Sistema digestivo

Sistema digestivo

SISTEMA DIGESTIVO

  • - Introdução

  • Revisão anatômica

  • Mecanismos de regulação

  • Motilidade

  • Secreções

  • Absorção

ESTRUTURA DO SISTEMA GASTROINTESTINAL

MECANISMOS DE REGULAÇÃO DO TGI

  • O sistema gastrointestinal é regulado em dois níveis:

  • Sistema nervoso central e endócrino, semelhante aos outros órgãos do corpo (controle secundário);

  • Sistema único para o TGI exercido pelos componentes endócrino e nervosos localizados na parede do TGI.

MECANISMOS DE REGULAÇÃO DO TGI

  • O nível intrínseco permite que o intestino regule de maneira algumas de suas funções com base nas condições locais, como a quantidade e tipo de alimento contido no lúmen (fatores químicos e físicos).

  • O controle do sistema nervoso central é principalmente secundário; o sistema nervoso central exerce influência sobre os sistemas intrínsecos, que então regulam diretamente a função intestinal.

CONTROLE INTRÍNSECO

  • O sistema nervoso GI intrínseco é extenso e altamente sofisticado, contendo quase tantos neurônios quanto a medula espinhal.

      • Consiste em corpos celulares e seus neurônios associados, todos situados dentro da parede do TGI.
  • Dentro da parede intestinal, os corpos celulares do sistema nervoso intrínseco estão dispostos em dois sistemas de gânglios:

    • Plexo mioentérico(de Auerbach);
    • Plexo submucoso(de Meissner).

CONTROLE INTRÍNSECO

  • Uma espessa rede de neurônios corre no plano entre as camadas musculares circular e longitudinal, conectando os gânglios do plexo mioentérico.

  • Neurônios individuais deixam a rede neuronal para inervar estruturas situadas dentro da parede intestinal e intercomunicar-se entre os plexos mioentérico e submucoso . (“PEQUENO CÉREBRO”).

CONTROLE INTRÍNSECO

  • Os plexos do sistema nervoso intrínseco contêm neurônios sensoriais (aferentes), interneurônios e neurônios motores (eferentes).

  • O impulso sensorial vem de mecanorreceptores - camadas musculares e quimiorreceptores - existentes mucosa.

  • Os mecanorreceptores monitorizam a distensão da parede intestinal;

  • Quimiorreceptores na mucosa monitorizam as condições químicas no lúmen intestinal.

CONTROLE EXTRÍNSECO

  • O TGI também recebe inervação extrínseca do sistema nervoso autônomo.

  • Os sistemas nervosos simpático e parassimpático fazem a ligação entre o sistema nervoso intrínseco do intestino e o sistema nervoso central.

  • Algumas fibras simpáticas fazem sinapse com neurônios do sistema nervoso entérico, enquanto outras exercem efeito direto sobre os músculos e as glândulas do TGI.

CONTROLE ENDÓCRINO INTRÍNSECO

  • O sistema GI tem grande número e variedade de células endócrinas.

  • Embora as células endócrinas em geral estejam agrupadas nas glândulas, as células endócrinas GI distribuem-se de maneira difusa por todo o epitélio intestinal.

  • O ápice estreito das células endócrinas fica exposto ao lúmen intestinal, permitindo que elas obtenham "amostras" ou "saboreiem" o conteúdo luminal.

  • A base dessas células contém grânulos secretores, uma forma de armazenamento de hormônios.

HORMÔNIOS GASTROINTESTINAIS

  • GASTRINA

      • Estimula a secreção de H+ pelas células parietais do estômago;
      • Estimula o crescimento da mucosa gástrica.
  • COLECISTOCININA

      • Promove a digestão e absorção de lipídeos:
          • Contração da vesícula biliar
          • Secreção de enzimas pancreáticas (lipase e amilase)
          • Secreção de bicarbonato (HCO3) pelo pâncreas
          • Crescimento do pâncreas exócrino e da vesícula biliar
          • Inibição do esvaziamento gástrico
  • SECRETINA

      • Promove a secreção biliar e pancreática de HCO3.
  • PEPTÍDEO INIBIDOR GÁSTRICO (GIP)

      • Estimula a secreção de insulina pelo pâncreas.

MOTILIDADE

  • Consiste na contração e relaxamento da parede e dos esfíncteres do TGI.

  • Tritura, mistura, fragmenta o alimento ingerido:

      • preparando-o para a digestão e absorção, e a seguir o impele ao longo do aparelho.
  • Compreende os movimentos de mastigação, deglutição, motilidade esofágica, motilidade gástrica, motilidade do intestino delgado, motilidade do intestino grosso.

MASTIGAÇÃO

  • No Homem, a força exercida pelos:

      • molares = 50 a 122 Kg (cão: até 165 Kg)
      • incisivos = 15 a 40 Kg
  • É voluntária, porém contém componentes reflexos.

  • Exige controle coordenado dos músculos da orofaringe, da posição dos lábios, bochechas e língua.

  • Envolve várias estruturas do SNC (tem relação com a fala).

  • Nervos cranianos envolvidos: trigêmeo, facial, glossofaríngeo, vago, acessório e hipoglosso.

DEGLUTIÇÃO

MOTILIDADE ESOFÁGICA

  • A deglutição desencadeia um movimento peristáltico (onda 1ária) que desloca-se desde o início do esôfago (1º terço, musculatura estriada sob a coordenação de nervos cranianos) e propaga-se ao longo da musculatura lisa (3º terço de seu comprimento).

MOTILIDADE GÁSTRICA

  • (1) Relaxamento da região proximal do estômago para receber o bolo alimentar do esôfago;

  • (2) Contrações que reduzem o tamanho do bolo e misturam-no com o suco gástrico para iniciar a digestão;

  • (3) Esvaziamento gástrico que impulsiona o quimo para o intestino delgado.

MOTILIDADE DO INTESTINO DELGADO

  • Funções: digestão e absorção de nutrientes.

  • A motilidade serve então para misturar o quimo com as enzimas digestivas e com as secreções pancreáticas;

  • Expõe os nutrientes à mucosa intestinal para a absorção;

  • Impele o quimo não absorvido do intestino delgado para o intestino grosso.

MOTILIDADE DO INTESTINO DELGADO

  • Inervação:

  • Parassimpática (nervo vago) – aumenta a contração do músculo liso intestinal;

  • Simpática (fibras do gânglio celíaco e mesentério superior) – diminui a contração.

  • Dois padrões de motilidade:

      • contrações segmenteres;
      • contrações peristálticas.

MOTILIDADE DO INTESTINO GROSSO

  • Seu conteúdo (fezes) é destinado à excreção.

  • Ceco – cólon ascendente – transverso – descendente – sigmóide – reto – canal anal.

  • Contrações segmentares (haustrações);

  • Movimentos de massa;

  • Defecação;

  • Reflexo Gastrocólico.

SECREÇÕES

  • Adição de líquidos, enzimas e muco à luz do sistema gastrointestinal.

  • Secreção salivar

    • Digestão inicial de amido e lipídeos;
    • Diluição e tamponamento dos
    • alimentos ingeridos;
    • Lubrificação do alimento
    • digerido com muco – auxilia
    • na deglutição.

SECREÇÃO GÁSTRICA

  • As células da mucosa gástrica secretam um líquido chamado suco gástrico.

  • Os quatro principais componentes desse suco são o ácido clorídrico (HCl), o pepsinogênio, o fator intrínseco e o muco.

    • HCl e pepsinogênio – digestão de proteínas;
    • Fator intrínseco – absorção de B12 no íleo;
    • Muco – proteção da mucosa gástrica e lubrificação do centeúdo gástrico.

SECREÇÃO GÁSTRICA

SECREÇÃO PANCREÁTICA

  • As secreções pancreáticas exócrinas são indispensáveis para a digestão de nutrientes complexos como proteínas, amidos e triglicerídeos.

SECREÇÃO PANCREÁTICA

  • As enzimas pancreáticas que digerem proteínas, potencialmente danosas para as células pancreáticas, são sintetizadas como zimogênios (enzimas e pró-enzimas) ficam armazenadas em vesículas, ou grânulos de zimogênio.

  • Quando as células são estimuladas, os grânulos zimogênio fundem-se com a membrana plasmática e liberam seu conteúdo no lúmen da glândula e, por fim, no lúmen duodenal onde há conversão para a forma ativada da enzima.

SECREÇÃO PANCREÁTICA

  • A estimulação vagal da secreção pancreática pode surgir como resultado de vários estímulos.

  • A visão e o aroma do alimento induzem respostas vagais integradas centralmente que acarretam secreção pancreática, o que se conhece como a fase cefálica da secreção pancreática.

  • A distensão do estômago causa um reflexo vagal que estimula a secreção pancreática, o que recebe o nome de fase gástrica da secreção pancreática.

SECREÇÃO BILIAR

  • A bile é produzida e secretada pelo fígado e armazenada na vesícula biliar.

  • É ejetada na luz do intestino delgado quando a vesícula é estimulada a se contrair.

      • Tem função de armazenar e concentrar a bile produzina no fígado.
  • É necessária para digestão e absorção de lipídeos no intestino delgado (emulsifica gorduras).

  • Sais e ácidos biliares.

SECREÇÃO BILIAR

  • Uma das funções do fígado é de ser uma glândula secretora do sistema digestório.

  • Sua secreção, a bile, tem um papel importante na digestão de gordura.

  • A bile é secretada dos hepatócitos para os canalículos biliares, dos quais flui para o sistema de ductos biliares.

  • O epitélio do ducto biliar tem atividade metabólica e é capaz de alterar a composição da bile canalicular acrescentando-lhe mais água e eletrólitos, em especial bicarbonato.

SECREÇÃO BILIAR

  • A função dos ácidos biliares é emulsificar os lipídeos dietéticos e solubilizar os produtos da digestão de gordura.

  • Os pigmentos biliares (bilirrubina) não exercem nenhuma função digestiva importante; serve como uma via para a excreção dos produtos residuais excedentes.

SECREÇÃO BILIAR

  • O fígado serve como órgão excretor para muitas substâncias lipossolúveis além da bilirrubina.

  • As substâncias metabolizadas e excretadas pelo fígado incluem muitas drogas, toxinas importantes, o que tem grande significado clínico, porque as ações desses agentes podem ser potencializadas por função hepática prejudicada.

SECREÇÃO BILIAR

  • A vesícula biliar armazena e concentra bile durante os períodos entre as refeições.

  • A secreção de bile é iniciada pela presença de alimento no duodeno e estimulada pelo retorno dos ácidos biliares para o fígado.

SECREÇÃO BILIAR

  • Quando o alimento, principalmente aquele que contém gordura, alcança o duodeno, as células endócrinas gastrintestinais são estimuladas a secretar CCK.

  • Há assim, a contração da vesícula biliar, forçando a bile armazenada para o intestino.

  • Os ácidos biliares auxiliam a digestão e a absorção de gorduras no jejuno.

  • Após absorção no íleo, os ácidos biliares seguem para o fígado no sangue porta.

  • No fígado, os ácidos biliares são absorvidos quase completamente a partir do sangue porta.

SECREÇÃO BILIAR

  • Como resultado, quase nenhum ácido biliar chega à veia cava e, em conseqüência, são encontrados na circulação sistêmica apenas em baixas concentrações.

  • O fluxo de ácidos biliares do fígado para o intestino, daí para o sangue porta para o fígado e de volta ao intestino é conhecido como circulação entero-hepática.

  • Os ácidos biliares que chegam ao fígado, via circulação porta estimulam a síntese de bile. Assim, inicia-se um sistema de retroalimentação positiva estimula a síntese adicional de bile pelos hepatócitos.

DIGESTÃO E ABSORÇÃO

  • Digestão

    • É a degradação química dos alimentos ingeridos em moléculas que podem ser absorvidas.
    • Enzimas digestivas são secretadas nas secreções salivar, gástrica e pancreática.
  • Absorção

    • É o movimento de nutrientes, água e eletrólitos da luz intestinal para o sangue.
    • É realizada através das microvilosidades (borda em escova) das células epiteliais intestinais.

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