NBR 11682 - Estabilidade de encostas

NBR 11682 - Estabilidade de encostas

Projeto NBR 11682:2006Projeto NBR 11682:2006 versão 18 de maio de 2006

MAIO 2006

Projeto NBR 11682

NBR 11682 - Estabilidade de encostas

Origem: NBR 11682: 1991

ABNT/CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil

CE-02:004.07 - Comissão de estudo de estabilidade de taludes

Slope Stability

Descriptors: Slope

Esta Norma substituí a(s) NBR 11682:1991

Palavra(s)-chave:

Encosta, Talude

17 páginas

Sumário

Prefácio

  1. Objetivo

  2. Referências normativas

  3. Definições

  4. Condições gerais

  5. Procedimentos preliminares

  6. Investigações do terreno

  7. Projeto

  8. Execução de obras

  9. Acompanhamento

  10. Manutenção

  11. Monitoramento

    ANEXOS

  1. Denifições

  2. Laudo de vistoria

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ONS circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

  1. Objetivo

Esta Norma prescreve as condições exigíveis no estudo e controle da estabilidade de encostas naturais e de taludes resultantes de cortes e aterros realizados em encostas. Abrange, também, as condições para projeto, execução, controle e observação de obras de estabilização. Não estão incluídas nesta Norma as condições específicas aplicáveis a taludes de cavas de mineração e barragens, bem como qualquer outra situação distinta que não envolva encostas.

  1. Referência normativa

As normas relacionadas a seguir contém disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. A edição indicada estava em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usar a edição mais recente da norma citada a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

  1. Normas ABNT

NBR-6118: ____ - Projeto e construção de obras de concreto armado

NBR-6122: ____ - Projeto e execução de fundações

NBR-6497: ____ - Levantamento geotécnico (AINDA NÃO CITADA)

NBR-8044: ____ - Projeto geotécnico

NBR-9288: ____ - Emprego de terrenos reforçados

NBR-9286: ____ - Terra armada

NBR-9285: ____ - Microancoragem

NBR-6501: ____ - Rochas e solos

NBR-9604: ____ - Abertura de poço e trincheira de inspeção em solo, com retirada de amostras deformadas e indeformadas

NBR-9820: ____ - Coleta de amostras indeformadas em solo em furos de sondagem

NBR-6484: ____ - Execução de sondagens de simples reconhecimento dos solos

NBR-9061: ____ - Segurança de escavações a céu aberto

NBR-12589: ____ - Proteção de taludes e fixação de margens em obras portuárias

NBR-5629: ____ - Execução de tirantes ancorados no terreno

NBR-13896: ____ - Aterros de resíduos não perigosos – critérios para projeto, implantação e operação..(AINDA NÃO CITADA)

NBR-5681: ____ - Controle tecnológico da execução de aterros em obras de edificações.(AINDA NÃO CITADA)

NBR-9653: ____ - Guia para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos nas minerações em áreas urbanas – procedimento

NBR-13602: ____ - Avaliação de dispersibilidade de solos argilosos pelo ensaio sedimentométrico comparativo (ensaio de dispersão SCS (AINDA NÃO CITADA)

  1. Normas ASTM (NENHUMA CITADA – DEVEM SAIR SE NÃO CITADAS)

D2216: 1998 - Standard test method for laboratory determination of water (moistures) content of soil and rock mass by mass

D2850: 2003 - Standard test method for unconsolidated undrained triaxial compression test for cohesive soils

D3080: 2004 - Standard test method for direct shear test of soils under consolidated drained conditions

D3213: 2003 - Standard practices for handling, storing and preparing soft undisturbed marine soil

D4220: 2000 - Standard practices for preserving and transporting soil samples

D4254: 2000 - Standard test methods for minimum index density and unit weight of soils and calculation of relative density

D4648: 2000 - Standard test method for laboratory miniature vane shear test for saturated fine-grained clayey soil

D4767: 2004 - Standard test method for consolidated undrained triaxial compression test for cohesive soils

D6026: 2001 - Standard practice for using significant digits in geotechnical data

  1. Normas DNIT (NÃOA CITADA – DEVE SAIR SE NÃO CITADA)

DNER-ME 093: 1994 - Solos – Determinação da densidade real

  1. Definições

Para efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

    1. altura do talude (aplicável a cortes e aterros): Distância, medida na vertical, entre o topo e o pé do talude em estudo, ao longo da reta de maior declive da encosta.

    2. ângulo médio do talude (aplicável a cortes e aterros): Ângulo, com a horizontal, da reta de maior declive que passa pelo pé e pelo topo de um talude.

    3. ângulo parcial do talude (aplicável a cortes e aterros): Ângulo, com a horizontal, da reta de maior declive que define um segmnento de face do talude.

    4. chumbador: Elemento estrutural, em geral uma barra de aço, introduzido em furo aberto no maciço rochoso, ao qual se fixa por calda e/ou argamassa de cimento e/ou por dispositivo mecânico. A extremidade externa da barra é fixada ao elemento (por exemplo: muro de concreto, lasca de rocha, etc.) que se pretende fixar à superfície rochosa. O chumbador não é protendido, sendo assim um elemento passivo.

    5. Extensão do talude: Medida em planta deo seu contorno ou desenvolvimento ao nível do pé.

    6. fator de segurança (em relação à resistência ao cisalhamento do solo): Relação entre esforços estabilizantes (resistentes) e esforços instabilizantes (atuantes), para determinado método de cálculo adotado.

    7. grampo: Elemento de reforço do terreno constituído de perfuração preenchida com calda de cimento, argamassa, compósito ou outro aglutinante e elemento resistente à tração/cisalhamento. Tem a finalidade de distribuir cargas ao longo de todo o seu comprimento interagindo com o terreno circunvizinho, podendo parte da carga mobilizada ser absorvida pela cabeça. A mobilização de carga no grampo é induzida pela deformação do terreno ou pequena cxarega aplicada na extremidade. Diferem dos tirantes conforme descrito na NBR-5629 por náo apresentarem trecho livre e serem passivos.

    8. modelo geotécnico-geológico: Representação, por meio de seções, vistas e/ou blocos-diagramas, das características geológicas e geotécnicas básicas do subsolo, assim como da superfície do trecho que interessa ao estudo de estabilidade do talude ou da encosta.

    9. pé de talude (aplicável a cortes e aterros): Parte mais baixa de um talude ou de um trecho dele.

    10. retaludamento: Obra de mudança da inclinação e/ou da altura de um talude, objetivando melhorar suas condições de estabilidade.

    11. ruptura de um talude: Modificação da geometria do talude ocasionada por escorregamento ao longo de uma superfície.

    12. suborizontal: Plano ou reta pouco inclinados em relação à horizontal.

    13. sub-vertical: Plano ou reta pouco inclinados em relação à vertical.

    14. subsidência: Afundamento de uma área ou superfície do terreno em relação à sua situação original.

    15. talude artificial: Talude formado por aterro ou modificado por obras.

    16. talude natural: Talude formado pela natureza, sem interferência humana.

    17. tirante injetado: De acordo com a Norma NBR-5629/96, “tirantes injetados são peças especialmente montadas, tendo como componente principal um ou mais elementos resistentes à tração, que são introduzidos no terreno em perfuração própria, nas quais por meio de injeção de calda de cimento (ou outro aglutinante) em parte dos elementos, forma um bulbo de ancoragem que é ligado à estrutura através do elemento resistente à tração e da cabeça do tirante”. Para outros tipos de tirante, ver Norma NBR-5629/96.

    18. topo ou crista do talude (aplicável a cortes e aterros): Parte mais elevada de um talude ou de um trecho dele.

    19. velocidade residual: Velocidade dos deslocamentos do talude ou de partes do mesmo após a implantação de obras de estabilização.

    20. retro-análise: Análise de estabilidade elaborada com o conhecimento da geometria real da superfície de ruptura ocorrida e outros fatores que estavam presentes no momento da rotura, como sobrecargas, posição do nível de água, sismos, e outros.

A Figura A1 do Anexo A, aplica-se a cortes e aterros e ilustra as definições 3.1, 3.2, 3.3, 3.5, 3.9; 3.18.

  1. Condições gerais

Esta norma define os estudos relacionados à estabilidade de encostas e às minorações dos efeitos de sua instabilidade em áreas específicas, pré-definidas, objetivando definir as intervenções a serem relacionadas, a elaboração de projetos, a execução de obras ou serviços de implantação, o acompanhamento dos mesmos e a manutenção de tais obras ou serviços.

Tendo em vista que a área de estudo pode ser influenciada por fatores externos e mais abrangentes e/ou legais, devem ser consideradas e analisadas tais condicionantes, antes do estudo específico para o local.

Esta norma define, dentro de uma organização cronológica, as etapas e as prescrições a respeito da estabilidade de encostas em áreas específicas, conforme a seguir itemizado.

    1. Procedimentos Preliminares

Os procedimentos preliminares indicados nesta Norma são de caráter obrigatório e visam o conhecimento das características do local, a consulta a mapas e levantamentos disponíveis, a verificação de restrições legais e ambientais, a elaboração de laudo de vistoria (Anexo B), a avaliação da necessidade de implantação de medidas emergenciais e a programação de investigações geotécnicas e geológicas. O detalhamento dos procedimentos preliminares obrigatórios é apresentado no item 5.

    1. Investigações

Incluem investigações geotécnicas, geológicas e outras, inclusive geomorfológicas, topográficas e geo-hidrológicas.

Abrangem levantamentos locais, coleta de dados, ensaios “in situ” e de laboratório, bem como o uso de instrumentação adequada para estabelecer um modelo geotécnico-geológico.

As investigações de cunho obrigatório são definidas no item 6.

    1. Projeto

Esta etapa corresponde à caracterização do perfil geológico-geotécnico (uma seção ou mais), incluindo definição do modelo de cálculo com os respectivos parâmetros, diagnóstico e concepção do projeto (com possíveis alternativas) e detalhamento da obra com as respectivas fases de execução.

No item 7 são apresentados os estudos obrigatórios, os critérios a serem adotados e os elementos a serem apresentados no projeto.

Numa fase preliminar pode ser elaborado um Anteprojeto, com a finalidade de avaliação de orçamentos, concepção de alternativas de projeto, programação da obra futura ou de qualquer outra finalidade que se mostre justificável. Neste caso, é obrigatória a definição clara de todos os elementos avaliados e utilizados na concepção e no detalhamento do Anteprojeto, sendo recomendável a execução de um número mínimo de sondagens de reconhecimento e levantamento topográfico.

No caso de local com instabilidade já ocorrida ou com indícios de instabilidade iminente, deverão ser estudados os processos indutores da instabilidade, bem como de todas as demais possibilidades de instabilização, incluindo recomendações para possíveis ações emergenciais.

    1. Execução de Obra

Abrange as considerações básicas de técnicas de execução, seqüência executiva, detalhes de acabamentos, segurança e controle de qualidade, bem como a documentação necessária para arquivo, incluindo os ajustes executados no projeto durante as obras, em documento de revisão do projeto como construído (“as built”).

As prescrições da execução de obras estão detalhadas no item 8.

    1. Acompanhamento

São definidos no item 9 os critérios de acompanhamento das obras durante a execução, de forma a garantir o fiel cumprimento do projeto, incluindo as adaptações necessárias para manutenção de sua concepção.

    1. Manutenção

Esta norma caracteriza e define, no item 10, as necessidades de manutenção das obras em encostas, pós construção. Tem como objetivo a durabilidade das obras e a manutenção da estabilidade da encosta ao longo do tempo, de acordo com o “Manual do Usuário”.

  1. Procedimentos preliminares

Os procedimentos preliminares a seguir descritos são obrigatórios para a elaboração de projetos de estabilização de encostas e/ou de obras de engenharia em regiões de encostas.

    1. Levantamento de informações disponíveis

Deverão ser pesquisados os dados históricos disponíveis relativos à topografia, geologia e dados geotécnicos locais, além de informações sobre ocupações, condições de vizinhança, cursos de água, históricos de deslizamentos e demais características que permitam a visualização da encosta em questão, inclusive sob o aspecto de inserção no ambiente. O levantamento inclui consulta a mapas regionais ou setoriais de risco e de susceptibilidade de escorregamentos, bem como a mapas geotécnicos e geológicos, quando disponíveis. A consulta a esses mapas deverá ser feita junto aos órgãos Federais, Estaduais e Municipais competentes, podendo ser complementada por estudos disponíveis em universidades e centros de pesquisa, através de teses e relatórios de pesquisa.

    1. Verificação das restrições legais e ambientais à execução de obras e quanto a interferências com edificações e instalações presentes

Para verificação das restrições legais e ambientais e das interferências com edificações, dutos, cabos e outros elementos, enterrados ou não, deverá ser consultada a legislação específica aplicável, nas esferas Federal, Estadual e Municipal.

    1. Vistoria da área por engenheiro geotécnico e/ou geólogo de engenharia

Após o levantamento dos dados listados nos itens 5.1 e 5.2, deverá ser feita inspeção detalhada ao local em estudo, por engenheiro geotécnico e/ou geólogo de engenharia, após a qual deverá ser emitido um laudo de vistoria com informações básicas sobre o local, data da vistoria, tipo de ocupação, tipo de vegetação, condições de drenagem, tipo de relevo e natureza da encosta, geometria, existência de obras de contenção (com indicativo do seu estado atual), condições de saturação, indícios de artesianismo, natureza do material, possibilidade de movimentação, grau de risco, tipologia de possíveis movimentos, indicação de elementos em risco (vidas e propriedades), tipo provável de superfície de deslizamento e possíveis conseqüências. Essas informações deverão ser indicadas em uma planilha específica, cujo modelo está indicado no Anexo B. O laudo deverá ser complementado por uma descrição detalhada da vistoria, incluindo obrigatoriamente um documentário fotográfico e um croqui indicativo dos pontos mais relevantes observados. Deverá ainda ser indicado, se possível, o diagnóstico preliminar sobre as causas de instabilidades já ocorridas e/ou a possibilidade de instabilizações iminentes. No laudo de vistoria deverá constar, em local de destaque, a identificação profissional do responsável pela vistoria.

    1. Avaliação da necessidade de implantação de medidas emergenciais

Com base no laudo de vistoria, deverá ser avaliada a necessidade de implantação de medidas emergenciais para a proteção de vidas e de propriedades, em situações de risco iminente. As medidas emergenciais poderão constar de indicação da evacuação e interdiçde prédios públicos, residenciais e comerciais, interrupções ao tráfego de veículos e pedestres, drenagem superficial e profunda, escoramentos, remoção de sobrecargas, pequenos retaludamentos, lançamento de aterro ao pé de taludes (diminuindo sua altura e aumentando a resistência passiva), proteção superficial de taludes expostos por lona, ou qualquer outra medida emergencial julgada cabível. As medidas emergenciais poderão ser apresentadas em relatório específico ou incorporadas no laudo de vistoria.

    1. Programação de investigações geotécnicas e de instrumentação geotécnica preliminares

Com base nas informações disponíveis nos itens 5.1 a 5.4 acima, poderão ser programadas investigações geotécnicas e/ou instrumentação preliminares para consolidação do laudo de vistoria. Os detalhamentos das investigações geotécnicas e geológicas, bem como da instrumentação de campo, estão descritos no item 6.

  1. Investigações do terreno

O objetivo principal das investigações é definir seções transversais e longitudinais à encosta que represente, com a maior fidelidade possível, as características topográficas e geológico-geotécnicas do talude em estudo, ressaltando a estratigrafia e as propriedades geomecânicas.

As investigações e levantamentos de caráter genérico, necessários para o desenvolvimento de um projeto geotécnico encontram-se relacionados na norma NBR 8044.

O perfil geológico-geotécnico obtido a partir das investigações do terreno e compreendendo as camadas do solo e rochas, com suas características físicas e mecânicas, constitui um elemento obrigatório para o estudo/projeto de estabilização da encosta.

    1. Dados cartográficos

As informações preliminares , referidas no item 4.1, deverão ser complementadas através da pesquisa e obtenção, caso disponíveis, em mapas e restituições aerofotogramétricas da região em estudo.

    1. Levantamento topográfico

Deverá ser orientado por engenheiro geotécnico ou geólogo de engenharia, que indicará seções e pontos obrigatórios de interesse geotécnico, bem como a abrangência da ãrea levantada.

Para elaboração do estudo, deverá ser realizado levantamento topográfico plani-altimétrico, com curvas de nível, em escala compatível com as dimensões da encosta . O levantamento deverá indicar claramente o contorno da área escorregada (se for o caso), a locação das investigações geotécnicas, se disponível, construções eventualmente existentes e quaisquer outras estruturas, vias públicas, cursos e surgências de água, afloramentos e blocos de rocha, bem como fendas, trincas e abatimentos no terreno.

    1. Dados hidrológicos

Devem ser levantadas informações sobre a pluviometria local e o regime hidráulico de cursos d’água (vazão e velocidade) existentes na encosta em estudo. Surgências d’água permanentes, ou sujeitas à variações sazonais, também deverão ser investigadas e registradas no levantamento topográfico, visando a identificação de caminhos de drenagem subterrânea.

    1. Dados geológicos e geomorfológicos

As informações sobre a geologia e geomorfologia da área, obtidas com base em mapeamentos e trabalhos de amplitude regional , deverão ser complementadas por levantamentos locais de sub-superfície, de modo a determinar as principais características litológicas, estruturais, estratigráficas e hidrogeológicas, relevantes para o local em estudo. O levantamento destes dados deve dar subsídios para o plano de investigações geotécnicas de campo e laboratório.

    1. Investigações geotécnicas

      1. Planejamento

O plano de investigações, no que se refere ao tipo, quantidade e profundidade, devidamente detalhado, deve ser especificado pelo geotécnico responsável.

São válidos quaisquer tipos de investigação que forneçam elementos confiáveis para a montagem do modelo de análise, tanto sob o ponto de vista geométrico como paramétrico.

No caso de taludes escorregados deverá ser determinada a superfície de escorregamento, para fins de retro-análise.

A terminologia a ser adotada na classificação dos materiais de ve serguir a NBR-6501 – Rochas e solos.

      1. Investigações de campo

As investigações de campo são caracterizadas por dois métodos básicos:

  1. Diretos : Correspondem aos processos com acesso direto ao terreno em estudo, tais como poços, sondagens à trado, sondagens a percussão (ou de simples reconhecimento – NBR 6484), sondagens rotativas ou mistas, penetrômetros, medidores de torque, medidores de poro-pressão ou de sucção.

A execução de sondagens para caracterização da encosta e determinação da estratigrafia do terreno é obrigatória para estudos e projetos de estabilização de encostas.

O número de sondagens deve ser tal que permita uma interpretação adequada do maciço, especialmente das regiões potencialmente instáveis ou afetadas pelas obras a serem realizadas .

No caso de processo com coleta de amostras, estas deverão ser armazenadas e mantidas pelo executor, com a respectiva identificação de sua locação em planta e profundidade, à disposição do solicitante, por pelo menos 1 ano.

Os testemunhos de rocha obtidos através das sondagens rotativas deverão ser classificados por geólogo, identificando-se o tipo da rocha, grau de alteração e fraturamento (poe exemplo RQD).

O monitoramento do nível d’água deve ser rigoroso durante a sondagem. É necessário a instalação de um medidor de nível d’água (tubo de PVC perfurado envolvido por elemento drenante e areia) no interior do furo, após a conclusão do mesmo, visando medições posteriores para subsídio ao projeto.

  1. Geofísicos : Correspondem aos processos que identificam os terrenos e/ou suas propriedades a partir de correlações físicas , como velocidade de propagação e reflexão de ondas , resistividade elétrica e outras.

As investigações geotécnicas de campo devem ser direcionadas para obtenção do perfil geotécnico que orientará o modelo de cálculo de estabilidade. O perfil geotécnico constitui um elemento obrigatório para o estudo de estabilidade da encosta.

Os tipos de investigação deverão ser escolhidos de forma a caracterizar um perfil que abranja todas as regiões possíveis de movimentação, bem como condicionantes influentes, como superfícies potenciais de ruptura, níveis d’água, descontinuidades geológicas e outros interesses.

      1. Amostragem

Planejamento – Deve definir o planejamento da amostragem, no que se refere ao tipo, quantidade, locação e profundidade das amostras, de forma a permitir a realização da campanha de ensaios de laboratório para o estudo/projeto, quando necessárias.

As amostras coletadas deverão ser no mínimo, representativas das camadas de solo envolvidas nas potenciais superfícies de ruptura. Atenção especial deve ser dada à situações que envolvam anisotropia de resistência e feições geológicas tais como falhas, juntas, intrusões, veios alterados, etc

Coleta – As amostras poderão ser coletadas nas condições designadas como apenas representativas ou indeformadas, dependendo do programa de ensaios laboratoriais previstos.

Em qualquer caso, as amostras devem ser embaladas e manuseadas de forma a preservar as condições de umidade natural, bem como evitar a contaminação por outros materiais.

As amostras deformadas são aquelas que admitem a destruição total ou parcial da estrutura original do terreno. São obtidas por coleta simples com pá ou picareta, em sondagens a trado ou em sondagens à percussão, e poderão servir apenas para caracterização física dos solos.

As amostra indeformadas são aquelas que procuram preservar a estrutura intergranular e a umidade originais do terreno. São coletadas em blocos, anéis biselados ou com amostradores especiais tipo “ Denison” ou similar. Cuidados especiais devem ser tomados para evitar a violação da embalagem.

Para amostras em profundidade , quando acima do nível d”água, poderão ser executados poços para retirada de blocos indeformados ( NBR 9604). Para amostras em profundidade onde não for possível a coleta direta por intermédio de poços, deverá ser prevista a utilização de amostradores especiais , tipo “ Denison” ou similar ( NBR 9604), a partir de barriletes triplos de sondagem rotativa.

Acondicionamento e transporte – Todas as amostras deverão ser devidamente identificadas, com a data da amostragem, locação e profundidade da amostra, e devidamente acondicionadas.

O transporte requer atenção especial , de forma a serem evitadas trepidações, quedas ou acidentes que possam vir a alterar as características originais da amostra, particularmente das indeformadas. As eventuais anomalias constatadas no acondicionamento ou no transporte deverão ser anotadas na própria embalagem da amostra e comunicadas ao laboratório.

Devem ser adotados os procedimentos preconizados nas normas NBR 9604 e NBR 9820, no que couber.

      1. Investigações de laboratório

As investigações de laboratório objetivam a caracterização física e mecânica dos diversos solos que compõem a estratigrafia da encosta. Ensaios de granulometria, limites de liquidez e plasticidade, e ensaios de determinação da resistência ao cisalhamento devem ser obrigatórios para os estudos de estabilização de encostas terrosas em que se considera uma superfície potencial de ruptura. A não realização destes ensaios, apenas admitida para as situações citadas a seguir, deve ser justificada pelo projetista, que assumirá a responsabilidade pela escolha dos parâmetros de cálculo para o projeto:

  1. Existência prévia de resultados de ensaios em quantidade suficiente na área de estudo , permitindo então adotar parâmetros que estejam baseados em ampla experiência local;

  2. Evidência de instabilizações no local de estudo que permitam estimar com segurança os parâmetros por retroanálise;

  3. Predominância de situações onde a realização de ensaios não acrescentará muito na quantificação de parâmetros de cálculo, tais como encostas com preponderância de blocos de rocha, certos depósitos de tálus, encostas com predominância rochosa, etc.

Para a determinação da resistência ao cisalhamento do solo, deverão ser previstos ensaios triaxiais ou de cisalhamento direto (Norma ASTM D3080), sob condições de saturação, tensões, drenagem e velocidade de carregamento pré-estabelecidas pelo projetista.

    1. Levantamento de taludes rochosos

No caso de taludes rochosos ou encostas com blocos de rocha, deverá ser feito um levantamento contendo:

  1. Aerofotografia ou foto convencional de todo o conjunto, obtida através de montagem, objetivando visualizar toda a área em estudo;

  2. Registro minucioso dos elementos instáveis, com fotos, e indicação em planta da localização de cada foto;

  3. Perfis esquemáticos indicando as dimensões dos elementos instáveis, de eventuais intrusões (diques), orientação dos planos de fratura da rocha e das xistosidades, condições de apoio ( declividade, rugosidade e tipo de material), de forma a permitir a elaboração do modelo geomecânico;

  4. Outros processos, como ortofotografia vertical ou “scanner” podem ser utilizados em substituição à fotografia convencional.

    1. Monitoramento

O monitoramento de uma encosta em uma fase preliminar, ou durante o próprio desenvolvimento do projeto, pode, em certos casos, ser um dado importante de investigação do terreno. Neste caso, a instalação de instrumentos para controle do nível piezométrico e dos movimentos (horizontais e verticais) da encosta deverá ser programada juntamente com as investigações geotécnicas.

Em casos especiais, em que o projetista identifique a necessidade de monitoramento após a conclusão das investigações na encosta,deverá especifica-lo no projeto ou em documentação adicional durante a fase de realização do serviço ou obras.

  1. Projeto

    1. Introdução

Para elaboração do projeto são requisitos obrigatórios aqueles indicados nos itens 5 e 6.

A escolha da solução a ser adotada no projeto de estabilização deverá levar em conta:

a) elaboração de modelo geotécnico representativo das condições locais, caracterizado por planta de situação e seções transversais representativas, incluindo análise crítica e definição dos parâmetros aplicáveis ao mesmo.

b) estudo de alternativas de projeto considerando:

  1. Acessos;

  2. Condições de operação de equipamentos;

  3. Disponibilidade de materiais;

  4. Local adequado para “bota-fora”, se for o caso;

  5. Dificuldades construtivas;

  6. Interferências com instalações existentes, enterradas ou não, e propriedades de terceiros;

  7. Implicações ambientais;

  8. Dificuldades de manutenção;

  9. Segurança da equipe/equipamentos envolvidos na construção;

  10. Custos;

  11. Prazos.

Um projeto de estabilização pode ser subdividido em duas fases: Projeto Básico (ou Anteprojeto) e Projeto Executivo.

    1. Projeto básico ou anteprojeto

Entende-se por Projeto Básico ou Anteprojeto a definição da concepção da solução, incluindo avaliação preliminar de quantidades, custos e prazos envolvidos.

Quando a solução de um problema de estabilidade oferecer a possibilidade de mais de uma opção, cada solução pode ser desenvolvida em seus aspectos básicos, incluindo uma avaliação preliminar das quantidades de serviço e de materiais de modo a permitir uma análise comparativa entre elas, buscando uma melhor relação custo/benefício. Após escolhida a solução que será desenvolvida, elaborar-se-á o Projeto Executivo.

São partes integrantes do Projeto Básico:

  1. Memória de cálculo da estabilidade da encosta, incluindo parâmetros de resistência do terreno, nível d´água e sobrecargas adotadas;

  2. Planta com locação da obra;

  3. Vista e seções com as dimensões básicas da obra de contenção, se houver;

  4. Seção ou seções transversais do modelo geotécnico com indicação da solução concebida;

  5. Planilha de quantidades;

  6. Relatório sucinto, incluindo as hipóteses de cálculo adotadas e as considerações executivas;

  7. Em casos mais simples a serem justificados pelo projetista, o Projeto Básico pode ser incorporado ao Projeto Executivo.

    1. Projeto executivo

      1. Considerações Iniciais

O Projeto Executivo deve conter todos os elementos suficientemente detalhados para que possa ser executado sem suscitar dúvidas por parte do Executor e da Fiscalização. Os seguintes elementos devem constar obrigatoriamente de um Projeto Executivo de Estabilização:

  1. Todos os elementos do Projeto Básico, devidamente verificados e revistos;

  2. Detalhamento da seqüência executiva, incluindo cálculos de estabilidade e fatores de segurança para todas as fases da obra, principalmente nas etapas de escavação e localização de sobrecargas eventuais;

  3. Detalhamento, dimensionamento e especificações dos elementos individuais componentes da obra de estabilização do talude, as condições de controle e a metodologia de construção e futura manutenção (item10). No caso de solos compactados, o projeto deverá apresentar claramente as especificações relativas ao material a ser compactado, bem como os critérios para controle e aprovação da compactação no campo;

  4. Detalhamento dos elementos de drenagem superficial, que deverão ser projetados a partir do levantamento hidrológico da área em estudo. Deverá ser levantada a área da bacia de contribuição, assim como a (s) declividade (es) da encosta, o coeficiente de escoamento superficial (“run-off”) de acordo com a cobertura da encosta, o tempo de concentração da bacia e o período de recorrência de projeto, todos devidamente justificados. O período de recorrência mínimo para dimensionamento do sistema de drenagem superficial será de 10 anos, enquanto que o tempo de concentração mínimo da bacia será de 7 minutos. Nos casos mais complexos de estabilidade da encosta ou quando a estabilidade geral da encosta possa ser afetada por um funcionamento inadequado do sistema de drenagem, o tempo de recorrência deverá ser mais elevado, cabendo ao projetista a justificativa dos valores adotados. Os elementos de drenagem interna (valas drenantes, drenos profundos, poços drenantes, túneis de drenagem, etc.) devem ser detalhados quanto a: dimensões, materiais, características de drenagem, declividade, selagem, condições de saída de água e outras. Os casos de obras de proteção contra erosões superficiais e voçorocas deverão ser detalhados de acordo com as etapas do projeto e da seqüência executiva;

  5. Relatório consolidado, elaborado de acordo com o item 7.6, incluindo as respectivas análises de estabilidade, que devem atender os fatores de segurança indicados no item 7.5.

  6. O dimensioinamento dos elementos estrutureais de concreto armado deverá obedecer a NBR-6118 - Projeto e cosntrução de obras de concreto armado e suas fundações seguir a NBR-6122 – Projeto e execução de fundações.

      1. Projetos envolvendo apenas terraplenagem e elementos de drenagem

Um projeto pode ser concebido apenas com mudança da geometria do terreno, sem elementos de contenção estrutural. Neste caso o levantamento topográfico do terreno original deve ser apresentado juntamente com a topografia final. Seções representativas das obras de terraplenagem devem mostrar claramente as etapas de execução juntamente com todos os elementos de controle de erosão (canaletas, banquetas, escadas de drenagem, dissipadores de energia e proteção superficial contra erosão de terrenos escavados e de aterros compactados, ao longo de todas as etapas).

Deverão ser apresentadas as análises de estabilidade, baseadas nos parâmetros de resistência e de caracterização dos solos envolvidos, determinados de acordo com o Capitulo 6 desta Norma.

Caso seja prevista uma ou mais bermas de estabilização, estas deverão estar assentes em camada drenante granular (filtros granulares ou de geotêxteis adequados), no caso em que o lençol freático possa ser aflorante, no contato com o solo natural, cortado ou não. Deverá ser prevista a saída da água recolhida por estas camadas drenantes de modo a não haver erosão interna do aterro.

      1. Projetos envolvendo obras de contenção

São aqueles com elementos destinados a contrapor-se aos esforços estáticos provenientes do terreno e de sobrecargas acidentais e/ou permanentes. Todas as estruturas de contenção deverão ser projetadas para suportar, além dos esforços provenientes do solo, uma sobrecarga acidental mínima de 20 kPa, uniformemente distribuída sobre a superfície do terreno arrimado. A utilização de valores inferiores para a sobrecarga acidental deverá ser devidamente justificada pelo projetista.

As estruturas de contenção podem ser:

        1. Muros de gravidade

São aqueles que formam uma estrutura monolítica, cuja estabilidade é garantida através do peso próprio da estrutura. Podem ser de concreto simples, concreto ciclópico, gabiões, alvenaria de pedra argamassada ou de pedra seca, tijolos ou elementos especiais. O dimensionamento deve atender à verificação da estabilidade quanto ao tombamento, deslizamento e capacidade de carga da fundação. A linha de ação da resultante dos esforços envolvidos deverá interceptar o terço central da base. Casos contrários devem ser justificados.

        1. Muros de flexão

São aqueles que resistem aos esforços por flexão, geralmente utilizando parte do peso próprio do maciço arrimado que se apóia sobre sua base para manter o equilíbrio, sem caracterizar uma estrutura monolítica.

O dimensionamento deve atender aos mesmos critérios do muro de gravidade, acrescido das verificações de estabilidade estrutural das peças do material constituinte, geralmente concreto armado.

        1. Estruturas ancoradas

São aquelas cuja estabilidade é garantida através de tirantes ancorados no terreno ou de estruturas específicas de ancoragem (“mortos”). A estrutura pode se contínua, em grelha, em placas ou em contrafortes. O dimensionamento deve atender a verificação estrutural das peças constituintes da estrutura, aos critérios preconizados pela NBR-5629 para os tirantes injetados no terreno e aos Fatores de Segurança indicados no item 7.5 para a estabilidade do maciço.

        1. Estruturas de solo reforçado

São aquelas cuja estabilidade é garantida através do reforço do terreno com elementos resistentes introduzidos no seu interior. Os elementos resistentes podem ser grampos, fitas, geotexteis, geogrelhas, colunas de solo-cimento ou estacas de qualquer tipo, que trabalham conjuntamente com o terreno. O projeto deve demonstrar que os esforços atuantes nos elementos resistentes utilizados situam-se na faixa de trabalho dos mesmos. É obrigatória a apresentação das características físicas de resistência, deformabilidade e durabilidade dos materiais empregados, que devem ser coerentes com a dos produtos fabricados e existentes no mercado.

No caso de utilização de peças de aço enterradas devem ser atendidas as mesmas condições de tensão de trabalho, para a condição definitiva ou provisória, e de proteção anticorrosiva, indicadas na norma NBR-5629 – Execução de tirantes ancorados no terreno.

O projeto de estruturas de solo reforçado devem seguir as recomendações de normas específicas sobre o assunto disponíveis na ABNT: NBR-9288 – Emprego de terrenos reforçados; NBR-9286 - Terra Armada; NBR-9285- Microancoragem.

        1. Estruturas para estabilização de taludes rochosos

A adoção da solução deve ser precedida da caracterização do problema, abordando-se os aspectos topográficos e geológicos, com especial atenção à inclinação e à altura do talude, além do estudo da litologia, das descontinuidades, do grau de intemperização da rocha, das condições de contato e da possibilidade de sismos e demais riscos envolvidos.

É necessário o levantamento das descontinuidades com a representação estereográfica e definição do mecanismo de ruptura. A resistência ao cisalhamento das discontinuidades (se preenchidas ou não) deve ser pesquisada adotando-se crit[erios de ruptura consagrados cnsiderando-se a rugosidade e resistência a compressão através de gráficos e tabelas consagrados.

Os elementos ou as alterações introduzidas no talude rochoso para aumentar a sua estabilidade podem ser divididos em cinco grupos:

  1. Grupo 1 – Introdução de ancoragens, grampos e chumbadores

A utilização de ancoragens, grampos e chumbadores pode estar ou não associada à estruturas, geralmente de concreto armado ou telas metálicas. Para as ancoragens são válidas as definições constantes na NBR 5629. As estruturas mais usuais correspondem aos seguintes tipos:

  1. Grelhas ancoradas: são estruturas constituídas, em geral, de vigas horizontais e verticais de concreto armado, adaptadas às irregularidades da face do talude rochoso, tendo ancoragens protendidas posicionadas na interseção das vigas. As grelhas são aplicadas em taludes rochosos fraturados, quando se pretende consolidar uma determinada região potencialmente instável.

  2. Contrafortes de concreto armado: são estruturas adaptadas às irregularidades da face do talude rochoso, associadas ou não a ancoragens, chumbadores ou grampos, trabalhando predominantemente a compressão e aplicadas como apoio ou calçamento de blocos rochosos.

  3. Placas de concreto armado: são estruturas utilizadas quando se pretende distribuir as tensões introduzidas no maciço por ancoragens protendidas.

  4. Telas metálicas: são estruturas utilizadas para estabilização de taludes rochosos muito fraturados ou mesmo de solo saprolítico, estando sempre posicionadas junto à face do talude e fixadas por meio de ancoragens, tirantes ou chumbadores. A contenção com telas metálicas deve ser verificada quanto à possibilidade da ruptura do sistema formado pela tela, pelas placas metálicas de distribuição de tensões e pelos elementos de fixação. O sistema e todos os seus componentes devem ser comprovados quanto à sua resistência, durabilidade, proteção anticorrosiva e desempenho. O comprimento, espaçamento e diâmetro do elemento de fixação devem ser determinados por cálculo da ruptura global do maciço, ante a possibilidade de queda de porção rochosa, com superfície planar ou em cunha, condicionada pela geologia local.

  1. Grupo 2 – Alterações na geometria do talude – Implantação de banquetas.

As banquetas podem ser concebidas de acordo com os seguintes tipos de utilização:

  1. Banquetas para diminuição do ângulo médio do talude, de forma a aumentar o fator de segurança e permitir a implantação da drenagem superficial, dividindo a vazão em cada trecho do sistema drenante. A altura entre cada banqueta e a largura deve ser calculada visando atender a estabilidade geral da encosta e a de cada talude entre banquetas. A altura das banquetas não deve exceder a 15 m.

  2. Banquetas para a redução de energia, de forma a criar espaços para possibilitar a redução da energia cinética de blocos rochosos em queda. A largura e a altura das banquetas devem ser determinadas por métodos numéricos que simulem a energia e a trajetória de rolamento de blocos rochosos em queda.

    1. Grupo 3 – Drenagem

Os sistemas de drenagem podem abranger os seguintes tipos:

      1. Drenagem superficial: Os elementos de drenagem superficial devem ser preferencialmente moldados no local e calculados por métodos consagrados, considerando-se os mesmos critérios estabelecidos no item 7.3.1-d. Deverá ser verificado o local final de descarga do sistema de drenagem da encosta, evitando-se pontos de concentração não protegidos contra a erosão, devendo ser adotadas bacias de amortecimento quando necessário.

      2. Drenos profundos: São utilizados para manter rebaixado o lençol freático e devem ser dimensionados através de estudos geológicos e hidrológicos. No caso de maciços rochosos fraturados, devem interceptar o maior numero possível de fraturas. São geralmente constituídos de tubos plásticos perfurados e envolvidos com geotextil. Para permitir avaliar a eficiência dos drenos as vazões devem ser medidas em intervalos definidos no Projeto.

        1. Grupo 4 – Barreiras e estruturas de impacto.

As barreiras e estruturas de impacto visam à desaceleração de blocos de rocha ou de massas de solo em movimento, podendo abranger os seguintes tipos:

          1. Muros rígidos ou semi-rígidos de impacto: são estruturas metálicas ou de concreto armado associadas a uma área plana, atrás da face interna do muro, destinada ao amortecimento do impacto. A largura da área de amortecimento e a altura do muro devem ser determinadas por métodos numéricos que simulem a energia e a trajetória de blocos rochosos e de massas de terra em movimento.

          2. Barreiras flexíveis: são constituídas de postes de aço, elas de aço, rede de anéis de aço, cabos de aço e dispositivos de frenagem. Servem para a desaceleração de blocos rochosos ou de massas de solo em movimento. O numero de elementos, o posicionamento da barreira na encosta, a altura e o tipo de barreira devem ser dimensionados por métodos numéricos que simulem a energia, a trajetória de rolamento de blocos rochosos ou de massas de terreno em movimento. O sistema constituinte da barreira e todos os seus componentes deverão ser comprovados quanto à sua resistência, durabilidade, proteção anticorrosiva e desempenho.

          3. Implantação de trincheiras de amortecimento: são posicionadas no pé da encosta e servem de área de impacto para queda e coleta de blocos rochosos e de massas de solo. A largura e a profundidade das trincheiras devem ser determinadas por métodos numéricos que simulem a energia e trajetória de rolamento de blocos rochosos em queda.

            1. Grupo 5 – Túnel falso.

São estruturas metálicas ou em concreto armado utilizadas como cobertura para trechos de estrada e destinadas a receber e/ou desviar avalanches e quedas de blocos rochosos ou detritos. A largura e a extensão do túnel devem ser determinadas por métodos numéricos que simulem a energia e trajetória de rolamento de blocos rochosos e de massas de solo. Deverá também ser comprovada a estabilidade interna da estrutura em função da energia e do impacto esperados.

        1. Mistas e outras estruturas

São aquelas envolvendo simultaneamente duas ou mais soluções acima, ou com elementos de estabilização diferentes daqueles listados nos itens 7.3.3.1 a 7.3.3.4, tais como “jet grouting”, cortinas de tubulões, muros de terra ou outras. O dimensionamento dessas estruturas deverá atender ao estabelecido na presente Norma, quando couber. De outra forma, todos os critérios e cálculos adotados deverão ser demonstrados pelo projetista responsável.

    1. CRITÉRIOS DE CÁLCULO

Para qualquer situação de cálculo de estabilidade de encosta ou de elemento constituinte de obra de contenção, devem ser claramente definidos:

  1. a seção ou seções geotécnicas consideradas;

  2. os parâmetros do terreno e os respectivos critérios para obtenção dos valores adotados;

  3. o método de cálculo, com indicação das fórmulas consideradas, programas utilizados ou bibliografia de consulta;

  4. situações do nível d´água, atuação de sobrecargas e fases executivas.

    1. FATORES DE SEGURANÇA

Os Fatores de Segurança (FS) considerados nesta norma têm a finalidade de cobrir as incertezas naturais das diversas etapas de dimensionamento. Dependendo dos riscos envolvidos, deve-se inicialmente enquadrar o projeto em uma das seguintes classificações de Grau de Segurança, definidas a partir da possibilidade de perdas de vidas humanas (Tabela 1) e de perdas materiais e ambientais (Tabela 2):

Tabela 1 – Grau de segurança esperado – Vidas humanas

Grau de segurança

Critérios

Alto

- Áreas urbanas com intensa movimentação e permanência de pessoas, como edifícios públicos, residenciais, comerciais e industriais, escolas, hospitais, estádios, praças e demais locais, urbanos ou não, com possibilidade de elevada concentração de pessoas.

- Ferrovias. Rodovias de tráfego intenso.

Médio

- Áreas e edificações com movimentação e permanência restrita de pessoas.

- Rodovias de tráfego moderado.

Baixo

- Áreas e edificações com movimentação e permanência eventual de pessoas.

- Rodovias de tráfego baixo.

Tabela 2 – Grau de segurança esperado – Perdas materiais e ambientais

Grau de segurança

Critérios

Alto

- Propriedades: Locais junto a propriedades de alto valor histórico, social ou aquisitivo, obras de grande porte e áreas que afetem serviços essenciais.

- Dano ambiental: Locais sujeitos a acidentes com dano ambiental elevado, como junto a oleodutos, barragens de rejeito, fábricas de produtos tóxicos e outras.

Médio

- Propriedades: Locais junto a propriedades de valor médio.

- Dano Ambiental: Locais sujeitos a acidentes com dano ambiental moderado.

Baixo

- Propriedades: Locais junto a propriedades de valor baixo.

- Dano ambiental: Locais sujeitos a acidentes com dano ambiental baixo.

O enquadramento em cada caso previsto nos Tabelas 1 e 2 deverá ser justificado pelo projetista, sempre de comum acordo com o proprietário da área afetada e atendendo às exigências dos órgãos públicos competentes. O fator de segurança mínimo a ser adotado no projeto, levando-se em conta os graus de segurança preconizados nos Tabelas 1 e 2, deverá ser obtido de acordo com o Tabela 3.

Os fatores de segurança indicados no Tabela 3 referem-se às análises de estabilidade interna e externa do solo, sendo independentes de outros fatores de segurança recomendados por normas de dimensionamento dos elementos estruturais de obras de contenção, como do concreto armado, de tirantes injetados no terreno e de outros.

Entende-se por estabilidade interna aquela que envolve superfícies potenciais de escorregamento locais, a serem estabilizadas pela estrutura de contenção, como no caso de uma cunha de empuxo ativo. Por outro lado, a estabilidade externa é aquela que envolve superfícies de escorregamento globais. No caso de estruturas de arrimo suportadas por tirantes, tiras, grampos ou geossintéticos, por exemplo, as superfícies locais interceptam os elementos de reforço (estabilidade interna), enquanto que as superfícies globais não interceptam esses elementos, por serem a eles externas (estabilidade externa).

Tabela 3 – Fatores de segurança

Grau de segurança

Perdas de vidas

Grau de segurança

Perdas materiais e ambientais

Alto

Média

Baixo

Alto

1,5

1,4

1,3

Médio

1,4

1,3

1,2(*)

Baixo

1,4

1,3

1,10(*)

(*) A adoção de fatores de segurança iguais ou inferiores a 1,2 só será permitida quando os parâmetros de resistência do solo puderem ser confirmados por retroanálise, para as condições mais desfavoráveis de poro-pressões.

No caso de estabilidade de blocos rochosos os fatores de segurança podem ser parciais, incidindo sobre C’ , em função da incerteza sobre estes parâmetros, devendo ser justificado pelo projetista. Deve-se também adotar um fator de segurança mínimo sobre o método de cálculo empregado, igual a 1,1

No caso de estabilidade de muros de gravidade e de muros de flexão, deverão ser atendidos os seguintes fatores de segurança:

Tabela 2 – Requisitos para estabilidade de muros de arrimo

Grau de segurança

Fator de segurança

Tombamento

2,0

Deslizamento

1,5

Capacidade de carga da fundação

3,0

Nos casos de colúvios permanentemente saturados, o fator de segurança mínimo a ser atingido após as obras de estabilização deverá ser FS=1,15, nas situações em que as poro-pressões e os parâmetros de resistência do solo possam ser estabelecidos com boa confiabilidade, a partir de retroanálises, ensaios de campo, de laboratório e instrumentação.

    1. APRESENTAÇÃO DE PROJETO

Os projetos devem ser apresentados em relatório consolidado contendo memória de cálculo com indicação dos itens abaixo, mas não necessariamente se limitando a estes:

  1. Introdução – contendo descrição do local, histórico e condições gerais;

  2. Obtenção de Dados - contendo a caracterização e forma de obtenção de todos os dados utilizados nos cálculo, incluindo dados geométricos, sobrecargas, níveis de água, parâmetros do terreno e fatores de segurança, todos com a devida interpretação e justificativa dos valores adotados;

  3. Cálculo de estabilidade – contendo a descrição do método de estabilidade aplicado e a justificativa dos respectivos fatores de segurança;

  4. Instrumentação geotécnica, conforme descrição apresentada no item 10;

  5. Especificações – contendo as características dos materiais e procedimentos a serem adotados na execução, incluindo seqüência executiva e cuidados especiais com escavações e sobrecargas;

  6. Desenhos – contendo a planta geral a obra, seções que representem todas as partes do projeto e detalhes necessários ao perfeito entendimento, execução e fiscalização das obras;

  7. Quantidades – contendo a planilha de quantidades dos materiais e serviços;

  8. Plano de manutenção – conforme especificado no item 10.

  1. Execução

    1. Introdução

Antes do início da construção de obras de estabilização de taludes em encostas devem estar concluídos:

- o projeto executivo, conforme item 7 desta Norma;

- os processos de obtenção das respectivas licenças e autorizações.

Em casos de perigo iminente de escorregamento ou evolução deste fenômeno, com risco de danos materiais ou de vidas, as obras podem ser iniciadas sem os quesitos acima, entretanto obrigatoriamente acompanhadas por geotécnico e precedida de relatório com indicação da concepção de estabilização, metodologia executiva, plano de ataque e cuidados especiais, elaborado por engenheiro geotécnico.

    1. Mobilização

Corresponde a fase inicial onde são posicionadas as instalações provisórias da obra e disponibilizados os equipamentos necessários no local dos serviços.

Esta atividade não deve interferir com terceiros (ruas, estradas, caminhos, linhas de abastecimento e outras), nem com a com a própria obra ou critérios de projeto, como posicionamento de sobrecargas e proteção de locais de risco, sem as respectivas autorizações e sinalizações adequadas.

    1. Desenvolvimento da obra

A execução deve seguir as fases executivas, dimensões, materiais e ensaios indicados no projeto.

Especial atenção deverá ser dada nas fases de escavação, posicionamento de sobrecargas (pilhas de estoque e tráfego de equipamentos), condução de águas e outros aspectos de obra, de forma a não alterar as considerações de projeto durante as fases intermediárias da obras.

Antes de cada atividade deverão ser feitas as locações necessárias tanto no local específico dos serviços como em locais de segurança, mais afastados, de forma a não perder a referência uma vez iniciados os serviços. Esta situação é típica de marcação de limites de corte e outras atividades de terraplanagem.

Deverão ser observados os aspectos abaixo listados:

  1. Condições de campo em desacordo com as indicadas no projeto, em particular na fase de locação, seja por evolução de erosões, imprecisão de topografia ou outra qualquer, deverão ser comunicadas ao projetista e a obra só iniciada após os devidos ajustes;

  2. Atividade com interferências ou envolvendo remoção de vegetação de porte deverá ter planejamento adequado e executado após a respectiva licença, se necessário;

  3. Deverão ser devidamente avaliados os impactos dos serviços relativos à empréstimos, disposição de bota-fora e entulho, bem como tráfego de equipamentos;

  4. A disposição de material resultante de escavação e entulhos, bem como o caminhamento de águas de drenagem ou de retorno de perfuração, não poderão causar instabilização;

  5. Para escavações a céu aberto deverá ser seguida a norma NBR-9061/85;

  6. No caso de uso autorizado de escavação com explosivos deverá ser seguida a NBR-9653;

  7. Na execução de cortinas atirantadas pelo método descendente, a escavação abaixo de qualquer nível de tirantes somente poderá ser iniciada após a aplicação da carga especificada no projeto, de todos os níveis superiores na mesma vertical;

  8. Na compactação de aterro junto à estruturas de contenção (cortina, muro, gabião, etc.) deverá ser respeitada uma distância mínima do paramento interno da estrutura de no mínimo 2m, onde não poderá ser utilizado equipamento mecânico de compactação, para evitar danos na estrutura. Nesta faixa, o aterro deverá ser compactado com sistema manual ou semimecanizado (tipo sapo ou mesa vibratória), ou alternativamente com água, no caso de utilização de material granular;

  9. O terreno de assentamento de estruturas de contenção deverá ser verificado por engenheiro geotécnico, de forma a comprovar a capacidade de carga da fundação no nível de tensões previsto;

  10. Antes de qualquer procedimento de perfuração deverá ser verificada a possibilidade da existência de interferências enterradas (dutos, cabos, fundações, galerias e outras) e executando seu devido mapeamento, se for o caso, de forma a evitar danos.

  11. Sempre deverão ser atendidas as recomendaçoes executivas das normas disponíveis na ABNT relacioinadas com os serviços realizados, a saber: NBR-6118 – Projeto e construção de obras de concreto armado; NBR-6122 – Projeto e execução de fundações; NBR-9286 – Terra Armada; NBR-9285 – Microancoragem; NBR-9061 – Segurança de escavaçõpes a céu aberto; NBR-5629 – Execução de tirantes ancorados no trerreno.

  1. Acompanhamento de obras

Em obras geotécnicas de estabilização de encosta, eventuais ajustes e adaptações ao projeto originalmente desenvolvidos são inevitáveis devido às alterações na topografia do terreno que ocorrem com o tempo, complexidade da geologia local e outros condicionantes relacionadas com a interação solo- estrutura.

O acompanhamento técnico durante a fase de execução é obrigatório e deve ser realizado pelo projetista da obra.

A periodicidade das visitas de acompanhamento, pelo projetista, deverá ser estabelecida em função do porte da obra, tendo como objetivo a verificação dos critérios de projeto e modelos de cálculo, permitindo eventual ajuste às condições de campo.

Dentre os principais aspectos relacionados ao acompanhamento técnico, destacam-se: locação, cotas de assentamento, condições de fundação, fases de execução, perfurações, adequação da drenagem, testes e ensaios de acordo com as normas.

Os registros das visitas deverão ser feitos em diário de obra ou documento semelhante a ser encaminhado ao proprietário ou executor, onde serão registradas as recomendações pertinentes, sobre a situação da obra, as questões técnicas de maior relevância, as alterações de projeto, etc. Para ilustração do relatório poderão ser previstas fotos.

O relatório técnico de acompanhamento, de caráter mais geral, além das informações transmitidas diretamente à obra, deverá ser informado ao cliente.

Ao término da obra, deverá ser providenciado pelo executor o projeto como construído (“as built”), ou seja, todas as modificações no projeto realizadas pelo construtor, devendo ser consolidadas em documento final a ser encaminhado ao proprietário.

  1. Manutenção

Ao término da obra, o executor deverá elaborar o “Manual do Usuário” a ser encaminhado ao proprietário. Neste manual, deverão constar todas as providências em termos de manutenção da obra a serem seguidas pelo proprietário. Tanto o tipo de serviço a ser realizado quanto à sua periodicidade deverão ser definidos no manual.

As recomendações constantes do manual devem ter por objetivo manter as características de sua concepção e utilização.

Deverão ser seguidas as seguintes recomendações:

  1. Proceder a vistorias periódicas à obra (no mínimo semestrais) para verificação de situações anômalas a saber: trincas, deslocamentos, obstruções na drenagem, erosões e outros fatos julgados de relevância;

  2. Realizar limpeza periódica no sistema de drenagem;

  3. Realizar com a periodicidade recomendada pelo executor, medição de vazão dos drenos profundos suborizontais;

  4. No caso de obras com empregos de tirantes, proceder testes periódicos de acordo com a NBR 5629;

  5. No caso de obras com monitoramento previsto, realizar e analisar as leituras de acompanhamento conforme recomendado;

  6. Outras recomendações pertinentes.

No caso de obras com tirantes, as cargas de 5% do total de tirantes devem ser revistas a cada 5 anos com macaco hidráilico aferido, assim como o estado as cabeças metálicas inspecionadas no mesmo período. Os resultados devem ser apresentados ao proprietário da obra com as recomendações cabíveis.

  1. Monitoramento

Caso haja indicação de projeto ou necessidade definida durante ou após as obras de estabilização da encostas de acompanhamento do seu comportamente com instrumentação, todo serviço deverá ser executado de acordo com planejamenteo específico, constando no mínimo de:

        1. definição dos instrumento e tipos de medidas a serem obtidas;

b) ordem de grandesa das medidas esperadas e aferições necessárias;

c) locação e profundidade (se for o caso) de todos os instrumentos;

d) períodos ou frequência de medidas;

e) tipo de interpretação;

f) valores ou coeficientes de alerta.

Qualquer tipo de monitoramente somente poderá ser executado por profissional devidamente hablitado.

Os resultados devem ser apresentados ao proprietário da obra em forma de relatório contendo os dados obtidos, interpretação e recomendações cabíveis.

Anexo A (normativo)

Definições

    A1. Definições quanto à geometria, aplicáveis a cortes e aterros.

p

m

Figura A1 Definições aplicáveis a cortes e aterros

Sendo:

H – Altura do talude;

E – Extensão do talude;

m - Ângulo médio do talude;

p - Ângulo parcial do talude;

Pé do talude – Ponto mais baixo;

Crista do talude – Ponto mais alto;

Anexo B (normativo)

Laudo de vistoria

    B1. Modelo de planilha

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