Fisiologia I- Gastrintestinal-1

Fisiologia I- Gastrintestinal-1

Fisiologia do Trato Gastrintestinal_1

  • Prof. MS. Ivana L. Damásio Moutinho

Princípios gerais da função gastrintestinal

  • Motilidade, Controle Nervoso e Circulação Sanguínea

Órgãos do TGI

Princípios gerais da função do TGI

  • Parede Gastrintestinal, suas camadas da superfície externa para interna:

    • Serosa
    • Muscular longitudinal
    • Muscular circular
    • Submucosa
    • Mucosa

Camadas da parede gástrica

Camadas do Intestino Delgado

Corte Transversal do Intestino

O músculo gastrintestinal

  • Músculo liso sincicial, no qual as fibras dos feixes estão eletricamente conectadas umas às outras através de junções abertas, que permitem movimentos de íons de uma célula à outra com baixa resistência

  • Desta forma os sinais elétricos podem passar rapidamente de uma fibra à outra no interior de cada feixe

Junções abertas intramusculares

O músculo liso gastrintestinal

  • Quando um potencial de ação é desencadeado em qq parte no interior da massa muscular, dirige-se em todas as direções do músculo

  • A distância percorrida depende da excitabilidade do músculo, que pode cessar depois de alguns milímetros, centímetros ou até metros

Potencial de Ação

Atividade elétrica muscular gastrintestinal

  • A atividade elétrica da musculatura é quase contínua, porém lenta, com dois tipos de ondas:

    • Ondas lentas
    • Ondas pontas
  • As ondas lentas são rítmicas, não são potencial de ação, mas alterações lentas e ondulantes no potencial de membrana em repouso

Atividade elétrica muscular gastrintestinal

  • Ondas lentas:

    • A intensidade varia de 5 e 15mv e a frequência oscila em diferentes partes, com cerca de 3/min no corpo do estômago; 12/min no duodeno e 8 a 9 /min no íleo.
    • Só causam contrações no estômago, no restante do trato servem para desencadear contrações

Atividade elétrica muscular gastrintestinal

  • Ondas em Ponta

    • São verdadeiros potenciais de ação iniciados com a positivação de cerca de menos 40mv (repouso entre -50 e -60mv)
    • Estes potenciais duram 10 a 40 vezes mais no músculo gastrintestinal que nas fibras nervosas, que são de 10 a 20 ms.
    • Os potenciais são desencadeados por abertura de canais cálcio-sódio, que são muito mais lentos que os canais de sódio

Controle Neural da Função Gastrintestinal

  • O TGI possui um sistema nervoso próprio, sistema nervoso entérico

  • Situado totalmente na parede intestinal, inicia no esôfago e estende-se até o ânus

  • Possui cerca de 100 milhões de neurônios, quase igual ao número existente em toda a medula espinhal

  • Controla essencialmente os movimentos e as secreções gastrintestinais

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Plexo externo_ mioentérico ou de Auerbach, entre as camadas musculares longitudinal e circular. Controla os movimentos do TGI

  • Plexo interno_ submucoso ou de Meissner, na submucosa. Controla as secreções e o fluxo sanguíneo no TGI

Controle Neural da parede gastrintestinal

Controle Neural da parede gastrintestinal

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Embora o SN Entérico possa funcionar por si só, ele recebe conexões de fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas que podem ativar ou inibir ainda mais as funções gastrintestinais

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Terminações nervosas sensitivas originárias do epitélio ou da parede gastrintestinal emitem fibras aferentes para os plexos mioentérico e submucoso, bem como para gânglios do SN simpático, algumas das quais chegam à medula e outras ao tronco cerebral

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • O plexo mioentérico ao ser estimulado produz:

    • Aumento do tônus da parede
    • Maior intensidade das contrações rítmicas
    • Aumento da freqüência das contrações
    • Maior velocidade das ondas peristálticas
    • Algumas fibras são inibitórias: do esfíncter pilórico e da válvula íleocecal

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • O plexo submucoso controla as secreções locais, a absorção local e a contração do músculo submucoso, responsável pelo pregueamento da mucosa

  • Vários neurotransmissores são secretados nas terminações nervosas dos neurônios entéricos, mas não se conhece exatamente a função específica da maioria delas

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Neurotransmissores conhecidos:

    • Acetilcolina: excitante
    • Norepinefrina: quase sempre inibe
    • Dopamina
    • Colecistocinina
    • Adenosina-trifosfato
    • Serotonina
    • Outros

Controle neural autonômico do trato gastrintestinal

  • Inervação Parassimpática

    • Craniana: transmitidas pelos nervos vagos, exceto na boca e faringe. É extensa para o esôfago, estômago e pâncreas, e menos para intestinos
    • Sacra: da medula espinhal para os nervos pélvicos até a metade distal do intestino grosso. Estas fibras funcionam especialmente nos reflexos de defecação

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Inervação Parassimpática

    • Seus neurônios pós-ganglionares estão nos plexos mioentérico e submucoso, de modo que sua estimulação produz aumento geral da atividade de todo o SN entérico

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Inervação Simpática

    • Suas fibras se originam na medula espinhal entre T-5 e L-2 e se espalham por todas as partes do intestino, terminando em conexões com o SN entérico
    • Suas terminações secretam norepinefrina, que produz sobretudo inibição, bloqueando o trânsito quando fortemente estimulado

Controle Neural da parede gastrintestinal

  • Inervação Simpática

    • A inibição tem exceção na camada muscular da mucosa que é excitada pelo simpático
  • Fibras nervosas aferentes

    • São estimuladas por irritação da mucosa, distensão excessiva do intestino e presença de substâncias químicas. Podem causar excitação ou inibição

Reflexos gastrintestinais

  • O controle gastrintestinal é feito por três tipos de reflexos:

    • Aqueles que ocorrem totalmente no SN entérico: controlam a secreção, o peristaltismo, contrações e a inibição local

Reflexos gastrintestinais

    • 2. Reflexos do intestino para os gânglios simpáticos pré-vertebrais que retornam ao TGI: gastrocólico, enterogástrico, colonoileal
    • 3. Reflexos do intestino para a medula espinhal ou para o tronco cerebral que retornam para o TGI: controlam, através dos nervos vagos, a motilidade e a secreção gástrica, reflexos de dor que inibem o TGI, reflexos de defecação.

Controle Hormonal da Motilidade Gastrintestinal

    • Colecistocinina: secretado no duodeno e jejuno; aumenta a contratilidade da vesícula biliar na presença de lipídios, ácidos graxos e monoglicerídeos no conteúdo intestinal. Este hormônio tb inibe moderadamente a contratilidade gástrica
    • Secretina: secretada no duodeno na presença de suco gástrico ácido. Tem ligeiro efeito inibidor sobre a motilidade da maior parte do TGI

Controle Neural da parede gastrintestinal

    • Peptídeo gástrico inibidor: secretado pela mucosa do intestino delgado em resposta à presença de ácidos graxos e aminoácidos. Reduz a atividade motora do estômago, retardando seu esvaziamento

Movimentos no TGI

  • Movimentos propulsivos_ Peristaltismo

Movimentos no TGI

  • Peristaltismo

    • Movimento básico inerente de tubos de mm liso sincicial: no TGI, nos ductos biliares, ductos glandulares, nos ureteres, etc.
    • Anel contrátil com distensão receptiva à frente
    • O grande estimulador para aparecimento do peristaltismo é a distensão causada pelo bolo alimentar

Movimentos no TGI

  • Movimentos de mistura

    • Causado pelo próprio peristaltismo quando a mistura é contida por um esfíncter e também por contrações constritivas locais que duram poucos segundos

Fluxo Sanguíneo Gastrintestinal

  • Os vasos sanguíneos do TGI fazem parte de um extenso sistema _ circulação esplâncnica, que inclui o fluxo sanguíneo do TGI, do baço e pâncreas que chega imediatamente ao fígado através da veia porta. Neste flui pelos sinusóides hepáticos e deixa o órgão através das veias hepáticas para a veia cava e circulação geral

Fluxo Sanguíneo Gastrintestinal

Fluxo Sanguíneo Gastrintestinal

  • O suprimento sanguíneo:

    • artérias mesentéricas superior e inferior que irrigam as paredes do intestino delgado e grosso
    • artéria celíaca para o estômago
  • O parassimpático aumenta o fluxo sanguíneo local e o simpático causa constrição, reduzindo-o

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