Especificação de Caso de USo

Especificação de Caso de USo

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Guia de Especificação de Caso de Uso Metodologia CELEPAR

Agosto 2009

Sumário de Informações do Documento

Documento: guiaEspecificacaoCasoUso.odt Número de páginas: 10 Versão Data Mudanças Autor 1.0 09/10/2007 Criação Danielle Mayer

1.0 02/05/2008 Alteração. Marcos Chiarello 1.0 01/06/2009 Alteração. Danielle Mayer

1.017/08/2009RevisãoMarcos Chiarello e Danielle Mayer

 1 Introdução4
 1.1 Visão Geral 4
 2 Detalhar casos de uso4
 2.1 Detalhar o Fluxo de Eventos4
 2.1.1 Fluxo de Eventos – Estrutura5
 2.1.2 Principal5
 2.1.2.1 Sub­Fluxo5
 2.1.3 Alternativos (exceções)5
 2.2 Detalhar  pré­condições e pós­condições6
 2.3 Regras de Negócio7
 2.4 Orientação sobre a especificação de casos de uso de relatórios8

Sumário 2.4 Lembretes e Dicas para detalhar um Caso de Uso....................................................................9

1 INTRODUÇÃO

Este guia tem por objetivo orientar a atuação do Analista de Requisitos no momento de realizar o Detalhamento dos Requisitos.

1.1 Visão Geral

Especificar requisitos consiste em detalhar os cenários que compõem os casos de uso previamente identificados no modelo de caso de uso. A especificação de caso de uso descreve o comportamento do sistema e é o produto final das atividades do Analista de Requisitos, além de orientar todo o desenvolvimento também permite validar a compreensão dos requisitos antes do inicio do desenvolvimento do software.

Esta especificação demonstra a ação do ator e a respectiva resposta esperada, apresenta o comportamento da aplicação isenta dos detalhes ligados a UI (User Interface), não abordando aspectos ligados à arquitetura ou codificação.

2 DETALHAR CASOS DE USO

2.1 Detalhar o Fluxo de Eventos

Um caso de uso é formado por um conjunto de cenários, podendo ser realizado por diversas maneiras. Um cenário, ou instância de um Caso de Uso, é a descrição de uma das maneiras pelas quais este pode ser realizado e normalmente há diversos cenários para um mesmo caso de uso.

Cada cenário descreve modos alternativos de comportamento do sistema, suas falhas ou casos excepcionais. Cenário é uma seqüência de ações e interações que ocorrem sob certas condições.

O Fluxo de Eventos de um caso de uso contém informações derivadas da modelagem de casos de uso. O analista deve se preocupar em descrever “o quê” acontece entre o usuário e o sistema, sem, entretando, informar “como” essa interação ocorre.

As diretrizes para o conteúdo do fluxo de eventos são:

•Descrever como o Caso de Uso começa e termina; •Descrever como as informações são trocadas entre o ator e o Caso de Uso;

•Evite terminologia vaga, como: "por exemplo", "etc" e "informações";

•Durante o detalhamento do fluxo de eventos todos os "o quê" devem ser respondidos;

•Descrever quando o Caso de Uso utiliza as informações armazenadas, ou mesmo às armazena no sistema;

•Não descrever detalhes de projeto (como será implementado).

Sempre que necessário deve se refinar o glossário, adicionando novos termos identificados durante a especificação dos Casos de Uso.

2.1.1 Fluxo de Eventos – Estrutura

As principais partes do fluxo de eventos são o fluxo principal, sub fluxos e os alternativos (exceções).

2.1.2 Principal

O fluxo principal deve abordar o que ocorre quando o caso de uso é executado, levando em consideração os passos que o ator deve executar para realiza lo. Durante a definição dos passos do fluxo principal poderão ser identificados passos opcionais, que poderão ser especificados como

Sub Fluxos do próprio fluxo principal ou mesmo Fluxos Alternativos caracterizados por exceções.

Caso o fluxo principal fique muito extenso, este pode ser divido em sub fluxos. Sendo este um segmento de comportamento no Caso de Uso, com uma finalidade clara e “atômica” no sentido de que realiza todas ou nenhuma das ações descritas.

2.1.3 Alternativos (exceções) METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO CELEPAR

Os fluxos alternativos abordam o comportamento de caráter excepcional em relação ao normal e também as variações do comportamento. Você pode pensar nos fluxos de eventos alternativos como "desvios" do fluxo principal, alguns dos quais voltarão ao fluxo principal e alguns finalizarão a execução do caso de uso.

À medida que é detalhado o fluxo principal, deve se identificar os fluxos alternativos. Para auxiliar nesta identificação observe as seguintes questões:

•Existem respostas diferentes, dependendo da ação do Ator? (por exemplo, o Ator informa um número de cartão inválido enquanto utiliza um caixa eletrônico) ;

•Quais operações de negócio podem afetar a operacionalização do Caso de Uso? (o

Ator requisita ao caixa eletrônico mais dinheiro do que está disponível na sua conta) ;

•O que poderia dar errado? (não há conexão de rede disponível quando é necessária uma transação) .

Para esclarecer onde um fluxo de eventos alternativo se encaixa na estrutura, é necessário descrever:

•Onde o comportamento alternativo pode ser inserido no fluxo de eventos principal;

•Qual a condição que precisa ser atendida para que o comportamento alternativo inicie;

•Como e onde o fluxo de eventos principal é retomado, ou como o Caso de Uso termina.

Tanto o fluxo de eventos principal quanto os fluxos de eventos alternativos devem ser estruturados em passos e sub fluxos.

2.2 Detalhar pré condições e pós condições

Uma pré condição é uma restrição sobre quando um Caso de Uso pode começar e não é o evento que inicia o caso de uso. Uma pré condição num Caso de Uso descreve o estado, e não ações, em que o sistema deve estar para este possa ser iniciado.

A situação mais comum, que sinaliza uma pré condição, é a necessidade do usuário já ter sido autenticado. Uma pós condição lista os possíveis estados, e não ações, em que o sistema pode apresentar quando finalizado. O sistema deve estar num desses estados.

As pós condições são asserções que se aplicam ao final da execução do Caso de uso, elas mostram o estado que o sistema pode apresentar após o seu término.

2.3 Regras de Negócio

As regras de negócio são tipos especiais de obrigações, são requisitos de como os negócios, incluindo suas ferramentas de negócios, devem operar. Elas podem ser leis e regulamentos impostos ao negócio, como um todo, ou mesmo, específico para um determinado Caso de Uso.

As regras de negócio devem ser claras evidenciando onde e quando devem ser aplicadas.

Podendo ser classificadas de várias formas, embora seja comum separá las em regras de restrição e de derivação.

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