Visão do Paraíso - Resenha

Visão do Paraíso - Resenha

UNIVERSIDADE DE FRANCA

CURSO DE GEOGRAFIA

Denner Berteli de Oliveira

RESENHA DO LIVRO

VISÃO DO PARAÍSO

Franca – SP

2010

Visão do paraíso

No início do livro o autor divide o pensamento humanista (Renascimento), do pensamento medieval.

O pensamento humanista é fruto de uma época em que os estudos se concentravam na retórica, na magia, na alquimia e na astrologia, o que torna esse pensamento mais fantasioso.

Já o pensamento Medieval, foge um pouco dessa fantasia, pois é um pensamento mais concreto e realista, e os marinheiros portugueses pensavam desse modo “realista”. Ao longo de todo o livro, o autor faz comparações entre os portugueses e os espanhóis (mais fantasiosos), como mostram Colombo com suas descrições das novas terras, que pensava serem as Índias. Durante um longo período de descobertas, pensava-se que as Américas era o PARAISO que eles tanto procuravam, porém, antes das Américas, a África era o palco do tal paraíso.

Sérgio Buarque descreve o que os espanhóis descreviam da América, citando o que Colombo escrevia em seu diário sobre as novas terras, nos trazendo de forma clara essa atração espanhola para o fantasioso: “o prodigioso era menos real do que aparente, e provinha, com efeito, de certa disposição de espírito própria de um grande número de soldados da conquista, que os levava, depois de tantos espetáculos inusitados, a ver em tudo maravilhas, de sorte que sucedia, não raro, confundir com o elmo de Mambrino alguma bacia de barbear.” (p. 22-23).

Fala-se também sobre o mito do Eldorado, onde acreditavam que na América tinha muitas riquezas. Surge a idéia de que o Peru possuía grande quantidade de ouro e prata, com isso surge a corrida do ouro entre os portugueses e os espanhóis, e quem vence essa corrida são os espanhóis, com a chegada de Pizarro. E além do Peru, há a região de Potosi que é rica em prata e desperta interesse em ambas as coroas. Tão grande é a riqueza do Peru, que mesmo os espanhóis chegando primeiro nas terras, a obsessão dos portugueses em chegar também, faz com que D. Francisco de Souza tenha a idéia de querer fazer do Brasil, outro Peru.

Na medida em que a experiência ganha campo, o sobrenatural vai deixando de existir, dando lugar ao real, que é resultado dessa experiência.

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