Manutenção em impressoras

Manutenção em impressoras

(Parte 1 de 7)

Cidade: Blumenau – SC Fone/Fax: (47)3035-9

Blumenau, 2007 Prof°.: Osvaldo Alcântara

1. Apresentação3
1.1. Sobre o Autor3
2. Introdução4
3. Tipos de Impressoras4
3.1. Jato de Tinta4
3.2. Matriciais4
3.3. Laser5
4. O Processo de Impressão5
5. Lista de Ferramentas8
6. Materiais usados na Manutenção Preventiva8
7. Fontes e Cabos8
8. Vista Explodida da Placa Lógica HP Deskjet9
9. Auto-Teste10
9.1. Como Executar um Auto-Teste10
9.2. Como Executar um Teste de Limpeza10
9.3. Como Executar um Teste de Diagnóstico1
10. Cartuchos de Tintas1
10.1. Teste de Cartuchos1
1. Novidades em Impressão12
12. Manutenção Preventiva27
13. Cuidados Especiais31
14. Problemas e Soluções32
15. Conhecendo as partes da impressora Epson34
15.1. Executando o Auto-Teste35
15.2. Ligação da Impressora ao Computador37
15.3. Usando a Interface Paralela38
16. Bloco do carro de impressão39
16.1. Motor do Carro de Impressão41
16.2. Defeitos mais comuns neste bloco4
16.3. Motor de avanço do papel45
16.4. Como desmontar este bloco46
16.5. Defeitos mais comuns47
17. Tipos de Interfaces e Configurações48
17.1. Defeitos mais comuns50
18. Configurações50
18.1. Defeitos mais comuns51
18.2. Configuração Via Painel52
19. Tabelas de ajuda e código de erros53
20. Ajustes de Impressão Bidirecional5
20.1. Ajustes56
21. Ponto de teste de drivers, sensores e motores57
2. Medição das bobinas da cabeça de impressão58
23. Desgaste das cabeças de impressão58
23.1. Lista de ferramentas59
23.2. Materiais de limpeza59
24. VISTAS EXPLODIDAS - EPSON61

SENAC Curso de Manutenção de Impresoras

1. Apresentação

Quando decidi trabalhar na área de informática, mais precisamente com hardware, não existiam no mercado cursos destinados à área de microcomputadores e impressoras em nossa região.

Pensei como seria interessante realizar treinamentos para pessoas que se interessam por essa área tão promissora. Resolvi elaborar uma apostila destinada a treinamentos para manutenção preventiva de impressoras jato de tinta HP.

Agradeço a todas as pessoas que de alguma maneira colaboraram com idéias e soluções para a realização desta apostila.

Osvaldo Alcântara

1.1. Sobre o Autor

Osvaldo Alcântara é professor em Hardware na Faculdade de Tecnologia SENAC Blumenau, trabalhando com microcomputadores e impressoras há 10 anos, com longa experiência em manutenção preventiva.

É proprietário da MUNDIAL PRODUTOS E SERVIÇOS EM INFORMÁTICA, empresa especializada em manutenção preventiva de micros e impressoras, fundada em 1980.

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2. Introdução

O objetivo desta apostila é capacitar os participantes a desenvolverem os diagnósticos e a interpretação das causas que originam deficiências básicas e de baixa performance nas impressoras jato de tinta HP de maior aceitação no mercado, realizando a manutenção preventiva e corretiva.

Muito há de se escrever sobre impressoras, com certeza um dos periféricos mais importantes e que, hoje em dia, é necessário para um sistema de configuração básica, já que houve época em que esta era um periférico de altíssimo custo e somente algumas pessoas podiam adquiri-la.

Porém, nos tempos atuais, pelo seu baixo custo, esta tem sido fonte de renda efetiva para fabricantes, revendedores e também suportes técnicos.

Por utilizar alguma mecânica em seu funcionamento, as impressoras só podem ser manipuladas em nível de manutenção por técnicos especializados que conheçam seu funcionamento.

3. Tipos de Impressoras

Neste item serão mostrados os tipos de impressoras existentes atualmente no mercado.

3.1. Jato de Tinta

As impressoras Jato de Tinta são largamente utilizadas para uso doméstico. Utilizam cartuchos de tinta na cabeça de impressão fixada em um eixo que percorre a extensão da folha de papel, colocando uma linha de dados completa a cada passo. Permite fazer trabalhos impressos coloridos ou em preto e branco com boa qualidade de impressão.

Obs.: Não são usadas para emitir notas fiscais, boletos bancários,e demais documentos que necessitam de cópias.

3.2. Matriciais

As impressoras matriciais foram desenvolvidas objetivando robustez, velocidade e baixo índice de falhas. Com a tecnologia por matriz de ponto, através de uma cabeça de impressão, pode imprimir em formulário contínuo ou folhas soltas, podendo ser de 40 colunas (impressoras fiscais), 80 e 132.

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As impressoras matriciais podem imprimir em qualidade carta, e em grande variedade de tipos de letras: expandido, condensado, itálico, sublinhado, etc., com espaçamento proporcional entre caracteres.

Obs.: são usadas para emissão de notas fiscais e diversos documentos que utilizam cópias.

3.3. Laser

As impressoras a laser possuem uma excelente resolução de impressão. Utilizam um feixe de lazer para marcar, em um cilindro fotossensível, a imagem a ser impressa no papel. Um cartucho contendo toner para pelo cilindro, transferindo para o papel a imagem e posteriormente passando por uma unidade de fusão que funde o pó do toner ao papel.

Obs.: são usadas para trabalhos de qualidades especiais.

4. O Processo de Impressão

Os diferentes estágios em que são interpretados os dados nas impressoras a jato de tinta são muito similares aos que se verificam nas impressoras a laser. A diferença entre ambas está em que os processadores e a quantidade de memória disponível é sensivelmente superiores nas impressoras a laser.

O último passo da impressão consiste em aplicar a imagem sobre o papel. Para isso, nos modelos a jato de tinta se expulsa a tinta através de pequenos injetores. Dependendo do modo como a tinta é impulsionada a sair por esses orifícios, podem-se distinguir dois tipos de equipamentos: térmicos e piezelétricos.

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1º Passo: Comunicação

O primeiro passo, na impressão de um documento, é enviar os dados do PC para a impressora, o que geralmente é feito por meio da porta paralela. Para isso, o computador envia um sinal ao equipamento, que confirma sua presença mandando outro sinal como resposta. Essa comunicação permite que a impressora solicite dados para serem processados e avise, quando estiver ocupada, para que se interrompa o envio de dados.

A quantidade de dados que pode ser enviada depende, em grande parte, da memória buffer instalada no equipamento. Em geral, ela tem uma capacidade inferior à do tamanho do documento que se quer imprimir.

2º Passo: Processamento

Quando a impressora recebe dados procedentes do computador, começa um processo de interpretação do código. Primeiro, separam-se os comandos de controle de impressão dos dados do documento em si.

Os primeiros incluem tanto as ordens correspondentes à carga de papel como as que definem os ajustes da impressora, entre eles, a resolução que será utilizada ou as margens.

3º Passo: Interpretação

A fase correspondente à interpretação dos dados do documento consiste em determinar como será colocado o conteúdo sobre a página resultante. A maioria das impressoras a jato de tinta realiza esse processo por bandas. Cada banda corresponde a uma das passadas do carro que abriga os cartuchos de tinta e os injetores.

O computador faz a maior parte do trabalho, convertendo o documento em instruções precisas, capazes de serem executadas pela impressora. O PC fornece essas instruções de forma seqüencial, à medida que a impressora as solicita.

4º Passo: Acumulação

A acumulação é o resultado da interpretação dos dados. Durante esse processo, guarda-se, na memória da impressora, a localização exata de cada um dos pontos que determinarão os caracteres ou os gráficos.

A eficiência desse passo está estreitamente relacionada com a quantidade de memória instalada na impressora, e com a resolução em uso. Por exemplo, para uma impressão em preto e branco, cada ponto irá requerer um bit de memória, o que dá vários kilobytes por linha, enquanto para usar 8 cores por pixel serão necessários 3 bits.

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5º Passo: Impressão

A impressora aciona os mecanismos de impressão, isto é, o carro em que ficam os cartuchos,

a tração de papel e os injetores, para registrar na página o conteúdo de matriz de pontos armazenada na memória. Uma vez impressos os dados, a memória é esvaziada, para permitir a admissão de novos dados.

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