PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO parte 2

PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO parte 2

SEMESTRE: 1º ANO: 2010 C/H: 60 DISCIPLINA: Gênese e propriedades do solo

6. Gênese do solo -Processo de formação do solo

Professor: Mauricio Vicente Alves

Unidade 5.2 Aula 7

5.2.1. PROCESSOS GERAIS DE FORMAÇÃO DO SOLO - TRANSFORMAÇÃO

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

5.2.2. PROCESSOS ESPECÍFICOS - Gleização;

- Sulfetização;

- Sulfurização;

-Salinização, sodificação e solodização;

- Calcificação; - Eluviação e Iluviação;

- Latossolização;

- Plintitização;

- Pedoturbação;

- Biociclagem;

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Naturalista chamado Buchanan em 1808, na Índia.

Solos, planos, em uma área alagada ou semi-alagada, de ambiente chuvoso, vegetação não muito exuberante.

Mais ou menos gleizado na superfície e avermelhado, mosqueado, com manchas amarelas e vermelhas em sub-superfície. Os indianos abriam buracos nesses solos. (Tijolos).

Ele chamou esse material de Laterita (Later (em latim) = tijolo).

Material extremamente intemperizado, extremamente lixiviado.

Formado por óxidos de ferro, alumínio e com um pouco, de silício.

A acumulação de óxidos de ferro e de alumínio adquiriu o nome de laterização.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Solos tropicais passaram a ser conhecidos como Solos Lateríticos ou Lateritic Soils.

Mais tarde esse nome lateritic soil vai ser contraído e vai virar latosols que hoje nós aportuguesamos para latossolos.

Latossolo é um nome extremamente adequado para um plintossolo. Latossolo e plintossolo significam exatamente as mesmas coisas, só que plintossolo é solo/tijolo em grego e latossolo é solo/tijolo em latim.

Laterização é utilizado como acumulo residual de ferro e alumínio e em menores proporções de sílica, sobre condições de lixiviação intensa, mas, originalmente se referia a condições alagadas, a condições de baixa permeabilidade.

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Processo de intemperização acentuada do material de origem do solo, envolvendo PERDA INTENSA de Sílica (dessilicação) e de

Bases (Ca, Mg,K, Na) do perfil, com ACUMULAÇÃO RESIDUAL de óxidos de Ferro e,ou Alumínio.

Dessilicação parcial ( ou hidrólise parcial)

Formação de argilominerais 1:1 + óxidos

Dessilicação completa.

Formação de gibbsita + óxidos ferro (alitização).

Principal processo responsável pela formação de solos com horizonte diagnóstico tipo B Latossólico (Latossolos).

Geram, solos cromáticos (solos de cor amarela, vermelha ou intermediárias).

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Mais da metade dos solos brasileiros apresentam este horizonte.

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Esquema geral da formação dos argilomineraise óxidos

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

– Intemperização - Profundidade

- Porosidade

-Resistência à erosão laminar

-Lixiviação cátions básicos

-Fixação de P

– Fertilidade -Atividade da fração argila (CTC)

-Minerais 1º intemperizáveis

-Teor em silte

-Resistência à erosão em sulcos

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Resultado:

Solos profundos, homogêneos, baixo gradiente textural, baixa CTC,

Ki baixo, etc.

Acumulação residual óxidos: -Aumenta estabilidade agregados;

-Forma solos com baixogradiente textural (pouca dispersão das argilas); -Formação microagregados –estrutura “pó-de-café”

Condições para a LATOLIZAÇÃO Clima quente e úmido (Fator Clima)

Relevo suave ondulado a plano (Fator Relevo)

Organismos aeróbicos (Fator Organismos)

Longo tempo de intemperização (Fator Tempo)

Intensa lixiviação de cátions e Si

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Ocorrência do processo de LATOLIZAÇÃO 5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização)

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Latossolo Roxo LATOSSOLO VERMELHO Latossolo Bruno e Latossolo Bruno/Vermelho Escuro

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO Latossolo Bruno

Quente e úmido

Estrutura granular maciça porosa L A T O S S O L O S

Fertilidade natural baixa

RELEVO Suave a plano

Profundo Aerados

Muito intemperizadosBem drenados

Potenc. p/ formação de argila

1:1 óxidos Boa mecanização

FriáveisBom armaz. de água

Bem a exc. drenados Pseudo areia

ORGANISM. Aeróbios

Máficos: atração magnética Máficos:

reserva micronutr.TEMPO Longo

Não existe min. 1º intemp.

5.2.2.7. Latossolização (ou Ferralitização ou Latolização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

5.2.2.8. Laterização (Plintização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Acumulação de óxidos de Fe e Al

- plintita e laterita .

PLINTITA: acumulações localizadas de óxidos de Fe na forma de mosqueados e nódulos macios de cor avermelhada, capazes de endurecer e cimentar irreversivelmente através de ciclos de umedecimento e secagem. LATERITA: plintita endurecida.

5.2.2.8. Laterização (Plintização) 5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Ocorrem em ambiente de várzea ou encosta, desde que ocorram flutuações periódicas no nível do lençol freático.

Clima, normalmente é quente e chuvoso e, com alguma fonte lançando ferro no sistema.

Como é uma várzea a permeabilidade é reduzida, parte desse ferro vai ficar no sistema, no solo, mesmo quando o lençol freático abaixar, e vai se reoxidar em alguns microsítios em locais específicos no horizonte subsuperficial, quando as condições de umidade não forem um empecilho à entrada de oxigênio no solo.

Então eu vou ter a reprecipitação desse ferro na forma de nódulos, concreções e mosqueados.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

No ano seguinte o processo volta a acontecer, progressivamente o horizonte superficial ficará cada vez mais gleizado, cada vez mais pobre em ferro e rico em minerais residuais (quartzo, gibbsita e talvez um pouco de caulinita) e o subsuperficial ficando cada vez mais mosqueado, com mais nódulos e concreções amarelas e vermelhas em uma matriz branca que é o quartzo, a gibbsita e a caulinita. À esse processo dá-se o nome de plintização ou laterização.

Esses nódulos e concreções formados nesse solo recebe o nome de plintita se estiver bem expresso, o horizonte subsuperficial passa a ser chamado de horizonte plíntico e o solo recebe o nome de Plintossolo.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO 5.2.2.8. Laterização (Plintização)

Se o horizonte subsuperficial possuir quantidade suficiente de alumínio para ser mineirado, ele também pode ser chamado de bauxita (plintita e bauxita são quase que sinônimos, a diferença é o aproveitamento econômico).

Caso essa várzea deixe de ser uma várzea e passe a fazer parte de um platô, esse solo passará a estar sempre bem drenado, o ciclo de umedecimento e secagem vai ser interrompido plintita que está no horizonte subsuperifcial vai sofrer um re-arranjo estrutural dos óxidos de ferro e em um processo de endurecimento irreversível e este material será chamado de petroplintita.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO 5.2.2.8. Laterização (Plintização)

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

É a movimentação, a alteração, a perturbação do solo.

Não ocorre ganho nem perda líquida, o que há é a alteração das camadas, dos horizontes do solo. A pedoturbação pode, ou não ser natural.

Natural são: tatu, as minhocas, cupins, esses seriam exemplos de biopedoturbação.

Existem até alguns autores que propõem que a estrutura granular dos latossolos é formada por cupins.

Uma influência que os organismos promovem no solo são as chamadas linhas de pedra. Os organimos retiram partículas fina em profundidade e levá-las para cima.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Existem alguns lugares onde a atividade é enorme, e, levou até à criação de uma classe de solos chamada vermissolos. Esses solos ocorrem na África e, trata-se de uma situação na qual a quantidade de cupins é tão grande, e, provavelmente eles já atuavam ali a milhares de anos, que eles criaram um solo com um padrão muito interessante. O solo era mais argiloso, próximo aos cupins e, entre um cupinzeiro e outro o solo era mais arenoso.

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Outro grande exemplo de pedoturbação é o dos chamados vertissolos.

Esse tipo de solo se inverte, são solos de média profundidade e não possuem horizonte B, tem apenas horizonte A e horizonte C.

Solos são extremamente ricos em um mineral chamado esmectita.

A esmectita se expande quando úmida e se contrai quando seca.

Solo abre fendas que são bastante expressivas.

Quando o solo está seco, pequenas partículas do horizonte superficial caem por entre as rachaduras, e, ao longo do tempo, isso tem um efeito homogeneizador e impede a formação de um horizonte B nesse solo.

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Quando espadida a argila se esfrega uma sobre a oura e forma uma estrutura chamada de slickensides que são superfícies espelhas e, às vezes, apresentam, como características umas

“unhas de gato” que são pedaços de solos passando por cima de outros.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO 5.2.2.9. Pedoturbação Vertissolos

Movimentação intensa da MASSA DO SOLO, por ação de processos biológicos (formigas, cupins, minhocas) ou por efeitos alternados e freqüentes de UMEDECIMENTO e SECAGEM da massa do solo, como nos Vertissolos

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Homogeneização de perfil de Vertissolo, causada pela movimentação da massa dos solo.

Vista de solos com cupinzeiros no norte de Minas, região de Araçuaí.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

É a ciclagem de uma substância qualquer, de um material qualquer devido à atividade de organismos.

Ciclagem de elementos químicos para os horizontes superficiais do solo devido a absorção desses nutrientes pelas plantas.

Algumas plantas absorvem o Si e não fazem nada com ele, outras absorvem o Si e criam, cristaizinhos microscópicos na borda da suas folhas. Esses cristaizinhos, os fitólitos, ficam preservados no solo durante, pelo menos, alguns poucos milhares de anos e, esse fator possui uma importância acadêmica específica.

5.2. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO SOLO

Cultiva-se durante 4 ou 5 anos, abandona-se a área, em 20 ou 30 anos a fertilidade do solo volta.

Em um latossolo esse será o tempo necessário para que o horizonte A se reconstitua com os nutrientes biociclados pelas plantas e por mais um pouco, principalmente de nitrogênio, proveniente das chuvas e das leguminosas.

No caso de um solo de clima temperado, mais jovem, pode-se argumentar que esses 20 ou 30 anos são necessários para que os minerais primários liberem nutrientes.

Processo de acumulação intensa de matéria orgânica no solo, em ambientes permanentemente enxarcados, tais como nos ambientes palustres.

Principal processo responsável pela formação de ORGANOSSOLOS

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SOLOS ORGÂNICOS HJ = ORGANOSSOLO HÁPLICO 5.2.2.12. Paludização

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