Análise crítica de "Naúfrago"

Análise crítica de "Naúfrago"

Análise Crítica

Nome: Lucas Martins Pereira Lima

Curso: Engenharia de Produção Mecânica

Data da Entrega: 30/04/2010

1. Identificação do filme

Náufrago; com Tom Hanks; Realizado no ano de 2000; Feito nos EUA; Duração de 144min.

2. Breve sinopse do filme

Chuck Noland é um engenheiro de sistemas do FedEx, cuja vida pessoal e profissional são controladas pelo relógio. Seu trabalho o leva, na maioria das vezes de um instante para o outro, para locais bem distantes e bem longe de sua namorada, Kelly. Essa vida corrida de Chuck termina inesperadamente quando, depois de um acidente de avião, ele fica isolado numa ilha distante em um ambiente inóspito e sem muitos recursos. Sem as conveniências da vida diária, primeiro ele tem que encontrar meios de suprir as necessidades básicas para a sua sobrevivência, incluindo água, comida e abrigo. Chuck, aquele que consegue resolver todos os problemas, acaba descobrindo como sobreviver fisicamente. Chuck começa sua verdadeira viagem ao enfrentar a provação emocional do isolamento. Após quatro anos, Chuck volta para a civilização como um homem profundamente mudado. Ele percebe que perder tudo, o que tinha e o que achava que era importante, não foi tão ruim quanto ele imaginava.

3. Análise crítica do filme

O filme trata bem o aspecto de mudança de vida, mudança de hábitos e mudança de personalidade. No começo do filme é notado no comportamento de nosso personagem principal como uma pessoa muito preocupada com o seu trabalho, com os seus compromissos pessoais, mas acima de tudo a determinação no trabalho.

Após o acidente de avião, Chuck tenta, no inicio, salvar todas as encomendas que restaram para poder devolvê-las, pois era uma pessoa muito apegada ao trabalho e não queria ser um “mal empregado” com o passar do tempo, mas percebe que nada daquilo valia mais na sua vida, só queria sobreviver e ver sua namorada novamente. O trabalho é uma coisa passageira, é muito importante tê-lo ser um bom empregado, mas os principais valores estão nas nossas vidas, nas pessoas e prazeres que amamos e nossa personagem percebeu isso de uma forma bastante difícil.

Ele percebe quão longa e difícil é a vida. Começa a abrir os pacotes e percebe que dentro de cada um, por mais que na hora em que abriu parecessem objetos inúteis, logo lhe seriam úteis. Nosso personagem percebe que a vida é muito mais do que o que temos ou o que somos, é como estamos com nós mesmo.

Logo descobre um novo amigo, Wilson. Por mais que ele seja uma bola, foi um dos objetos que ele guardou com apreço. Durante quatro (4) anos com somente uma bola com quem conversar, passaram muitas ideias na cabeça de Chuck, entre elas, duas eram mais fortes: se matar ou fugir da ilha, que poderia não ser muito diferente da primeira ideia. Na verdade Wilson nada mais era do que o se antigo “Eu”, era sua lógica implacável, sua inteligência, entre outros aspectos. Assim quando Chuck tem uma discussão com a bola e ela a joga no mar, logo volta desesperado a procurá-la. Esse é um sinal de que podemos ter sido pessoas diferentes no nosso passado, pessoas que até não gostamos, mas temos que aprender a conviver com essas pessoas que nós fomos e estarmos bem conosco.

Então vêm as marés. Até que uma noite a maré lhe traz uma nova surpresa, um pedaço de metal, que em primeiro instante não parece nada, mas logo lhe dá a resposta de suas dúvidas, ele deveria sair da ilha e aquele pedaço de metal virou uma vela, para um barco que decidiu construir. As marés são uma surpresa, assim como as ondas tiraram tudo que nosso personagem tinha, agora ela lhe dava uma nova oportunidade, é como a vida. Temos que ficar sempre de cabeça erguida e aproveitar as oportunidades que a vida nos dá.

Na sua jornada após a construção do barco, ele vai perdendo tudo o que gostava lhe era útil e o que gostava, mais uma vez a ondas lhe tiravam o que lhe era precioso.Numa noite, encontrou uma baleia e, sinceramente, nosso personagem não se importou. Se a baleia o come-se ou derruba-se seu barco, sinal de que logo o sofrimento ia acabar e ele iria morrer, e se a baleia não o matasse, ele teria mais um dia para tentar voltar à vida de quatro anos atrás. Nesse momento, nossa personagem se mostra uma pessoa fraca, mas ainda sim pleiteava viver. Logo após perder o objeto mais importante que ele tinha, Wilson. Ele praticamente desiste de viver, jogou os remos fora e simplesmente, pois se a deitar, mas as ondas novamente lhe deram vida nova.

Ele é resgatado e percebe o quanto o mundo mudou sem ele, e o quando as coisas agora são diferentes. Nosso personagem percebe o quanto insignificante ele era perante o mundo, as únicas vidas que mudaram, e poucas, foram as de seus amigos e familiares, e percebemos quão grandes ou quão pequenos queremos ou podemos ser perante o mundo. Após ver quanto o mundo mudou, ele percebeu que também tinha que mudar.

4. Relacionar o filme com os processos e situações de gestão empresarial.

Qualidade de vida no trabalho;

No seu trabalho, Chuck ganha bastante bem, viaja bastante, deve ser um homem bastante comprometido e qualificado, mas se percebe sempre um clima bastante tenso no trabalho, ele tem que deixar de jantar com a família e amigos pra trabalhar, até em horários extremos, praticamente se repouso. Uma pessoa deve saber dosar a vida empresarial e a vida pessoal, sem que um tome o lugar do outro.

Clima organizacional;

É muito importante mantermos no nosso trabalho um ambiente saudável, se percebido isso quando Chuck praticamente grita com seus funcionários em sua empresa para serem sempre ligados a “hora”, pois em sua empresa nenhuma encomenda poderia atrasar por nada. Então ele cria um clima tenso em seu trabalho, sempre voltado pro lucro, o que deixa o trabalho bastante estressante.

Planejamento de carreira;

Percebemos que planejar é algo que nem sempre vai ser concretizar, mas torcemos para que se concretize, percebemos que Chuck tinha vários planos para sua vida, mas todos eles acabaram se após o acidente. Isso não quer dizer que não devemos planejar, muito pelo contrario e se um plano não der certo, é só fazer outro plano para que tudo volte a ser como antes, ou melhor.

Recrutamento e seleção;

Nós podemos fazer nossa própria seleção, assim como Chuck fez o recrutamento de seus empregados para sua empresa melhor se desenvolver, mas também somos selecionados e recrutados, por isso devemos sempre fazer nosso melhor em algo que escolhemos fazer, pois além de dar um ótimo exemplo, sempre tem alguém “maior” que você te observando.

Treinamento e desenvolvimento de pessoal;

O desenvolvimento de qualquer coisa se acontece em processo, pode ser rápido ou devagar, mas antes a sempre um treinamento. Quando Chuck fica preso na ilha percebemos que ele não tem nenhuma habilidade de sobrevivência, após os dias ele começa a pescar, descobrir ferramentas pra comer, fazer barcos, entre outros. O treinamento é o que faz você desenvolver, uma pessoa que nunca se aperfeiçoa não chegará ao máximo de seu desenvolvimento.

Planejamento corporativo.

Quando fazemos planos, normalmente pensamos somente em nós mesmo, “O que vou fazer? Como vou fazer? Quando vou fazer?”, mas não somos pessoas isoladas do mundo, temos que planejar o que vamos fazer se algo acontecer, se alguém não aceitar a sua ideia, se uma pessoa disser “não”. Vários são os fatores. Chuck no inicio do filme mostra bem como isso funciona, diz o que cada funcionário deve fazer, como fazer e após um em previsto, planeja novas rotas, como um de seus caminhões que foi impossibilitado de continuar o trabalho, ou seja, temos que planejar não só o nosso trabalho, mas também o que fazer se ele não der certo, etc.

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