Bases Epidemiológicas do controle da tuberculose

Bases Epidemiológicas do controle da tuberculose

(Parte 1 de 8)

Bases Epidemiológicas do Controlo da Tuberculose

Hans L. Rieder

Direcção-Geral da Saúde 2001

Rieder, Hans L.

Bases epidemiológicas do controlo da tuberculose / Hans L. Rieder; trad. José Miguel Carvalho. – Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 2001. 168 p. – Título original: Epidemiologic basis of tuberculosis control (first edition 1999)

ISBN 972 – 675 – 085 – 7

Tuberculose pulmonar – epidemiologia / Tuberculose pulmonar – prevenção e controlo / Estatística

Tradução José Miguel Carvalho e Miguel Villar

Revisão Técnica Dora Vaz Dinis e A Fonseca Antunes

Edição Direcção-Geral da Saúde

Impressão Antunes & Amílcar, Lda.

Tiragem 2000 exemplares

Prefácio5
Agradecimentos7
Introdução9
I. Exposição ao bacilo da tuberculose1
Número de casos incidentes1
Duração da infecciosidade12
Número de interacções caso-contacto por unidade de tempo12

Índice

Densidade populacional Tamanho do agregado familiar Diferenças nas condições climáticas Idade das pessoas fontes de infecção Género

2. Infecção pelo bacilo da tuberculose17
após a exposição17

Epidemiologia etiológica: factores de risco de infecção

Redução do material infeccioso libertado pelas fontes de infecção

Transmissão aérea por gotículas infecciosas Características de um doente infeccioso Circulação de ar e ventilação Resposta imune do hospedeiro Outros modos de transmissão: M. bovis

Epidemiologia descritiva: incidência e prevalência da infecção26
Aspectos metodológicos na medição da infecção26

Avaliação da sensibilidade do teste tuberculínico

Problemas com a especificidade do teste tuberculínico em medicina veterinária

Estandardização da tuberculina e dosagem nos humanos

Variação da especificidade do teste tuberculínico com uma dose padrão de tuberculina

– 1 –

Metodologia para determinação da prevalência da infecção tuberculosa, na presença de reacções cruzadas atribuíveis a micobactérias ambientais

Prevalência da infecção4

Prevalência da infecção por idade e sexo Prevalência da infecção e densidade populacional Infecção tuberculosa e indicadores socioeconómicos

Epidemiologia preditiva: modelação do risco de infecção49

Dedução do risco de infecção a partir da prevalência da infecção Tendência do risco de infecção ao longo do tempo Extrapolação do risco de infecção para a prevalência específica para a idade Risco de infecção e casos infecciosos

3. Tuberculose63
infecção63

Epidemiologia etiológica: factores de risco da doença após a

Tempo decorrido após a infecção Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) Cura espontânea da tuberculose com lesões fibróticas residuais Idade

Factores genéticos72

Sexo Constituição física Tipos HLA Grupos sanguíneos Hemofilia Populações virgens Outros factores genéticos

Factores ambientais7

Abuso de substâncias diversas

Hábitos tabágicos Alcoolismo Drogas endovenosas

Nutrição

Malnutrição Dieta

Patologias associadas79

Silicose Diabetes mellitus Neoplasias Insuficiência renal

– 2 –

Sarampo Gastrectomia Bypass jejunoileal Corticoterapia

Gravidez

Factores relacionados com o agente etiológico83

Efeito da dose infectante Virulência da estirpe Infecção pelo M. bovis

Reinfecção

Epidemiologia descritiva: morbilidade87

Evolução secular nos países industrializados Diferenças geográficas e frequência da doença

Diferenças da frequência da doença na comunidade96

Idade Sexo Condições socioeconómicas Raça e etnia Migração Densidade populacional Estado civil Abuso de substâncias diversas Outros grupos de risco

Impacto da infecção VIH108

Estados Unidos e Europa Ocidental África Subsahariana Ásia América Latina

Contribuição da doença primária progressiva, da reinfecção exógena e da reactivação endógena na morbilidade

Epidemiologia preditiva: futuro da epidemia119

Tuberculose atribuível ao M. bovis

Países industrializados Países de baixo rendimento

4. Mortalidade por tuberculose123
tuberculose (casos fatais)123

Epidemiologia etiológica: factores de risco de morte por – 3 –

Epidemiologia preditiva: mortes esperadas por tuberculose131
Resumo e conclusões133
Bibliografia139

Epidemiologia descritiva: mortalidade .............................................................. 126 – 4 –

Prefácio

É possível obter-se um controlo eficiente da tuberculose sem conhecimentos teóricos muito profundos. Contudo, uma compreensão correcta do agente etiológico, da apresentação clínica da tuberculose, da sua epidemiologia, de qual o papel das várias intervenções estratégicas e de como utilizar eficientemente as ferramentas ao nosso alcance para o seu controlo aumenta a eficiência do programa nacional de tuberculose. Os conhecimentos teóricos ajudam, a todos os níveis, os gestores do programa a fundamentarem a sua prática em conceitos modernos de controlo da tuberculose e a justificarem as suas medidas quando questionados por outros.

A União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Respiratórias (UICTDR) organiza cursos internacionais sobre controlo da tuberculose. Estes cursos destinam-se fundamentalmente a profissionais de saúde com responsabilidades no programa de tuberculose, tanto a nível regional como nacional. Tenta-se que os participantes adquiram um conhecimento teórico profundo das bases estratégicas para um controlo moderno da tuberculose. O conteúdo do curso é constituído, principalmente, pelos seguintes módulos:

• Bases bacteriológicas do controlo da tuberculose • Clínica e diagnóstico da tuberculose

• Bases epidemiológicas do controlo da tuberculose

(Parte 1 de 8)

Comentários