Ventilação em Minas Subterrâneas

Ventilação em Minas Subterrâneas

(Parte 1 de 5)

LAÍS RIBEIRO ANDRADE
VENTILAÇÃO EM MINA SUBTERRÂNEA

João Monlevade Junho de 2009

LAÍS RIBEIRO ANDRADE
VENTILAÇÃO EM MINA SUBTERRÂNEA

Trabalho Acadêmico apresentado, como requisito parcial, para aprovação na Disciplina Desenvolvimento de Mina do 5º período do curso de Engenharia de Minas da Universidade do Estado de Minas Gerais, campus João Monlevade.

Prof.° Msc. José Geraldo

João Monlevade Junho de 2009

LAÍS RIBEIRO ANDRADE
VENTILAÇÃO EM MINA SUBTERRÂNEA
Monlevade

Trabalho Acadêmico apresentado, como requisito parcial, para aprovação na Disciplina Desenvolvimento de Mina do 5º período do curso de Engenharia de Minas da Universidade do Estado de Minas Gerais, campus João

Observação (ões): _

João Monlevade, _ dede 2009.

Prof.° Msc. José Geraldo Orientador

1RESUMO............................................................................................................... 5
2 INTRODUÇÃO7
3 HISTÓRICO DA VENTILAÇÃO9
4 POR QUE VENTILAR UMA MINA?10
5 PARÂMETROS PARA CONDICIONAMENTO DO AR1
5.1 Considerações Gerais1
5.2 Normas Regulamentadoras12
5.3 Controle de Qualidade17
5.3.1 Gases18
5.3.2 Doenças Causadas por trabalhos em Mineração23
5.3.3 Detecção de gases25
5.3.4 Controle de Gases26
5.3.5 Limites de Tolerância26
5.3.6 Poeira27
5.3.7 Composição28
5.3.8 Concentração29
5.3.9 Tamanho das Partículas29
5.3.10 Tempo de Exposição29
5.3.1 Susceptibilidade Individual29
5.3.12 Controle da Poeira30
5.4 Temperatura e Umidade31
5.4.1 Processos de Transferência de Calor31
5.4.2 Psicometria31
5.5 Controle da Quantidade32
6 CIRCUITOS BÁSICOS DE VENTILAÇÃO35
6.1 Portas de Ventilação35
6.2 Circuitos36
6.2.1 Em série37
6.2.2 Em paralelo37
6.3 Fluxo de ar em um circuito38

ÍNDICE 7 DETERMINANDO OS VENTILADORES E A CAPACIDADE DOS SISTEMAS41

7.1 Comparando Ventiladores em um Sistema de Ventilação41
7.2 Instalação de Múltiplos Ventiladores43
8 OPERANDO O SISTEMA DE VENTILAÇÃO48
8.1 Ventiladores48
8.6 Equipamentos de Ventilação Mecânica5
1RESUMO
disponíveis para a construção desse sistema

A atmosfera da mina difere da atmosfera exterior pelo seu estado físico, temperatura, grau higrométrico, composição gasosa, e pelas poeiras existentes em suspensão. Se não for corretamente renovada, por conveniente afluxo de ar da superfície, pode não satisfazer as condições higiênicas requeridas pelos trabalhadores ou adquirir, pela presença de elementos inflamáveis em proporção suficiente, a indesejável propriedade de se tornar explosível. Um Engenheiro de Minas ao implantar um sistema de ventilação deve levar em consideração fatores como profundidade, número de galerias, extensão da mina, número de trabalhadores, tipo de mineral a ser lavrado e as formas como esse mineral é lavrado. Pois estas são informações de suma importância na definição do sistema de ventilação a ser implantado. Uma vez que não basta apenas implantar, pois é necessário um rigoroso controle com relação à poeira produzida e a emissão de gases. Neste trabalho serão abordados todos os temas referentes à ventilação de uma mina subterrânea. Desde o porquê da sua implantação até os tipos de equipamentos

The atmosphere differs from the mine atmosphere outside his physical state, temperature, humidity level, gas composition, and the existing dust in suspension. If not properly renewed by appropriate flow of air from the surface, it may not meet the hygienic conditions required by the workers or acquire, by the presence of flammable items in sufficient proportion, the undesirable property of becoming explosive. A mining engineer to implement a ventilation system must take into account factors such as depth, number of galleries of the mine extension, number of employees, type of mineral to be recorded and how this mineral is denominated. Because these information are of paramount importance in defining the system to be deployed. Since not only implement, as it is necessary a rigorous control in dust production and emission of gases.

This work will be discussed all issues concerning the ventilation of an underground mine. Since the reason of their deployment to the types of equipment available for the construction of the system.

2 INTRODUÇÃO

A ventilação em minas subterrâneas tem como finalidade assegurar o ar puro a fim de criar condições ótimas de trabalho e a prevenção de explosões em conseqüência das acumulações de gases ou pó explosivos. As condições da ventilação em uma mina subterrânea demandam uma constante atenção dos operadores da mina. Uma mina subterrânea apresenta mudanças constantes essas mudanças ocorrem na estrutura física, nas condições de ventilação que variam consideravelmente de seção para seção, dia após dia. Nenhum sistema de ventilação pode permanecer adequado indefinidamente, todo sistema requer monitoramento e ajustes para continuar a fornecer a ventilação adequada. De um modo geral o principal objetivo da ventilação em uma mina subterrânea é adequar e controlar a qualidade e a quantidade de ar que lá circulam. A deficiência desse sistema pode causar danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores e comprometer o funcionamento da mina, oferecendo, inclusive, um grande risco de explosão. O controle do ar que circula dentro de uma mina subterrânea é uma das tarefas mais difíceis. Uma vez que a mina apresenta potencial de formação de gases tóxicos em toda a sua extensão e o local por onde esses gases são eliminados é o mesmo que conduz “ar puro” para dentro da mina. Existem vários tipos de equipamentos usados na detecção de gases. Na mineração estes se subdividem em quatro classes: detectores manuais, monitores montados em máquinas, monitores de área e dosímetros pessoais. Os métodos de detecção incluem oxidação catalítica, eletroquímica, condutividade elétrica, absorventes químicos e detectores óticos. Os gases tóxicos não são os únicos problemas relacionados ao ar existentes em uma mina. É necessário que haja um controle rigoroso também com relação a poeiras.Devem ser considerados a composição, a concentração e o tamanho das partículas. O sistema de ventilação a ser implantado na mina deve atender necessidades do local. Os ventiladores, bem como todo circuito devem ser escolhidos com bastante critério.Para determinar o que melhor se adéqua às necessidades existentes.

O ar chega às frentes de trabalho através de dois circuitos de ventilação: o circuito principal e o circuito secundário. O circuito principal tem como objetivo conduzir o ar novo até as frentes de lavra mais distantes, e retirar o ar impuro e o pó presente nessas frentes. O circuito secundário tem como objetivo levar ar puro e refrigerado ate as frentes de lavra e a exaustão do pó nas frentes de lavra. Este trabalho tem o objetivo de apresentar um pequeno histórico da evolução da ventilação em mina subterrânea, estabelecer quais os parâmetros para condicionamento do ar que devem ser avaliados no planejamento do sistema de ventilação, abordando tópicos como, qualidade e quantidade de ar, circuitos de ventilação, determinação do tipo de ventilador e fornecer informações sobre a legislação que regula a ventilação em minas subterrâneas.

3 HISTÓRICO DA VENTILAÇÃO

O papel histórico da ventilação era fornecer um fluxo de ar fresco, suficiente para manter o oxigênio consumido pelos trabalhadores subterrâneos. Hoje a ventilação soluciona também o problema de gases nocivos, que em geral, são produzidos pelos próprios equipamentos utilizados na mineração No passado, as minerações ocorriam perto da superfície onde a iluminação natural e a ventilação eram disponíveis. O fogo era usado para absorver ar fresco para dentro da mina e para exaurir as fumaças quentes para fora da mina. Canarinhos eram usados para detecção de gás nas minas de carvão nos estágios iniciais da mineração. Este pássaro sensível podia ser levado para frente de trabalho e se ele ficava agitado, os trabalhadores imediatamente deixavam a mina. Antes do ano de 1870, os gerentes e as pessoas qualificadas usavam lâmpadas de segurança para detectar gás. Estas lâmpadas logo foram substituídas por lâmpadas a óleo e velas como uma fonte da luz de trabalho. Em seguida, ventiladores de mão pequenos foram usados para conduzir o gás das frentes de lavra para as correntes de ar principais. Portas foram colocadas estrategicamente como parte do sistema da ventilação para guiar o fluxo do ar para as áreas selecionadas. Em 1920 esses ventiladores de mão foram substituídos por ventiladores de turbina pequenos. Ventiladores grandes do tipo sucção foram colocados na superfície e gradualmente aumentaram de tamanho. Hoje, os motores de LHD são equipados com catalisadores para completar a combustão de gases que é realizada com uma eficiência de aproximadamente 90%. Os motores de LHD produzem também partículas sólidas devido à combustão incompleta e às impurezas no combustível. Infelizmente, o catalisador não é eficiente na remoção destes particulados. .

4 POR QUE VENTILAR UMA MINA?

A ventilação em uma mina subterrânea é necessária para:

Fornecer oxigênio para a respiração do homem; Remover para fora da mina os gases nocivos ao homem provenientes de: • operação de detonações;

• gases provenientes de maquinas (LHD, Jeep, etc);

• furos de sondagem e rocha;

Manter a temperatura baixa nos locais de trabalho, para maior conforto e eficiência do homem;

Remover o calor produzido pelo homem, rocha, maquinas (LHD, Jeep, mineradores, schutlecar’s, etc), detonações, correias transportadoras, sondas, etc; Remover o pó originado nas frentes de lavra;

5 PARÂMETROS PARA CONDICIONAMENTO DO AR 5.1 Considerações Gerais

O sistema de ventilação surgiu com o objetivo de retirar do interior da mina o ar de “má qualidade” e fornecer ar puro a todas as frentes de trabalho, em quantidade suficiente para oferecer aos trabalhadores condições mínimas de higiene e segurança. Dentro de uma mina pode ser dividido em quatro categorias:

Ar bom ou fresco: Quando a atmosfera dentro da mina tem composição similar à da atmosfera externa. Ar irrespirável ou empobrecido: A atmosfera apresentará essa condição quando contiver uma elevada proporção de gases irrespiráveis como: CO2, CH4 , H, N, não satisfazendo às exigências respiratórias.

Tóxica: A atmosfera apresenta componentes nocivos como: NOX, CO e H2 S.

Perigosa ou Explosiva: Quando a atmosfera apresenta gases combustíveis como

CH4 e CO e que associados ao ar podem formar misturas explosivas.

Essas categorias permitem que se tenha uma noção dos problemas que o sistema de ventilação precisa solucionar. Ventilação subterrânea é o controle do movimento e da direção do ar. Em minas subterrâneas o ponto mais crítico é o controle do ambiente nos locais de trabalho. Na engenharia de minas o controle deste parâmetro é o condicionamento do ar. A ventilação subterrânea contribui para que se estabeleçam condições ambientes necessárias à atividade humana. Os limites da padronização do ambiente adequado ao trabalho estão ligados à segurança e a tolerância do ser humano. Os itens que dificultam a operação em uma mina subterrânea são proporcionais à profundidade na qual se trabalha. Quanto maior a profundidade, maior a temperatura da rocha. Para adequar este ambiente inóspito às condições de trabalho é necessário o condicionamento do ar. Existem normas que regulamentam a quantidade e a qualidade do ar que circula nas minas subterrâneas. A quantidade de ar que circula no interior da mina varia de acordo com o número de trabalhadores, de forma diretamente proporcional.De acordo com a NR 2.24 a vazão de ar dentro de uma mina deve ser de no mínimo

3,0 m3 para cada trabalhador por minuto e o sistema de ventilação seja ele natural ou artificial deve atender aos seguintes requisitos:

Manter o suprimento de oxigênio exigido; Renovação continua do ar; Diluição eficaz de gases inflamáveis ou nocivos; Eliminar concentrações de poeiras em suspensão do ambiente de trabalho; Manter temperatura e umidade adequadas ao trabalho humano; O sistema de ventilação deve ser mantido e operado de forma regular e continua.

5.2 Normas Regulamentadoras

Normas Reguladoras de Mineração - NRM Ventilação 5.2.1 Generalidades 5.2.2 Para cada mina deve ser elaborado e implantado um projeto de ventilação com fluxograma atualizado periodicamente contendo no mínimo os seguintes dados: a) localização, vazão e pressão dos ventiladores principais; b) direção e sentido do fluxo de ar; c) localização e função de todas as portas, barricadas, cortinas, diques, tapumes e outros dispositivos de controle do fluxo de ventilação. 5.2.3 As atividades em subsolo devem dispor de sistema de ventilação mecânica que atenda aos seguintes requisitos: a) suprimento de ar em condições adequadas para a respiração; b) renovação contínua do ar; c) diluição eficaz de gases inflamáveis ou nocivos e de poeiras do ambiente de trabalho; d) temperatura e umidade adequadas ao trabalho humano; e) ser mantido e operado de forma regular e contínua; f) em dias em que não haja operação em subsolo, no mínimo 1/3 (um terço) do sistema principal de ventilação deve estar funcionando e g) as minas com emanações de gases nocivos, inflamáveis ou explosivos devem manter o sistema de ventilação integral. 5.2.3.1 Devem ser observados os níveis de procedimentos para implantação de medidas preventivas, conforme disposto nesta Norma.

5.2.4 O fluxograma de ventilação deve ser representado em plantas, em escalas adequadas, que devem ser mantidas atualizadas na mina. 5.2.4.1 O fluxograma de ventilação deve estar disponível aos trabalhadores ou seus representantes e à disposição da fiscalização. 5.2.5 Um diagrama esquemático do fluxograma de ventilação de cada nível deve ser afixado em local visível do respectivo nível. 5.2.6 Todas as frentes de lavra devem ser ventiladas por ar fresco proveniente da corrente principal ou secundária. 5.2.7 É proibida a utilização de um mesmo poço ou plano inclinado para a saída e entrada de ar, exceto durante o trabalho de desenvolvimento com exaustão ou adução tubulada ou através de sistema que garanta a ausência de mistura entre os dois fluxos de ar. 5.2.8 Em minas com emanações de grisu a corrente de ar viciado deve ser dirigida ascendentemente. 5.2.9 A corrente de ar viciado só pode ser dirigida descendentemente mediante justificativa técnica. 5.2.10 O pessoal envolvido na ventilação e todo o nível de supervisão da mina, que trabalhem em subsolo, devem receber treinamento em princípios básicos de ventilação de mina. 5.2.1 Nas entradas principais de ar dos níveis e frentes de lavra devem ser instalados dispositivos que permitam a visualização imediata da direção do ar. 5.3 Qualidade e Quantidade do Ar 5.3.1 Nos locais onde pessoas estiverem transitando ou trabalhando a concentração de oxigênio no ar deve ser inferior a 19% (dezenove por cento) em volume. 5.3.2 A vazão de ar necessária em minas de carvão, para cada frente de trabalho, deve ser de, no mínimo, 6.0 m3/min (seis metros cúbicos por minuto) por pessoa. 5.3.2.1 A vazão de ar fresco em galerias de minas de carvão constituídas pelos últimos travessões arrombados deve ser de, no mínimo, 250 m3 /min (duzentos e cinqüenta metros cúbicos por minuto). 5.3.2.1.1 Na ventilação das frentes de serviço, em minas de carvão, a vazão mínima admissível deve ser de 85 m3 /min (oitenta e cinco metros cúbicos por minuto) e o sistema de ventilação auxiliar deve ser instalado em posição que impeça a recirculação de ar.

5.3.2.2 Em outras minas, a quantidade do ar fresco nas frentes de trabalho deve ser de, no mínimo, 2.0 m3 /min (dois metros cúbicos por minuto) por pessoa.

5.3.2.3 No caso da utilização de veículos e equipamentos a óleo diesel, a vazão de ar fresco na frente de trabalho deve ser aumentada em 3.5 m3 /min (três e meio metros cúbicos por minuto) para cada cavalo-vapor de potência instalada. 5.3.2.3.1 No caso de uso simultâneo de mais de um veículo ou equipamento a diesel, em frente de desenvolvimento, deve ser adotada a seguinte fórmula para o cálculo da vazão de ar fresco na frente de trabalho:

QT = 3,5 (P1 + 0,75 x P2 + 0,5 x P n)

Onde:

= vazão total de ar fresco em metros cúbicos por minuto (m3 /min)

P1 = potência em cavalo-vapor do equipamento de maior potência em operação

P 2 = potência em cavalo-vapor do equipamento de segunda maior potência em operação

Pn = somatório da potência em cavalo-vapor dos demais equipamentos em operação diesel, a vazão de ar fresco deve se dimensionada à razão de 15 m3/min/m 2 (quinze metros cúbicos por minuto por metro quadrado) da área da frente em desenvolvimento. 5.3.2.4 Em outras minas e demais atividades subterrâneas a vazão de ar fresco nas frentes de trabalho deve ser dimensionada de acordo com o disposto no Anexo que segue, prevalecendo a vazão que for maior. 5.3.2.5 O fluxo total de ar fresco na mina será, no mínimo, o somatório dos fluxos das áreas de desenvolvimento e dos fluxos das demais áreas da mina, dimensionados conforme determinado nesta NRM. 5.3.2.6 As condições de conforto térmico devem obedecer ao disposto na legislação vigente. 5.4 Velocidade do Ar 5.4.1 A velocidade do ar no subsolo não deve ser inferior a 0,2 (zero vírgula dois) m/s nem superior à média de 8,0 m/s (oito metros por segundo) onde haja circulação de pessoas. 5.4.1.1 Em minas de carvão a velocidade do ar não deve ser superior a 5,0 m/s (cinco metros por segundo).

5.4.2 Em casos especiais, o DNPM pode aprovar, ouvida a Instância Regional do MTE, aumento do limite superior para 10,0 m/s (dez metros por segundo). 5.4.2.1 Em casos especiais, para minas de carvão, o DNPM pode aprovar, ouvida a Instância Regional do MTE, aumento do limite superior para 8,0 m/s(oito metros por segundo). 5.4.3 Em poços, furos de sonda, chaminés ou galerias, exclusivos para ventilação, a velocidade pode ser superior a 10,0 m/s (dez metros por segundo). 5.4.3.1 Em minas de carvão, nos poços, furos de sonda, chaminés ou galerias, exclusivos para ventilação, o DNPM pode aprovar velocidade superior a 8,0 m/s (oito metros por segundo), ouvida a Instância Regional do MTE. 5.5 Portas, Viadutos e Tapumes. 5.5.1 Sempre que a passagem por portas de ventilação acarretar riscos oriundos da diferença de pressão devem ser instaladas duas portas em série, de modo a permitir que uma permaneça fechada enquanto a outra estiver aberta, durante o trânsito de pessoas ou equipamentos. 5.5.1.1 A montagem e desmontagem das portas de ventilação só podem ser realizadas com autorização do responsável pela mina. 5.5.2 Na corrente principal, as estruturas utilizadas para a separação de ar fresco do ar viciado nos cruzamentos devem ser construídas com alvenaria ou material resistente à combustão ou revestido com material anti-chama. 5.5.2.1 Os tapumes de ventilação devem ser conservados em boas condições de vedação de forma a proporcionar um fluxo adequado de ar nas frentes de trabalho. 5.6 Instalação de Sistema de Ventilação 5.6.1 A instalação e as formas de operação do ventilador principal e de emergência devem ser definidas e estabelecidas no projeto de ventilação constante do Plano de Lavra. 5.6.2 O sistema de ventilação deve atender, no mínimo, aos seguintes requisitos: a) possuir ventilador de emergência com capacidade que mantenha a direção do fluxo de ar de acordo com as atividades para este caso, previstas no projeto de ventilação; b) as entradas aspirantes dos ventiladores devem ser protegidas; c) o ventilador principal e o de emergência devem ser instalados de modo que não permitam a recirculação do ar e d) possuir sistema alternativo de alimentação de energia proveniente de fonte independente da alimentação principal para acionar o sistema de emergência nas seguintes situações: I - minas sujeitas a acúmulo de gases explosivos, inflamáveis ou tóxicos e I - minas em que a falta de ventilação coloque em risco a segurança das pessoas durante sua retirada. 5.6.2.1 Na falta de alimentação de energia e de fonte independente da alimentação principal, o responsável pela mina deve providenciar a retirada imediata e impedir o acesso de pessoas. 5.6.3 A estação onde estão localizados os ventiladores principais e de emergência deve estar equipada com instrumentos para medição da pressão do ar. 5.6.4 O ventilador principal deve ser dotado de dispositivo de alarme que indique a sua paralisação. 5.6.5 Os motores dos ventiladores a serem instalados nas frentes com presença de gases explosivos devem ser à prova de explosão. 5.7 Ventilação Auxiliar 5.7.1 Todas as galerias de desenvolvimento, após 10,0 m (dez metros) de avançamento, e obras subterrâneas sem comunicação ou em fundo-de-saco devem ser ventiladas através de sistema de ventilação auxiliar e o ventilador utilizado deve ser instalado em posição que impeça a recirculação de ar. 5.7.2 Em caso de utilização de ventiladores/exaustores auxiliares, o primeiro da série deve estar localizado na corrente principal de ar puro e em posição que impeça a recirculação de ar. 5.7.2.1 A chave de partida de todos os ventiladores/exaustores deve estar na corrente de ar puro. 5.7.3 Para cada instalação ou desinstalação de ventilação auxiliar deve ser elaborado um diagrama específico aprovado pelo responsável pela ventilação da mina. 5.7.4 A ventilação auxiliar não deve ser desligada enquanto houver pessoas trabalhando na frente de serviço. 5.7.4.1 Em casos de manutenção do próprio sistema e após a retirada do pessoal é permitida apenas a presença da equipe de manutenção, seguindo procedimentos previstos para esta situação específica.

5.7.5 É vedada a ventilação utilizando-se somente ar comprimido, salvo em situações de emergência ou se o mesmo for tratado para a retirada de impurezas. 5.7.5.1 O ar de descarga das perfuratrizes não é considerado ar de ventilação. 5.8 Controle da Ventilação 5.8.1 O principal responsável pela ventilação é o responsável pela mina. 5.8.2 Devem ser executadas mensalmente medições para avaliação da velocidade, vazão do ar, temperatura de bulbo seco e bulbo úmido contemplando, no mínimo, nos seguintes pontos: a) caminhos de entrada da ventilação; b) frentes de lavra e de desenvolvimento e c) ventilador principal. 5.8.2.1 Os resultados das medições devem ter registros próprios e serem freqüentemente examinados e visados pelo responsável pela mina, observadas as seguintes situações: a) medições de rotina conforme item 6.7.2; b) quando houver alteração na corrente principal do ar e c) quando ocorrer registros de parâmetros fora dos padrões estabelecidos. 5.8.3 No caso de minas grisutosas ou com ocorrência de gases tóxicos, explosivos ou inflamáveis o controle da sua concentração deve ser feito a cada turno, nas frentes de trabalho em operação e nos pontos importantes da ventilação. 5.8.4 Em minas subterrâneas, ao longo do percurso do ar, antes e depois dos pontos de ramificação das galerias, devem ser instaladas estações de medições, juntamente com um quadro onde constem os registros atualizados. 5.8.4.1 Esse Quadro deve conter as seguintes informações: identificação da estação, seção livre no ponto de medição (m2 ), velocidade do ar (m/s), vazão do ar

(m3 /min), nome da pessoa que executou e registrou a medição, a data e horário da

de todo o sistema de ventilação da mina

última medição. 5.8.5 Deve ser realizada, pelo menos mensalmente, e todas as vezes que houver modificação na corrente principal do ar, uma rigorosa inspeção destinada ao controle 5.3 Controle de Qualidade

O controle de qualidade consiste na remoção e purificação dos contaminantes, controlando gases, poeira e matéria orgânica. Tem objetivo monitorar as variáveis mais perigosas como a presença de gases e poeira. É, frequentemente, o problema mais complicado, isto porque, a mina apresenta potencial para liberação de contaminantes em toda sua extensão e as mesmas passagens onde são gerados os contaminantes são utilizadas também para o transporte de ar para o subsolo. Os contaminantes podem ser definidos como qualquer substância indesejável presente no ar, ou como qualquer substancia que esteja presente na atmosfera de forma excessiva. Estes podem ser particulados (líquidos e sólidos) ou não particulados (gases e vapores). No subsolo os mais encontrados são gases e poeiras.

Controle da quantidade – Regula a direção e magnitude do fluxo de ar através da ventilação natural e auxiliar. Esta quantidade não está relacionada apenas com a respiração, mas também com dispersão de contaminantes físicos e químicos como gases, poeiras, umidade e calor.

ambiente

Temperatura e umidade – Busca-se atingir a temperatura e umidade próxima do ideal através do resfriamento, aquecimento, umedecimento e não umedecimento do

5.3.1 Gases

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