Projeto: Prevenção de obesidade infantil em escolares

Projeto: Prevenção de obesidade infantil em escolares

EQUIPE

1 INTRODUÇÃO

A alimentação e nutrição adequada são requisitos essenciais para o crescimento e desenvolvimento da criança, mais do que isso, são direitos humanos fundamentais, pois representam a base da própria vida (CARDOSO, 2006).

O problema nutricional de maior crescimento em todo o mundo é a obesidade, devido à dimensão que vem adquirindo nas últimas décadas tem sido referendada como uma epidemia, no mundo inteiro; visto que os hábitos alimentares modernos representados por fast food e pouca atividade física tem contribuído diretamente para o aumento da população obesa. Segundo Melo (2004), “A obesidade pode ser de origem exógena, abrangendo 95 % a 98 % dos casos, ou endógena. A obesidade exógena origina-se do desequilíbrio entre a ingestão e o gasto calóricos.”.

A escola possui o importante papel no desenvolvimento da criança como um agente de promoção de hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, pois é o local onde as crianças passam a maior parte do tempo. Em geral as crianças ganham peso com facilidade devido a vários fatores, tais como:

2 JUSTIFICATIVA

A estimativa mundial é de que 10% das crianças em idade escolar tenham excesso de peso. Prevenir a obesidade infantil significa diminuir, de uma forma racional e menos onerosa, a incidência de doenças crônico-degenerativas. A escola é um local importante onde esse trabalho de prevenção pode ser realizado, pois nela as crianças fazem pelo menos uma refeição diária, além de adquirirem novos hábitos e comportamentos. Neste contexto, o trabalho de educação nutricional, aliado à promoção da atividade física, pode produzir hábitos mais saudáveis na população escolar, reduzindo o risco para a obesidade (SAHOTA et al., 2001).

3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo geral:

  • Prevenir a obesidade infantil, promovendo a educação nutricional em escolares de 1ª a 4ª série em uma escola no município de Belém.

3.2 Objetivo específico:

  • Fazer o levantamento do total de crianças de 1ª a 4ª;

  • Verificar a quantidade de crianças em processo de sobrepeso ou com obesidade;

  • Analisar o consumo alimentar em relação às necessidades nutricionais;

  • Informar os riscos de saúde decorrente as alimentação inadequada para os pais;

  • Estimular práticas alimentares saudáveis;

  • Observar qual o tipo de lanche que os alunos levam para a escola;

  • Verificar como é feito o incentivo na escola para o consumo de alimentos saudáveis;

4 REFERENCIAL TEÓRICO

A obesidade infantil é caracterizada pelo excesso de gordura acumulada nos tecidos adiposos. Está diretamente ligada a infância, pois é nessa fase, que se adquire a maior parte das células adiposas. Sendo assim, pessoas que apresentam excesso de peso na infância tendem a ser mais obesas na vida adulta em relação aquelas que se tornaram obesa posteriormente, por fazer da obesidade infantil uma via para a obesidade na vida adulta. (SALIM & BICALHO, 2004).

Entre os fatores que tem sido associado ao aumento de sobrepeso/obesidade é a ampla disponibilidade e variedade de produtos gostoso, baratos, porem ricos em energia e servida em largas porções; baixo gasto energético ocasionado pelo baixo encorajamento para a realização de atividade física na sociedade moderna. (NUNES et al., 2006)

“Intervenções em crianças, principalmente antes dos 10 anos de idade ou na adolescência, reduzem mais a severidade da doença do que quando as mesmas intervenções são realizadas na idade adulta, visto que mudanças na dieta e na atividade física podem ser influenciadas pelos pais e educadores e poucas modificações no balanço calórico são necessárias para causar alterações substanciais no grau de obesidade.” (CHAVES et al., 2008)

O objetivo desse processo é, a longo prazo estimulando a mudança de hábitos. Dentro de um plano de alimentação saudável para crianças, o nutricionista prescreve uma dieta para adequação da quantidade de energia a ser ingerida e da proporção dos macronutrientes, alem de adequar também os micronutrientes, especialmente ferro e cálcio, para auxiliar no melhor desenvolvimento da criança.

O objetivo desse processo é, a longo prazo estimulando a mudança de hábitos. Dentro de um plano de alimentação saudável para crianças, o nutricionista prescreve uma dieta para adequação da quantidade de energia a ser ingerida e da proporção dos macronutrientes, alem de adequar também os micronutrientes, especialmente ferro e cálcio, para auxiliar no melhor desenvolvimento da criança.

A alimentação tem função direta no rendimento escolar, crianças que não se alimentam adequadamente ficam indispostas, desatentas e agressivas, com isso aprendem mal refletindo nas suas notas e até na repetência de série, essas são algumas das causas mais freqüentes em crianças que apresentam obesidade;

5 HIPÓTESE

Entre vários e acentuados problemas encontrados na alimentação do escolar, a falta de incentivo para o consumo de alimentos frescos e naturais que nesse caso deveria ser proposto pelos seus próprios pais, para suprir as necessidades nutricionais dos seus filhos. A escola também deveria contratar um nutricionista para ajudar nesse problema da alimentação escolar assegurando uma alimentação de qualidade começando pelos lanches vendidos nas cantinas, isso ainda é muito difícil de ser implantado, porém basta o primeiro passo para começar e paulatinamente os hábitos alimentares dos alunos passarão a se tornar a cada dia melhores.

6 METODOLOGIA

Materiais e equipamentos:

  • Balança;

  • Fita métrica;

  • Tesoura;

  • Pistola de cola quente;

  • Bastões para a pistola;

  • Eva;

  • Filmes sobre alimentação;

  • Papel A-4;

  • Lápis e canetas.

7 CRONOGRAMA

APÊNDICE

Questionário I 

1- Qual o tipo de alimentação seu filho consome no dia-a-dia?

2- Qual o lanche que seu filho costuma comer ou levar para a escola?

3- Quantas vezes por semana você oferece doces (bombons, sorvetes, cremes, etc) para seu filho?

4- O seu filho em algum momento do dia reserva um tempo para o lazer ou realizar atividades físicas?

5- Você estipula um horário para seu filho assistir televisão ou acessar o computador?

Questionário II 

Questionário II 

1- Os seus pais acompanham diariamente as suas refeições?

Sim ( ) Não ( )

2- O que você come quando está na escola no intervalo das aulas?

3- Quantas vezes você come ao dia?

1 a 2 ( ) 2 a 3 ( ) 3 a 4 ( ) 4 a 5 ( ) 5 a 6 ( )

4- O que você costuma comer com mais freqüência? E o que gosta mais? 

4.1 Verduras, saladas verdes, frutas e grãos? ( )

4.2 Hambúrguer, pizza, chocolate e salgados? ( )

4.3 Suco de frutas naturais? ( )

4.4 Refrigerantes e sucos artificiais? ( )

 

Receita 1: Docinho de cenoura

Receita 1: Docinho de cenoura

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado

  • ½ de (chá) de açúcar

  • 2 colheres de (sobremesa) de manteiga

  • 100g de coco ralado fresco

  • 200g de cenoura picada

  • 2 colheres de açúcar cristal para confeitar

  • Calorias: 258 kcal

  Modo de fazer: Bata a cenoura no liquidificador com o leite condensado até ficar homogêneo. Passe para uma panela, junte com a manteiga, o coco e a açúcar, e leve ao fogo baixo mexendo sempre, até soltar do fundo. Despeje a massa em um prato untado com manteiga e espere esfriar. Modele bolinhas com as mãos untadas passe-as no açúcar cristal e coloque em forminhas.

Receita 2: Brigadeiro de soja

Receita 2: Brigadeiro de soja

Ingredientes:

  • 1 ½ de xícara (chá) de massa de soja

  • 2 colheres (sopa) de margarina

  • 10 colheres (sopa) de açúcar

  • 1 xícara (chá) de leite em pó

  • 3 colheres (sopa) de chocolate em pó

  • Chocolates granulados ou confeitos coloridos

Modo de fazer: Em uma panela grande coloque todos os ingredientes e cozinhe mexendo em fogo baixo, até aparecer o fundo da panela, quando o brigadeiro estiver no ponto. Em seguida enrole os brigadeiros, envolva em chocolate granulado ou confeito colorido e coloque-os nas forminhas.

  • Calorias: 188,01

Essas receitas a nutricionista Regina M. Barriga (CRN 317), utiliza em uma determinada escola de Belém.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • CARDOSO, L.D.; QUEIROZ, I.C de. Programa de vigilância alimentar e nutricional infantil (PVANI). 2006. 12f. Projeto de extensão. Belo Horizonte, 2006.

  • CHAVES, M. das G. A.M.; MARQUES, M.H.; DALPRA, J. O.; RODRIGUES,P.A.; CARVALHO, M. F. de; CARVALHO, R.F. de. Estudo da relação entre a alimentação escolar e a obesidade. HU Revista, Juiz de Fora, v. 34, n. 3, p. 191-197, jul./set. 2008.

  • GALISA, M. S.; ESPERANÇA, L. M. B.; SÁ, de N. G. Nutrição Conceitos e Aplicações: alimentação do escolar. São Paulo: M. Books,2008. 149-152p.

  • MELLO, E. D. et al. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes? Jornal de Pediatria, Rio Janeiro, Porto Alegre Maio/Junho de 2004. Vol.80, p. 3.

  • MELLO, Elza D. de. Obesidade infantil. In: DUNCAN, Bruce D. Medicina ambulatorial: condutas em atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004. p.283-287

  • NUNES, M. A. Transtornos alimentares e obesidade. In: SICHIERI,R.; SOUZA, de R. A. G. Epidemiologia da obesidade. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 251-264.

  • -------------------, Transtornos alimentares e obesidade. In: COUTINHO, W.; DUALIB, P. Etiologia da obesidade. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 265-272.

  • ------------------, Transtornos alimentares e obesidade. In: HALPERN, Z.; RODRIGUES, M. D.B. Obesidade infantil. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 283-288.

  • -----------------, Transtornos alimentares e obesidade. In: BRESSAN, J.; COSTA. A. G. V. Tratamento nutricional da obesidade. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 315-326.

  • SAHOTA, P.; RUDOLF, M. C. J.; DIXEY R.; HILL, A. J.; BARTH, J. H.; CADE, J. Evaluation of implementation and effect of primary school based intervention to reduce risk factors for obesity. British Journal of Medicine, London, 2001a. Disponível em: http://bmj.com/cgi/content/full/323/7320/1027. Acesso em: 28 abr. 2010

  • SANNER, S. Obesidade infantil: O que deve e o que não deve ser feito?. 2009. Disponível em: <http:// www.metodomaisvida.com.br>. Acesso em: 23 abril de 2010.

  • SILVA, I. ; NUNES, C. Obesidade Infantil e na Adolescência. Disponível em: <http:// www.fiocruz.br/obesidade infantil>. Acesso em: 23 abril de 2010.

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