têm em conta os condicionalismos sociais e culturais dos indivíduos

  • a linguagem utilizada apenas favorecem os sujeitos mais familiarizados com essas expressões

Método psicanalítico

  • serve de método e de terapia

  • aborda a realidade do inconsciente nunca dantes abordada

A psicanálise, baseia-se nas seguintes associações ao inconsciente através de:

  • associações livres

  • interpretação de sonhos

  • análise de factos falhados

  • processo de transferência inerente à relação psicanalista/paciente

Associações livres

  • freud constatou que bastaria despertar na consciência as recordações recalcadas para permitir libertar emoções, de modo que o paciente se expresse de forma espontânea e livre

  • à medida que o material significativo emerge, o paciente resiste, tornado-se difícil o processo analítico pois, apesar de se sentir compreendido, a análise causa-lhe sofrimento. Cabe ao psicanalista favorecer o ultrapassar da resistência, isto é, tentativa de impedir ou adiar a vinda ao consciente do material recalcado.

Interpretação de sonhos

  • freud considerava que era o melhor meio para atingir o inconsciente do paciente

  • freud distingiu conteúdo manifesto de conteúdo latente

- conteúdo manifesto- paciente descreve o sonho

- o conteúdo é apenas uma fachada

- conteúdo latente- o analista vai procurar um interpretação do sonho

Análise dos actos falhados

  • é frequente no nosso dia-a-dia cometermos um conjunto de acções perturbadas, de lapsos. O lapso mais frequente consiste em dizer ou fazer exactamente o contrário do que se pretende

  • freud considera que estes comportamentos perturbados têm um sentido de que o sujeito não tem consciência. O seu significado só é esclarecido quando se relacionam com os motivos inconscientes de quem os realiza. Os actos falhados resultam da interferência de intenções diferentes que entram em conflito. São os desejos recalcados que dão origem aos actos falhados

Processo de transferência

  • o psicanalista, sentido e compreendendo (através do processo de contratransferência) esta passagem de sentimentos, vai., pela interpretação, devolver ao analisando a ligação desses sentimentos transferenciais com que se passou na sua infância

  • através da confiança e da subtileza do psicanalista, vai reenviar a interpretação da doença do indivíduo para este

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