Hospital Universitário da Universidade de São Paulo Manual para Prevenção das Infecções Hospitalares

Hospital Universitário da Universidade de São Paulo Manual para Prevenção das...

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Hospital Universitário da Universidade de São Paulo

Manual para Prevenção das Infecções Hospitalares

São Paulo 2009

Sugestão para citação – Dados Internacionais de Catalogação

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte.

Hospital Universitário da Universidade de São Paulo

Av. Professor Lineu Prestes, 2565

Cidade Universitária

São Paulo – SP 05508-0

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Cassettari, Valéria Chiaratto; Balsamo, Ana Cristina; Silveira, Isa Rodrigues. Manual para prevenção das infecções hospitalares 2009. Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. 1. Infecção hospitalar/prevenção e controle. 2. Antibióticos

Reitora: Profa. Dra. Suely Vilela

Superintendente: Prof. Dr. Paulo Andrade Lotufo

Presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar: Dr. Fabio Franco

Autoras:

Dra. Valéria Cassettari Chiaratto Enfa. Ana Cristina Balsamo Enfa. Isa Rodrigues da Silveira

Atualmente, o desafio do sistema de saúde é o atendimento a um grande volume de pacientes, paralelamente ao aumento da complexidade das situações clínicas.

Nesse panorama, a adesão dos profissionais às medidas de prevenção das complicações hospitalares é um importante diferencial de qualidade.

O objetivo deste manual é orientar os profissionais de saúde sobre as medidas básicas de prevenção das infecções hospitalares através de uma padronização clara e objetiva.

Tratam-se de medidas simples, porém essenciais, sendo de execução obrigatória na rotina de um hospital.

Assim, ao facilitar sua execução, este manual deve contribuir para o contínuo aprimoramento do atendimento hospitalar.

PRECAUÇÕES PADRÃO7
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS8
PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS1
PRECAUÇÕES DE CONTATO13
INDICAÇÕES DE PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS E DE CONTATO14
BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES21
PACIENTES TRANSFERIDOS DE OUTROS HOSPITAIS23
BERÇÁRIO EXTERNO – NORMAS PARA INTERNAÇÃO24
VÍRUS RESPIRATÓRIOS EM CRIANÇAS – NORMAS PARA PREVENÇÃO27
TUBERCULOSE PULMONAR - NORMAS PARA ISOLAMENTO28
VARICELA30
TÉTANO: PROFILAXIA APÓS FERIMENTOS34
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA36
VACINAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE38
ACIDENTES OCUPACIONAIS COM MATERIAL BIOLÓGICO39
LAVAGEM DAS MÃOS PARA PROCEDIMENTO CIRÚRGICO4
ANTI-SEPSIA DA PELE DO PACIENTE PARA CIRURGIA45
COLETA DE HEMOCULTURA46
CATETER VENOSO CENTRAL – INSERÇÃO E CUIDADOS49
ROTINA DE TROCA DE CATETERES VASCULARES53
ROTINA DE TROCA DE MATERIAIS UTILIZADOS EM PROCEDIMENTOS5
REPROCESSAMENTO DE ARTIGOS HOSPITALARES57
ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA63
DIAGNÓSTICO DE ITU ASSOCIADA A SONDAGEM VESICAL75
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE INFEC. RELACIONADA A CATETER7
ANTIBIÓTICO P/ INFEC. HOSP. NA UTI-NEONATAL E BERÇÁRIO79
PNEUMOCOCO – DADOS DO HU80
TRATAMENTO DE ITU COMUNITÁRIA EM ADULTOS82

DIAGNÓSTICO DAS INFECÇÕES E USO DE ANTIMICROBIANOS SENSIBILIDADE ANTIMICROBIANA – DADOS DO HU............................ 83

6 Precauções e isolamento

Aplicar em todas as situações de atendimento a pacientes, independente de suspeita de doença transmissível, para prevenir a transmissão de microrganismos inclusive quando a fonte é desconhecida. Protegem o profissional, e também previnem a transmissão cruzada entre pacientes.

Com água e sabão ou gel alcoólico, após contato com fluidos corpóreos, após manipular materiais e equipamentos contaminados, após retirar luvas, antes e após contato com qualquer paciente. Ver capítulo a seguir.

Se houver risco de contato com sangue ou outros fluidos corpóreos. Trocar as luvas entre procedimentos no mesmo paciente se houver contato com secreções contaminantes. Calçar luvas limpas antes de manipular mucosas ou pele não íntegra. Não tocar superfícies com as luvas (ex: telefone, maçaneta). Retirar as luvas imediatamente após o uso, e higienizar as mãos.

Se houver risco de respingo ou contato da pele ou roupas do profissional com fluidos, secreções ou excreções do paciente (ex: dar banho, aspirar secreção, realizar procedimentos invasivos). Dispensar no “hamper” após o uso. Não usar o mesmo avental para cuidados a pacientes diferentes.

Sempre que houver exposição da face do profissional a respingos de sangue, saliva, escarro ou outros fluídos e secreções de pacientes. O profissional que apresentar infecção das vias aéreas (ex: gripe, resfriado), deve utilizar máscara cirúrgica até a remissão dos sintomas.

Não reencapar a agulha. Não desconectar a agulha da seringa antes do descarte. Disponibilizar caixas de descarte em locais de fácil acesso.

Realizar limpeza concorrente do mobiliário e bancadas a cada plantão. Realizar limpeza terminal na alta do paciente. Limpar e desinfetar superfícies

sempre que houver presença de sangue ou secreções

Todos os artigos e equipamentos devem ser submetidos a limpeza e desinfecção ou esterilização antes de serem usados para outro paciente.

Referências:

Siegel JD, Rhinehart E, Jackson M, Chiarello L, and The Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee, 2007 Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings, 2007 http://www.cdc.gov/ncidod/dhqp/pdf/guidelines/Isolation2007.pdf

A higienização das mãos é a principal e mais simples medida para prevenção das infecções hospitalares e da multirresistência bacteriana. Portanto, deve se tornar um hábito incorporado de forma automática às atividades do profissional de saúde.

Remover sujidade, suor e oleosidade. Remover a flora microbiota transitória da camada mais superficial da pele, evitando a transmissão de infecções dos pacientes para os profissionais e a transmissão cruzada entre os pacientes através das mãos dos profissionais.

1. Água, sabão líquido e papel toalha, ou 2. Gel alcoólico 70%.

Para evitar ressecamento e dermatites, é contra-indicado higienizar as mãos com água e sabão imediatamente antes ou após o uso de gel alcoólico.

• Sempre que as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com fluídos corporais. • Ao iniciar o turno de trabalho.

• Antes e após realizar atos pessoais (ex: alimentar-se, assoar o nariz, ir ao toalete, pentear os cabelos). • Antes do preparo de medicamentos.

• Antes de preparo de alimentos.

• Também podem ser usados água e sabão nas situações abaixo descritas para uso de gel alcoólico.

• Abrir a torneira, molhar as mãos e colocar o sabão líquido (± 2 ml) • Ensaboar e friccionar as mãos durante 40 a 60 segundos, em todas as suas faces, espaços interdigitais, articulações, unhas e pontas dos dedos. É importante estabelecer uma seqüência a ser sempre seguida, assim a lavagem completa das mãos ocorre automaticamente. • Enxaguar as mãos retirando toda a espuma e resíduos de sabão.

• Enxugar as mãos com papel toalha.

• Fechar a torneira com o papel toalha, evitando assim recontaminar as mãos.

Deve ser usado nas situações a seguir, desde que as mãos não estejam visivelmente sujas.

• Antes e após qualquer contato com o paciente. • Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro mais limpo, durante o cuidado ao mesmo paciente (obs: recomenda-se evitar esta situação, procurando manipular primeiro o sítio mais limpo e por último o mais contaminado). • Antes de calçar luvas e após retirá-las.

• Antes e após manipular dispositivos invasivos (ex: cateteres vasculares ou urinários, tubo traqueal). • Após contato com materiais ou equipamentos contaminados.

• Após contato com objetos ou superfícies próximos ao paciente (ex: lençóis, cama, bomba de infusão, ventilador mecânico).

Aplicar o gel nas mãos realizando durante 20 a 30 segundos os mesmos movimentos indicados acima. Esperar secar.

DEGERMANTES CONTENDO ANTISSÉPTICOS Esses degermantes (contendo triclosan, povidine-iodo ou clorexidina) são obrigatórios para higienização das mãos em situações que exigem redução máxima da população bacteriana, como: • após cuidar de paciente portador de bactéria multirresistente;

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