Projeto Elétrico

Projeto Elétrico

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Por meio de um site ou software, você pode acompanhar diariamente o gasto energético do seu vídeo game ou da geladeira nova e saber com precisão, quanto vai custar a fatura de energia no fim do mês.

Figura 11 – Casa Inteligente. Fonte: Baixaki (2010).

Para que tudo isso aconteça alguém precisa produzir novos equipamentos, instalar medidores inteligentes, sensores e toda a demanda de infraestrutura. De olho em um mercado que tem previsão de movimentar 20 bilhões de dólares, empresas como IBM, Cisco, Landis+Gyr, Intel, GE e até a Google estão de olho no volume de investimentos que serão feitos no setor de energia. Além das empresas, alguns países, como os EUA, estão bem avançados neste assunto.

Aparentemente, o Smart Grid é uma boa tecnologia para todos. E isso é verdade. Apesar de parecer que as empresas de energia vão perder com a possibilidade de produção doméstica pelo próprio consumidor, outros fatores fazem com que as concessionárias também ganhem. O combate às perdas energéticas e redução de furtos são dois temas que permitem às empresas continuar ganhando. O que precisa ser observado é o custo de implantação dos medidores eletrônicos e de toda a rede de dados, pois só os medidores custam, em média, mais de duzentos reais. Contudo, a possibilidade de se ter mais informações e alternativas de consumo por parte do usuário final é atraente. Ao ter mais informações sobre o gasto energético será possível controlar melhor as despesas e evitar sustos no final do mês.

Mas o principal ponto das Smart Grids é o apelo ambiental, já que muito do desperdício será diminuído. A busca por formas alternativas de produção de energia também é um dos combustíveis das Smart Grids, tendo em vista que diversos tratados ambientais são discutidos todos os anos.

Faz quase cem anos que Thomas Edison inventou a lâmpada. O sistema de distribuição de energia pouco mudou desde aquele período, mesmo com o fato de que a humanidade nunca crescer tanto nos últimos 25 anos. A população aumentou e as cidades se desenvolveram mais do que as redes de energia. Já passou da hora de se pensar em novas possibilidades e formas de aprimorar a geração, distribuição e consumo de eletricidade. A rede inteligente está chegando e, mesmo longe de alcançar a velocidade da luz, ela desponta como uma saída para o círculo vicioso que a humanidade entrou.

2.5.4 Carregadores Indutivos

Carregadores indutivos são providos de um sistema que, quando acoplado ao dispositivo a ser carregado, cria um campo magnético e transforma-o em energia elétrica.

Assim, sem nenhuma fonte de energia elétrica tradicional e também sem nenhum fio, seu celular pode ser carregado tão eficientemente quanto se estivesse passado algumas horas plugado no carregador ligado em uma tomada.

Figura 12 – Carregador Indutivo. Fonte: Baixaki (2010).

Apesar de parecer algo complicado, estes aparelhos têm um funcionamento relativamente simples. Quando o celular fica sem bateria ele é acoplado ao carregador indutivo. Dentro do carregador se localizam algumas bobinas que começam a se movimentar. Essa movimentação gera um breve campo magnético que servirá como fonte de energia para seu celular.

O carregador indutivo capta a energia do campo magnético e suas placas internas convertem-na em energia elétrica. A partir de então, a energia gerada pela conversão do carregador é transmitida sem fio para seu celular, que volta a ter carga e pode ser utilizado normalmente!

Um exemplo de carregador indutivo é a "mat”, a mesa elétrica desenvolvida pela Powermat usa indução magnética para transferir eletricidade ao aparelho pelo "receiver", que tem um chip que diz quanta energia o aparelho ainda precisa.

Sem a menor sombra de dúvidas, carregadores indutivos possuem vantagens. A principal dela talvez seja o fato de não consumir nenhum recurso natural para produzir energia elétrica, afinal, a indução magnética é a fonte da energia que carrega celulares, MP3 players, controles de video games, aparelhos de barbear, escovas de dente, etc.

Além disso, como não se manipula nenhuma fonte com energia elétrica, nem tomadas ou fios, a possibilidade de choque elétrico cai a zero, tornando este tipo de dispositivo, além de ecológico, muito mais seguro que os carregadores convencionais.

Alguns apontam como desvantagens para este sistema o fato de sua baixa eficiência, o que impede que funcione em equipamentos que demandem mais energia. Porém, para celulares e outros dispositivos pequenos ele é o suficiente. Outro problema é a possibilidade de superaquecimento quando do carregamento de dispositivos mais antigos.

Apesar de propor algo diferente, com energia limpa e sem consumo de recursos naturais, os carregadores indutivos ainda estão longe de ser uma realidade para a enorme maioria dos dispositivos eletrônicos. Tanto é que, por enquanto, nenhuma empresa brasileira disponibiliza os aparelhos e até mesmo lá fora o mercado é bastante restrito.

De qualquer forma, é uma ótima iniciativa e que merecia um pouco mais de atenção das fabricantes de telefones celulares, dispositivos de reprodução multimídia, controles de vídeo game e quaisquer outros aparelhos portáteis, afinal, carregadores indutivos significam economia de recursos para a você e para o planeta Terra.

3 CONCLUSÃO

Conclui-se através deste trabalho que a energia elétrica desde o momento em que descoberta e obtido conhecimento de como produzi-la e utilizá-la, a eletricidade se tornou indispensável no dia-a-dia das pessoas, ajudando-nos tanto em tarefas pequenas quanto em tarefas de grande porte.

Sem sombra de dúvidas devemos as tecnologias e confortos que possuímos não somente às idéias brilhantes, mas também a energia elétrica que faz tantas máquinas funcionarem para a melhoria na qualidade da vida das pessoas.

4 REFERÊNCIAS

TECNOCRACÍA, Mudanças Nos Plugues E Tomadas Elétricas Residenciais. Disponível em: <http://tecnocracia.com.br/arquivos/mudancas-nos-plugues-e-tomadas-eletricas-residenciais>. Acesso em: 29 abr. 2010

INMETRO, Plugues E Tomadas No Novo Padrão. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/pluguesetomadas/duvidas.asp>. Acesso em: 29 abr. 2010

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CREDER, HÉLIO. Editora LTC, Décima Quinta Edição, 1926. Capturado no período de: 25 abr. 2010 a 05 mai. 2010.

PEGN - GLOBO, Fita Elétrica Adesiva. Disponível em: <http://tv.pegn.globo.com/Jornalismo/PEGN/0,,MUL1522049-17952,00-fita+eletrica+adesiva+promete+acabar+com+fios+em+paredes.html>. Acesso em: 29 abr. 2010

WIKIPÉDIA, Transmissão De Energia Elétrica. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Transmissão_de_energia_elétrica>. Acesso em: 01 mai. 2010

SEBRAE, Fita Elétrica Adesiva. Disponível em: <http://www.facadiferente.sebrae.com.br/2010/03/01/fita-eletrica-adesiva-promete-acabar-com-fios-em-paredes/>. Acesso em: 29 abr. 2010

PORTAL EXAME ABRIL, Tecnologia: A Rede Elétrica Inteligente. Disponível em: <http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0948/tecnologia/rede-eletrica-inteligente-485838.html>. Acesso em: 29 abr. 2010.

BAIXAKI, Smart Grid A Rede Elétrica Inteligente. Disponível em: <http://www.baixaki.com.br/info/3008-smart-grid-a-rede-eletrica-inteligente.htm>. Acesso em: 29 abr. 2010.

BAIXAKI, O Que São E Como Funcionam Os Carregadores Indutivos. Disponível em: <http://www.baixaki.com.br/info/3447-o-que-sao-e-como-funcionam-os-carregadores-indutivos-para-celulares-.htm>. Acesso em: 29 abr. 2010.

OLHAR DIGITAL UOL, Carregadores Indutivos. Disponível em: <http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia.php?id_conteudo=7300>. Acesso em: Acesso em: 29 abr. 2010.

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