Fisiopatologia do movimento

Fisiopatologia do movimento

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Movimentos Fracturas e luxações Patologia do movimento de origem neuromuscular Cintura escapular Braço e antebraço Mãos Patologia do membro superior Nervos do membro superior Cintura pélvica e coxa Membros inferiores Pés Nervos dos membros inferiores

Capítulo 1 Movimentos

Locomoção

A locomoção pode ser uma actividade voluntária ou automática. É voluntária quando se tem atenção ao modo de marchar – p.ex. obstáculos. É automática quando não é necessário ter atenção.

A locomoção é uma máquina complexa utilizando programas motores estereotipados, necessitando de:

Alavancas – ossos e articulações Motor – músculos Energia – ATP

Marcha

La marche est une succession de mouvements articulaires simples: flexion / extension

Caractérisée par des pas un pas = événement prenant place entre la pose au sol du talon d’une jambe et la pose suivante du talon de l’autre jambe

La locomotion La locomotion --Analyse des mouvements locomoteur du membre postAnalyse des mouvements locomoteur du membre postéérieur rieur A-Analyse des mouvements locomoteur du membre postérieur

http://www.scifa.univ-metz.fr/cours/Langlet/Locomotion.ppt#271,9,Diapositivo 9 Fig. 1.1- Análise da marcha

É uma sucessão de passos, movimentos articulares simples de flexão e extensão.

Fases da marcha

Há uma fase de apoio em que o pé está no chão e uma fase de oscilação em que está no ar.

La locomotion La locomotion --Analyse des mouvements locomoteur du membre postAnalyse des mouvements locomoteur du membre postéérieur rieur

Phase d’appui= période entière pendant laquelle le pied est en contact avec le sol –Contrôle par les muscles extenseurs

Phase d’oscillation = durée durant laquelle le pied est dans les airs pour permettre l'avancement du membre reliéavec le pied. Muscles fléchisseurs

Comme la durée du poséest plus grande que celle du levé, les phases d'appui des deux membres se chevauchent = double appui

http://www.scifa.univ-metz.fr/cours/Langlet/Locomotion.ppt#1 Fig. 1.2 – Fases da marcha

Para que movimento se realize torna-se necessário:

Apoio Organização temporo-espacial Regulação da tonicidade Regulação do equilíbrio

Apoio

Todos os corpos sofrem a acção da força da gravidade.

O centro de gravidade do corpo está na bacia, adiante da S2, numa linha passando pelos tetos dos acetábulos.

A reacção dos membros inferiores à gravidade é a contracção reflexa dos extensores.

Nos membros superiores, o apoio proximal é indispensável.É realizado através da inserção dos membros no tronco (espádua) e entre os segmentos dos membros.

Organização temporo-espacial

Para atingir a sua finalidade os deslocamentos dos membros devem ser organizados no espaço e no tempo.

Esta regulação é efectuada pelo cérebro, tronco cerebral e cerebelo.

Regulação da tonicidade

Para que o movimento se realize o tono muscular dos agonistas e antagonistas é regulado pelos centros subcorticais e pelo paleocerebelo e assegurado pelas vias motoras extrapiramidais.

Regulação do equilíbrio

A regulação correctiva do equilíbrio é assegurada pelos orgãos sensoriais visuais e vestibulares e pelos orgãos propioceptivos.

La locomotion La locomotion ––Le contrôle de la locomotionLe contrôle de la locomotion

http://www.scifa.univ-metz.fr/cours/Langlet/Locomotion.ppt#13 Fig. 1.3 – Controle da locomoção

Tipos de movimentos

Quanto à capacidade em se moverem as articulações dividem-se em imóveis, pouco móveis e móveis.

No quadro 1.I estão indicados os principais tipos de movimentos.

QUADRO 1.I Principais tipos de movimentos

Adjusting angle between two parts

Flexion - Bending movement that decreases the angle between two parts. Bending the elbow, or clenching a hand into a fist, are examples of flexion. When sitting down, the knees are flexed. Flexion of the hip or shoulder moves the limb forward (towards the anterior side of the body).

Extension - The opposite of flexion; a straightening movement that increases the angle between body parts. In a conventional handshake, the fingers are fully extended. When standing up, the knees are extended. Extension of the hip or shoulder moves the limb backward (towards the posterior side of the body).

Adjusting relation to midline of body

Abduction - A motion that pulls a structure or part away from the midline of the body (or, in the case of fingers and toes, spreading the digits apart, away from the centerline of the hand or foot). Abduction of the wrist is called radial deviation. Raising the arms laterally, to the sides, is an example of abduction.

Adduction - A motion that pulls a structure or part towards the midline of the body, or towards the midline of a limb. Dropping the arms to the sides, or bringing the knees together, are examples of adduction. In the case of the fingers or toes, adduction is closing the digits together. Adduction of the wrist is called ulnar deviation.

Rotating body parts

Internal rotation (or medial rotation) of the shoulder or hip would point the toes or the flexed forearm inwards (towards the midline).

External rotation (or lateral rotation) is the opposite. It would turn the toes or the flexed forearm outwards (away from the midline).

Adjusting elevation

Elevation - Movement in a superior direction.

Depression - Movement in an inferior direction, the opposite of elevation. -0 alex gale

The movement of body - General motion

Adjusting angle between two parts

Flexion - Bending movement that decreases the angle between two parts. Bending the elbow, or clenching a hand into a fist, are examples of flexion. When sitting down, the knees are flexed. Flexion of the hip or shoulder moves the limb forward (towards the anterior side of the body).

Extension - The opposite of flexion; a straightening movement that increases the angle between body parts. In a conventional handshake, the fingers are fully extended. When standing up, the knees are extended. Extension of the hip or shoulder moves the limb backward (towards the posterior side of the body).

Adjusting relation to midline of body

Abduction - A motion that pulls a structure or part away from the midline of the body (or, in the case of fingers and toes, spreading the digits apart, away from the centerline of the hand or foot). Abduction of the wrist is called radial deviation. Raising the arms laterally, to the sides, is an example of abduction.

Adduction - A motion that pulls a structure or part towards the midline of the body, or towards the midline of a limb. Dropping the arms to the sides, or bringing the knees together, are examples of adduction. In the case of the fingers or toes, adduction is closing the digits together. Adduction of the wrist is called ulnar deviation.

Rotating body parts

Internal rotation (or medial rotation) of the shoulder or hip would point the toes or the flexed forearm inwards (towards the midline).

External rotation (or lateral rotation) is the opposite. It would turn the toes or the flexed forearm outwards (away from the midline).

Adjusting elevation

Elevation - Movement in a superior direction.

Depression - Movement in an inferior direction, the opposite of elevation. -0 alex gale

Special motions of the hands and feet surfaces of the hands and feet

The palm (adj palmar) of the hand corresponds to the sole (adj plantar) of the foot. The adjective volar, used mainly in orthopaedics, is synonymous with palmar and plantar.

The dorsum (back) of the hand corresponds to the dorsum (top) of the foot.

rotation of the forearm

Pronation - A rotation of the forearm that moves the palm from an anterior-facing position to a posterior-facing position, or palm facing down. This is not medial rotation as this must be performed when the arm is half flexed. (See also Pronator quadratus and Pronator teres muscle.)

Supination - The opposite of pronation, the rotation of the forearm so that the palm faces anteriorly, or palm facing up. The hand is supine (facing anteriorly) in the anatomical position. (See also Supinator muscle.) flexion of the entire foot

Dorsiflexion - Flexion of the entire foot superiorly, as if taking one's foot off an automobile pedal.

Plantarflexion - Flexion of the entire foot inferiorly, as if pressing an automobile pedal. Occurs at ankle.

movement of the sole of the foot

Eversion - the movement of the sole of the foot away from the median plane.

Inversion - the movement of the sole towards the median plane (same as when an ankle is twisted http://en.wikipedia.org/wiki/Anatomical_terms_of_motion

Deslizamento

Passa-se nas articulações mais simples. Uma superfície plana desloca-se sobre outra semelhante.

São exemplos os ossos do carpo e do tarso e os processos articulares da coluna.

Flexão e extensão

Na flexão diminui o ângulo entre os ossos e na extensão diminui.

Para o conseguir na flexão uma parte no corpo é movida para diante e na extensão para trás excepto no joelho em que a flexão é para trás e a extensão para diante.

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm

http://www.ori.org.au/bonejoint/shoulder/function.htm

Cortesia de George Murrell Fig. 1.4 – Flexão e extensão

Hiperextensão

Extensão de uma articulação para lá do seu limite normal.

Quando se tenta parar uma queda pondo uma mão à frente a força da queda cria uma hiperextensão do punho que pode levar a luxação ou fractura.

Abdução e adução Abdução é o afastamento da linha mediana e adução a aproximação.

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm

http://www.wbsgallery.org.uk/wbsGallery_main/main.php/v/wbs_subjects/PhysicalEducation/theBody/0199210896_ adduction_1.jpg.html

http://www.ori.org.au/bonejoint/shoulder/function.htm

Cortesia de George Murrell Fig. 1.5 – Adução e abdução

Dorsiflexão e flexão plantar

A flexão plantar é o movimento do pé para o lado plantar, como o pôr-se em bicos de pés.

Plantar flexion is already included in your strength exercises. When doing your strength exercises, add these modifications to plantar flexion as you progress: Hold http://www.edinformatics.com/health_fitness/balance_exercises.htm

Cortesia de Mary Rich Fig. 1.6 – Flexão plantar

A dorsiflexão é o movimento dos pés na direcção da perna.

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm Fig. 1.7 - Dorsiflexão

Circundução

Combinação de vários movimentos - flexão, extensão, abdução e adução. Ocorre na articulação escápulo-umeral. O braço move-se de forma a descrever um cone com vértice no ombro. É o movimento feito pelos lançadores de basebol.

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm Fig 1.8 - Circundução

Rotação

É o rodar de uma estrutura em torno do seu eixo mais longo - cabeça, úmero, anca e coxa, todo o corpo.

É o único movimento possível das duas primeiras cervicais (fig. 1.9).

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm

http://www.ori.org.au/bonejoint/shoulder/function.htm

Cortesia de George Murrell Fig. 1.9 – Rotação

Pronação e supinação

Movimentos do rádio à volta do cúbito.

Na pronação a palma da mão roda de modo a que fique virada para trás e na supinação para a frente.

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm

Pronação http://en.wikipedia.org/wiki/Pronation

Supinação http://en.wikipedia.org/wiki/Supination

Fig. 1.10- Pronação e supinação

Elevação e abaixamento

A elevação move uma estrutura para cima, como a mandíbula ou a omoplata. O abaixamento ou depressão move para baixo (fig.1.1).

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm Fig. 1.1 – Elevação e abaixamento

Protracção e retracção

Na protracção ou propulsão a estrutura é movida para diante e na retracção ou retropulsão para trás.

http://www.exrx.net/Kinesiology/Posture.html Fig. 1.12 - Protracção

Oposição

Movimento que permite que o polegar toque os outros dedos.

Inversão e eversão

Inversão é a rotação do tornozelo de modo a que superfície plantar do pé esteja virada para dentro ficando de frente para o pé do lado oposto.

A eversão é o movimento contrário, movendo-se o pé para o exterior.

http://www.brianmac.co.uk/musrom.htm Fig. 1.13 – Inversão e eversão

Amplitude do movimento É o grau de mobilidade possível duma articulação

A amplitude de movimento activo é o movimento que se pode fazer pela contracção dos músculos que actuam sobre a articulação

A amplitude de movimento passivo é o movimento que se efectua quando as estruturas são movidas por uma força exterior como na fisioterapia

Directórios - movimento http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/movementdisorders.html http://www.neurologychannel.com/movementdisorders/index.shtml

Textos - movimento http://www.neurologychannel.com/movementdisorders

Vídeos - movimentos http://www.med.umich.edu/lrc/hypermuscle/hyper.html#flex

Anatomia do movimento http://www.rubberbug.com/walking.htm

Fisiologia do movimento http://www.oandp.org/jpo/library/1997_01_010.asp Controlo da trajectória do pé no movimento http://jn.physiology.org/cgi/content/full/87/6/3070

Mecânica do movimento http://www.oandp.org/jpo/library/1997_02_049.asp http://homepage.mac.com/wis/ASL/Projects/Human%20Locomotion/index.html http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=1160684

Movimentos articulares http://www.tpub.com/corpsman/14.htm Visão durante o processo da marcha http://www.hazardcontrol.com/documents/Web%20Docs/Human%20Vision%20During %20Normal%20Walking.pdf

Capítulo 2 FRACTURAS E LUXAÇÕES

Fracturas Dá-se o nome de fractura quando um osso se partiu total ou parcialmente.

Natureza da fractura Fractura aberta

Os topos dos ossos fracturados criam uma solução de continuidade nos tecidos moles e na pele, expondo o osso através da pele. Constitui um risco importante de infecção podendo provocar uma osteomielite.

http://pain.health-info.org/Pain%20Pages/fractures.htm Fig. 2.1 - Fractura aberta

Fractura fechada Não há solução de continuidade.

Fractura incompleta (greenstick)

Os ossos não estão completamente separados. Frequente nas crianças.

http://pain.health-info.org/Pain%20Pages/fractures.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Greenstick.jpg Fig. 2.2- Fractura incompleta

Fractura transversal A fractura segue uma linha recta através do osso.

http://www.ucd.ie/vetanat/radiology2001/skeletalabnormalities/fractures.html Fig. 2.3 – Fractura transversal

Fractura oblíqua http://pain.health-info.org/Pain%20Pages/fractures.htm http://www.ucd.ie/vetanat/radiology2001/skeletalabnormalities/fractures.html Fig. 2.4 – Fractura oblíqua

Fractura em espiral

Deve-se quando uma grande força faz rodar o osso sobre si próprio. Frequente nos desportistas.

http://pain.health-info.org/Pain%20Pages/fractures.htm Fig. 2.5 – Fractura em espiral

Fractura por compressão

http://en.wikipedia.org/wiki/Compression_fracture Fig. 2.6 – Fractura por compressão

Fractura cominutiva Formaram-se mais de dois fragmentos.

http://pain.health-info.org/Pain%20Pages/fractures.htm Fig. 2.7 – Fractura cominutiva

Fractura segmentar

Há fracturas multiplas de um ou dois ossos em que os segmentos se separam Estas fracturas transformam-se facilmente em fracturas abertas.

http://www.ucd.ie/vetanat/radiology2001/skeletalabnormalities/fractures.html Fig. 2.8- Fractura segmentar

Fractura engrenada Os fragmentos dos ossos encaixam-se uns nos outros.

http://pain.health-info.org/Pain%20Pages/fractures.htm http://www.ucd.ie/vetanat/radiology2001/skeletalabnormalities/fractures.html Fig. 2.9 – Fractura engrenada

Fractura por avulsão

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