Apostila de Análise Química

Apostila de Análise Química

(Parte 1 de 13)

72

Análise Química A - 2009

Índice

Regras de Segurança 02

Instruções de Trabalho 04

Materiais usados em laboratório 05

Manejo do bico de gás 10

Técnicas de transferência de materiais 12

Acidentes mais comuns em laboratório e primeiro-socorros 15

Experimento 01: Técnicas de medidas de volume e massa 16

Experimento 02: Processos Gerais de Separação de Misturas 20

Experimento 03: Fenômenos físicos e químicos 25

Experimento 04: Densidades 30

Experimento 05: Calibração de instrumentos volumétricos 33

Experimento 06: Fracionamento como método de análise 39

Experimento 07: Construção da curva de solubilidade de um sal 40

Experimento 08: Supersaturação 42

Experimento 09: Extração do óleo de amendoim 43

Experimento 10: Determinação do equivalente-grama do cloro 45

Experimento 11: Propriedades funcionais de ácidos e bases 47

Experimento 12: Polaridade molecular e solubilidade das substâncias 51

Experimento 13: Análise de um sal hidratado 54

Experimento 14: Determinação de massa por via indireta 56

Cromatografia 57

Experimento 15: Cromatografia em coluna 68

Referências Bibliográficas 72

REGRAS DE SEGURANÇA

O laboratório de Química não é um local perigoso de trabalho, mas é necessário uma dose razoável de prudência da parte do aluno para mantê-lo seguro. Para a maioria das operações de laboratório existem instruções específicas que cada aluno deve obedecer para o bem de sua segurança e da de seus colegas; todavia, algumas regras são de aplicação tão generalizada que são resumidas a seguir:

1 – Não brinque em serviço; lembre-se sempre que o laboratório é lugar para trabalho sério.

2 – Qualquer acidente deve ser imediatamente comunicado ao professor.

3 – Use sempre avental.

4 – Faça apenas as experiências indicadas pelo professor; é proibido realizar experiências não autorizadas.

5 – Leia atentamente os rótulos dos frascos dos reagentes antes de utilizá-los; faça leitura pelo menos duas vezes, a fim de evitar enganos.

6 – Use a capela quando tiver que manusear líquidos tóxicos e voláteis.

7 – Evite derramar líquidos, mas, se o fizer, limpe imediatamente o local (consulte o professor).

8 – Se alguma solução ou reagente respingar em sua pele ou olhos, lave-se imediatamente com bastante água corrente e avise o professor.

9 – Não toque os produtos químicos com as mãos a menos que seja autorizado pelo professor.

10 – Não prove quaisquer produtos químicos ou soluções a menos que seja autorizado pelo professor; se tiver que fazê-lo, faça em gotas e depois lave a boca com bastante água. Não engula o material. Se alguma substância ou solução for ingerida acidentalmente procure imediatamente o professor.

11 – Não inale gases ou vapores desconhecidos se for possível evitá-lo; se for necessária a inalação nunca o faça diretamente colocando o rosto sobre o recipiente que contém o líquido. Use a sua mão para frente e para trás, a pouca distância do recipiente. Aspire vagarosamente.

12 – Mantenha a sua cabeça e seu vestuário afastados das chamas.

13 – Quando aquecer uma substância ou solução num tubo de ensaio dirija a boca do mesmo para um lado em que você e seus colegas não possam ser atingidos por eventuais projeções do conteúdo do tubo.

14 – nunca aqueça recipientes que contenha líquidos voláteis e inflamáveis em chama direta e nem os coloque nas vizinhanças de chamas; use banho-maria.

15 – Tenha muito cuidado com materiais inflamáveis; qualquer princípio de incêndio deve ser imediatamente abafado com uma toalha (avise o professor). Já na primeira vez que entrar no laboratório procure familiarizar-se com a localização de extintores de incêndio, toalhas, chuveiros de emergência, etc.

16 – Nunca empregue equipamento de vidro trincado ou quebrado, substitua-o imediatamente.

17 – Preste muita atenção quando manusear materiais de vidro tais como tubos e termômetros pois o vidro é frágil e se rompe com facilidade, acidente que freqüentemente produz lesões, às vezes graves.

18 – Não abandone peças de vidro aquecidas em qualquer lugar; lembre-se que o vidro quente tem a mesma aparência do vidro frio. Deixe-as esfriar demoradamente sobre uma tela de amianto.

19 – Adicione sempre o ácido à água para diluir um ácido concentrado, nunca adicione água ao ácido.

20 – Lave bem as mãos antes de deixar o laboratório.

21 – Consulte o professor quando tiver alguma dúvida.

INSTRUÇÕES DE TRABALHO

A finalidade deste item é apresentar ao aluno mais algumas regras que dizem respeito agora não tanto à segurança, porém, mais ao método geral de trabalho, tais instruções são as seguintes:

1 – Não fume no laboratório.

2 – Peça autorização ao professor se quiser modificar o processo experimental ou alterar as quantidades ou natureza dos reagentes a utilizar.

3 – Não devolva as sobras de reagentes aos frascos de origem para não impurificar o seu conteúdo; pelo mesmo motivo não introduza quaisquer objetos nos frascos que contém soluções, salvo o conta-gotas próprio de que alguns são dotados.

4 – Jogue no recipiente apropriado destinado ao lixo todos os sólidos e pedaços de papel usados; nunca jogue na pia fósforos, cacos de vidro, papel filtro ou qualquer sólido ainda que ligeiramente solúvel.

5 – Dilua as soluções residuais com bastante água corrente ao despejá-las na pia.

6 – Não aqueça cilindros graduados ou frascos volumétricos.

7 – Para furar uma rolha de cortiça use o furador de diâmetro igual ao do tubo de vidro; se a rolha for de borracha verifique se o furador tem diâmetro igual ao do tubo e use o de número imediatamente superior.

8 – Nunca tente introduzir tubos de vidro, termômetros ou haste de funil em rolhas de borracha sem lubrificar o tubo e o orifício com água; além disso, proteja as mãos com um pano grosso (toalha). Pegue a rolha firmemente com uma das mãos e com a outra introduza o tubo no orifício, girando o tubo e a rolha em sentidos opostos, de um lado para outro. A fim de diminuir a possibilidade de ruptura do tubo mantenha as mãos o mais próximas possível.

9 – Quando tentar remover um tubo de vidro, termômetro ou haste de funil de uma rolha de borracha, lubrifique-o com um pouco de água (relubrifique, se necessário). Se a borracha estiver grudada no vidro, não force; corte-a.

MATERIAIS USADOS EM LABORATÓRIO

1 – Tubos de ensaio: Usado em reações químicas, principalmente em testes de reação.

2 – Copo de Becker: usado para aquecimento de líquidos, reações de precipitação, etc.

3 – Erlenmeyer: Usado em análises titulométricas e aquecimento de líquidos.

4 – Balão de fundo chato: Usado para aquecimentos e armazenagem de líquidos.

5 – Balão de fundo redondo: Usado para aquecimento de líquidos e reações com desprendimento de gases.

6 – Balão de destilação: Usado em destilações. Possui saída lateral para a condensação dos vapores.

7 – Proveta ou Cilindro graduado: Usado para medidas aproximadas de volumes de líquidos.

8 – Pipeta volumétrica: Usada para medir volumes fixos de líquidos.

9 – Pipeta graduada: Usada para medir volumes variáveis de líquidos.

10 – Funil de vidro: Usado em transferência de líquidos e em filtrações simples de laboratório. O funil com colo longo e estrias é chamado de funil analítico.

(Parte 1 de 13)

Comentários