Apostila de química 2 - ceesvo - eja - 2

Apostila de química 2 - ceesvo - eja - 2

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Ensino Médio 2ª Série

Apostila 2

Química Apostila I- CEESVO
A Química é a ciência que estuda os materiais que constituem a natureza, sua
química”, ou alarmistas como “a energia nuclear mata”, levam o homem a “ter uma

Caro Aluno: Seja bem-vindo ao curso de Química. composição e preparação, as transformações que sofrem, as energias envolvidas nesses processos e a produção de novos materiais. A Química está presente em todas as atividades da humanidade. Muitas vezes informações imprecisas, como “este alimento não contém visão distorcida” da Química. É necessário, portanto, fazer uma análise dos benefícios e malefícios que essa ciência traz.

É impossível imaginarmos um mundo privado de combustíveis, medicamentos,
fertilizantes, pigmentos, alimentos, plásticos etc., produtos fabricados em indústria

química.

produtos, e o homem, como usuário, deve estar consciente de seus atos. Vamos então
buscar conhecimentos na Química e exercitar o pensar para o melhor aproveitamento
dessas informações

Os problemas que podem surgir dependem da forma de produção e aplicação desses

Instruções para as Atividades: 1 - Trace uma meta, seja disciplinado e determine seu objetivo de conclusão do curso; 2 - Com muita paciência e amor leia atentamente os capítulos das apostilas;

3 - Anote no caderno as dúvidas e sempre que for necessário consulte o dicionário e o glossário no final da apostila;

4 - Caso tenha dúvidas com o conteúdo da matéria que estiver estudando, consulte um dos professores de Química;

5 - Você poderá acessar as apostilas pelo site w.ceesvo.com.br;

6 - É obrigatório o cuidado com a apostila, mantendo-a limpa (sem rabiscos a lápis ou caneta) e em perfeitas condições de uso.

Deus o abençoe e bons estudos!!! Equipe de Química e Ciências.

Capítulo 1 Tabela Periódica: O Estudo da Tabela Periódica.

Química Apostila I - CEESVO

1 – Histórico

cobre (Cu), chumbo (Pb) e mercúrio (Hg) fossem conhecidos desde a antiguidade,
a primeira descoberta científica de um elemento ocorreu somente em 1669, quando o
alquimista Henning Brand descobriu o fósforo (P). Durante os 200 anos seguintes,
um grande volume de conhecimento relativo às propriedades dos elementos e seus

O ponto de partida para criação da tabela periódica foi a descoberta individual dos elementos químicos. Embora os elementos tais como ouro (Au), prata (Ag), estanho (Sn), compostos foi sendo adquirido pelos químicos e, com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a investigação de como reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas de classificação.

seriam ou não metálicos, o que não representava grande coisa na realidade. A lista de
Os elementos não estavam listados em qualquer arranjo ou modelo periódico,

A primeira classificação foi a divisão dos elementos em metais e não-metais. Isso possibilitou a antecipação das propriedades de outros elementos, determinando, assim, se elementos químicos que tinham suas massas atômicas conhecidas foi preparada por John Dalton no início do século XIX, mas muitas das massas atômicas adotadas por Dalton estavam longe dos valores atuais devido à ocorrência de erros. Os erros foram corrigidos por cientistas que, então, possuíam melhores e mais precisos métodos para análises – e o desenvolvimento de tabelas dos elementos e suas massas atômicas centralizaram o estudo sistemático da química. mas simplesmente ordenados em ordem crescente de massa atômica cada um com suas propriedades e seus compostos. Os químicos, ao estudarem essa lista, concluíram que ela

possuem propriedades químicas semelhantes diferiam muito quanto às suas massas
três em três formando as “tríades”; as quais também estavam separadas pelas massas
atômicas, mas com propriedades químicas muito semelhantes. A massa atômica do

não estava muito clara: por exemplo, os elementos cloro (Cl), bromo (Br) e iodo (I) que atômicas, respectivamente 17, 35 e 53, e assim ficavam muito separados. Em 1829, Johann W. Doerbereiner teve a primeira idéia, com sucesso parcial, de agrupar os elementos de elemento central da tríade era, supostamente, a média das massas atômicas do primeiro e terceiros membros. Lamentavelmente, muitos dos metais não podiam ser agrupados em tríades.

química no City College em Londres. Sugeria-o que os elementos fossem arranjados
e o cobre. A idéia de Newlands foi ridicularizada pela analogia com os sete intervalos
dicidade de metais. Nenhuma regra numérica foi encontrada para que se pudesse

Um segundo modelo foi sugerido em 1864 por John A. R. Newlands, um professor de num modelo periódico de oitavas, ou grupos de oito na ordem crescente de suas massas atômicas. Este modelo, embora agrupasse elementos como o lítio, sódio e potássio não atendiam ao grupo dos elementos cloro, bromo e iodo, ou dos metais comuns como o ferro da escala musical e ele teve recusada a publicação do seu trabalho periódico sobre a periorelacionar, de uma forma consistente, elementos químicos, suas propriedades químicas e suas massas atômicas. A base teórica segundo a qual os elementos químicos estão,

Química Apostila I - CEESVO arranjados atualmente – número atômico e teoria quântica – era completamente desconhecida naquela época.

A organização da tabela periódica foi desenvolvida não teoricamente, mas com base na observação química de seus compostos, por Dimitri Ivanovich Mendeleyev.

Por volta de 1860 ainda se conheciam apenas pouco mais de 50 elementos químicos.

temente, descobriram que alguns tinham propriedades químicas e físicas semelhantes
sua massa atômica. Assim, fizeram a primeira tabela periódica. Observe os seguintes

O russo Dimitri Ivanovich Mendeleyev e o alemão Lothar Meyer, trabalhando independen- Esses elementos de propriedades semelhantes foram colocados no mesmo grupo conforme elementos (hoje agrupados segundo seu número atômico, e não segundo sua massa):

Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, Medeleyev
organizou os elementos na forma da tabela periódica atual e criou uma carta
chegou a prever as propriedades de elementos químicos que nem mesmo tinham sido
descobertos ainda. Para que não houvesse intromissão sua nos trabalhos alheios, os

para cada um dos 63 elementos conhecidos. Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atômica de todas as suas propriedades químicas e físicas. Colocando as cartas em uma mesa, fez um verdadeiro quebra-cabeça organizando e agrupando os elementos de propriedades semelhantes. Formou-se, então, a tabela periódica. A vantagem da tabela periódica de Mendeleyev sobre as outras é que esta exibia semelhanças como um todo e não apenas em pequenos conjuntos como as tríades. Mostraram-se semelhança numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. Analisando estas diversas redes, Mendeleyev supostos Mendeleyev elementos que deveriam existir com determinadas propriedades não recebiam nenhum nome; ao invés disso, ele dava os prefixos sânscritos – eka (um), dwi (dois), tri (três) e assim por diante – aos nomes dos elementos análogos inferiores.

Para se ter uma idéia das previsões de Mendeleyev, a tabela abaixo relaciona algumas das propriedades previstas para o Eka - silício(Es), prognosticado em 1871, e as propriedades previstas observadas no Germânio (Ge), descoberto em 1836.

Li (Lítio) - 3São metais moles

Elementos e Massa Atômica Propriedades

K (Potássio) - 19

Na (Sódio) - 1 Reagem violentamente com água

Eka - silício ( Es) Germânio (Ge)

Peso atômico: 73

Peso específico: 5,5 Volume atômico: 13

Peso atômico: 72,6 Peso específico: 5,47 Volume atômico: 13,2

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Mendeleyev não acertou só na previsão do germânio, mas também de outros

7 elementos ainda desconhecidos até então. Em 1906, Mendeleyev recebeu o Prêmio Nobel por este laborioso trabalho.

Em 1913, o cientista britânico Henry Moseley enunciou a “Lei periódica” que diz:

sempre o mesmo e criou, então, o conceito de “número atômico”, como identidade de
está baseada no número atômico dos elementos, sem, contudo, abandonar conceitos
A última maior alteração sofrida pela tabela periódica resultou do trabalho de

“As propriedades físicas e químicas dos elementos são funções periódicas de seus números atômicos”. Descobriu que o número de prótons no núcleo de um determinado átomo era determinado átomo. Considerando que não existem dois elementos com o mesmo número atômico, Moseley rearranjou a tabela de acordo com o número atômico; ordenando-os em ordem crescente de número atômico. Com isto, os problemas que ainda existiam na tabela de Mendeleyev desapareceram. Devido ao trabalho de Moseley, a tabela periódica moderna originais. O modelo hoje adaptado inclui as novas descobertas e os novos resultados que foram sendo obtidos.

descobriu todos os elementos transurânicos (elementos de número atômico 94 a 102);

Glenn Seaborg, na década de 50. A partir da descoberta do plutônio, em 1940, Seaborg reconfigurou a tabela periódica colocando a série dos actinídeos abaixo dos lantanídeos.

Em 1951, Seaborg recebeu o Prêmio Nobel em química pelo seu trabalho e, em sua homenagem, o elemento 106 da tabela periódica recebeu o nome de seaborgium.

A tabela periódica organiza os elementos em grupos, que são as colunas e
períodos, que são as linhas horizontais. O sistema de numeração usada atualmente é
Cada uma das linhas (horizontais) recebe o nome de “Período”. Todos os elementos

2 – Tabela Periódica: 2.1 - Classificação Periódica dos Elementos Químicos recomendado pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC). classificados num mesmo período têm o mesmo número de níveis ou camadas eletrônicas (K = 2, L = 8, M = 18, N = 32, O = 32, P = 18 e Q = 2).

Observe a tabela na página seguinte. Fonte: Estrutura da Matéria / Vera Lúcia D. Novais - Ed. Atual.

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de cima para baixo. Assim, o hidrogênio (H) e o hélio (He) estão situados no primeiro
período, enquanto que o frâncio (Fr) está localizado no sétimo período. À exceção

Os períodos são numerados de acordo com o número de níveis eletrônicos de 1 a 7, do primeiro, os períodos começam com um metal e terminam com os gases nobres. Os períodos diferem em comprimento, variando de 2 elementos, no primeiro período, o mais curto, a 32 elementos no sexto período, o mais longo.

1º período Até o nível K 2º período Até o nível L 3º período Até o nível M 4º período Até o nível N 5º período Até o nível P 6º período Até o nível O 7º período Até o nível Q

A numeração dos grupos ou famílias é feita em algarismos arábicos de 1 a 18,
crescendo da esquerda para a direita. Apesar disso, ainda é comum usar o sistema de

Cada coluna (na vertical) recebe o nome de “Grupo” ou “Família“, e os elementos de uma mesma família apresentam a mesma distribuição eletrônica na camada de valência e propriedades químicas semelhantes. numeração antigo, onde existiam as famílias A e as famílias B.

1 Período - K
2 Período - L
3 Período - M
4 Período - N
5 Período - O
6 Período - P
7 Período - Q
Lantanídeos
Actinídeos

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118
K H 213 14 15 16 17 He
LBe B C N O F
M3 4 5 6 7 8 9 10 1 12
NSe Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn
O
P
Q
Lantanídeos
Actinídeos

Numeração atual das famílias ou grupos

Numeração antiga das famílias ou grupos Nomes das famílias

1 1 A ou I A Metais alcalinos 2 2 A ou I A Metais alcalinos terrosos 3 3 B ou I B Grupo do Escândio 4 4 B ou IV B Grupo do Titânio 5 5B ou V B Grupo do Vanádio 6 6 B ou VI B Grupo do Cromo 7 7 B ou VII B Grupo do Manganês 8 8B ou VIIIB (1ª coluna) Grupo do Ferro

9 8B ou VIIIB (2ª coluna) Grupo do Cobalto 10 8B ou VIIIB (3ª coluna) Grupo do Níquel 1 1 B ou I B Grupo do Cobre 12 2 B ou I B Grupo do Zinco 13 3 A ou I A Grupo do Boro 14 4 A ou IV A Grupo do Carbono 15 5 A ou V A Grupo do Nitrogênio 16 6 A ou VI A Calcogênios 17 7 A ou VII A Halogênios 18 Zero, 8 A ou VII A Gases Nobres (raros/inertes)

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no nível de valência. Outros o colocaram como se pertencesse ao grupo 17, devido à

Alguns autores consideram a posição do hidrogênio como pertencendo ao grupo 1, por apresentar algumas semelhanças com os metais alcalinos, como ter um único elétron formação de íon H+ (hidretos) e pelo fato de que o hidrogênio não é um metal. O elemento encontra-se isolado em algumas tabelas periódicas, não estando situado em nenhum grupo. De qualquer forma, na maioria das tabelas, ele está localizado no grupo 1, mas em uma cor diferente dos demais desta família.

possuem nenhuma semelhança com os metais e, geral, são gasosos), Semi-metais ou
Metalóides (elementos que possuem propriedades de metais e de não-metais) e Gases
Na tabela periódica há subdivisões, ou subgrupos. Podem-se subdividir os

Os elementos podem ser: Metais (possuem todas as propriedades metálicas, como o brilho característico, tipo de ligação, etc.), Não-metais ou Ametais (elementos que não nobres (gases que, por possuírem o último nível de valência completo, não são capazes de estabelecerem ligações químicas com outros elementos, exceto em casos especiais). elementos de acordo com as famílias ou grupos. Normalmente, cada família recebe um nome (de acordo com as propriedades gerais dos elementos que a compõe); quando não tem, o grupo em questão é referido de acordo com o primeiro elemento da coluna.

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